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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Oi...Quero dividir minha alegria com você....



Anderson Tomio
Oi... QUERO DIVIDIR MINHA ALEGRIA COM VOCÊ...

Dizer que você tem me dado um chão que não tinha,
que já faço algumas coisas pensando em você,
em dividir com você, compartilhar os meus momentos,
e dando um pouco do meu melhor.

Deixo de lado as coisas ruins,
delas falamos somente para desabafar,
não vale a pena cultivá-las,
mas vale relembrar como aprendizado.

A vida é para isso mesmo!
Estamos aqui para aprender,
  para hora cairmos, mas sempre levantarmos,
olhar o horizonte,
ver o sol, ver o futuro,
e sempre seguir adiante.

Já parou pra pensar o que de bom já
temos pra contar nesse tempo?
O nosso livro de vida,
está em constante grafia,
em constante registro
de imagens, de vivências,
e fico feliz,
por saber que tem algumas páginas
onde você já está se fazendo presente.

Algumas citações boas que fizemos,
outras nem tanto, mas reflexivas.
Faz parte!
Uma historia sem suspense,
sem alguns rompantes de adrenalina,
não é uma boa história.

Fica chata e deixamos de lado,
o livro empoeira e perde a graça.

A vida, o livro, não é assim,
não pode ser assim,
se não mesmo no prefácio,
já seremos curiosos o bastante,
ou mesmo teimosos para
pular tudo e buscar fim.

Sem graça não é mesmo?
 Logo de cara se sabe o final,
nada foi vivido,
nem tristeza, nem alegria,
não houve emoção e nem surpresa,
e o livro acaba.

Sem graça total.
Mas hoje vejo que já tenho
muita coisa escrita,
o prefácio, e um capitulo em construção,
mas que capitulo heim!
Já teve suspense logo nas primeiras linhas,
em saber o que seria o amanhã,
e momentos de puro êxtase,
de alegria e leveza,
outros de choro e melancolia.
Está sendo uma bela história!

Estamos fazendo terapia em dupla
eu sou teu terapeuta,
e você a minha.
Eu sou seu "médico”,
e você a minha.
Já fizemos vários papéis,
de desbravadores,
de amigos, de amantes,
de enamorados,
merecemos um ÓSCAR!

Aprendemos e se ainda não sabemos,
estamos aprendendo, a viver.
Somos crianças descobrindo o mundo,
carregando nossos brinquedos,
todos de uma só vez,
infelizmente algumas coisas
não temos força suficiente para carregar,
mas que bom que existe mais pessoas
nesse imenso "Play" que é a vida.
Encontramos, amigos que podem  nos
ajudar carregar o que já escorregava por entre os dedos,
e a diversão se completa.
Olhar o outro, silenciar
sorrir e entender tudo que se passa,
sentir no rosto a brisa ,
e no momento de alegria e gratidão
nos percebemos ao sabor do vento
que estamos vivos,
que somos queridos
que somos pessoas com valor,
que fazem a diferença
na "brincadeira" do outro,
tornando a vida mais interessante,
mais atrativa e feliz.


Na sinopse dessa história,
um obrigado,
porque tenho aprendido muito com você!

Admiro suas lutas, me identifico com várias delas,
e a sua força que serve de exemplo pra mim.
As metas, rumos traçados e já muitos
deles alcançados.
Obrigado por fazer parte do meu livro,
obrigado por fazer parte da minha história,
e de nela estar dando doses de
muita vontade de superar tudo que há
de ser superado.
Pode não parecer, mesmo que você não perceba,
mas já se deu conta da força que tem?
dos exemplos que está passando?

Pois bem, eu já me dei conta sim,
 e se  não o tivesse feito,
de nada valeria todas essas palavras.

É com carinho que as escrevo

Beijo no coração!


____
imagem:http://30ealguns.com.br/pode-parecer-cliche-amigo-nao-compra/

Indo além!




Abri a porta e deixei todo silêncio que vinha do corredor entrar. Não levantei se quer os pés para ir além do beiral que demarcava onde era casa onde era rua, permaneci ali a espera de um vento que me levasse pelo ar. Pairei!
Observei de longe o que se movimentava no espaço e reluzia luz em minha direção,
Era o sol, que sem a companhia do vento frio me aquecia mais rápido.
Inclinei meu corpo para fora e os ecos do silencio vieram em minha direção, e ao chegar em meus ouvidos, percebi que o som que ecoava pelos corredores em penumbra era vozes de um desconhecido lamento. Busquei refugio momentâneo dentro de meu claustro e não quiser saber o que dissera, mas o eco veio mais forte fazendo com que um agudo som permanecesse em meu ouvido por alguns instantes que pareciam não ter fim.
Dei passos, encarei o corredor de frente e parti. Fui adiante sem saber o que me aguardava a cada novo passo que eu dava rumo ao desconhecido.
Como assim desconhecido se sei bem onde moro, onde estou e que lugar é este?

