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terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

Florescer! Frutificar!

 

Não quero dizer  nada que não pudesse ser dito,

Dizer apenas lendo o interior e disseminar palavras,

Ir além do meu passo estendido, ganhar o outro lado da rua,

Buscar o mundo!

Não prender com amarras ou ancoras minhas crias,

Cuidar como se foram pássaros prestes a voar,

Ganhar o céu!

Fazer parte de qualquer lugar que queira estar,

Do mais alto ao mais plano e mesmo no mar,

Navegar oceanos!

Deixar nas letras, sementes, germinar palavras.

Florescer e frutificar!

Prenda! Desprenda! Seja!

 

Não posso me desprender de quem sou, mas minha alma passeia por outros eus em busca de mim,

Não posso me desprender desse lugar agora, mas minha alma viaja por tantos mundos,

Não posso! Mas quero!

Alçar voos e buscar no infinito do horizonte a parte que falta de mim, o meu fio de cabelo que o vento levou, os fragmentos de pele que os anos fizeram trocar e encontrar as partes de um eu que habita dentro de mim, mas que só eu vejo, que só eu sinto e sei como sou.

Não posso! Mas quero! Voar!

Ir além do que os outros podem me ver, ser o eu além de todos os julgamentos, e respirar!

Sentir o frescor da brisa que adentra em minhas narinas e inflam minha alma de mim.

Se quero? Se posso? Se voo?

As interrogações de tudo que me cerca e as costas do outro que me analisa, mas se me mexo os olhos se voltam em minha direção.

Pensar! Pensar? Pensar: analisar o reflexo no espelho, olhar além de tudo que é corpo e buscar além dos reflexos, das imagens e se tornar real.

Ser! Ser? Ser: abrir-se e desnudar-se de todos os julgamentos, de todas análises e levitar.

Vento! Vento? Vento: o invisível que faz a vida ser real, a leveza de ser e existir tal qual como se é.

Não posso me desprender?

Se quero?

Pensar?

Ser?

Vento?

O que me prende tantas vezes me liberta, mas nada me faz mas eu do que o vento. Mestre as velocidades, presente em nosso mundo, mas invisível aos olhos, mas sentido quando tocado.

Não posso me desprender? Posso! Quando eu me desprender que me torne vento!

Vivemos bolha! Vivemos Ilha!

 

Há uma frase que diz que não moramos em uma bolha, mas vivemos em uma ilha.

Você concorda ou discorda dessa afirmação?

As bolhas podem ser perfuradas, podem se romper, mas há viver em uma ilha, não temos muitas opções quando a ilha é a cidade que moramos, o país o planeta. Não há caminhos que nos façam fugir dessa realidade.

Há?

Você pode estar pensando e se eu for para o alto de uma colina e morar numa caverna? Ainda assim estará na ilha.

E se eu pegar um foguete e for para lua ou então para um planeta? E se, é essa a pergunta? Quando você embarca? Já marcou a viagem?

Então se eu criar a minha ilha, me isolar, buscar viver do meu jeito sem precisar nada da ilha? Ai você estará criando uma bolha.

Responda:

Sua bolha é autossustentável até quando?

Logo, eu em meu pensamento, creio que a frase acima é mais do que correta e verdadeira!

E se olharmos a nossa volta nesse instante, posso não ver de fato além da parede, mas algo esta acontecendo ali neste momento. Pessoas conversando, dormindo, comendo, vendo tv, indo as compras, indo ao trabalho em resumo fazendo as tarefas e aplicando os diversos papeis que temos a cada 24 horas.

Quais papéis e tarefas têm executado em 24 horas?

......

......

Uffa! Em pensar que somos atores (agentes) do nosso tempo e ao mesmo tempo regrados por ele. Ah o tempo!

Bom não é dele especificamente que eu vinha falando, mas ele já apontou que até aqui você aplicou alguns dos seus minutos diários e contabilizou pensamentos e sensações que podem ser seus, estar na bolha, mas ainda assim na ilha.

A palavra que eu acredito que defini melhor o que a cada 24 horas acontecem na ilha é coletividade.

Sim coletividade!

Ao mesmo tempo em que você lê este texto agora, outras inúmeras pessoas leem algum texto em algum lugar da ilha, assim como muitos comem, dormem, trabalham simultaneamente uns aos outros. Não há bolhas! Todos estão a fazer algo em algum lugar em um tempo que alguém em algum lugar e algum tempo faz simultaneamente comigo ou em ordens diferenciadas, mas ainda assim cadenciadas e simultâneas a outras.

Que loucura! Que viagem!

Já observou aqueles presépios em movimento em que tudo acontece ao mesmo tempo e por baixo do tabuleiro os cabos, engrenagens, fios e circuitos se interligam?

Nossa ilha é simultânea, sincronizada e composta por elementos plurais.

O plural das inúmeras pessoas que são e fazem tudo como você ou o plural das pessoas que agem e fazem tudo de maneira diferente ao seu, mas fazem e estão na ilha.

Talvez agora você me pergunte o motivo dessa interpretação e contextualização da frase citada no inicio desse texto.

