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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Qual a cor do seu gramado?



Por Anderson Tomio 

Não adiante olhar para o lado ou buscar olhar para fora agora,
O melhor a fazer é olhar para dentro, buscar sem ir longe o mundo ao redor,
Aquele em que convivo e as pessoas que me cercam.
Mas então não irei muito longe? Irá sim! Mas nossa “viagem” é buscar o que somos e porque sendo o que sou convivo com pessoas que me reprovam o tempo todo?
Esse é o ponto!
As pessoas com que eu convivo, com quem convivemos no dia a dia, não fora, mas no núcleo familiar, ou que seja na casa que moro, no apartamento que eu divido, essas são as peças chaves para meu entendimento, do que sou e muito porquês de minha vida.
Já percebeu que os primeiros a nos criticar e chamar nossa atenção são os pais? Na ausência deles, vêm os avos e os tios e em muitos casos os irmãos.
Porque será que estas pessoas me repreendem, ou me chama atenção com o que eu faço no meu dia? Já parou para pensar?
Pode ser por falta de interesse por algo, por desleixo, por ansiedade, por atitudes ou por formas de pensar, mas algo incomoda quem está por perto e ser repreendido é uma forma de dizer que eu me importo com você, que quero seu bem e indo além que sinto amor e preso pelo seu melhor.
Há algum erro nisso? Claro que não! Há acertos!
Como assim acertos? Pense comigo!
Você chamaria atenção e cuidaria do que o outro faz se este outro não representasse nada para você? Em minha opinião quem ama cuida e quer o melhor.
Mas o que é o melhor? Podemos ir bem além nesse pensamento.
O melhor é querer que o outro faça aquilo que eu acredito ser o melhor, que seja correto e o que nossa sociedade quer de nós.
Então querer o melhor é fácil, e ceder ao outro fazendo o que ele quer, porque sei que ele quer meu melhor é mais fácil ainda, pois será um ganho com todos os acertos. Certo? Errado!
Ser o melhor para o outro nem sempre é ser o melhor para você mesmo, ou você nunca se pegou pensando consigo ao receber ordens, Aff que coisa chata.
Ai está outro ponto da questão.
O primeiro falei que é o convívio com as pessoas, e este agora é conviver sendo eu mesmo.
Difícil? E é mesmo. Conviver não é fácil!
Ai me pergunto: Porque eu tenho que conviver com essas pessoas e porque eu fui estar nessa família, nesse convívio?
Pense! O porquê será?
Muitos dirão que é porque é minha família, porque moro nessa casa, porque tenho laços de sangue ou laços afetivos. Tudo bem! É um bom motivo! Mas já pensou de uma forma ampla?
Observando o que você chama atenção, o que reprova nos outros, e o que cada um dos outros reprova e aprova em você? Tentou alguma vez colocar isso numa roda de convivência?
Tipo: Eu gosto e não gosto disso e daquilo no “fulano” que não gosta e gosta disso em mim, que não gosta e gosta disso e daquilo no ciclano. Ou seja: Estamos sempre a mercê de aprovação e reprovação do outro.  A vida não é diferente!
Mas neste momento, olhemos somente ate o limite de nossa porta, ou janela. Ficamos dentro!
Porque não olhar além e ver o que há lá fora? Outro ponto!
Lembram-se do ditado: “A grama do vizinho sempre é mais verde”?
Por este motivo, que olha para fora pode causar revoltas no seu “espaço”, no convívio dentro.
E vem a mãe, o irmão o pai, com aquelas comparações. “O filho do vizinho é tão estudioso, nossa passou de ano direto, enquanto você está fazendo provas de recuperação".
Ou ainda, o marido da vizinha é tão gentil, ele sempre carrega as compras e abre o carro para ela entrar.
Ai pergunto para lembrar: Qual a cor da grama do vizinho mesmo?
Verde!
Sim bem isso, verde. E pode ser mais verde que a sua por ser artificial!
Não precisamos de comparativos, não precisamos ser diminuídos, mas sim exaltados. Eu posso ser disperso em assuntos, mas sei muito bem fazer cálculos considerados difíceis. Todos têm qualidades e os tão notados defeitos.
Mas voltamos aos pontos já citados.
A convivência!
Já percebeu que nossa grama pode ser super verde também para o vizinho?
E assim sempre vai ser até que esta fazendo parte do nosso convívio.
Logo, todos convivemos em locais, lares, que sempre haverá diferenças. Umas mais notáveis, outras nem tanto, mas sempre com pontos a serem chamados atenção e repreendidos.
E tenho que me acomodar com isso?
Não! Mas não custa perceber que onde você convive estão as pessoas, as peças, mais importantes para seu crescimento. Lembra-se do quem ama cuida? Pois bem seria difícil eu me importar tanto com você se não tivéssemos algum laço. A convivência, o sangue, a afetividade essas nos unem.
Logo, se analisarmos todo esse contexto, convivemos com quem tem mais a aprender conosco e a nos ensinar. O núcleo familiar é um dos maiores laboratórios humanos que existem, não sendo superado por nenhum show de realidade televisivo.
No convívio familiar as coisas são bem mais extremas. As raivas são raivas e os risos são risos. Ou seja, quando sinto raiva de alguém é aquela raiva de querer ver a pessoa sumir, mas o que me une a ela, faz com que logo estaremos juntas novamente. Mas você pode me perguntar: Sim eu posso ficar sem falar com meu irmão por 10 anos em uma briga. Mas ele nunca deixara de ser seu irmão. Agora ente ficar sem falar por três anos com um amigo, quando tentar falar, ou não terá o amigo ou amizade será fria. Já o calor de um laço de irmão ele não esfria, mesmo no tempo, seremos irmãos.
Em resumo, quem convive conosco é quem mais tem que lapidar e ser lapidado. A família começa com “carvão” e temos o hoje ou amanha para a chance de ser diamante.
Pode observar em sua família. O preconceito do pai é o estilo de vida do filho, os temores dos filhos, são as liberdades dos pais e por diante. Tanto apontamos no outro aquilo que nos incomoda, mas se incomoda pode ser por não termos a coragem ou não sermos como tal.
Já ouviram a frase clássica "há meus 18 anos”. Que pai ou mão nunca disse isso? Justamente pelo fato de que naquele tempo se permitiam mais do que hoje e quando seus filhos se permitem esses são rebeldes.
Logo e logo assunto.
Mas o certo é, nossa grama tem cor, a do vizinho não importa e quem convive comigo é porque tem muito aprender e também muito a me ensinar.