Sim eu sei, mas sabia antes que a penumbra tivesse chegado a mim. A partir dai era outra circunstancia de vida, outro momento que só me dei conta de sua totalidade quando senti que meus pés não tocavam de fato o chão, mas mesmo assim eu os ainda sentia sob mim.  Na fé e na coragem segui e buscando a luz fui adiante.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

E veio a saudade!


Por Anderson Tomio

E de repente veio a saudade do tempo,
Do  tempo em que brincava na rua até escurecer e ia para a escola junto com amigos pelo caminho;
Daquele tempo em que acordava de manhã cedo e corria para sala com o cobertor para assistir desenho;
Do tempo em que quando meus amigos não podiam brincar eu brincava assim mesmo e conversava com meus bonecos e carinhos;
Daquele tempo em que eu via as meninas colecionando papel de carta perfumado e nós meninos nas figurinhas do time preferido;
Do tempo em que na hora do recreio, era só correria e bate papo, com muita brincadeira em grupo;
Daquele tempo em que aguardava com ansiedade as férias da escola, para ir para casa de alguma tia passar uns dias e brincar com os primos;
Do tempo em que o item obrigatório para ir para escola era o uniforme, o material e aquela lancheira com o sanduíche e a garrafinha de nescau;
Daquele tempo em que uma bronca era uma bronca e pronto!
Do tempo em que o ludo, a dama  e o pega varetas era nossos melhores brinquedos;
Daquele tempo em que no sete de setembro saiamos para marchar e ensaiávamos alguns meses antes com a fanfarra da escola;
Do tempo em que passar da 4ª para a 5ª série já era se sentir grande, com a novidade da troca de professores a cada 45 minutos;
Daquele tempo em que fazer pesquisa e trabalho escolar, era reunir um grupo e ficar envolto de livros e revistas, e por as ideias em papel almaço, fazer a capa o cartaz e ter frio na barriga para apresentar para turma;
Do tempo em que os passeios de domingo era na casa da vó e do Vô;
Daquele tempo em que as festas de igreja era um momento magico, para brincarmos no parquinho e comprar algum brinquedo nas barraquinhas;
Do tempo em que ir ao centro da cidade com os pais, era pedido certo de um pastel e uma laranjinha;
Daquele tempo em tínhamos hora para dormir e tinha até programas que davam boa noite para as crianças lembrando do horário;
Do tempo em que escutar música era muitas vezes rebobinar a fita com a caneta, desenrolar do cabeçote ou até ligar na radio e pedir, dizendo que era para gravar;  
E veio a saudade, mas não vieram os momentos, os momentos se foram, as lembranças ficaram e nos damos conta que nada volta no tempo.
O tempo passa, as coisas mudam, e no que chamamos de evolução,  o passado se perde e com ele a liberdade de ser criança.
O hoje será o “daquele tempo” daqui alguns anos e me pergunto, como e o que recordaram as crianças de hoje. Recordarão que a liberdade que eles acreditam ter para fazerem suas coisas, é a mais vigiada, a mais complicada e insegura de todos os tempos?

O tempo pode passar, as lembranças muitas vezes não veem, mas o valores morais, esses são atemporais  e devem permanecer. Oh saudade!!! 

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Imagem: http://quintalestudante.blogspot.com.br/2013/03/parabens-colegio-fayal-12-de-abril-51.html

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Mistério da Porta!



O grande mistério que há do outro lado da porta,
quem terá coragem de abrir ou de ir além dando passos firmes de um aventureiro, quem irá?
A porta que tudo divide, separa, tranca e protege de uma invasão, ela somente ela a porta.
Quem poderia imaginar que ela abre ou fecha o mundo de quem nela passa ou fica.
Crio ao meu redor o meu mundo, me isolo e comigo só pensamentos e músicas,
mas nada me dá tanta segurança do que o som da porta que fecho.
Na fechadura a chave que bloqueia, mas que solta o que me prende.
Faz de  poucos metros quadrados o  meu claustro, eu ser eu mesmo,  e ser só.
Assim é, um refugio para as tempestades do mundo,
um sarcófago para os dias em que a alma perece.
O mundo que cobra sua presença é o mesmo que te isola!
Abro algumas portas, passo e vou adiante, para outras passagens eu fecho
crio labirintos de acesso que poucos conseguem percorrer até o fim.
Sou eu meu enigmas e meu ser!
Olho pelo olho mágico que me dá a visão além dessa matéria,
ali ouço a voz interior que me diz se devo ou não abrir,
e se o faço é na confiança e no bem querer,
se não, ainda me certifico que está bem trancada.
A porta, ela por si só ou inúmeras portas que eu crio,
seja qual for, delas somente eu sei quando abrir.
E se teimo em fechar, pelo som de quem bate fica a vontade de abrir.
E se assim for...bata e  faça parte do meu mundo!

