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quinta-feira, 25 de abril de 2019

9 anos - Nove anos do Blog Anderson Tomio - Junto e Misturado



Por Anderson Tomio

Nove anos!
O que pode acontecer nesse tempo?
Quantas coisas ao redor tomam formas, cores, exalam cheiros, evaporam!
Quantas coisas?
O tempo é decorrente, vai adiante, segue seu curso nas mais diversas complexidades das medidas, sejam frações, segundos minutos, horas e anos. Ele voa!
No acordar e adormecer desses dias, nem sempre pisamos o mesmo chão, ou nem sempre sentimos ele como deveríamos sentir. Perdemos no automatismo a sensibilidade do tato, do cheiro e do olhar. O tempo deixa de ser importante e passa a ser algo que acontece como mágica. Instantâneo!
E quando tempo foi mesmo?
Ah sim nove anos e nessa lacuna do espaço os ajustes, os acertos, erros, e não menos que se estabelecer. Pode dizer, esse é meu lugar!
Aqui leio, aqui escrevo, me findo e me renasço a cada parágrafo, a cada letra, e nelas imprimo um pouco de mim.

Revelar-se!

Deixar vir à tona o que os vincos que o tempo deixam no registro da pele, dos cabelos e o meu eu. 

Amadurecer!

Sim o tempo tem essa função! Nele podemos ser, deixar de ser, nascer e partir, rever e ver o que de fato estamos nele, e com ele planejando, fazendo ou simplesmente deixando de lado.
Ah o tempo! Quanto era mesmo?
Muitas das vezes ele assim como o que fizemos ontem, deixa de ser lembrado. Se perpetua em um local como uma gaveta de meia soltas, ao qual você procura o par, e dificilmente o encontra. 

Destreza!

Habilidades somam-se aos delírios cometidos, misturam-se ao riso e ao choro e nesse mix, amadurecemos.
Nove anos! Nesse tempo contado, o amadurecer do corpo e da mente.
O gosto pela leitura, o prazer pela escrita, o amor em unir os dois e se aspergir pelo espaço lançando letras, palavras e a alma. Buscar, ser e tornar inefável.
E assim, nove anos, e por este tempo a vida que se ganha, os sorrisos que se dão e os nascimentos que ocorrem. Escrever é nascer a cada parágrafo, desvirginando nas letras o que se quer dizer.

Leia-me!

Então é 26/04/2019, aniversário, celebração, momento de contemplar o próprio tempo. Felicidade!
Desta forma resumo, o que sinto, nas letras, nas palavras e no que me entrego a cada novo escrito. 

Feliz!

Obrigado a cada leitor, a cada visitante do blog, carinho especial aos seguidores. Obrigado por estarem comigo. E esse um dos motivos do nome do blog Anderson Tomio – Junto e Misturado, um pouco de mim e de você, um pouco do que leio e muito do escrevo,
Assim é Anderson Tomio – Junto e Misturado – Ano – 9
Parabéns a nós por termos chegado até aqui.

Adiante!!!

terça-feira, 26 de março de 2019

Seu bosque!





Joana entrou no bosque que dava acesso a pequena casa do lago. Parou em meio a vegetação e sentiu o perfume que exalava. Uma mistura de pinus silvestres das árvores com o musgo do campo. Sentou então ali mesmo, perto de uma das árvores e silenciou a mente.
Pensou! Cantou! Falava consigo!
Sua voz interior lhe dizia que era uma garota feliz, que suas qualidades eram surpreendentes!
Sorriu por diversas vezes, e em algum momento soluçou devido ao choro. Seu interior vertia pelos olhos um mar da angustias que sentia.
Cobranças! Pressão! Modelos!
Por quantas vezes temos em nós a Joana, que busca silenciar sua mente e falar consigo mesmo?
A natureza é mãe, é acalento, nos ouve, nos eleva e nos aponta caminhos.
Flores, arvores, nas praças ou nos campos temos um oásis que muitas das vezes é nossa própria varanda no apartamento.
 Olhar o horizonte!
Saber que quando adentramos no bosque, entramos na verdade em nosso íntimo, em nosso claustro onde nós somos o que realmente somos.
A alma desnuda-se!
Revelações! Tantas vozes internas, uma reunião de nossas personalidades, as presentes e as passadas, nossa essência!
Pensa, canta e fala, mas que agora ouve e também lê e escreve.
Sente-se como o avesso, onde os fiapos do tecido aparecem, assim nossos fiapos, nossos nós e nossa costura e remendo fica claro, tudo aparente.
Remendar-se! Reconstruir-se!
O bosque é você e já pensou o que quer plantar e qual fertilizante vai usar?
A fé? A ação? Estes os mais poderosos de todos.
Adentre ao boque! Plante! Semeie!
Deixe que você cresça, que emane seu perfume e sua energia.
Seja você!

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Imagem original:apontador.com.br/local/sp/guarulhos/parques/C408001813084E0844/bosque_maia.html

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Sinos da Alma


Por Anderson Tomio


O sino ecoa ao vento,
ouço vibrar feito as batidas de meu coração,
o som corre a frente, o silêncio vem logo em seguida.
E paro, fico diante dos dois, fecho meu olhos,
ouço somente a vibração e o vento que toca meus ouvidos,
e me envolve dançando sobre minha pele,
que arrepia da cabeça aos pés.
Vibra, toca, soa, o som do sino,
o som de meu coração entra no compasso,
e me deixo levar pelos acordes
e pelo ritmo que sincroniza as batidas de meu coração.
O silêncio faz seu solo,
e somente ele permanece durante um tempo,
e ao fim do tempo, abro meus olhos e contemplo o horizonte
que anuncia que o dia finda,
revelando as cores do entardecer.
Abro meus braços olho ao alto e me percebo como cruz,
descendo meus braços em lado ao que sou, viro obelisco.
Os pés flutuam, o corpo se inclina para frente e torno abrir os braços
num mergulho ao horizonte.
O som se torna forte, vibra, ecoa, toca meu rosto,
remexe todo meus cabelos e alia-se as batidas do coração
que a esse momento estão compassadas a minha respiração.
Propulsão para o infinito, trilha sonora do sagrado, me percebo em voo,
e vou ao céu onde abaixo de meus olhos, o mundo.
O dia que finda e me sinto pleno, feliz e seguro.
Um novo eu, um novo mundo, descobrir-se e seguir na viagem do meu eu
que vibra ao som das batidas de meu coração.
Me sinto grande, tudo é superado,
a felicidade e a paz interior se instalam,
e como águia, voo alto,
e observo um mundo de que um dia fiz parte.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

No Mundo!