Encontre a harmonia entre esses dois pontos e terás uma família feliz!

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Imagem:https://www.123rf.com/photo_31574495_small-grey-house-with-wooden-deck-front-yard-with-flower-bed-and-lawn.html

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Oi...Quero dividir minha alegria com você....



Anderson Tomio
Oi... QUERO DIVIDIR MINHA ALEGRIA COM VOCÊ...

Dizer que você tem me dado um chão que não tinha,
que já faço algumas coisas pensando em você,
em dividir com você, compartilhar os meus momentos,
e dando um pouco do meu melhor.

Deixo de lado as coisas ruins,
delas falamos somente para desabafar,
não vale a pena cultivá-las,
mas vale relembrar como aprendizado.

A vida é para isso mesmo!
Estamos aqui para aprender,
  para hora cairmos, mas sempre levantarmos,
olhar o horizonte,
ver o sol, ver o futuro,
e sempre seguir adiante.

Já parou pra pensar o que de bom já
temos pra contar nesse tempo?
O nosso livro de vida,
está em constante grafia,
em constante registro
de imagens, de vivências,
e fico feliz,
por saber que tem algumas páginas
onde você já está se fazendo presente.

Algumas citações boas que fizemos,
outras nem tanto, mas reflexivas.
Faz parte!
Uma historia sem suspense,
sem alguns rompantes de adrenalina,
não é uma boa história.

Fica chata e deixamos de lado,
o livro empoeira e perde a graça.

A vida, o livro, não é assim,
não pode ser assim,
se não mesmo no prefácio,
já seremos curiosos o bastante,
ou mesmo teimosos para
pular tudo e buscar fim.

Sem graça não é mesmo?
 Logo de cara se sabe o final,
nada foi vivido,
nem tristeza, nem alegria,
não houve emoção e nem surpresa,
e o livro acaba.

Sem graça total.
Mas hoje vejo que já tenho
muita coisa escrita,
o prefácio, e um capitulo em construção,
mas que capitulo heim!
Já teve suspense logo nas primeiras linhas,
em saber o que seria o amanhã,
e momentos de puro êxtase,
de alegria e leveza,
outros de choro e melancolia.
Está sendo uma bela história!

Estamos fazendo terapia em dupla
eu sou teu terapeuta,
e você a minha.
Eu sou seu "médico”,
e você a minha.
Já fizemos vários papéis,
de desbravadores,
de amigos, de amantes,
de enamorados,
merecemos um ÓSCAR!

Aprendemos e se ainda não sabemos,
estamos aprendendo, a viver.
Somos crianças descobrindo o mundo,
carregando nossos brinquedos,
todos de uma só vez,
infelizmente algumas coisas
não temos força suficiente para carregar,
mas que bom que existe mais pessoas
nesse imenso "Play" que é a vida.
Encontramos, amigos que podem  nos
ajudar carregar o que já escorregava por entre os dedos,
e a diversão se completa.
Olhar o outro, silenciar
sorrir e entender tudo que se passa,
sentir no rosto a brisa ,
e no momento de alegria e gratidão
nos percebemos ao sabor do vento
que estamos vivos,
que somos queridos
que somos pessoas com valor,
que fazem a diferença
na "brincadeira" do outro,
tornando a vida mais interessante,
mais atrativa e feliz.


Na sinopse dessa história,
um obrigado,
porque tenho aprendido muito com você!

Admiro suas lutas, me identifico com várias delas,
e a sua força que serve de exemplo pra mim.
As metas, rumos traçados e já muitos
deles alcançados.
Obrigado por fazer parte do meu livro,
obrigado por fazer parte da minha história,
e de nela estar dando doses de
muita vontade de superar tudo que há
de ser superado.
Pode não parecer, mesmo que você não perceba,
mas já se deu conta da força que tem?
dos exemplos que está passando?

Pois bem, eu já me dei conta sim,
 e se  não o tivesse feito,
de nada valeria todas essas palavras.