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Imagem: site pisos paraná

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Voce não é todo mundo.(texto de Claudia Rodrigues)


O texto abaixo é de autoria de Claudia Rodrigues, e chegou até mim através de um compartilhamento de uma amiga via facebook. O nome da pagina  é "Você não é todo mundo" o link do face está abaixo desta postagem.

Agora basta relaxar e aprender muito com este texto. Boa Leitura!



Ensinem suas filhas e filhos a pegar ônibus logo cedo, primeiro com vocês, depois sozinhos. Eles vão precisar disso um dia na adolescência ou na vida adulta e mesmo que você seja muito rico e pense que não precisarão, não há como ter certeza. Se nunca andaram, terão tendência a ficarem abobalhados, pouco espertos e mais propensos a sofrerem assaltos ou atropelamentos.

Ensinem seus filhos e filhas a andar a pé, porque só se aprende a atravessar ruas andando a pé. Bicicleta só para recreação, com você carregando o malinha e sua mala rampa acima, não vai dar boa coisa. Molequinhos e molequinhas precisam saber ir e voltar. Carregarem seus casaquinhos, bonequinhas e carrinhos faz parte da missão: mãe e pai não são cabides.

Ensinem suas filhas e filhos desde bebês a descascar bananas, maiorezinhos devem saber comer maçã sem ser picada, devem aprender a espremer um suco no muque, usar garfo e faca, colocar a roupa suja no cesto, lavar, secar e guardar louça. Assim não serão os malas na casa da tia no dia do pijama. No mínimo.

Ensinem seus filhos e filhas adolescentes a lavar o próprio par de tênis, lavar, pendurar, recolher e dobrar roupas, cozinhar algo básico, trocar lâmpadas e resistência do chuveiro. Ensine que isso pode não ser prazeroso como tomar um sorvete ou jogar no celular, mas é importante e necessário.

Ensinem suas filhas e filhos a plantar, colher e entenderem a diferença entre um pé de alface e um pé de couve. Você pode não acreditar, mas por falta de ensinamentos básicos muita criança se cria achando que leite é um produto que nasce em caixas. Isso não é engraçado, é um efeito colateral involutivo do nosso tempo.

Não tema o fogo, o fogão, a chaleira nas mãos dos coitadinhos. Se você não ensinar, eles vão fazer muita bobagem e vão se queimar. Educar é confiar nas capacidades e na inteligência deles. É mostrar perigos e ensinar a lidar com perigos.

Eduquem seus filhos para a vida, para capacidades. Prazer não precisa ser ensinado, é um benefício, um privilégio. Ter empregada doméstica em casa não deve ser visto e sentido como alguém que vem acoplado ao lar, quase uma "coisa" um "objeto humano" de limpar e organizar sem parar.

Essas não são dicas moralistas. Educar para a solidariedade é um ato até egoísta e nada poético. Ao ensinar coisas básicas de sobrevivência aos filhos, estamos promovendo confiança e capacidade, auto-estima, senso de dever e responsabilidade.

Evite produzir e multiplicar pessoas que um dia serão adultos entediados, mimados que acharão eternamente que vieram ao mundo a passeio, sem a menor noção do que é resiliência, inaptos para cuidar de si mesmos e de outros, caso se multipliquem preguiçosamente.

A vida pode ser bela, a vida pode não ser dura para herdeiros, mas ela cobrará sempre, de qualquer um de nós, firmeza e força de vontade. Isso não é nato, depende de adversidades e luta pela sobrevivência e nada tem a ver com capacidade de apertar um botão ou deslizar os dedões no Iphone.