Por Anderson Tomio

Tantas idéias passam à cabeça e nessa análise de mundo, pergunto em que mundo eu vivo?
Muitas das vezes me pego observando o mundo de dentro, fazendo parte dele e tendo contato com as coisas que estão ao redor. Outras vezes analiso de fora, como se aquele mundo que vejo ao meu redor, não fosse o meu ou eu nem fizesse parte dele.
Devaneios! Pensamento que podem ser tolos, mas é amadurecimento.
Devíamos sempre agir assim. Olhar a vida ao menos sobre dois pontos de vista, tendo duas óticas diferenciadas, o ponto de vista e a vista do ponto.
Assim também deveria ser o convício social, em que a empatia fosse complemento do pensar e do agir. Se assim fosse, haveria menos danos a sociedade que tanto se diz civilizada.
E agora? Continuar nessa utopia de que todos fariam essa análise?
Mas fariam se esse processo fosse nato, incutido em nossas mentes e fizesse parte de cada um. Como? A educação nos evolui! Aquilo que vemos, os exemplos repercutem e muito na nossa formação moral. Há os pais! Se esses criassem seus filhos não somente para serem vencedores, mas para aprenderem a ser algumas vezes na vida, se ocorrer, derrotados, mas inteiros pelo processo de participação e de aprendizado que isso nos proporciona.
Olhar além de cada queda! Ver que os tropeços fazem doer os dedos do pé, mas faz também que tomemos mais cuidado ao caminhar na estrada com pedregulhos.
E então? Analisar o mundo, observar o mundo, estar e fazer parte dele, a fim de trilhar o melhor caminho. Assim deve ser a vida! E se encontrarmos alguém na caminhada, que possivelmente esteja sentado a beira do caminho, não vê-lo como um incapaz, mas como alguém que já andou tanto quando você e neste momento senta para descansar.  Ou seja, nem sempre as paradas são para desistir, mas para tomar folego!
Sigamos adiante!
Agora levanto, firmo novamente os calçados nos pés e então eu vou. Tenho uma estrada a seguir, um destino a chegar e pretendo aproveitar toda a beleza que este caminho pode me proporcionar.
E vou...

segunda-feira, 9 de abril de 2018

A sua carruagem!


                                                                                                **
Anderson Tomio


A carruagem anda, sacoleja o corpo, estala os ossos e segue viagem.
Para onde vais ó nobre cavaleiro?
A estrada é longa, esburacada e sombria ao passar a floresta.
Cuide!
E as rodas estalam, o chicote canta no lombo dos cavalos e hooo,
Disparam a seguir o rumo, avante ó cidadela desconhecida.
As costas doem, o corpo teima em se entregar ao cansaço da viagem,
Ossos doem, braços pesam e tudo sacoleja.
A floresta chega e a copa das arvores em túnel fecham o caminho, sombrio,
 e a medida que segue vai ficando sombrio e úmido.
A noite se aproxima e não há local de parada, avante que o tempo é pouco,
Não pare que a cidadela se aproxima, hooo no grito do cavaleiro e a carruagem para.
O barulho da noite toma conta, a estrada é breu que não finda sob os olhos,
Na fagulha da lamparina, o rosto, o sorriso e a confiança.
Não temos como seguir! É melhor fazermos silencio e aguardar o amanhecer.
Descanse! Logo aos primeiros raios de sol, seguiremos adiante.
Medo?
Como sentir se se há na condução de sua carruagem o experiente condutor?
Dormir?
Se assim conseguires, sonhe com alvorecer.
Logo a manha o sol retorna.
Dormes? Acordas? Reclame das dores?
Vai ficar sentado ou levantar sacudir a poeira o cansaço e seguir adiante?
Há um condutor a frente da sua carruagem, mas as rédeas estão em suas mãos.

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Imagem original;https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/dd/dd/b0/ddddb048525bca8c5e6536592bea675c.jpg


segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Para mim tudo bem? E para o outro?