É com carinho que as escrevo

Beijo no coração!


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imagem:http://30ealguns.com.br/pode-parecer-cliche-amigo-nao-compra/

Indo além!




Abri a porta e deixei todo silêncio que vinha do corredor entrar. Não levantei se quer os pés para ir além do beiral que demarcava onde era casa onde era rua, permaneci ali a espera de um vento que me levasse pelo ar. Pairei!
Observei de longe o que se movimentava no espaço e reluzia luz em minha direção,
Era o sol, que sem a companhia do vento frio me aquecia mais rápido.
Inclinei meu corpo para fora e os ecos do silencio vieram em minha direção, e ao chegar em meus ouvidos, percebi que o som que ecoava pelos corredores em penumbra era vozes de um desconhecido lamento. Busquei refugio momentâneo dentro de meu claustro e não quiser saber o que dissera, mas o eco veio mais forte fazendo com que um agudo som permanecesse em meu ouvido por alguns instantes que pareciam não ter fim.
Dei passos, encarei o corredor de frente e parti. Fui adiante sem saber o que me aguardava a cada novo passo que eu dava rumo ao desconhecido.
Como assim desconhecido se sei bem onde moro, onde estou e que lugar é este?

Sim eu sei, mas sabia antes que a penumbra tivesse chegado a mim. A partir dai era outra circunstancia de vida, outro momento que só me dei conta de sua totalidade quando senti que meus pés não tocavam de fato o chão, mas mesmo assim eu os ainda sentia sob mim.  Na fé e na coragem segui e buscando a luz fui adiante.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

E veio a saudade!


Por Anderson Tomio

E de repente veio a saudade do tempo,
Do  tempo em que brincava na rua até escurecer e ia para a escola junto com amigos pelo caminho;
Daquele tempo em que acordava de manhã cedo e corria para sala com o cobertor para assistir desenho;
Do tempo em que quando meus amigos não podiam brincar eu brincava assim mesmo e conversava com meus bonecos e carinhos;
Daquele tempo em que eu via as meninas colecionando papel de carta perfumado e nós meninos nas figurinhas do time preferido;
Do tempo em que na hora do recreio, era só correria e bate papo, com muita brincadeira em grupo;
Daquele tempo em que aguardava com ansiedade as férias da escola, para ir para casa de alguma tia passar uns dias e brincar com os primos;
Do tempo em que o item obrigatório para ir para escola era o uniforme, o material e aquela lancheira com o sanduíche e a garrafinha de nescau;
Daquele tempo em que uma bronca era uma bronca e pronto!
Do tempo em que o ludo, a dama  e o pega varetas era nossos melhores brinquedos;
Daquele tempo em que no sete de setembro saiamos para marchar e ensaiávamos alguns meses antes com a fanfarra da escola;
Do tempo em que passar da 4ª para a 5ª série já era se sentir grande, com a novidade da troca de professores a cada 45 minutos;
Daquele tempo em que fazer pesquisa e trabalho escolar, era reunir um grupo e ficar envolto de livros e revistas, e por as ideias em papel almaço, fazer a capa o cartaz e ter frio na barriga para apresentar para turma;
Do tempo em que os passeios de domingo era na casa da vó e do Vô;
Daquele tempo em que as festas de igreja era um momento magico, para brincarmos no parquinho e comprar algum brinquedo nas barraquinhas;
Do tempo em que ir ao centro da cidade com os pais, era pedido certo de um pastel e uma laranjinha;
Daquele tempo em tínhamos hora para dormir e tinha até programas que davam boa noite para as crianças lembrando do horário;
Do tempo em que escutar música era muitas vezes rebobinar a fita com a caneta, desenrolar do cabeçote ou até ligar na radio e pedir, dizendo que era para gravar;  
E veio a saudade, mas não vieram os momentos, os momentos se foram, as lembranças ficaram e nos damos conta que nada volta no tempo.
O tempo passa, as coisas mudam, e no que chamamos de evolução,  o passado se perde e com ele a liberdade de ser criança.
O hoje será o “daquele tempo” daqui alguns anos e me pergunto, como e o que recordaram as crianças de hoje. Recordarão que a liberdade que eles acreditam ter para fazerem suas coisas, é a mais vigiada, a mais complicada e insegura de todos os tempos?

O tempo pode passar, as lembranças muitas vezes não veem, mas o valores morais, esses são atemporais  e devem permanecer. Oh saudade!!! 

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Imagem: http://quintalestudante.blogspot.com.br/2013/03/parabens-colegio-fayal-12-de-abril-51.html

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Mistério da Porta!



