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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Para mim tudo bem? E para o outro?



Por Anderson Tomio

Hoje estava observando na internet os fatos que marcam o mundo a cada dia.São muitos, coisas já consideradas comuns e outra ainda que acabam por nos deixar surpreso.É , digo nós porque no dia a dia as pessoas comentam geralmente a mesma coisa. Sempre tem um fato que chama atenção, repercute mais, acaba tomando proporções nacionais de críticos e seguidores.
Mas já parou para pensar nas coisas que acontecem com você?
Nos fatos que acontecem bem próximos de você,ou até mesmo com você?
Sei da importância de se preocupar com o macro universo, com o país e com o mundo, mas será que pensamos em nós, nas coisas que acontecem com cada um de nós no cotidiano?
É como aquela receita da vovó, que diz que temos que mexer a panela com colher de pau. E o que acontece se há mexermos com uma colher de plástico? dizem que o gosto não fica bom, que perde o ponto, que pode grudar no fundo da panela. Pode ser..., mas acredito que isso ocorra pelo pensar de quem mexe a panela.
Esse é o ponto que quero chegar.
O de repensarmos nossas ações. De perceber o que fizemos durante nossas ações. Sim, isso mesmo. Porque é tão normal tornarmos seres automáticos, que o pensar na ação que estamos fazendo é coisa do passado.
Mas não é! O problema é a correria e as inúmeras tarefas à serem realizadas em um  único dia. Nada pode ficar pra depois ou muito menos pra amanhã.
Assim a vida segue,o tempo passa e acabamos por não nos dar conta da simplicidade da vida. De contemplar a " mexedura" na panela com a colher, seja ela de pau ou de plástico. Também não seria pra menos se numa hora dessas esquecermos o fogão ligado.
Corremos pra tudo, somos automáticos pra tudo.
Sim, imagino o que deva estar pensando,ou não, mas também não dá pra sair por ai anotando ou analisando tudo a todo momento. Nem eu conseguiria. Mas também não é o que gostaria.
O que acho viável mesmo, é estar atendo a vida. Ao outro ser que está do seu lado, ao sorriso de um corriqueiro oi, que deixamos passar, logo vira um tchau.
Como corremos! Pensando bem somos maratonistas. Corremos contra o tempo o tempo todo. engraçado,pelas palavras, mas é assim. Nada pode sair diferente, errado então,nem pensar.
E nessa euforia, o dia se foi.O sol se Pôs e você nem viu. A chuva começou a escorrer pela janela e nem sequer você observou a danças dos pingos pelo quintal.
E a essa altura, devem estar me perguntando: "é verdade, mas isso já discurso velho, a vida é assim mesmo".
Poderia concordar com você, mas ainda assim, lhe diria, que a vida é do jeito que queremos que ela seja.
Não estou falando aqui, de ter, de poder, mas de ser, de estar.
Ser simples, estar feliz!
Sim, porque pra mim, a felicidade está na simplicidade. A felicidade é simples!
Opa, será mesmo? Então porque muitos de nós ainda não consideramos que há tenhamos encontrado?
Sinceramente, neste ponto só posso falar por mim. Alias pra resumir, como é bom abrir a janela e dar inicio novamente ao novo espetáculo do dia. Sol ou chuva, frio ou calor, enfim perceber-se como ator, como parte deste espetáculo.
Coadjuvantes? Não mesmo, pode parecer estranho se levarmos ao pé da letra, pelo sentido da palavra, mas sim, somos todos principais.
Eu, você o seu vizinho e o meu também. Cada um de nós é responsável pela parte do outro nesse espetáculo chamado vida. Agora só cabe lembrar que, se não estiver nem eu,nem você preparados para ver cada um a sua volta e dar valor a tudo que ja falei, o simples, o cotidiano que está próximo, de nada vai adiantar saber que o espetáculo de viver é coletivo.
Claro que é. Já pensou que mesmo acreditando estar sozinho você interage com o outro?
Tanto é que estamos cansados de ouvir que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no universo.Sendo assim, você tem o seu, eu tenho o meu, nos tornando únicos, mas sendo coletivos. Estranho?
Será mesmo? Olhe bem....você mora só, mas acorda de manhã lava o rosto, vai escovar os dentes e percebe que seu creme dental acabou. E agora? fácil pega-se outro.
Isso mesmo, a palavra outro. Outro creme dental, outra pessoa, partindo disso, precisamos do outro.
Por mais que queremos estar só, até nisso dependemos do outro,para que ele nos deixe sózinhos. Mas nunca ficamos.
Como dizem...."resumo da ópera", é necessário vermos o que nos cerca, fazermos um bom lugar ao nosso redor e ampliar isso. Chegar ao outro, dividirmos com ele, somar-se a ele, sermos coletivo.
Se assim começarmos, fazendo pouco, o meu pouco somado ao seu pouco e ao do outro toma amplitude. Multiplica-se.
Por isso se faz necessário não deixarmos que as coisas do dia a dia passem despercebidas. Não nos indignemos somente com o nacional, com o macro mundo, mas também com o micro mundo que esta bem ao meu, ao teu lado.
Confesso que estou tentando,mas fazendo minha parte, de melhorar o meu mundo e poder apmpliar para o seu, assim quem sabe um dia o nosso será melhor.
Ai não importa mais se fazemos fazemos assim ou de outro modo, porque mesmo mexendo com colher de pau ou de plástico, teremos a certeza de estar fazendo certo.
Comece por você e se achar que está fazendo pouco, o pouco é melhor que não fazer nada.Alias já ia me esquecendo, pra mim tudo bem. E para o outro?