Cláudia Rodrigues




quarta-feira, 13 de julho de 2016

A Chama Olímpica é o Brasileiro! #Rio2016

Por Anderson Tomio

Como condutor da tocha Olímpica que fui por um trecho das ruas de minha cidade, posso afirmar que o melhor das Olimpíadas Brasileiras é o seu povo. A emoção, alegria, o brilho nos olhos de cada um olhando para você, enquanto por suas mãos é levada a tocha, o fogo Olímpico é no mínimo resumida em união. Carreguei o povo Brasileiro em meus braços por alguns instantes, e percebi a beleza de coração que esse povo tem. 
A chama que era conduzida, aquecia irradiava luz, mas nada se compara ao calor humano e a energia emanada pelas pessoas que aguardavam a passagem deste condutor, levando consigo o simbolo máximo dos Jogos Olímpicos. Momento Único!
E nesse momento ha que quero chegar...a singularidade deste dia.
Vi de um outro ângulo as pessoas que me observavam, que aguardavam por tempo a chegada e passagem da tocha Olímpica. Ela veio! Ela passou! 
E muitos podem se perguntar o que tem mudado em suas vidas? Amanhã terei de continuar minhas atividades normalmente e o país continuará com sequelas de erros cometidos pela irresponsabilidade administrativa por muito tempo. Não precisamos fechar os olhos e muito menos deixar de raciocinar. Continuamos brasileiros! E que povo!
O momento é único em minha vida, e pode ser na sua também. Esperamos por tempo a passagem do cometa Halley, ele veio e tem data de volta a cada 75 anos.(Último periélio 9 de fevereiro de 1986 (30 anos). Próximo periélio, 28 de julho de 2061).E as Olímpiadas no Brasil, quando teremos novamente? O momento Olímpico, o agraciamento das modalidades esportivas e dos atletas, não deve ser penalizado pelo que é ruim na administração de nosso país. Penso que há muitos atletas que esperam por este momento como sendo o a única chance que eles tem na vida de brilhar e fazer o seu melhor, isso depois de anos e anos de treino e preparação. Vamos podar isso de nossos atletas? Deixar cabisbaixo quem tanto nos dá orgulho, quem tanto tem lutas pessoais a cada dia para vencerem e levar nosso nome de país para marcos da história? Não é justo punir todo um contexto esportivo por um engajamento ou luta política. Esporte é uma das formas de inclusão, de crescimento, de superação e de qualidade de vida. Os jogos olímpicos é a consagração de tudo isso em nível mundial. É nesse momento que eu me uno a você, independente de raça, de credo, de sexualidade, de ideologias, de níveis econômicos e somos um só. Somos uma nação Olímpica! 
E nessa nação olímpica que eu creio, onde pude perceber ao passar conduzindo a tocha, famílias inteiras unidas, pais com seus filhos, crianças e seus sorrisos, idosos, todos mesmo, uma população que se unia para vibrar e receber com festa o simbolo olímpico. Ouvi pais explicando a seus filhos o que representava este momento e o que se estava vivendo. Toda essa energia, essa felicidade eu senti ali, em 200 metros mágicos. Sem protestos, sem gritos ou vais de reprovação, o motivo e o momento pedia isso, é o momento de união para sermos um só e torcermos por nossos atletas. Aliás atletas estes que treinam, se dedicam, buscam apoio na família, amigos, patrocínio, porque viver de esporte é estar a mercê de um salto para o ouro, ou uma queda para o esquecimento. 
Aproveito para agradecer a manifestação de carinho do povo de minha cidade, do aperto de mão e um sorriso de quem eu não vira antes e nem o nome se quer eu sei ou saberei. O abraço de uma criança que enquanto me abraçava com toda alegria, gritava brasil. O que dizer desse gesto? Nesse momento já não sentia mais meus pés ao chão, eu já flutuava e fazia parte de toda a multidão, digo eu, enquanto condutor, pois o motivo do encontro das pessoas nas calçadas, sacadas, janelas era somente um, ver e acompanhar a passagem do fogo olímpico.
Percebi o Brasileiro é o Fogo Olímpico! Somos nós que estamos responsáveis pela singularidade deste momento  que é propicio para enaltecermos o esporte, a união do nosso povo e que desde já não temos time, somos Brasil!
Continuemos pensantes, ativos em raciocínio, sabendo que para cada coisa há seu lugar, e quando a tocha passar, quando nossos atletas estiverem em quadra, o momento é esporte, é o momento de provarmos que ali somos os melhores. Não ofusque, não apague, não tire isso de ninguém, afinal o cometa sabemos quando volta, as Olimpíadas não. E que estejamos todos aqui quando o primeiro deles regressar.

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Imagem: Site da prefeitura de Itajaí - credito da foto: Victor Schneider

terça-feira, 12 de julho de 2016

(Minha participação) Revezamento da Tocha Olímpica - #Rio2016

Abaixo segue fotos da minha participação como Condutor da Tocha Olimpica, em Itajaí -SC-Brasil, realizado no dia 12/07/2016







História
Essa é uma história de quase 3 mil anos. Na Grécia Antiga, os gregos consideravam o fogo um elemento divino e mantinham chamas acesas em frente a seus principais templos – como o santuário de Olímpia, palco dos Jogos Olímpicos da Antiguidade. Para assegurar sua pureza, as chamas eram acesas por meio de uma “skaphia” - espécie de espelho côncavo que converge os raios do sol para um ponto específico.