O grande mistério que há do outro lado da porta,
quem terá coragem de abrir ou de ir além dando passos firmes de um aventureiro, quem irá?
A porta que tudo divide, separa, tranca e protege de uma invasão, ela somente ela a porta.
Quem poderia imaginar que ela abre ou fecha o mundo de quem nela passa ou fica.
Crio ao meu redor o meu mundo, me isolo e comigo só pensamentos e músicas,
mas nada me dá tanta segurança do que o som da porta que fecho.
Na fechadura a chave que bloqueia, mas que solta o que me prende.
Faz de  poucos metros quadrados o  meu claustro, eu ser eu mesmo,  e ser só.
Assim é, um refugio para as tempestades do mundo,
um sarcófago para os dias em que a alma perece.
O mundo que cobra sua presença é o mesmo que te isola!
Abro algumas portas, passo e vou adiante, para outras passagens eu fecho
crio labirintos de acesso que poucos conseguem percorrer até o fim.
Sou eu meu enigmas e meu ser!
Olho pelo olho mágico que me dá a visão além dessa matéria,
ali ouço a voz interior que me diz se devo ou não abrir,
e se o faço é na confiança e no bem querer,
se não, ainda me certifico que está bem trancada.
A porta, ela por si só ou inúmeras portas que eu crio,
seja qual for, delas somente eu sei quando abrir.
E se teimo em fechar, pelo som de quem bate fica a vontade de abrir.
E se assim for...bata e  faça parte do meu mundo!

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Imagem: site pisos paraná

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Voce não é todo mundo.(texto de Claudia Rodrigues)


O texto abaixo é de autoria de Claudia Rodrigues, e chegou até mim através de um compartilhamento de uma amiga via facebook. O nome da pagina  é "Você não é todo mundo" o link do face está abaixo desta postagem.

Agora basta relaxar e aprender muito com este texto. Boa Leitura!



Ensinem suas filhas e filhos a pegar ônibus logo cedo, primeiro com vocês, depois sozinhos. Eles vão precisar disso um dia na adolescência ou na vida adulta e mesmo que você seja muito rico e pense que não precisarão, não há como ter certeza. Se nunca andaram, terão tendência a ficarem abobalhados, pouco espertos e mais propensos a sofrerem assaltos ou atropelamentos.

Ensinem seus filhos e filhas a andar a pé, porque só se aprende a atravessar ruas andando a pé. Bicicleta só para recreação, com você carregando o malinha e sua mala rampa acima, não vai dar boa coisa. Molequinhos e molequinhas precisam saber ir e voltar. Carregarem seus casaquinhos, bonequinhas e carrinhos faz parte da missão: mãe e pai não são cabides.

Ensinem suas filhas e filhos desde bebês a descascar bananas, maiorezinhos devem saber comer maçã sem ser picada, devem aprender a espremer um suco no muque, usar garfo e faca, colocar a roupa suja no cesto, lavar, secar e guardar louça. Assim não serão os malas na casa da tia no dia do pijama. No mínimo.

Ensinem seus filhos e filhas adolescentes a lavar o próprio par de tênis, lavar, pendurar, recolher e dobrar roupas, cozinhar algo básico, trocar lâmpadas e resistência do chuveiro. Ensine que isso pode não ser prazeroso como tomar um sorvete ou jogar no celular, mas é importante e necessário.

Ensinem suas filhas e filhos a plantar, colher e entenderem a diferença entre um pé de alface e um pé de couve. Você pode não acreditar, mas por falta de ensinamentos básicos muita criança se cria achando que leite é um produto que nasce em caixas. Isso não é engraçado, é um efeito colateral involutivo do nosso tempo.

Não tema o fogo, o fogão, a chaleira nas mãos dos coitadinhos. Se você não ensinar, eles vão fazer muita bobagem e vão se queimar. Educar é confiar nas capacidades e na inteligência deles. É mostrar perigos e ensinar a lidar com perigos.

Eduquem seus filhos para a vida, para capacidades. Prazer não precisa ser ensinado, é um benefício, um privilégio. Ter empregada doméstica em casa não deve ser visto e sentido como alguém que vem acoplado ao lar, quase uma "coisa" um "objeto humano" de limpar e organizar sem parar.

Essas não são dicas moralistas. Educar para a solidariedade é um ato até egoísta e nada poético. Ao ensinar coisas básicas de sobrevivência aos filhos, estamos promovendo confiança e capacidade, auto-estima, senso de dever e responsabilidade.

Evite produzir e multiplicar pessoas que um dia serão adultos entediados, mimados que acharão eternamente que vieram ao mundo a passeio, sem a menor noção do que é resiliência, inaptos para cuidar de si mesmos e de outros, caso se multipliquem preguiçosamente.

A vida pode ser bela, a vida pode não ser dura para herdeiros, mas ela cobrará sempre, de qualquer um de nós, firmeza e força de vontade. Isso não é nato, depende de adversidades e luta pela sobrevivência e nada tem a ver com capacidade de apertar um botão ou deslizar os dedões no Iphone.