Justamente para convidar a pensar no coletivo. Que todas nossas ações interferem no meio e fazem parte da mesma ilha.

Termino com a seguinte pergunta:

Se não vivemos em uma bolha e moramos em uma ilha, como será a vida em sua ilha a partir das suas ações?

 

Boa reflexão!

Vai entender!

 


Hoje me veio aquela melancolia que faz os olhos encherem de lagrimas.

O choro fica represado dentro de mim,  não deixo transbordar. Nos fones de ouvido as musicas me embalam e alimentam todo esse saudosismo que me invadiu pela manhã.

O dia de ontem interfere no que sou hoje, e o ontem é saudade de tanta coisa que me permito sonhar com o que gostaria e como desejo que sejam dias futuros.

Quanta saudade cabe dentro do mundo de uma lágrima?

Brotam com ela tantos sentimentos  que acabo por criar dentro de mim um turbilhão de sensações que muitas das vezes chegam a apertar o peito e por instantes congelo dentro de mim na sensação de por fração viver o que sinto deixando fluir cada manifestação de sentimento.

A única amarra fica nas lágrimas, que choram “pra dentro”, não descem  pelo rosto e vão regar o turbilhão aumentando mais ainda a sensação de aperto e corda que poderia envolver meu peito prendendo-me aos sentimentos que na verdade eu gostaria de extravasar.

Carrego dores! Carrego traumas! Carrego alegrias! Carrego momentos bons!

Levo comigo inúmeras coisas, mas algumas acabam por ter um peso maior. Nos arca! Puxa para baixo e me deixa triste.

Hoje o dia de fato esta assim!  Vai entender! 03/08/2022 – 10:22

PAUSA

 PAUSA!


Há momentos em que a pausa não é um tropeço, mas um caminho,

Momento de entrar em si e buscar em cada lugar as gavetas bagunçadas da alma,

Virar tudo, bater no fundo e remover todo mofo e quinquilharia acumulada na memória obsoleta do tempo,

Esquecer o que já não lembrava, mas que ainda assim ocupava lugar em alguma ruga do passado.

Arejar! Buscar com novo folego refazer traçados, mapear novos caminhos e estabelecer paradas, pausar.

Nas pausas o recomeço! Nas pausas se observa tudo que a corrida do tempo impediam de ver, era somente horas, datas e cada vez mais vendas para o interno.

Pausar! Pulsar! Permitir!

No parar de um instante, recarregar.

No diminuir o ritmo, reviver.

A vida é movimento, mas o movimento nasce da pausa, pois tudo que há força precisou do impulso!


segunda-feira, 10 de julho de 2023

Hoje é o dia!





Talvez um dia eu acorde sem lembrar do dia de ontem, 

Talvez um dia eu dê um passo pela casa sem saber de fato onde estou, 

Talvez um dia....

Talvez um dia eu veja alguns retratos na estante e me pergunte quem são aquelas pessoas?

Talvez um dia ao bater a fome eu queira o meu prato preferido, sem lembrar que esse mesmo prato foi minha ultima refeição até então, 

Talvez um dia...

Talvez um dia eu escute uma música ao qual já tenha dançado muito e me pergunte quem está cantando?

Talvez um dia eu esqueça de regar minhas plantas por não saber o que elas fazem ali por perto, 

Talvez um dia eu esteja a mesa do jantar sem saber quem são as pessoas que jantam comigo,

Talvez um dia....

Talvez um dia eu sinta o frio na madrugada, mas não tenha a capacidade de puxar o cobertor para me aquecer, 

Talvez um dia alguém me sirva um chá e eu o esqueça na xicara ao lado da poltrona, 

Talvez um dia eu receba um abraço de alguém com meu perfume favorito, e eu estranhe sem saber o que está acontecendo, 

Talvez um dia...

Mas que dia?


Pense ao menos nesse dia.


O dia em que você acordou sabendo que seria a data de muitos afazeres, 

O dia em que você andou pela casa e buscou seu quarto para descansar, 

O dia em que o retratos na estante diminuam a saudade de pessoas e momentos, 

O dia em que você parou para degustar seu prato preferido, 

O dia em que você cantou todas musicas de seu álbum favorito, 

O dia em que você regou suas plantas e até mesmo conversou com elas admirando as floradas, O dia em que você sentou para jantar rodeado de familiares e amigos, em uma bela confraternização, 

O dia em que deitou para dormir, enrolou os pês no cobertor e se aqueceu até que o sono viesse, 

O dia em que você tomou sua xicara de chá lendo refletindo com belas poesias, 

O dia em que você foi abraçado e se sentiu acolhido e amado.


Talvez um dia...o dia em que você viveu tudo isso seja o mais importante.

O dia é hoje, é agora! Dia de deixar para o amanhã todo o bem que você pode se permitir hoje.

Esse é o dia!

E talvez um dia, todos os dias tenham valido a pena, a partir do dia em que você se amou e colocou como prioridade você ser feliz.


Hoje é o dia! 

segunda-feira, 26 de junho de 2023

SOLTE-AS!



Não quero dizer  nada que não possa ser dito,

Dizer apenas lendo o meu  interior e disseminar palavras,

Ir além do meu passo estendido, ganhar o outro lado da rua,

Buscar o mundo!