Por Anderson Tomio

Hoje estava observando na internet os fatos que marcam o mundo a cada dia.São muitos, coisas já consideradas comuns e outra ainda que acabam por nos deixar surpreso.É , digo nós porque no dia a dia as pessoas comentam geralmente a mesma coisa. Sempre tem um fato que chama atenção, repercute mais, acaba tomando proporções nacionais de críticos e seguidores.
Mas já parou para pensar nas coisas que acontecem com você?
Nos fatos que acontecem bem próximos de você,ou até mesmo com você?
Sei da importância de se preocupar com o macro universo, com o país e com o mundo, mas será que pensamos em nós, nas coisas que acontecem com cada um de nós no cotidiano?
É como aquela receita da vovó, que diz que temos que mexer a panela com colher de pau. E o que acontece se há mexermos com uma colher de plástico? dizem que o gosto não fica bom, que perde o ponto, que pode grudar no fundo da panela. Pode ser..., mas acredito que isso ocorra pelo pensar de quem mexe a panela.
Esse é o ponto que quero chegar.
O de repensarmos nossas ações. De perceber o que fizemos durante nossas ações. Sim, isso mesmo. Porque é tão normal tornarmos seres automáticos, que o pensar na ação que estamos fazendo é coisa do passado.
Mas não é! O problema é a correria e as inúmeras tarefas à serem realizadas em um  único dia. Nada pode ficar pra depois ou muito menos pra amanhã.
Assim a vida segue,o tempo passa e acabamos por não nos dar conta da simplicidade da vida. De contemplar a " mexedura" na panela com a colher, seja ela de pau ou de plástico. Também não seria pra menos se numa hora dessas esquecermos o fogão ligado.
Corremos pra tudo, somos automáticos pra tudo.
Sim, imagino o que deva estar pensando,ou não, mas também não dá pra sair por ai anotando ou analisando tudo a todo momento. Nem eu conseguiria. Mas também não é o que gostaria.
O que acho viável mesmo, é estar atendo a vida. Ao outro ser que está do seu lado, ao sorriso de um corriqueiro oi, que deixamos passar, logo vira um tchau.
Como corremos! Pensando bem somos maratonistas. Corremos contra o tempo o tempo todo. engraçado,pelas palavras, mas é assim. Nada pode sair diferente, errado então,nem pensar.
E nessa euforia, o dia se foi.O sol se Pôs e você nem viu. A chuva começou a escorrer pela janela e nem sequer você observou a danças dos pingos pelo quintal.
E a essa altura, devem estar me perguntando: "é verdade, mas isso já discurso velho, a vida é assim mesmo".
Poderia concordar com você, mas ainda assim, lhe diria, que a vida é do jeito que queremos que ela seja.
Não estou falando aqui, de ter, de poder, mas de ser, de estar.
Ser simples, estar feliz!
Sim, porque pra mim, a felicidade está na simplicidade. A felicidade é simples!
Opa, será mesmo? Então porque muitos de nós ainda não consideramos que há tenhamos encontrado?
Sinceramente, neste ponto só posso falar por mim. Alias pra resumir, como é bom abrir a janela e dar inicio novamente ao novo espetáculo do dia. Sol ou chuva, frio ou calor, enfim perceber-se como ator, como parte deste espetáculo.
Coadjuvantes? Não mesmo, pode parecer estranho se levarmos ao pé da letra, pelo sentido da palavra, mas sim, somos todos principais.
Eu, você o seu vizinho e o meu também. Cada um de nós é responsável pela parte do outro nesse espetáculo chamado vida. Agora só cabe lembrar que, se não estiver nem eu,nem você preparados para ver cada um a sua volta e dar valor a tudo que ja falei, o simples, o cotidiano que está próximo, de nada vai adiantar saber que o espetáculo de viver é coletivo.
Claro que é. Já pensou que mesmo acreditando estar sozinho você interage com o outro?
Tanto é que estamos cansados de ouvir que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no universo.Sendo assim, você tem o seu, eu tenho o meu, nos tornando únicos, mas sendo coletivos. Estranho?
Será mesmo? Olhe bem....você mora só, mas acorda de manhã lava o rosto, vai escovar os dentes e percebe que seu creme dental acabou. E agora? fácil pega-se outro.
Isso mesmo, a palavra outro. Outro creme dental, outra pessoa, partindo disso, precisamos do outro.
Por mais que queremos estar só, até nisso dependemos do outro,para que ele nos deixe sózinhos. Mas nunca ficamos.
Como dizem...."resumo da ópera", é necessário vermos o que nos cerca, fazermos um bom lugar ao nosso redor e ampliar isso. Chegar ao outro, dividirmos com ele, somar-se a ele, sermos coletivo.
Se assim começarmos, fazendo pouco, o meu pouco somado ao seu pouco e ao do outro toma amplitude. Multiplica-se.
Por isso se faz necessário não deixarmos que as coisas do dia a dia passem despercebidas. Não nos indignemos somente com o nacional, com o macro mundo, mas também com o micro mundo que esta bem ao meu, ao teu lado.
Confesso que estou tentando,mas fazendo minha parte, de melhorar o meu mundo e poder apmpliar para o seu, assim quem sabe um dia o nosso será melhor.
Ai não importa mais se fazemos fazemos assim ou de outro modo, porque mesmo mexendo com colher de pau ou de plástico, teremos a certeza de estar fazendo certo.
Comece por você e se achar que está fazendo pouco, o pouco é melhor que não fazer nada.Alias já ia me esquecendo, pra mim tudo bem. E para o outro?

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Entre o céu e a terra. Sigo!


 **

Por Anderson Tomio


Há uma brisa envolta,cheiro da mata, 

um silêncio que ecoa em minha alma,  nada é calmo há turbulência.

Em meu voos nada constante é o céu infinito azul, há nuvens e muitas vezes tempestade.

Ando, nem voo, opto pelo chão e sigo... buracos a frente e caminhos que nem sei para onde

vão, então fico!

Na incerteza do amanhã, vivo o hoje, em silêncio, nem voo, vejo, só ando.

Sigo!


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**Imagem: Foto Credito: Ana e Rodrigo - Blog http://www.1000dias.com/fotos/costa-rica

** RECOMENDO A VISITA! Um excelente blog com belíssimas fotos e registros de viagem. Um blog desbravador. Vale muito visitar e conhecer.


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Ventanear


Anderson Tomio

Não posso me desprender de quem sou, mas minha alma passeia por outros eus em busca de mim,
Não posso me desprender desse lugar agora, mas minha alma viaja por tantos mundos,
Não posso! Mas quero!
Alçar voos e buscar no infinito do horizonte a parte que falta de mim, o meu fio de cabelo que o vento levou, os fragmentos de pele que os anos fizeram trocar e encontrar as partes de um eu que habita dentro de mim, mas que só eu vejo, que só eu sinto e sei como sou.
Não posso! Mas quero! Voar!
Ir além do que os outros podem me ver, ser o eu além de todos os julgamentos, e respirar!
Sentir o frescor da brisa que adentra em minhas narinas e inflam minha alma de mim.
Se quero? Se posso? Se voo?
As interrogações de tudo que me cerca e as costas do outro que me analisa, mas se me mexo os olhos se voltam em minha direção.
Pensar! Pensar? Pensar: analisar o reflexo no espelho, olhar além de tudo que é corpo e buscar além dos reflexos, das imagens e se tornar real.
Ser! Ser? Ser: abrir-se e desnudar-se de todos os julgamentos, de todas análises e levitar.
Vento! Vento? Vento: o invisível que faz a vida ser real, a leveza de ser e existir tal qual como se é.
Não posso me desprender?
Se quero?
Pensar?
Ser?
Vento?
O que me prende tantas vezes me liberta, mas nada me faz mas eu do que o vento. Mestre as velocidades, presente em nosso mundo, mas invisível aos olhos, mas sentido quando tocado.