Cláudia Rodrigues




quarta-feira, 13 de julho de 2016

A Chama Olímpica é o Brasileiro! #Rio2016

Por Anderson Tomio

Como condutor da tocha Olímpica que fui por um trecho das ruas de minha cidade, posso afirmar que o melhor das Olimpíadas Brasileiras é o seu povo. A emoção, alegria, o brilho nos olhos de cada um olhando para você, enquanto por suas mãos é levada a tocha, o fogo Olímpico é no mínimo resumida em união. Carreguei o povo Brasileiro em meus braços por alguns instantes, e percebi a beleza de coração que esse povo tem. 
A chama que era conduzida, aquecia irradiava luz, mas nada se compara ao calor humano e a energia emanada pelas pessoas que aguardavam a passagem deste condutor, levando consigo o simbolo máximo dos Jogos Olímpicos. Momento Único!
E nesse momento ha que quero chegar...a singularidade deste dia.
Vi de um outro ângulo as pessoas que me observavam, que aguardavam por tempo a chegada e passagem da tocha Olímpica. Ela veio! Ela passou! 
E muitos podem se perguntar o que tem mudado em suas vidas? Amanhã terei de continuar minhas atividades normalmente e o país continuará com sequelas de erros cometidos pela irresponsabilidade administrativa por muito tempo. Não precisamos fechar os olhos e muito menos deixar de raciocinar. Continuamos brasileiros! E que povo!
O momento é único em minha vida, e pode ser na sua também. Esperamos por tempo a passagem do cometa Halley, ele veio e tem data de volta a cada 75 anos.(Último periélio 9 de fevereiro de 1986 (30 anos). Próximo periélio, 28 de julho de 2061).E as Olímpiadas no Brasil, quando teremos novamente? O momento Olímpico, o agraciamento das modalidades esportivas e dos atletas, não deve ser penalizado pelo que é ruim na administração de nosso país. Penso que há muitos atletas que esperam por este momento como sendo o a única chance que eles tem na vida de brilhar e fazer o seu melhor, isso depois de anos e anos de treino e preparação. Vamos podar isso de nossos atletas? Deixar cabisbaixo quem tanto nos dá orgulho, quem tanto tem lutas pessoais a cada dia para vencerem e levar nosso nome de país para marcos da história? Não é justo punir todo um contexto esportivo por um engajamento ou luta política. Esporte é uma das formas de inclusão, de crescimento, de superação e de qualidade de vida. Os jogos olímpicos é a consagração de tudo isso em nível mundial. É nesse momento que eu me uno a você, independente de raça, de credo, de sexualidade, de ideologias, de níveis econômicos e somos um só. Somos uma nação Olímpica! 
E nessa nação olímpica que eu creio, onde pude perceber ao passar conduzindo a tocha, famílias inteiras unidas, pais com seus filhos, crianças e seus sorrisos, idosos, todos mesmo, uma população que se unia para vibrar e receber com festa o simbolo olímpico. Ouvi pais explicando a seus filhos o que representava este momento e o que se estava vivendo. Toda essa energia, essa felicidade eu senti ali, em 200 metros mágicos. Sem protestos, sem gritos ou vais de reprovação, o motivo e o momento pedia isso, é o momento de união para sermos um só e torcermos por nossos atletas. Aliás atletas estes que treinam, se dedicam, buscam apoio na família, amigos, patrocínio, porque viver de esporte é estar a mercê de um salto para o ouro, ou uma queda para o esquecimento. 
Aproveito para agradecer a manifestação de carinho do povo de minha cidade, do aperto de mão e um sorriso de quem eu não vira antes e nem o nome se quer eu sei ou saberei. O abraço de uma criança que enquanto me abraçava com toda alegria, gritava brasil. O que dizer desse gesto? Nesse momento já não sentia mais meus pés ao chão, eu já flutuava e fazia parte de toda a multidão, digo eu, enquanto condutor, pois o motivo do encontro das pessoas nas calçadas, sacadas, janelas era somente um, ver e acompanhar a passagem do fogo olímpico.
Percebi o Brasileiro é o Fogo Olímpico! Somos nós que estamos responsáveis pela singularidade deste momento  que é propicio para enaltecermos o esporte, a união do nosso povo e que desde já não temos time, somos Brasil!
Continuemos pensantes, ativos em raciocínio, sabendo que para cada coisa há seu lugar, e quando a tocha passar, quando nossos atletas estiverem em quadra, o momento é esporte, é o momento de provarmos que ali somos os melhores. Não ofusque, não apague, não tire isso de ninguém, afinal o cometa sabemos quando volta, as Olimpíadas não. E que estejamos todos aqui quando o primeiro deles regressar.

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Imagem: Site da prefeitura de Itajaí - credito da foto: Victor Schneider

terça-feira, 12 de julho de 2016

(Minha participação) Revezamento da Tocha Olímpica - #Rio2016

Abaixo segue fotos da minha participação como Condutor da Tocha Olimpica, em Itajaí -SC-Brasil, realizado no dia 12/07/2016







História
Essa é uma história de quase 3 mil anos. Na Grécia Antiga, os gregos consideravam o fogo um elemento divino e mantinham chamas acesas em frente a seus principais templos – como o santuário de Olímpia, palco dos Jogos Olímpicos da Antiguidade. Para assegurar sua pureza, as chamas eram acesas por meio de uma “skaphia” - espécie de espelho côncavo que converge os raios do sol para um ponto específico.

Para manter a tradição, esse ritual é realizado até hoje. De 90 a 100 dias antes de cada edição dos Jogos, a chama Olímpica é acesa nas ruínas do Templo de Hera, na cidade de Olímpia, na Grécia. O cenário original é recriado para a solenidade, com mulheres caracterizadas como "sacerdotisas" para acender a chama.

Uma vez acesa, a chama é conduzida por meio de tochas, em um grande revezamento, até a cidade-sede dos Jogos. Na rota, uma série de festividades anunciam a chegada do evento. O revezamento termina com o acendimento da pira Olímpica na cerimônia de abertura.