Não prender com amarras ou âncoras minhas crias,

Cuidar como se fossem pássaros prestes a voar,

Ganhar o céu!

Fazer parte de qualquer lugar que queira estar,

Do mais alto ao mais plano e mesmo no mar,

Navegar oceanos!

Deixar nas letras, sementes, germinar palavras.

Florescer e frutificar!

Solte-as!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

MEMÓRIAS!

 


As vezes não sei nem o que dizer, outras vezes se quer me dou ao trabalho de falar tudo que sei e tudo que sinto.

É um misto de interesse e de abandono que me coloco como um móvel ao qual não queremos mover de lugar, o lugar é ali, deixa ali,  esta bem ali.

As poeiras se acumulam na alma que nem o vento do teu silencio foram capaz de remover,  acaba impregnando e numa simbiose passa a fazer parte do que sou.

Memórias!

Simplesmente à ela passo a pertencer e aquela saudação irônica do “oi sumido” sumiu e desapareceu na rolagem vácuo que ficou em nossa ultima conversa.

Ainda falo,  ainda penso e por diversas vezes imagino como reagirias aos acontecimentos e os causos do cotidiano.  A conversa era leve, dava risadas, outras fazia sentir raiva e até a xingar. Hoje o diálogo é mudo e frases de efeito ou opiniões mais rígidas sobre o assunto não despertam mais nada.

Ela cresceu por entre todos o versos, por entre todas as prosas e se tornou um esparramar de letras que não fazem mais tanto sentido,  formam somente a definição de apatia, de não estou nem ai, e eu com isso?

Por tantas vezes houve o calor das conversas e o frescor das risadas, aquelas que tirava o folego e doía a barriga e fazia com que o tempo parasse e só que era bom ficava no ar.

Memórias!

Ao vasculhar gavetas do armário abro não somente elas, mas destampo  cada caixa da memória em que guardei o que era bom. No pacote amassado jogado no fundo de qualquer  lugar , algum vestígio do que era ruim e marcou, criou cicatriz.

É estranho estar presente sem que o que é passado pudesse me acompanhar para o futuro e ir além de qualquer planejamento.

Surpresas!

Quando as imaginamos, nos vemos como nos filmes em que todos etão ao seu redor  e ficam na expectativa da sua reação ao novo que recebes sem saber que iria chegar. Nem sempre as surpresas sorriem! Elas podem de forma a fazer jus ao próprio nome, de surpresa, sorrateiramente vir e levar os sorrisos que eram tão intensos.

Eu sei que sorrir com saudosismo é trazer ao presente o perfume e o gosto do passado.

As memórias  emergem mas não flutuam por todo tempo, oscilam como as ondas, hora nas profundezas escuras, hora na superfície clara.

As pessoas se reencontram, mas não reencontram o momento!

Os destinos se cruzam mas nem sempre o cruzar faz tecer a trama do ficar.

Ah! Memórias!

segunda-feira, 27 de junho de 2022

Como o plástico bolha.

 


Entre devagar como quem não quer nada pare a espreita e fique observando.

Não tire minha  concentração neste momento de imersão,

Onde mergulho fundo ao contemplar o nada, vendo somente o meu interior.

De raso e abstrato ao profundo e concreto, viajo dentro de mim!

Pulsando em cada lampejo e lapso de memória o que vivi e o que sonhara em viver antes do derradeiro suspiro.

Ah quanta coisa vejo e acabo por viajar em todos os sentimentos e sentidos, sentindo em minhas narinas o cheiro da manhã de chuva.

Umedeço os olhos como se cada gota de chuva estivesse a lavar meu rosto e o sonho se torna cada vez mais real, trazendo à tona todo o sentimento e experiência que já pude contemplar.

A vida é maravilhosa!

Venha! Saia deste canto e senta-se a sala comigo. Vamos conversar!

Preparei o melhor doce que pude e caprichei no ponto do café, espero ter acertado!

Assim como um singelo gotejar de orvalho, me propus de forma sutil dar um encanto a nossa conversa.

Falar da vida, olhar o que passou e suspirar pelo que pode vir, ter os pés no chão, mas em alguns momentos flutuar com sutileza, sem desgrudar de vez de onde se está.

Oh tempo! E da alvorada ao anoitecer o espaço dos acontecimentos.

De poucos, de muitos, e do lugar onde a estática só observa querendo chegar mas não consegue.

E o que íamos falando mesmo?

O tempo passa e com ele nossa conversa flui tal como vento pelas frestas e as aguas pelos rios, tudo se vai e tem seu curso e  a palavra finda.

O som encontra o silêncio, o dia encontra a noite, sol encontra a chuva e a vida encontra a morte.

O espaço entre dois é feito de encontros.

E então as pessoas se encontram e reencontram,  mas não encontram ou reencontram  o momento, o espaço do ar se rompe, e somos  o  plástico bolha, estaremos ali, mas sem o ar,  nossa função se foi.

A ausência de espaço é despedida!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

PRECISAMOS CONVERSAR!

 

Precisamos conversar!

 Sente-se aqui ao meu lado me dê de presente a sua preciosa companhia, vamos conversar!