Não posso me desprender? Posso! Quando eu me desprende,  que me torne vento e passe a "ventanear" no infinito.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Música na Alma




Há uma música que toca em minha alma, 
mas ela não é a minha música, 
são o acordes da criação que fazem a sinfonia em minhas veias.
E pulso! E toco! e vivo!
.
.
.
.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Venha sentir o vento!



Anderson Tomio

Ando como se tivesse vindo de um lugar que não sei,
Caminho para alguma parte do mundo que não fui,
Busco algo que pode ser aqui ou lá, e vago.
Sento na beira do caminho e não de cansaço, mas de contemplação.
Os olhos me apontam o que há a frente e deito.
Estico meu corpo ali mesmo sobre o pedregulho da estrada, fecho os olhos e viajo.
Ouço ao longe o canto de pássaros e bem perto, rodas de uma carroça,
Está aqui! Grita alguém com folego ofegante.
Demoro por mais uns instantes em abrir meus olhos, apenas sentindo o vento sobre meu corpo
e a sombra que se faz agora por que me observa.
Oi você está bem? Precisa de ajuda?
Levanto parte do meu corpo, mas permaneço ali sentado no chão de areia, olho acima,
e um sorriso me recebe com todas as boas-vindas.
Uma garrafa de água fresca me é colocada nas mãos, “_vamos beba, você vai ficar bem! ”
E me pergunto, o que é ficar bem?
E meu momento só e contemplativo, me vi pequeno deitado em uma parte deste vasto e enorme mundo, mas eu ocupo uma parte dele.
O sorriso me veio como boas vindas, a água como bálsamo e não posso negar, me senti bem!
A voz doce do pequeno ser que já corria a minha frente dizia, 
“_Vem! Corra! venha sentir o vento...”
Levantei e de pé pude ver a imensidão ao meu redor, tudo havia se transformado, o ar era leve e fresco, o sol morninho em um calorzinho que aquecia o coração feito  de um abraço,
Me senti pleno!
Era preciso um sorriso e um gole de água para eu perceber que tudo pode estar bem, que eu posso ficar de pé e ver a beleza do mundo que me cerca.
O ser sorridente se foi....eu contemplativo fiquei!
Senti apenas o eco das suas palavras em meu pensamento, “ vem corra, venha sentir o vento”.
Foi aí que me dei conta de tantas belezas, a minha, a do mundo e da vida.
Pisei lentamente saindo devagar do lugar onde eu estava, senti o pedregulho estalar sob as solas de meu calçado. Era como desbravar, sentir o estalar, o barulho de algo novo sendo usado pela primeira vez, como se fosse a primeira batidinha entre o pires e a xícara naquele jogo de café que comprei, mas que só adornavam os armários.
Momento de rara beleza!
O simples, ouvir o barulho da estrada, lembrar do pires e da xícara em um gole do gostoso café. Despertei!
Os passos se tornaram constantes, o som do pedregulho foi ficando baixinho, o som que aumentava era de meu coração, sentia o vento, o mundo e a vida, que se manifesta correndo nas veias. 
O coração pulsa e a vida segue! 

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Imagem:
http://conexaocicloturismo.blogspot.com.br/2014/02/mairipora-monte-verde-camanducaia.html


segunda-feira, 26 de junho de 2017

Insanidades Conscientes!


Por Anderson Tomio

Quando paramos de correr, podemos sentar para descansar, contemplar a beleza do lugar que estamos, lembrar de algumas do passado, mas querer saber como é o caminho depois da curva da estrada nos faz atuantes de nossa própria vida, de nossos próprios dias.

 A vida não é louca e nem nós sejamos loucos, mas aventura-se pode fazer com que descobrimos nosso oásis.

Um lugar novo pra viver,pessoas novas para conviver, um novo trabalho e a experiência da vida só fortalece os braços para novas empreitadas.

 A cada uma delas, vamos construindo nossa fortaleza que na verdade já existe, é você mesmo, mas que estava apenas precisando de uma reforma interior.

 E então, sabe aquele plano de visitar aquela cidade famosa, o de começar o curso no segundo semestre, estão na parte da reforma.

 Sem buscar seus planos a vida não se realizará por sonho.

Atitudes são necessárias!

quarta-feira, 15 de março de 2017

Para onde?


Por Anderson Tomio


No lampejo das luzes diante dos olhos
vejo embaçadas as silhuetas e sorrisos,
pessoas que no entardecer vão e vem,
passam e não percebem o espetáculo.
O céu que os cobre cintila de cores e tons
o bege, o laranja, o rosa claro e mesmo a azul,
marcam sua presença no momento que finda.
E as pessoas vão, vem, e o céu ali, sobre suas cabeças
como se estivesse a admirar cada um de seus passos.
Que passos? Para onde estamos caminhando?
O céu com algumas das nuvens que nele viajam,
vão sem destino, e nós que destino temos?
Ah se todo esse céu pudesse saber o que se passa aqui dentro,
e mesmo o que você que passa apressado carrega no peito.
O dia finda, a tarde se vai, e a vida segue a passos apressados
de quem muitas vezes nem sabe onde quer chegar?
Para onde você está indo mesmo?
Já parou sentado ali na praça por meros 5 segundos e se fez
essa pergunta?
Para onde estou indo mesmo?
As nuvens do céu segue o sabor do vento, correm e andam ao rumo
de estações, umas mais quentes ou nem tanto, mas não param.
E você para onde está indo mesmo?
Quais as estações que buscas em momentos que como as nuvens
se deixas levar ao sabor do vento?
Algumas perguntas, mas talvez muitas ou então nenhuma resposta.
Enigmas de nosso caminhar!
E os lampejos, digo o foco de ver adiante, você perdeu?
Sim, é contigo que falo, me teço nas palavras para tocar em você!
Também fico perdido por uns instantes, as vezes por alguns longos instantes,
mas nesse momento é melhor parar.
Não vá onde você não sabe ir, mas deixe-se levar onde o coração quer te levar.
O espetáculo do céu mesclado de cores, agora é cenário, você o ator e o som de seu
coração é a trilha sonora para sua vida.
Sinta-a!
O céu clareia, escurece, e muitas vezes se emociona em lágrimas de chuva,
rega, gera vida e em dias arrasa com tudo e renasce.
Qual sua previsão de tempo para os próximo segundo, o próximo minutos
e o anos que vem a sua frente....
Chuva, sol, céu mesclado de cores, quem é o ator e qual a trilha sonora?
Percebeu que além das forças que regem o universo, há uma que rege você também.
Denomine essa força como quiser, mas não deixe de vive-la!
Agora pare de andar apressado sem saber onde vai, ou então saia do momento de pausa
do banco da praça e busque o rumo de seus sonhos.
Aproveite o entardecer, o amanhecer e mesmo o meio dia, porque para ir além
não há tempo. O tempo é você quem faz, as cores do céu é você quem pinta,
e a trilha sonora da sua vida é você quem escolhe.
Assim como em um espetáculo, há um diretor, mas sua atuação tem que ser brilhante!
Para você o Oscar da vida!