Para manter a tradição, esse ritual é realizado até hoje. De 90 a 100 dias antes de cada edição dos Jogos, a chama Olímpica é acesa nas ruínas do Templo de Hera, na cidade de Olímpia, na Grécia. O cenário original é recriado para a solenidade, com mulheres caracterizadas como "sacerdotisas" para acender a chama.

Uma vez acesa, a chama é conduzida por meio de tochas, em um grande revezamento, até a cidade-sede dos Jogos. Na rota, uma série de festividades anunciam a chegada do evento. O revezamento termina com o acendimento da pira Olímpica na cerimônia de abertura.


Revezamento

Ao longo de 95 dias, 12 mil pessoas participam do revezamento da Tocha Rio 2016. Elas têm a missão de conduzir a chama Olímpica pelo Brasil, envolvendo todo país no clima dos Jogos.

Na rota, estão mais de 300 cidades e os 27 estados do país. Um total de 20 mil quilômetros em terra e 10 mil milhas aéreas em trechos das regiões Norte e Centro-Oeste, entre Teresina e Campo Grande – sem que o fogo se apague.

Cada condutor leva a chama por cerca de 200 metros – vale lembrar que o que é passado no revezamento é a chama Olímpica, acesa na Grécia, e não a tocha. A parada-final da chama é a cerimônia de abertura, no Maracanã, onde a pira Olímpica é acesa, dando início aos Jogos.

O que os 12 mil condutores têm em comum? São pessoas que fazem a diferença, seja no esporte ou em suas comunidades. Eles foram selecionados a partir de quatro campanhas diferentes, promovidas pelo Comitê Rio 2016 e pela Coca-Cola, Nissan e Bradesco, patrocinadores oficiais do revezamento.


Momento Único!

Estar entre os condutores é uma emoção indescritível! Sabe que por sua mão irá passar o símbolo máximo dos jogos olímpicos e que simboliza tão bem a união entre os povos. A confraternização esportiva. Uma chama de paz e esperança e alegria por onde passa. O espírito Olímpico sendo irradiado por este simbolo, a Tocha Olímpica. No momento, uma mistura de alegria, êxtase e satisfação por fazer parte e contribuir com este momento histórico.

domingo, 19 de junho de 2016

Que se abram os olhos!




Anderson Tomio

E abri os olhos, olhando a frente tudo aquilo que me rodeava, 
andei sentindo na pele o cheiro de fuligem do carro que passava
procurei o verde de uma natureza que não estava ali, 
o cinza era a cor sob meus pés, mas segui a frente.
Sonoridades vinha com o vento, eram vozes, gritos e apitos, 
o sinal fechou, mas não abriu, a não ser pelas mãos do guarda
que me dizia vem...
Perturbou meu sentidos, todos perdidos e então parei.
Pisquei, por segundos ou fração deles deixei cerradas minhas pálpebras 
pois na verdade não quis ver tudo que via, nem sentir o que sentia, 
e buscando pela memória, acessei o campo com cheiro de mata e flor.
Sorri e voltei a andar, agora caminhava como se na grama pisasse, 
e a fuligem eu tinha convertido em cheiro de pastagem verde.
Loucuras de um dia, sanidade da memória e do tempo, 
O cinza que em meu horizonte converti em verde, 
o cinza que te quero ver-te, verde como aquela folha, 
que há naquele galho, daquela árvore.
Loucuras!
A memória do que era antes, a lembrança do que um dia foi, 
e o aquilo que é progresso, nem sempre em acesso, mas tem passos
e pedaços de retrocesso.
Cores! 
Onde estão todas? Vejo branco, bege e cinza, sem selva, nem relva, 
onde o amarelo é linha, o verde luz e todo sentido conduz ir adiante.
Mas para onde vou, e para onde vamos?
Ao final da reta, há curva, a subida ou descida?
E confinamos a selva, com pouca relva e alguma flor, reunidas no bosque
somente como parte do que um dia foi.
Prêmio!
O bosque é premio, cria assuntos, eleva status, somos ecológicos!
Nem lógicos, nem loucos, mas demasiados cinzas, que achamos que uma única flor, 
uma única árvore nos dará todo frescor.
Que se abram os olhos! 

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Imagem original: http://turismo.culturamix.com/cultural/praca-da-arvore