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quarta-feira, 1 de junho de 2011

FÊNIX - (em grego ϕοῖνιξ)

Fênix
Anderson Tomio
Quão cinza possa parecer a morte
quebra o tabu da vida,
rompe sua fronteira.
O excesso de dor
a ausência da cor
o choro na face
a falta do ente
o medo seguinte
o vazio ao redor,
é morte que chega
é vida que parte
se parte, divide
e habita em tantos.
É poente de luz
é nascente de brilho
é uma estrela que sobe
ou um anjo que desce
as cores se mesclam
o cinza, o preto, marrom
e tudo silencia.
Mas e o choro que ecoa
lágrima na face, desce
não para, pinga,
tristeza que vinga
semente que cresce,aparece
uma vida que vai,
uma vida que vem,
de gris paralelos
renasce, floresce
um sorriso, abre-se
na beleza do mundo,
na beleza da face
contempla-se o ar,
sente-se o universo,
molda-se, encaixe
dele faz parte
é viva, é vida
constante nascente de luz!
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Escrita em 18/06/2010
Foto/imagem: http://valeskabressan.spaces.live.com/

Um comentário:

  1. Muito bom seu blog, estarei te seguindo, me segue também.
    Ótima noite!!

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