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imagem:https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=imgres&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjc0_Ca3dnSAhUJgJAKHRG_BIsQjRwIBw&url=https%3A%2F%2Famenteemaravilhosa.com.br%2Fum-dia-menos-um-dia%2F&psig=AFQjCNFtAEl47XRn5K4aSOvNQFbl-d-KCQ&ust=1489709156392153


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Nunca é tarde demais!



Nunca é tarde demais!

Se observarmos as vidas de muitos dos grandes líderes da história, verificaremos a maioria deles não deram início a suas carreiras até meados dos quarenta e poucos anos de idade. Na verdade, muitas pessoas que tiveram realizações das mais grandiosas e positivas neste mundo estavam vivendo vidas completamente diferentes, até que deram uma virada neste período da vida e fizeram uma mudança.

Esta semana nos desafia – não importa nossa idade ou a distância que pensemos ter percorrido espiritualmente – a romper com nossa zona de conforto e aceitar a responsabilidade de revelar a Luz que viemos compartilhar neste mundo com toda a humanidade.


*Vamos pensar! Vamos agir! * #RumoAos40 

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Qual a cor do seu gramado?



Por Anderson Tomio 

Não adiante olhar para o lado ou buscar olhar para fora agora,
O melhor a fazer é olhar para dentro, buscar sem ir longe o mundo ao redor,
Aquele em que convivo e as pessoas que me cercam.
Mas então não irei muito longe? Irá sim! Mas nossa “viagem” é buscar o que somos e porque sendo o que sou convivo com pessoas que me reprovam o tempo todo?
Esse é o ponto!
As pessoas com que eu convivo, com quem convivemos no dia a dia, não fora, mas no núcleo familiar, ou que seja na casa que moro, no apartamento que eu divido, essas são as peças chaves para meu entendimento, do que sou e muito porquês de minha vida.
Já percebeu que os primeiros a nos criticar e chamar nossa atenção são os pais? Na ausência deles, vêm os avos e os tios e em muitos casos os irmãos.
Porque será que estas pessoas me repreendem, ou me chama atenção com o que eu faço no meu dia? Já parou para pensar?
Pode ser por falta de interesse por algo, por desleixo, por ansiedade, por atitudes ou por formas de pensar, mas algo incomoda quem está por perto e ser repreendido é uma forma de dizer que eu me importo com você, que quero seu bem e indo além que sinto amor e preso pelo seu melhor.
Há algum erro nisso? Claro que não! Há acertos!
Como assim acertos? Pense comigo!
Você chamaria atenção e cuidaria do que o outro faz se este outro não representasse nada para você? Em minha opinião quem ama cuida e quer o melhor.
Mas o que é o melhor? Podemos ir bem além nesse pensamento.
O melhor é querer que o outro faça aquilo que eu acredito ser o melhor, que seja correto e o que nossa sociedade quer de nós.
Então querer o melhor é fácil, e ceder ao outro fazendo o que ele quer, porque sei que ele quer meu melhor é mais fácil ainda, pois será um ganho com todos os acertos. Certo? Errado!
Ser o melhor para o outro nem sempre é ser o melhor para você mesmo, ou você nunca se pegou pensando consigo ao receber ordens, Aff que coisa chata.
Ai está outro ponto da questão.
O primeiro falei que é o convívio com as pessoas, e este agora é conviver sendo eu mesmo.
Difícil? E é mesmo. Conviver não é fácil!
Ai me pergunto: Porque eu tenho que conviver com essas pessoas e porque eu fui estar nessa família, nesse convívio?
Pense! O porquê será?
Muitos dirão que é porque é minha família, porque moro nessa casa, porque tenho laços de sangue ou laços afetivos. Tudo bem! É um bom motivo! Mas já pensou de uma forma ampla?
Observando o que você chama atenção, o que reprova nos outros, e o que cada um dos outros reprova e aprova em você? Tentou alguma vez colocar isso numa roda de convivência?
Tipo: Eu gosto e não gosto disso e daquilo no “fulano” que não gosta e gosta disso em mim, que não gosta e gosta disso e daquilo no ciclano. Ou seja: Estamos sempre a mercê de aprovação e reprovação do outro.  A vida não é diferente!
Mas neste momento, olhemos somente ate o limite de nossa porta, ou janela. Ficamos dentro!
Porque não olhar além e ver o que há lá fora? Outro ponto!
Lembram-se do ditado: “A grama do vizinho sempre é mais verde”?
Por este motivo, que olha para fora pode causar revoltas no seu “espaço”, no convívio dentro.
E vem a mãe, o irmão o pai, com aquelas comparações. “O filho do vizinho é tão estudioso, nossa passou de ano direto, enquanto você está fazendo provas de recuperação".
Ou ainda, o marido da vizinha é tão gentil, ele sempre carrega as compras e abre o carro para ela entrar.
Ai pergunto para lembrar: Qual a cor da grama do vizinho mesmo?
Verde!
Sim bem isso, verde. E pode ser mais verde que a sua por ser artificial!
Não precisamos de comparativos, não precisamos ser diminuídos, mas sim exaltados. Eu posso ser disperso em assuntos, mas sei muito bem fazer cálculos considerados difíceis. Todos têm qualidades e os tão notados defeitos.
Mas voltamos aos pontos já citados.
A convivência!
Já percebeu que nossa grama pode ser super verde também para o vizinho?
E assim sempre vai ser até que esta fazendo parte do nosso convívio.
Logo, todos convivemos em locais, lares, que sempre haverá diferenças. Umas mais notáveis, outras nem tanto, mas sempre com pontos a serem chamados atenção e repreendidos.
E tenho que me acomodar com isso?
Não! Mas não custa perceber que onde você convive estão as pessoas, as peças, mais importantes para seu crescimento. Lembra-se do quem ama cuida? Pois bem seria difícil eu me importar tanto com você se não tivéssemos algum laço. A convivência, o sangue, a afetividade essas nos unem.
Logo, se analisarmos todo esse contexto, convivemos com quem tem mais a aprender conosco e a nos ensinar. O núcleo familiar é um dos maiores laboratórios humanos que existem, não sendo superado por nenhum show de realidade televisivo.
No convívio familiar as coisas são bem mais extremas. As raivas são raivas e os risos são risos. Ou seja, quando sinto raiva de alguém é aquela raiva de querer ver a pessoa sumir, mas o que me une a ela, faz com que logo estaremos juntas novamente. Mas você pode me perguntar: Sim eu posso ficar sem falar com meu irmão por 10 anos em uma briga. Mas ele nunca deixara de ser seu irmão. Agora ente ficar sem falar por três anos com um amigo, quando tentar falar, ou não terá o amigo ou amizade será fria. Já o calor de um laço de irmão ele não esfria, mesmo no tempo, seremos irmãos.
Em resumo, quem convive conosco é quem mais tem que lapidar e ser lapidado. A família começa com “carvão” e temos o hoje ou amanha para a chance de ser diamante.
Pode observar em sua família. O preconceito do pai é o estilo de vida do filho, os temores dos filhos, são as liberdades dos pais e por diante. Tanto apontamos no outro aquilo que nos incomoda, mas se incomoda pode ser por não termos a coragem ou não sermos como tal.
Já ouviram a frase clássica "há meus 18 anos”. Que pai ou mão nunca disse isso? Justamente pelo fato de que naquele tempo se permitiam mais do que hoje e quando seus filhos se permitem esses são rebeldes.
Logo e logo assunto.
Mas o certo é, nossa grama tem cor, a do vizinho não importa e quem convive comigo é porque tem muito aprender e também muito a me ensinar.