Revezamento

Ao longo de 95 dias, 12 mil pessoas participam do revezamento da Tocha Rio 2016. Elas têm a missão de conduzir a chama Olímpica pelo Brasil, envolvendo todo país no clima dos Jogos.

Na rota, estão mais de 300 cidades e os 27 estados do país. Um total de 20 mil quilômetros em terra e 10 mil milhas aéreas em trechos das regiões Norte e Centro-Oeste, entre Teresina e Campo Grande – sem que o fogo se apague.

Cada condutor leva a chama por cerca de 200 metros – vale lembrar que o que é passado no revezamento é a chama Olímpica, acesa na Grécia, e não a tocha. A parada-final da chama é a cerimônia de abertura, no Maracanã, onde a pira Olímpica é acesa, dando início aos Jogos.

O que os 12 mil condutores têm em comum? São pessoas que fazem a diferença, seja no esporte ou em suas comunidades. Eles foram selecionados a partir de quatro campanhas diferentes, promovidas pelo Comitê Rio 2016 e pela Coca-Cola, Nissan e Bradesco, patrocinadores oficiais do revezamento.


Momento Único!

Estar entre os condutores é uma emoção indescritível! Sabe que por sua mão irá passar o símbolo máximo dos jogos olímpicos e que simboliza tão bem a união entre os povos. A confraternização esportiva. Uma chama de paz e esperança e alegria por onde passa. O espírito Olímpico sendo irradiado por este simbolo, a Tocha Olímpica. No momento, uma mistura de alegria, êxtase e satisfação por fazer parte e contribuir com este momento histórico.

domingo, 19 de junho de 2016

Que se abram os olhos!




Anderson Tomio

E abri os olhos, olhando a frente tudo aquilo que me rodeava, 
andei sentindo na pele o cheiro de fuligem do carro que passava
procurei o verde de uma natureza que não estava ali, 
o cinza era a cor sob meus pés, mas segui a frente.
Sonoridades vinha com o vento, eram vozes, gritos e apitos, 
o sinal fechou, mas não abriu, a não ser pelas mãos do guarda
que me dizia vem...
Perturbou meu sentidos, todos perdidos e então parei.
Pisquei, por segundos ou fração deles deixei cerradas minhas pálpebras 
pois na verdade não quis ver tudo que via, nem sentir o que sentia, 
e buscando pela memória, acessei o campo com cheiro de mata e flor.
Sorri e voltei a andar, agora caminhava como se na grama pisasse, 
e a fuligem eu tinha convertido em cheiro de pastagem verde.
Loucuras de um dia, sanidade da memória e do tempo, 
O cinza que em meu horizonte converti em verde, 
o cinza que te quero ver-te, verde como aquela folha, 
que há naquele galho, daquela árvore.
Loucuras!
A memória do que era antes, a lembrança do que um dia foi, 
e o aquilo que é progresso, nem sempre em acesso, mas tem passos
e pedaços de retrocesso.
Cores! 
Onde estão todas? Vejo branco, bege e cinza, sem selva, nem relva, 
onde o amarelo é linha, o verde luz e todo sentido conduz ir adiante.
Mas para onde vou, e para onde vamos?
Ao final da reta, há curva, a subida ou descida?
E confinamos a selva, com pouca relva e alguma flor, reunidas no bosque
somente como parte do que um dia foi.
Prêmio!
O bosque é premio, cria assuntos, eleva status, somos ecológicos!
Nem lógicos, nem loucos, mas demasiados cinzas, que achamos que uma única flor, 
uma única árvore nos dará todo frescor.
Que se abram os olhos! 

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Imagem original: http://turismo.culturamix.com/cultural/praca-da-arvore

domingo, 5 de junho de 2016

Partilha da Vida!


Anderson Tomio

A vida requer dedicação!
Para viver é necessário dispensar um tempo,
muitas vezes uma parte do tempo para a vida de outros,
partilhar o que se vive, com momentos, com risos e choros, doar-se.
Querer fazer algo, nem que seja apenas uma companhia em silêncio,
e estar ali, sentir a respiração, o calor de estar perto.
Levantar-se muitas vezes para ir do nada à lugar algum,
voltar e sorrir, olhar que você está ali.
Suspirar e sentir que é bom se doar,
é bom partilhar um pouco de si e somente querer o bem.
Um cuidado, uma preocupação que ultrapassa
as definições de sentimento, de algum conceito do que é companhia.
A partilha do seus!
Um mundo que os corações frios chamam de idiotice, dizem ser tolo, mas
que no fundo um cafuné para adormecer faz tão bem.
A vida é partilha, é deixar ir algumas partes de nós,
partes que doei para ser nosso, mas que se fragmentam
por falta de entendimento do que poderia ser um em momento único.
A vida é partilha, mas também é partida!
Muitas vezes é preciso ir, seguir adiante
 e perceber que aquilo que eu recebia
já me fortaleceu, me dá rumos,
mas assegura o caminho quando eu quiser voltar.
Não renegar os benefícios, sentir-se feliz pela acolhida,
saber que o sorriso e o abraço são moradas que não tem portas
e quando tem,  o olhar abre as janelas.
Poder entrar, fazer e transformar....
sorrir para ela... a vida, que é o que permitimos que ela seja!