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Entre o céu e a terra. Sigo!


 **

Por Anderson Tomio


Há uma brisa envolta,cheiro da mata, 

um silêncio que ecoa em minha alma,  nada é calmo há turbulência.

Em meu voos nada constante é o céu infinito azul, há nuvens e muitas vezes tempestade.

Ando, nem voo, opto pelo chão e sigo... buracos a frente e caminhos que nem sei para onde

vão, então fico!

Na incerteza do amanhã, vivo o hoje, em silêncio, nem voo, vejo, só ando.

Sigo!


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**Imagem: Foto Credito: Ana e Rodrigo - Blog http://www.1000dias.com/fotos/costa-rica

** RECOMENDO A VISITA! Um excelente blog com belíssimas fotos e registros de viagem. Um blog desbravador. Vale muito visitar e conhecer.


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Ventanear


Anderson Tomio

Não posso me desprender de quem sou, mas minha alma passeia por outros eus em busca de mim,
Não posso me desprender desse lugar agora, mas minha alma viaja por tantos mundos,
Não posso! Mas quero!
Alçar voos e buscar no infinito do horizonte a parte que falta de mim, o meu fio de cabelo que o vento levou, os fragmentos de pele que os anos fizeram trocar e encontrar as partes de um eu que habita dentro de mim, mas que só eu vejo, que só eu sinto e sei como sou.
Não posso! Mas quero! Voar!
Ir além do que os outros podem me ver, ser o eu além de todos os julgamentos, e respirar!
Sentir o frescor da brisa que adentra em minhas narinas e inflam minha alma de mim.
Se quero? Se posso? Se voo?
As interrogações de tudo que me cerca e as costas do outro que me analisa, mas se me mexo os olhos se voltam em minha direção.
Pensar! Pensar? Pensar: analisar o reflexo no espelho, olhar além de tudo que é corpo e buscar além dos reflexos, das imagens e se tornar real.
Ser! Ser? Ser: abrir-se e desnudar-se de todos os julgamentos, de todas análises e levitar.
Vento! Vento? Vento: o invisível que faz a vida ser real, a leveza de ser e existir tal qual como se é.
Não posso me desprender?
Se quero?
Pensar?
Ser?
Vento?
O que me prende tantas vezes me liberta, mas nada me faz mas eu do que o vento. Mestre as velocidades, presente em nosso mundo, mas invisível aos olhos, mas sentido quando tocado.

Não posso me desprender? Posso! Quando eu me desprende,  que me torne vento e passe a "ventanear" no infinito.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Música na Alma




Há uma música que toca em minha alma, 
mas ela não é a minha música, 
são o acordes da criação que fazem a sinfonia em minhas veias.
E pulso! E toco! e vivo!
.
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terça-feira, 11 de julho de 2017

Venha sentir o vento!



Anderson Tomio

Ando como se tivesse vindo de um lugar que não sei,
Caminho para alguma parte do mundo que não fui,
Busco algo que pode ser aqui ou lá, e vago.
Sento na beira do caminho e não de cansaço, mas de contemplação.
Os olhos me apontam o que há a frente e deito.
Estico meu corpo ali mesmo sobre o pedregulho da estrada, fecho os olhos e viajo.
Ouço ao longe o canto de pássaros e bem perto, rodas de uma carroça,
Está aqui! Grita alguém com folego ofegante.
Demoro por mais uns instantes em abrir meus olhos, apenas sentindo o vento sobre meu corpo
e a sombra que se faz agora por que me observa.
Oi você está bem? Precisa de ajuda?
Levanto parte do meu corpo, mas permaneço ali sentado no chão de areia, olho acima,
e um sorriso me recebe com todas as boas-vindas.
Uma garrafa de água fresca me é colocada nas mãos, “_vamos beba, você vai ficar bem! ”
E me pergunto, o que é ficar bem?
E meu momento só e contemplativo, me vi pequeno deitado em uma parte deste vasto e enorme mundo, mas eu ocupo uma parte dele.
O sorriso me veio como boas vindas, a água como bálsamo e não posso negar, me senti bem!
A voz doce do pequeno ser que já corria a minha frente dizia, 
“_Vem! Corra! venha sentir o vento...”
Levantei e de pé pude ver a imensidão ao meu redor, tudo havia se transformado, o ar era leve e fresco, o sol morninho em um calorzinho que aquecia o coração feito  de um abraço,
Me senti pleno!
Era preciso um sorriso e um gole de água para eu perceber que tudo pode estar bem, que eu posso ficar de pé e ver a beleza do mundo que me cerca.
O ser sorridente se foi....eu contemplativo fiquei!
Senti apenas o eco das suas palavras em meu pensamento, “ vem corra, venha sentir o vento”.
Foi aí que me dei conta de tantas belezas, a minha, a do mundo e da vida.
Pisei lentamente saindo devagar do lugar onde eu estava, senti o pedregulho estalar sob as solas de meu calçado. Era como desbravar, sentir o estalar, o barulho de algo novo sendo usado pela primeira vez, como se fosse a primeira batidinha entre o pires e a xícara naquele jogo de café que comprei, mas que só adornavam os armários.
Momento de rara beleza!
O simples, ouvir o barulho da estrada, lembrar do pires e da xícara em um gole do gostoso café. Despertei!
Os passos se tornaram constantes, o som do pedregulho foi ficando baixinho, o som que aumentava era de meu coração, sentia o vento, o mundo e a vida, que se manifesta correndo nas veias. 
O coração pulsa e a vida segue! 