Pensar um pouco juntos, falar aquilo que está a tempo trancado nos esconderijos de nossa alma, sejam dores, mágoas ou frustrações. Sim isso também faz parte dos dias, mas fazer parte não quer dizer que tenhamos que carregar por uma vida inteira.  Deixe esses pesos no caminho, bem onde eles ocorreram, siga adiante e não olhe para trás com pesar de ter deixado.  Pergunte-se: Eu precisarei disso no meu futuro?

Ninguém precisa de mágoas, dores e ressentimentos para viver, embora eles por algumas vezes tenham feito parte de nossa jornada.  Veio, aconteceu, já deixou sua contribuição a nos tornarmos fortes, a pensar em tudo e em todos e pronto, já se foi.

Nesse momento você deve estar se perguntando: “Ah se fosse assim fácil”.

Mas me diga, porque não haveria de ser?

Já me sentei à beira do caminho tantas vezes me questionando o que eu estava fazendo ali, ou mesmo porque escolhi esse caminho para percorrer.  A força encontrei em uma palavra APRENDIZADO. Quem aprende, é mais resistente e forte a cometer o mesmo erro outras vezes. Mas acontece, e quando percebemos já cometemos. Outra vez sento a beiro do caminho e me faço as mesmas perguntas. O erro pode até se repetir, mas com certeza a resposta para ele será outra, encontraremos uma solução diferente da primeira vez. E assim a vida vai fazendo o seu laboratório.

Então me responda:

O que se faz em um laboratório?

Pense...

Hum....sim pode ser, é isso também, mas o que mais?

Em resumo, se faz análises, se faz experiências, e disto tiram-se os procedimentos, as receitas, as bulas. Mas voltando a vida, o que precisamos mesmo para continuar a caminhar no mesmo caminho e sair dos mesmos obstáculos?  Experiência!

Quem não sofreu alguma dor, não sabe qual remédio tomar para aliviar o sofrimento.

Você sabe!

Sim não é pergunta, é uma afirmação, VOCÊ SABE.

Quantas vezes, qual a dosagem, se dose única ou homeopática, você vai decidir.

Aliás, olha que interessante à palavra e todo seu contexto... ”Você vai decidir”.

A vida é feita de decisões!

Se no bom comparativo, o bom jogador só define o jogo com o gol da vitória se ele analisa e conhece seu adversário. Observe novamente falando em análise e experiência.

O que a vida tem lhe dado naquelas vezes em que você sentou a beira do caminho e chorou, ou naquelas em que você não viu nada além de um problema e achou que tirar sua vida era resolver tudo. Deixo frisado que, assim o que acaba é a vida, o problema continua e com isso você ao morrer gera outros.

Vamos viver! Analisar! Ser experientes!

Em outro comparativo temos o jogo de xadrez. O jogador muitas vezes por minutos, às vezes horas analisa e estuda como fazer, seu objetivo é o cheque mate.  Foi e venceu!

Sim, eu sei. E se não vencer?

Se não vencer, as derrotas lhe trarão o que já falei acima, aprendizado. Os erros tendem a ser evitados, e se ocorridos, as estratégias serão outras. Uma hora acertamos e vencemos!

Vai desistir antes ou persistir e poder comemorar a sua vitória?

Você é quem sabe e é livre para tomar as suas decisões, mas lembro de que há um grande técnico que pode lhe dar as dicas de uma “boa jogada”. Deus! Siga em frente, mas não se esqueça dele, pois com certeza ele te dará as dicas de como vencer.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

BILHETE!

 

Anderson Tomio


Quando voamos pela primeira vez, ou quando é o nosso primeiro discurso, o frio na barriga aparece de forma a sentir congelar por dentro. Paralisamos por segundos e por outros tantos seguimos na superação se desprendendo e ficando a vontade a cada minuto que passa.

Depois da conclusão olhamos para trás e vimos que tudo foi superado, as mãos ainda úmidas do suor frio,  o coração acelerado como de quem correu uma maratona são sinais de nossa euforia do após, do concluído.

Muitas das vezes nos desembestamos a falar sem parar relatando tudo por diversas vezes, contando mais uma vez, e outra e novamente a quem já ouviu e à nós mesmos o que vivenciamos naquele episodio.

A vida é repleta deles! Quantos episódios!

E imaginar que de fato pegamos um roteiro as cegas, que até nos planejamos e criamos algumas expectativas, mas na hora o que tem que ser, é e acontece.

Supressas! Sim muitas,  desde as felizes até as tristes. Como dizemos hoje, quem nunca?

E a questão é, o fim de ano se aproxima e como quem coleciona  figurinhas vamos juntando cada uma delas ao longo do ano. E que ano!

De muitas supressas, de alegrias e de choro, momentos felizes e tristes, mas que fizeram parte do “álbum 2021”.

Não tem como não lembrar de álbuns inacabados, de paginas que faltaram ser completadas e coleções que não serão mais completadas. A vida também é bruta as vezes, seja para o bom ou o ruim.  Não há como julgar o que ela nos reservar, nem o que já nos apresentou e se julgamos não haverá entendimento para tal. Mistérios!