Encontre a harmonia entre esses dois pontos e terás uma família feliz!

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Imagem:https://www.123rf.com/photo_31574495_small-grey-house-with-wooden-deck-front-yard-with-flower-bed-and-lawn.html

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Oi...Quero dividir minha alegria com você....



Anderson Tomio
Oi... QUERO DIVIDIR MINHA ALEGRIA COM VOCÊ...

Dizer que você tem me dado um chão que não tinha,
que já faço algumas coisas pensando em você,
em dividir com você, compartilhar os meus momentos,
e dando um pouco do meu melhor.

Deixo de lado as coisas ruins,
delas falamos somente para desabafar,
não vale a pena cultivá-las,
mas vale relembrar como aprendizado.

A vida é para isso mesmo!
Estamos aqui para aprender,
  para hora cairmos, mas sempre levantarmos,
olhar o horizonte,
ver o sol, ver o futuro,
e sempre seguir adiante.

Já parou pra pensar o que de bom já
temos pra contar nesse tempo?
O nosso livro de vida,
está em constante grafia,
em constante registro
de imagens, de vivências,
e fico feliz,
por saber que tem algumas páginas
onde você já está se fazendo presente.

Algumas citações boas que fizemos,
outras nem tanto, mas reflexivas.
Faz parte!
Uma historia sem suspense,
sem alguns rompantes de adrenalina,
não é uma boa história.

Fica chata e deixamos de lado,
o livro empoeira e perde a graça.

A vida, o livro, não é assim,
não pode ser assim,
se não mesmo no prefácio,
já seremos curiosos o bastante,
ou mesmo teimosos para
pular tudo e buscar fim.

Sem graça não é mesmo?
 Logo de cara se sabe o final,
nada foi vivido,
nem tristeza, nem alegria,
não houve emoção e nem surpresa,
e o livro acaba.

Sem graça total.
Mas hoje vejo que já tenho
muita coisa escrita,
o prefácio, e um capitulo em construção,
mas que capitulo heim!
Já teve suspense logo nas primeiras linhas,
em saber o que seria o amanhã,
e momentos de puro êxtase,
de alegria e leveza,
outros de choro e melancolia.
Está sendo uma bela história!

Estamos fazendo terapia em dupla
eu sou teu terapeuta,
e você a minha.
Eu sou seu "médico”,
e você a minha.
Já fizemos vários papéis,
de desbravadores,
de amigos, de amantes,
de enamorados,
merecemos um ÓSCAR!

Aprendemos e se ainda não sabemos,
estamos aprendendo, a viver.
Somos crianças descobrindo o mundo,
carregando nossos brinquedos,
todos de uma só vez,
infelizmente algumas coisas
não temos força suficiente para carregar,
mas que bom que existe mais pessoas
nesse imenso "Play" que é a vida.
Encontramos, amigos que podem  nos
ajudar carregar o que já escorregava por entre os dedos,
e a diversão se completa.
Olhar o outro, silenciar
sorrir e entender tudo que se passa,
sentir no rosto a brisa ,
e no momento de alegria e gratidão
nos percebemos ao sabor do vento
que estamos vivos,
que somos queridos
que somos pessoas com valor,
que fazem a diferença
na "brincadeira" do outro,
tornando a vida mais interessante,
mais atrativa e feliz.


Na sinopse dessa história,
um obrigado,
porque tenho aprendido muito com você!