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Imagem:
http://conexaocicloturismo.blogspot.com.br/2014/02/mairipora-monte-verde-camanducaia.html


segunda-feira, 26 de junho de 2017

Insanidades Conscientes!


Por Anderson Tomio

Quando paramos de correr, podemos sentar para descansar, contemplar a beleza do lugar que estamos, lembrar de algumas do passado, mas querer saber como é o caminho depois da curva da estrada nos faz atuantes de nossa própria vida, de nossos próprios dias.

 A vida não é louca e nem nós sejamos loucos, mas aventura-se pode fazer com que descobrimos nosso oásis.

Um lugar novo pra viver,pessoas novas para conviver, um novo trabalho e a experiência da vida só fortalece os braços para novas empreitadas.

 A cada uma delas, vamos construindo nossa fortaleza que na verdade já existe, é você mesmo, mas que estava apenas precisando de uma reforma interior.

 E então, sabe aquele plano de visitar aquela cidade famosa, o de começar o curso no segundo semestre, estão na parte da reforma.

 Sem buscar seus planos a vida não se realizará por sonho.

Atitudes são necessárias!

quarta-feira, 15 de março de 2017

Para onde?


Por Anderson Tomio


No lampejo das luzes diante dos olhos
vejo embaçadas as silhuetas e sorrisos,
pessoas que no entardecer vão e vem,
passam e não percebem o espetáculo.
O céu que os cobre cintila de cores e tons
o bege, o laranja, o rosa claro e mesmo a azul,
marcam sua presença no momento que finda.
E as pessoas vão, vem, e o céu ali, sobre suas cabeças
como se estivesse a admirar cada um de seus passos.
Que passos? Para onde estamos caminhando?
O céu com algumas das nuvens que nele viajam,
vão sem destino, e nós que destino temos?
Ah se todo esse céu pudesse saber o que se passa aqui dentro,
e mesmo o que você que passa apressado carrega no peito.
O dia finda, a tarde se vai, e a vida segue a passos apressados
de quem muitas vezes nem sabe onde quer chegar?
Para onde você está indo mesmo?
Já parou sentado ali na praça por meros 5 segundos e se fez
essa pergunta?
Para onde estou indo mesmo?
As nuvens do céu segue o sabor do vento, correm e andam ao rumo
de estações, umas mais quentes ou nem tanto, mas não param.
E você para onde está indo mesmo?
Quais as estações que buscas em momentos que como as nuvens
se deixas levar ao sabor do vento?
Algumas perguntas, mas talvez muitas ou então nenhuma resposta.
Enigmas de nosso caminhar!
E os lampejos, digo o foco de ver adiante, você perdeu?
Sim, é contigo que falo, me teço nas palavras para tocar em você!
Também fico perdido por uns instantes, as vezes por alguns longos instantes,
mas nesse momento é melhor parar.
Não vá onde você não sabe ir, mas deixe-se levar onde o coração quer te levar.
O espetáculo do céu mesclado de cores, agora é cenário, você o ator e o som de seu
coração é a trilha sonora para sua vida.
Sinta-a!
O céu clareia, escurece, e muitas vezes se emociona em lágrimas de chuva,
rega, gera vida e em dias arrasa com tudo e renasce.
Qual sua previsão de tempo para os próximo segundo, o próximo minutos
e o anos que vem a sua frente....
Chuva, sol, céu mesclado de cores, quem é o ator e qual a trilha sonora?
Percebeu que além das forças que regem o universo, há uma que rege você também.
Denomine essa força como quiser, mas não deixe de vive-la!
Agora pare de andar apressado sem saber onde vai, ou então saia do momento de pausa
do banco da praça e busque o rumo de seus sonhos.
Aproveite o entardecer, o amanhecer e mesmo o meio dia, porque para ir além
não há tempo. O tempo é você quem faz, as cores do céu é você quem pinta,
e a trilha sonora da sua vida é você quem escolhe.
Assim como em um espetáculo, há um diretor, mas sua atuação tem que ser brilhante!
Para você o Oscar da vida!

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