Chegou até aqui, comemore! O dia de hoje está fazendo parte do seu álbum e com ele você ira por mais uma nova figura colada na pagina.

Quase concluído!

Façamos a retrospectiva e peneiramos o que foi bom. Estes tem lugar especial!

De hoje, só meu convite a refletir! Pensar sobre o que você não tinha percebido,  sobre tudo que passou e agora esta aqui. Obrigado por este tempo aqui comigo.

Agradeça pela sua vida!

Bom e abençoado fim de ano e  Feliz e harmonioso Natal.

terça-feira, 15 de junho de 2021

Não negue!

 

Não negue que alguma vez você tenha perdido,

Não negue que o tempo está passando e a idade se acumulando,

Não negue nada.

A vida é feita de afirmações!

Afirme que você já perdeu, mas também lembre-se de todas as suas vitórias.

Afirme que o tempo está passando, e a idade só a comprova que ganhas experiências.

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Por vezes! Por tantas delas!

 


Anderson Tomio


Por vezes deixei escapar o perfume de minha alma,

Por vezes perdi no tempo o que há dos meus fragmentos,

Por vezes fechei meus olhos no querendo ver o que deixei e os mantive fechado por medo de ver o que podia vir,

Por vezes! Por tantas delas!

Por vezes deixei que o som da minha voz ecoasse somente dentro de mim e por vezes quando me permiti falar, falei baixinho para que ninguém me ouvisse.

Por vezes! Por tantas delas!

Fechei minhas mãos com toda força possível querendo segurar o que pouco restou de uma história, mas tudo se perdeu por entre os dedos.

Por vezes busquei o banho, e tive na a agua do chuveiro e o disfarce para minhas lágrimas.

Por vezes me tranquei em meu quarto querendo me isolar e fugir do mundo, sem saber que eu entrava no meu mundo e mergulhava em mim.

Por vezes! Por tantas delas!

Por vezes permaneci no escuro buscando refugio para me esconder, acender a luz era me desnudar não só a pele, mas todos os meus sentimentos.

Por vezes me encolhi, entrei debaixo de minha cama como quem entra em um esconderijo, um bunker buscando todo o abrigo e proteção.

Por vezes! Por tantas delas!

Por vezes conversei comigo e chorava ouvindo meus dramas, mas sendo incapaz de aconselhar o meu que ali desabafava.

Por vezes me perdi em mim, querendo ser o que as pessoas queriam que eu fosse, mas nunca fui.

Por vezes o tom de voz mudou querendo ser firme e dono se si, impondo uma personalidade e firmeza que até então não existia.

Por vezes! Por tantas vezes!

Por vezes olhei somente para mim, meus problemas, meu mundo, meus dilemas, minha bolha, acreditando ser o pior de todos humanos.

Por vezes, me vi no fio de quem corta o laço e abre a caixa, mas eu cortaria o laço da vida, sem saber o que haveria dentro da caixa.

Por vezes, por tantas vezes, perdi tudo que sou um resumo que só restava o ponto, e era eu. Ponto final ou ponto de partida, mas eu era o ponto.

Por vezes! Por tantas delas!

Por vezes e por tantas delas me encolhi feito mola, silenciei mais que o vento, me escondi como uma sombra no escuro, mas sentia o pulso, o meu “in-pulso” e por uma vez, a decisiva delas, decidi ser eu.

Por vezes, por tantas vezes, hoje confio em mim, me olho no espelho e sei quem sou e meu mundo tem portas, abri mais janelas e ecoei.

E o in, agora pulso, o in o então tenso, agora in-tenso de viver.

Viver! Pulsar! Intenso! Por vezes! Por tantas delas!


quinta-feira, 29 de abril de 2021

QUE DIA É HOJE?

Anderson Tomio 


Você já parou para pensar que dia é hoje?

Qual o dia em que hoje representa em sua vida?

Ah, são tanto os dias em que deixei de pensar o que pudesse ser ou o que esse dia seria para mim, que me perdi muitas das vezes no tempo e na própria existência.

É algo vago, a vaga do tempo criada em nosso interior, em nossa memória em que vivemos no automatismo da vida, da correria do cotidiano e vamos indo, somente indo, a passos lentos, a passos acelerados, mas vamos indo, alternando ritmos e como em uma composição pulando as notas da vida e fazendo da vida, tempo e sincopas perdidas no eco do nosso barulho interior e na dissonância da composição que fizemos, e executamos a cada dia e chamamos de vida.

A vida é alma! A vida é ato! A vida é composição!

Do que você executa com alma, atua com afinco e compõe com maestria e assim preenche espaços, ocupa as vagas, “desvaga” a nossa vida e sentimos utilidade, ativos e integrantes do dia, sim daquele dia em que você acordou e nem se quer sabia o que era,  de onde veio e para onde iria?

Ah pensamentos!

A vida é frenética! O tempo é rápido! As memorias curtas!

Vivenciar o dia, escutar a vida e compor cada tempo como se fosse o derradeiro, o prenuncio do fim que sabemos que chega, mas não sabemos quando. Deixamos o fim, para o fim! Vivemos de começos e meios! E nesse espaço de vida, nessa parte de tempo, sejamos únicos e como notas de um bom perfume, deixe rastros.