Admiro suas lutas, me identifico com várias delas,
e a sua força que serve de exemplo pra mim.
As metas, rumos traçados e já muitos
deles alcançados.
Obrigado por fazer parte do meu livro,
obrigado por fazer parte da minha história,
e de nela estar dando doses de
muita vontade de superar tudo que há
de ser superado.
Pode não parecer, mesmo que você não perceba,
mas já se deu conta da força que tem?
dos exemplos que está passando?

Pois bem, eu já me dei conta sim,
 e se  não o tivesse feito,
de nada valeria todas essas palavras.

É com carinho que as escrevo

Beijo no coração!


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imagem:http://30ealguns.com.br/pode-parecer-cliche-amigo-nao-compra/

Indo além!




Abri a porta e deixei todo silêncio que vinha do corredor entrar. Não levantei se quer os pés para ir além do beiral que demarcava onde era casa onde era rua, permaneci ali a espera de um vento que me levasse pelo ar. Pairei!
Observei de longe o que se movimentava no espaço e reluzia luz em minha direção,
Era o sol, que sem a companhia do vento frio me aquecia mais rápido.
Inclinei meu corpo para fora e os ecos do silencio vieram em minha direção, e ao chegar em meus ouvidos, percebi que o som que ecoava pelos corredores em penumbra era vozes de um desconhecido lamento. Busquei refugio momentâneo dentro de meu claustro e não quiser saber o que dissera, mas o eco veio mais forte fazendo com que um agudo som permanecesse em meu ouvido por alguns instantes que pareciam não ter fim.
Dei passos, encarei o corredor de frente e parti. Fui adiante sem saber o que me aguardava a cada novo passo que eu dava rumo ao desconhecido.
Como assim desconhecido se sei bem onde moro, onde estou e que lugar é este?

Sim eu sei, mas sabia antes que a penumbra tivesse chegado a mim. A partir dai era outra circunstancia de vida, outro momento que só me dei conta de sua totalidade quando senti que meus pés não tocavam de fato o chão, mas mesmo assim eu os ainda sentia sob mim.  Na fé e na coragem segui e buscando a luz fui adiante.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

E veio a saudade!


Por Anderson Tomio

E de repente veio a saudade do tempo,
Do  tempo em que brincava na rua até escurecer e ia para a escola junto com amigos pelo caminho;
Daquele tempo em que acordava de manhã cedo e corria para sala com o cobertor para assistir desenho;
Do tempo em que quando meus amigos não podiam brincar eu brincava assim mesmo e conversava com meus bonecos e carinhos;
Daquele tempo em que eu via as meninas colecionando papel de carta perfumado e nós meninos nas figurinhas do time preferido;
Do tempo em que na hora do recreio, era só correria e bate papo, com muita brincadeira em grupo;
Daquele tempo em que aguardava com ansiedade as férias da escola, para ir para casa de alguma tia passar uns dias e brincar com os primos;
Do tempo em que o item obrigatório para ir para escola era o uniforme, o material e aquela lancheira com o sanduíche e a garrafinha de nescau;
Daquele tempo em que uma bronca era uma bronca e pronto!
Do tempo em que o ludo, a dama  e o pega varetas era nossos melhores brinquedos;
Daquele tempo em que no sete de setembro saiamos para marchar e ensaiávamos alguns meses antes com a fanfarra da escola;
Do tempo em que passar da 4ª para a 5ª série já era se sentir grande, com a novidade da troca de professores a cada 45 minutos;
Daquele tempo em que fazer pesquisa e trabalho escolar, era reunir um grupo e ficar envolto de livros e revistas, e por as ideias em papel almaço, fazer a capa o cartaz e ter frio na barriga para apresentar para turma;
Do tempo em que os passeios de domingo era na casa da vó e do Vô;
Daquele tempo em que as festas de igreja era um momento magico, para brincarmos no parquinho e comprar algum brinquedo nas barraquinhas;
Do tempo em que ir ao centro da cidade com os pais, era pedido certo de um pastel e uma laranjinha;
Daquele tempo em tínhamos hora para dormir e tinha até programas que davam boa noite para as crianças lembrando do horário;
Do tempo em que escutar música era muitas vezes rebobinar a fita com a caneta, desenrolar do cabeçote ou até ligar na radio e pedir, dizendo que era para gravar;  
E veio a saudade, mas não vieram os momentos, os momentos se foram, as lembranças ficaram e nos damos conta que nada volta no tempo.
O tempo passa, as coisas mudam, e no que chamamos de evolução,  o passado se perde e com ele a liberdade de ser criança.
O hoje será o “daquele tempo” daqui alguns anos e me pergunto, como e o que recordaram as crianças de hoje. Recordarão que a liberdade que eles acreditam ter para fazerem suas coisas, é a mais vigiada, a mais complicada e insegura de todos os tempos?

O tempo pode passar, as lembranças muitas vezes não veem, mas o valores morais, esses são atemporais  e devem permanecer. Oh saudade!!! 

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Imagem: http://quintalestudante.blogspot.com.br/2013/03/parabens-colegio-fayal-12-de-abril-51.html

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Mistério da Porta!



O grande mistério que há do outro lado da porta,
quem terá coragem de abrir ou de ir além dando passos firmes de um aventureiro, quem irá?
A porta que tudo divide, separa, tranca e protege de uma invasão, ela somente ela a porta.
Quem poderia imaginar que ela abre ou fecha o mundo de quem nela passa ou fica.
Crio ao meu redor o meu mundo, me isolo e comigo só pensamentos e músicas,
mas nada me dá tanta segurança do que o som da porta que fecho.
Na fechadura a chave que bloqueia, mas que solta o que me prende.
Faz de  poucos metros quadrados o  meu claustro, eu ser eu mesmo,  e ser só.
Assim é, um refugio para as tempestades do mundo,
um sarcófago para os dias em que a alma perece.
O mundo que cobra sua presença é o mesmo que te isola!
Abro algumas portas, passo e vou adiante, para outras passagens eu fecho
crio labirintos de acesso que poucos conseguem percorrer até o fim.
Sou eu meu enigmas e meu ser!
Olho pelo olho mágico que me dá a visão além dessa matéria,
ali ouço a voz interior que me diz se devo ou não abrir,
e se o faço é na confiança e no bem querer,
se não, ainda me certifico que está bem trancada.
A porta, ela por si só ou inúmeras portas que eu crio,
seja qual for, delas somente eu sei quando abrir.
E se teimo em fechar, pelo som de quem bate fica a vontade de abrir.
E se assim for...bata e  faça parte do meu mundo!