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Imagem:
http://www.dcomercio.com.br/files/main_image/607/destaque_hands.png

domingo, 15 de maio de 2016

Perfume do Bem!

Anderson Tomio 


O tempo que fico em silêncio
é sempre o tempo que preciso para amadurecer minhas ideias.
O tempo, que dita tantas das regras de nossa existência,
também rege os pesamentos, faz parte dele e passa por ele.
Ah o tempo!
Com ele tenho aprendido a ser quem sou,
a ver qual é minha essência e quantas vezes deixei que meu perfume
se dispersasse pelo ar.
Com o tempo, percebi o que é olhar para dentro, ver além de um espelho e me reconhecer
pela maneira que estou, sem que para isso,  ainda deitado não tenha sido preciso abrir os olhos ao amanhecer.
De olhos fechados aprendi a ter a visão do meu eu.
Tantas palavras ditas, outras somente pensadas, algumas que ainda estão em período de aprendizado, mas não são apenas ingredientes do que eu posso ser e do que sou, são vida!
E o tempo, o perfume e o meu eu, junção que gera a parte da da minha essência.
Tem uma frase conhecida que diz “ que o perfume permanece na mãos de quem lida com flores”
 e me pergunto;
Alguém já ficou com meu perfume, por ter estado comigo? O que de bom eu posso ter proporcionado na vida do outro?
Na simplicidade das coisas, na singeleza de um bom dia e um sorriso?
Nesse tempo...me pergunto se  por onde passo deixo o perfume do bem?
Metáforas a se sentir, vida a exalar, tempo a ser vivido, evaporamos!
Olhar de dentro e ver o ciclo que a vida humana percorre e perceber que no tempo, é tempo e há tempo para melhorar. A maturação é constante! O amadurecimento decorrente!
E no olhar do silêncio, no sorriso que fala por si, a sutileza de gestos revela a beleza da vida.
É bom ser humano, é bom ser um bom ser humano! E que sejamos!
Há tempo, há perfume, há sorrisos e gestos que em todo tempo podemos viver.
Evapore!
Perfume por onde você passar e deixe que o seu perfume do bem fique no tempo.
Permita que seu sorriso, mesmo sem som, ecoe no espaço.
O que é bom nunca finda. O bom é atemporal.
E o tempo que fico em silêncio...em meu barulhos internos, Vivo!

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Imagem original http://eaibeleza.com/beleza/perfume-lily-essence-o-boticario/

segunda-feira, 25 de abril de 2016

6 ANOS...E A SEMENTE SE TORNOU ÁRVORE!

Não escrevo, teço partes de mim nas folhas e letras onde meus sentimentos respingam!

Sabe quando você lança uma semente sem a certeza que ela viva, mas ainda assim tem o desejo que ela germine e se torne uma bela árvore? Pois bem, foi isso que fiz há 6 anos. Resolvi partilhar em um blog alguns de meus escritos, já que minha gaveta já estava repleta de pastas e cadernos com tantas criações. Achei melhor lançar a semente, que antes era somente um pequeno Bolsai que de forma tímida enfeitava linhas e mais linhas dos papeis aos quais eu escrevera desde o meus 13 ou 14 anos. No começo usava um caderno, escrevia a mão, folhas e mais folhas de cadernos universitários. Depois passei a rascunhar e passar a limpo utilizando folhas oficio em que eu datilografava numa velha maquina de escrever. O tempo foi passando, e acabei tomando gosto por escrever a mão livre, o que me possibilitava liberdade e pensamento rápido não perdendo o que me vinha a cabeça. Raras vezes um amigo ou conhecido lia o que eu escrevia. Sentia orgulho de mim, pois gosto de escrever, mas naquela época sentia vergonha de dizer que fazia poesia. Não parei, mas também não havia uma forma de eu expor ou mesmo mostrar o que estava criando. Engavetei todas! Assim os escritos permaneceram guardados, se juntando a criações mais novas. Por várias vezes pensei em fazer uma seleção e descartar o que eu não havia achado tão belo. E acabei fazendo por algumas vezes, mas não tive a coragem de jogá-las fora. Então selecionei entre as “boas” e as “ruins”. Minha vida foi dando voltas, pegou rumos, recuou, pegou outros, foi em frente, mas não deixei de escrever. Muitas vezes conversava comigo mesmo através do papel, nele deixava fluir minhas angustias e emoções, outras vezes dialogava sobre um assunto qualquer . Pode-se dizer que através da escrita, muitas vezes fiz terapia e fui “psicólogo” de mim. O tempo passou, até que chegou o dia e a hora em que pensei, o porque não por esses registros em um blog? E com pouca pretensão, com certo frio na barriga de ser mais rejeitado do que aceito, o blog nasceu. Foi uma semente lançada em 26/04/2010, uma segunda-feira, mais precisamente no meu horário de almoço, pois estava na empresa que trabalho. Embarquei na ideia e a cada nova postagem via o blog crescer, com arquivos, com visitas, seguidores e comentários. Fui ficando surpreso, com o que acontecia a cada dia, pois percebi que havia algo de bom ao menos em alguma coisa que eu tinha escrito. Continuei, fui “regando a semente” que agora completa 6 anos e já tem alguns ramos e folhas de aprendizado e amizade.
Só tenho a agradecer, a todos que visitaram ,(mais de 185.564 acessos e 455 seguidores, 305 postagens. Acessado em 97 países e traduzido para mais de 60 idiomas através do google translator ) seguem, deixaram comentário e me incentivaram neste tempo fazendo com que hoje eu me sinta muitíssimo feliz em saber que as palavras caladas na gaveta ganharam o tempo e hoje ecoam pelo espaço, seja ele real ou virtual, mas o que importa é que estão lá.