Mas qual o perfume da vida?

Poderia te dizer de notas, fragrâncias cítricas e amadeiradas, mas o perfume da vida é viver! O Perfume da vida tem cheiro de bom dia, de boa noite , sorrisos e lagrimas,  medos e coragens. A vida é única, mas seus ingredientes são os mais variados. Não queira ter um único sabor, se tempere! Se conheça! Ao final do dia, ao meio dos começos saber que dia é hoje, o ele representa para mim, os sons , sabores, temperos que fizeram parte  e ser inteiro. Se construir e reconstruir a seu modo, a seu tempo mas não compactuar com a inercia.

Sim, deixe a inercia para o relógio sem pilha, que não deixa de ser relógio, mas não cumpre sua primaz função que é contar as horas de um dia que passa, mas para ele não anda.

Tenha pilha! Energia de vida e de vontade de fazer o novo. Executar o comando que pode mover seus dias e se encontrar no espaço, no tempo e na vaga.

Ser! Viver! Recriar-se!

Ah e quanto aos pensamentos, eles viajam no espaço do seu tempo, mas que tempo? Que dia?

O dia de hoje, qual dia, e o que ele representa em sua vida?

 


terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Bolha X Ilha


Por Anderson Tomio 

Há uma frase que diz que não moramos em uma bolha, mas vivemos em uma ilha.

Você concorda ou discorda dessa afirmação?

As bolhas podem ser perfuradas, podem se romper, mas há viver em uma ilha, não temos muitas opções quando a ilha é a cidade que moramos, o país o planeta. Não há caminhos que nos façam fugir dessa realidade.

Há?

Você pode estar pensando e se eu for para o alto de uma colina e morar numa caverna? Ainda assim estará na ilha.

E se eu pegar um foguete e for para lua ou então para um planeta? E se, é essa a pergunta? Quando você embarca? Já marcou a viagem?

Então se eu criar a minha ilha, me isolar, buscar viver do meu jeito sem precisar nada da ilha? Ai você estará criando uma bolha.

Responda:

Sua bolha é autossustentável até quando?

Logo, eu em meu pensamento, creio que a frase acima é mais do que correta e verdadeira!

E se olharmos a nossa volta nesse instante, posso não ver de fato além da parede, mas algo esta acontecendo ali neste momento. Pessoas conversando, dormindo, comendo, vendo tv, indo as compras, indo ao trabalho em resumo fazendo as tarefas e aplicando os diversos papeis que temos a cada 24 horas.

Quais papéis e tarefas têm executado em 24 horas?

......

......

Uffa! Em pensar que somos atores (agentes) do nosso tempo e ao mesmo tempo regrados por ele. Ah o tempo!

Bom não é dele especificamente que eu vinha falando, mas ele já apontou que até aqui você aplicou alguns dos seus minutos diários e contabilizou pensamentos e sensações que podem ser seus, estar na bolha, mas ainda assim na ilha.

A palavra que eu acredito que defini melhor o que a cada 24 horas acontecem na ilha é coletividade.

Sim coletividade!

Ao mesmo tempo em que você lê este texto agora, outras inúmeras pessoas leem algum texto em algum lugar da ilha, assim como muitos comem, dormem, trabalham simultaneamente uns aos outros. Não há bolhas! Todos estão a fazer algo em algum lugar em um tempo que alguém em algum lugar e algum tempo faz simultaneamente comigo ou em ordens diferenciadas, mas ainda assim cadenciadas e simultâneas a outras.

Que loucura! Que viagem!

Já observou aqueles presépios em movimento em que tudo acontece ao mesmo tempo e por baixo do tabuleiro os cabos, engrenagens, fios e circuitos se interligam?

Nossa ilha é simultânea, sincronizada e composta por elementos plurais.

O plural das inúmeras pessoas que são e fazem tudo como você ou o plural das pessoas que agem e fazem tudo de maneira diferente ao seu, mas fazem e estão na ilha.

Talvez agora você me pergunte o motivo dessa interpretação e contextualização da frase citada no inicio desse texto.

Justamente para convidar a pensar no coletivo. Que todas nossas ações interferem no meio e fazem parte da mesma ilha.

Termino com a seguinte pergunta:

Se não vivemos em uma bolha e moramos em uma ilha, como será a vida em sua ilha a partir das suas ações?

 Boa reflexão!

 

 

 


segunda-feira, 28 de setembro de 2020

E a empatia?

 Por Anderson Tomio


Ando tão pensativo ultimamente, que se paro por algum segundo sou capaz de fazer uma volta ao mundo e com várias escalas.

A mente voa, os olhos fecham e temos o mundo diante de nós!

O momento não é de ir e de vir, mas de ficar. Ficar cada dia mais consciente de que um novo mundo esta surgindo.  Estamos na fase da lapidação.

O mundo expõe as suas mazelas,  está dando as caras e revelando seus problemas. São  anos de maus tratos a natureza,  a educação, a ciência e as pessoas. Sim, a humanidade se maltrata e não percebe. O meu ato isolado se torna coletivo e hoje as mazelas mundiais afloram.

Entendo que você dirá que fechei os olhos por muito tempo e a minha viagem nos pensamentos foi muito longa, profunda demais ou até mesmo insana. Mas viajei em busca de respostas, em busca da realidade.

Encontrei fatos que não sei se são acontecimentos ou cicatrizes que se abriram.  São enxurradas, terremotos, erupções vulcânicas,  ciclones,  guerras, temperaturas extremas, aumento dos oceanos,  extinção de animais e o surgimento de novas epidemias e pandemias.

Há o caos instalado e silencioso, que nem nos dávamos conta se não fosse por 2020.

Você pode me dizer que isso sempre existiu e que está dentro da normalidade. A normalidade aqui é cuidar! Fazer cada um sua parte, sem de forma micro ou macro dimensional, mas cuidar.

Tenho ouvido a frase da moda “ o novo normal”. Mas que novo normal é esse?

Habituar-se ao caos e não fazer nada para reverter algum dano causado?

O “novo normal” é ser inerte?

Não devemos nos habituar, e sim passar esta fase de forma adequada a ela, mas não credo que isso será e deve ser um habito concebido e que deve ficar.

O que é bom deve ficar! O que é bom deve permanecer!

E esta muito vem, muito se vai, feito cometa as vezes demora voltar; a empatia. O ser humano  cerceado de seu mundo de valores, rótulos e crenças,  permite que tudo tome lugar primordial a ser empático, a ser humano e ser amoroso.  As filosofias vãs ganham destaque e nós perdemos a dignidade humana.  Nosso conhecimento que poderia ser utilizado para nos melhorarmos,  serve hoje para causar e aparecer.  O imediatismo do dedo apontado.

E assim....por entre essa mesma mão que ostenta esse dedo apontado, a vida se esvai como poeira ao vento. E o tempo passa, passou.

A viagem do pensamento se perde,  os focos mudam, e o que é meu primeiramente é direcionado, e valido é primordial.

Ah o outro, é só o outro. O mundo é só o mundo;  não irei precisar dele eternamente, então de que vale?

Vale perguntar, e a empatia, mora onde?

 

terça-feira, 5 de maio de 2020

10 anos de blog - 10 anos de sonhos!





Dia 26/04/2020 fez 10 anos que abri este canal para a publicação dos meus escritos.
Quanta coisa publicada, quanta coisa vivida e quanta coisa vista até aqui. Um sentimento? Felicidade!
O que não era assim tão pretensioso e que de alguma forma podia ter ficado pelo caminho, ainda floresce!
Olho para cada dia que venho aqui alimentar as postagens e me nutrir do carinho recebido por cada visitante e cada leitor, e tenho satisfação!
O universo das letras,palavras é magico! Um passaporte para imaginação, para vivencias e para o acesso a lembranças que armazenamos na memoria chamados de carinho.

10 anos!

O meu primeiro poema aqui postado,  as primeiras reaçoes de leitores, que afago na alma.
"Bloguear" é abrir uma porta e se conectar com o mundo. Mais de 60 paises, tantos idiomas o traduziram ao ler. Os registros de pesquisa no google que como gps apontaram o caminho deste espaço que é tão nosso. Eu e você! No que escrevo, no que você lê, nós juntos e misturados.

O melhor dos poemas que eu poderia publicar se resume em uma frase: MUITO OBRIGADO!

GRATIDÃO é o enrendo deste lugar!

E como quem engatinhava, nos primeiros poemas, abaixo o primeiro publicado aqui.
Não seria menos apropriado para abrir essa nova estrada....SONHAR!
E meu sonho ainda existe! 10 anos aqui. Outros ainda em maturação, mas são sonhos.

Sonhe comigo!


Sonhar
(Anderson Tomio)

Sonhar um sonho
que vem na mente
quase real
ate mordidas de dente
parece arrancar tudo afinal
mesmo que não machuque
é uma ilusão ou sinal.

Nada pagas por sonhar
então feche os olhos e durma...sonhe
o sonho logo virá.
Se é triste é pesadelo
se alegre, sorria, ria
pois sonho bom é igual perfume
o vento leva.

Em meu sonho sonhado
lindas coisas sonhei
sonhei que tinha sonhado
com pegadas na areia
mas a onda apagou o sonho
que numa noite avistei.

Ficou marcado pra sempre
aquele sonho sonhado
que foi pequeno e rápido
mas não foi ultrapassado
não era um simples respingo
mas uma gota de felicidade.

Sou feliz porque sonho
e sempre quero sonhar
seja com o que for
ou de quem neles lembrar.

Isto sim,
quero viver o que tenho sonhado
e novamente vou marcar
pois se o tempo apagar
sonho...que o sonho se refaça,
a noite renasça um pequeno viajar


quinta-feira, 2 de abril de 2020

Quando as portas se abrirem....