MUITO OBRIGADO! MUITO OBRIGADO! MUITO OBRIGADO!

O meu pequeno sopro não apagou uma vela,
mas fez de uma pequena fagulha surgir uma fogueira!


** O poema que fiz para meu filho "Declaração de amor de pai para filho" foi acessado 75.132 vezes  e lidera o ranking de postagens visualizadas**

http://andersontomio.blogspot.com.br/2011/08/declaracao-de-amor-de-pai-para-filho.html
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Abaixo os dados de visualização do blog.









domingo, 3 de abril de 2016

O barulho das idéias!




Nem todas as mentes produzem o tempo todo, 
há nas entranhas do silêncio
o período de maturação das idéias,
 O silêncio pode estar presente aos olhos, 
mas há um constante barulho em minhas idéias! 


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Precisamos Conversar!





Precisamos conversar!

Sente-se aqui ao meu lado me dê de presente a sua preciosa companhia, vamos conversar!
Pensar um pouco juntos, falar aquilo que está a tempo trancado nos esconderijos de nossa alma, sejam dores, mágoas ou frustrações. Sim isso também faz parte dos dias, mas fazer parte não quer dizer que tenhamos que carregar por uma vida inteira.  Deixe esses pesos no caminho, bem onde eles ocorreram, siga adiante e não olhe para trás com pesar de ter deixado.  Pergunte-se: Eu precisarei disso no meu futuro?
Ninguém precisa de mágoas, dores e ressentimentos para viver, embora eles por algumas vezes tenham feito parte de nossa jornada.  Veio, aconteceu, já deixou sua contribuição a nos tornarmos fortes, a pensar em tudo e em todos e pronto, já se foi.
Nesse momento você deve estar se perguntando: “Ah se fosse assim fácil”.
Mas me diga, porque não haveria de ser?
Já me sentei à beira do caminho tantas vezes me questionando o que eu estava fazendo ali, ou mesmo porque escolhi esse caminho para percorrer.  A força encontrei em uma palavra APRENDIZADO. Quem aprende, é mais resistente e forte a cometer o mesmo erro outras vezes. Mas acontece, e quando percebemos já cometemos. Outra vez sento a beiro do caminho e me faço as mesmas perguntas. O erro pode até se repetir, mas com certeza a resposta para ele será outra, encontraremos uma solução diferente da primeira vez. E assim a vida vai fazendo o seu laboratório.
Então me responda:
O que se faz em um laboratório?
Pense...
Hum....sim pode ser, é isso também, mas o que mais?
Em resumo, se faz análises, se faz experiências, e disto tiram-se os procedimentos, as receitas, as bulas. Mas voltando a vida, o que precisamos mesmo para continuar a caminhar no mesmo caminho e sair dos mesmos obstáculos?  Experiência!
Quem não sofreu alguma dor, não sabe qual remédio tomar para aliviar o sofrimento.
Você sabe!
Sim não é pergunta, é uma afirmação, VOCÊ SABE.
Quantas vezes, qual a dosagem, se dose única ou homeopática, você vai decidir.
Aliás, olha que interessante à palavra e todo seu contexto... ”Você vai decidir”.
A vida é feita de decisões!
Se no bom comparativo, o bom jogador só define o jogo com o gol da vitória se ele analisa e conhece seu adversário. Observe novamente falando em análise e experiência.
O que a vida tem lhe dado naquelas vezes em que você sentou a beira do caminho e chorou, ou naquelas em que você não viu nada além de um problema e achou que tirar sua vida era resolver tudo. Deixo frisado que, assim o que acaba é a vida, o problema continua e com isso você ao morrer gera outros.
Vamos viver! Analisar! Ser experientes!
Em outro comparativo temos o jogo de xadrez. O jogador muitas vezes por minutos, às vezes horas analisa e estuda como fazer, seu objetivo é o cheque mate.  Foi e venceu!
Sim, eu sei. E se não vencer?
Se não vencer, as derrotas lhe trarão o que já falei acima, aprendizado. Os erros tendem a ser evitados, e se ocorridos, as estratégias serão outras. Uma hora acertamos e vencemos!
Vai desistir antes ou persistir e poder comemorar a sua vitória?
Você é quem sabe e é livre para tomar as suas decisões, mas lembro de que há um grande técnico que pode lhe dar as dicas de uma “boa jogada”. Deus! Siga em frente, mas não se esqueça dele, pois com certeza ele te dará as dicas de como vencer.

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Imagem: 

http://nepo.com.br/2014/07/01/a-diferenca-entre-bate-papo-dialogo-improdutivo-e-dialogo-produtivo/