Por  Anderson Tomio 

Quando as portas se abrirem, eu que agora recluso em meu apartamento,
tenho o tempo vem diante dos olhos, abertos que busca olhar além,
não além querendo ver o horizonte, mas querendo ver além de cada segundo, buscar respostas.
Quantas dúvidas vem a tona neste momento em que por querer viver somo colocados, entramos obrigados o voluntariamente em nosso cantinho do pensamento.
Era preciso parar! O ritmo frenético do mundo pedia uma parada, mas de que forma parar?
Não haveria maneira de frear nossa velocidade, seres humanos destemidos e teimosos que atarefados não querem parar diante dos ponteiros do relógio. A modernidade tem pressa!
Em reclusão, o tempo tem outra conotação. Os minutos respiram compassadamente os sessenta segundos, os milésimos abanam nos dando tchau, nessa dança do tempo ao qual agora percebemos existir e ser tão concreto.
A abstração de tempo, está sendo redefinida!
O tempo é complexo, o tempo é composto, o tempo é soma, e hoje mais do que nunca o tempo tem ingredientes que estavam ao nosso alcance e agora mesmo que queiramos não o conseguiremos de imediato. O tempo agora é feito panetone, que com frutas cristalizadas ali todas na mesma massa, fermentando no decorrer dos dias, quando pronto ainda ficam longe umas das outras. Quanta maturação teremos que passar? Qual o ponto de nossa massa para que fique pronta?
Quantos ingredientes gostaríamos de por, mas neste momento não estão ao nosso alcance pra toca-los, quantos olhares, abraços, beijos e afagos de saudade caberiam nessa receita.
Estamos reclusos, mas ganhando massa. Adquirindo novos valores, refletindo sobre os que já tínhamos, vamos ressurgir!
Quando nossos claustros se abrirem, novos seres humanos sairão da maioria das portas e tapumes, sairemos com a sede não só da liberdade, da paz, de saúde, mas correremos ao encontro do outro. Quantos outros? Pais, mães, filhos, amigos e todo um circulo que parou momentaneamente de girar, a roda da vida freou por um instante e você por muito perguntou se ia ou não parar? Você que estava nessa roda, imprimiu o ritmo da sua vida, as batidas do seu coração e sua respiração puderam ser ouvidas. O ser humano deu-se conta que é vida!
Seremos novos? Há quanto tempo não chorávamos de saudade de quem vimos na semana passada, por não saber se veríamos novamente. Há quanto tempo sentar-se a mesa com a família reunida na aquele almoço de domingo e saborear um bela refeição não ocorre? Será que o cardápio será mais importante do que a reunião das pessoas?
Transformações! É isso mais do que nunca que devemos agora levarmos conosco. As nossas arestas, o nosso lado cinza deve ser lapidado. Aprendermos!
E quando as portas se abrirem e você puder sair, lembre-se! Deus está contigo e  lhe acompanha!


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Imagem original:
https://psicosaude.wordpress.com/2011/06/08/abrindo-a-porta/

quarta-feira, 1 de abril de 2020

A VILA






Amanhecia logo apos a noite  chuvosa e os campos molhados da chuva se levantavam a balançar ao sabor do vento que ecoava no alto da colinas. O sol aumentava seu brilho a medida que as horas iam passando e o pico do meio dia se aproximava. O sol vinha para imperar toda sua majestade de luz e energia sobre os campos do alto da colina e sobre o pequeno vilarejo que seguia pacatamente aos pés do grande monte.
Nada de novo ou extraordinário tinham acontecido ate aquele momento e a vila vivia da mesma forma como nos seus últimos cem anos. As tradições, costumes e o ritmo de vida era o mesmo de um século, ao qual iam passando de geração a geração como se fosse um mantra a se repetir por pais, filhos e netos. Os rostos era todos parecidos, os sorrisos e as linhas de expressão daquele povo parecia ser o mesmo mapa, o mesmo jeito de linhas, curvas e  relevos. Mas o tempo, mesmo sem imprimir grandes mudanças, passou!
Os mais jovens queriam o despertar do tempo, os mais velhos que ele continuasse do jeito que estava, sem grandes transformações.
Mas quais transformações? ja percebeu que você pode estar morando nesta vila neste exato momento? Quer que tudo fique do jeito que está, porque você tem medo do novo.
Quais seriam as mudanças que você poderia fazer em sua vida e que contribuísse consigo e com os outros de sua vila?
O sol que nascia após a manha chuvosa, irradiou sua luz e energia sobre todo alto da colina, não escolheu qual planta, arvore ou rocha a iluminar e aquecer. E você ilumina e aquece, ou escolhe para onde vai direcionar sua luz e energia?
Sejamos como painéis solares, captando luz e energia, energia Divina e da Natureza e distribuindo a tudo e todos que por este “painel” passam. Pense! A luz continua sendo luz, porque em algum lugar há a sombra. Que lugar você quer estar?
E sua vila pode deixar o “mesmismo” de um século e ir além. Transforme!
As mudanças que fizemos em nós, de algum modo e de alguma maneira, sempre encontrará um jeito de ir além e atingir outras pessoas.
O sol brilha e a chuva cai para todos e neste todos a sua vila, a minha e de outros também o recebem. Para onde iremos? o Mesmo sol, o mesmo solo, o mesmo universo.
A vila  nosso planeta!
Ser luz, ser energia, ser água e evoluir!
Avante nós! Avante planeta!

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Imagem:
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