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Imagem: site pisos paraná

quarta-feira, 13 de julho de 2016

A Chama Olímpica é o Brasileiro! #Rio2016

Por Anderson Tomio

Como condutor da tocha Olímpica que fui por um trecho das ruas de minha cidade, posso afirmar que o melhor das Olimpíadas Brasileiras é o seu povo. A emoção, alegria, o brilho nos olhos de cada um olhando para você, enquanto por suas mãos é levada a tocha, o fogo Olímpico é no mínimo resumida em união. Carreguei o povo Brasileiro em meus braços por alguns instantes, e percebi a beleza de coração que esse povo tem. 
A chama que era conduzida, aquecia irradiava luz, mas nada se compara ao calor humano e a energia emanada pelas pessoas que aguardavam a passagem deste condutor, levando consigo o simbolo máximo dos Jogos Olímpicos. Momento Único!
E nesse momento ha que quero chegar...a singularidade deste dia.
Vi de um outro ângulo as pessoas que me observavam, que aguardavam por tempo a chegada e passagem da tocha Olímpica. Ela veio! Ela passou! 
E muitos podem se perguntar o que tem mudado em suas vidas? Amanhã terei de continuar minhas atividades normalmente e o país continuará com sequelas de erros cometidos pela irresponsabilidade administrativa por muito tempo. Não precisamos fechar os olhos e muito menos deixar de raciocinar. Continuamos brasileiros! E que povo!
O momento é único em minha vida, e pode ser na sua também. Esperamos por tempo a passagem do cometa Halley, ele veio e tem data de volta a cada 75 anos.(Último periélio 9 de fevereiro de 1986 (30 anos). Próximo periélio, 28 de julho de 2061).E as Olímpiadas no Brasil, quando teremos novamente? O momento Olímpico, o agraciamento das modalidades esportivas e dos atletas, não deve ser penalizado pelo que é ruim na administração de nosso país. Penso que há muitos atletas que esperam por este momento como sendo o a única chance que eles tem na vida de brilhar e fazer o seu melhor, isso depois de anos e anos de treino e preparação. Vamos podar isso de nossos atletas? Deixar cabisbaixo quem tanto nos dá orgulho, quem tanto tem lutas pessoais a cada dia para vencerem e levar nosso nome de país para marcos da história? Não é justo punir todo um contexto esportivo por um engajamento ou luta política. Esporte é uma das formas de inclusão, de crescimento, de superação e de qualidade de vida. Os jogos olímpicos é a consagração de tudo isso em nível mundial. É nesse momento que eu me uno a você, independente de raça, de credo, de sexualidade, de ideologias, de níveis econômicos e somos um só. Somos uma nação Olímpica! 
E nessa nação olímpica que eu creio, onde pude perceber ao passar conduzindo a tocha, famílias inteiras unidas, pais com seus filhos, crianças e seus sorrisos, idosos, todos mesmo, uma população que se unia para vibrar e receber com festa o simbolo olímpico. Ouvi pais explicando a seus filhos o que representava este momento e o que se estava vivendo. Toda essa energia, essa felicidade eu senti ali, em 200 metros mágicos. Sem protestos, sem gritos ou vais de reprovação, o motivo e o momento pedia isso, é o momento de união para sermos um só e torcermos por nossos atletas. Aliás atletas estes que treinam, se dedicam, buscam apoio na família, amigos, patrocínio, porque viver de esporte é estar a mercê de um salto para o ouro, ou uma queda para o esquecimento. 
Aproveito para agradecer a manifestação de carinho do povo de minha cidade, do aperto de mão e um sorriso de quem eu não vira antes e nem o nome se quer eu sei ou saberei. O abraço de uma criança que enquanto me abraçava com toda alegria, gritava brasil. O que dizer desse gesto? Nesse momento já não sentia mais meus pés ao chão, eu já flutuava e fazia parte de toda a multidão, digo eu, enquanto condutor, pois o motivo do encontro das pessoas nas calçadas, sacadas, janelas era somente um, ver e acompanhar a passagem do fogo olímpico.
Percebi o Brasileiro é o Fogo Olímpico! Somos nós que estamos responsáveis pela singularidade deste momento  que é propicio para enaltecermos o esporte, a união do nosso povo e que desde já não temos time, somos Brasil!
Continuemos pensantes, ativos em raciocínio, sabendo que para cada coisa há seu lugar, e quando a tocha passar, quando nossos atletas estiverem em quadra, o momento é esporte, é o momento de provarmos que ali somos os melhores. Não ofusque, não apague, não tire isso de ninguém, afinal o cometa sabemos quando volta, as Olimpíadas não. E que estejamos todos aqui quando o primeiro deles regressar.

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Imagem: Site da prefeitura de Itajaí - credito da foto: Victor Schneider

terça-feira, 12 de julho de 2016

(Minha participação) Revezamento da Tocha Olímpica - #Rio2016

Abaixo segue fotos da minha participação como Condutor da Tocha Olimpica, em Itajaí -SC-Brasil, realizado no dia 12/07/2016







História
Essa é uma história de quase 3 mil anos. Na Grécia Antiga, os gregos consideravam o fogo um elemento divino e mantinham chamas acesas em frente a seus principais templos – como o santuário de Olímpia, palco dos Jogos Olímpicos da Antiguidade. Para assegurar sua pureza, as chamas eram acesas por meio de uma “skaphia” - espécie de espelho côncavo que converge os raios do sol para um ponto específico.

Para manter a tradição, esse ritual é realizado até hoje. De 90 a 100 dias antes de cada edição dos Jogos, a chama Olímpica é acesa nas ruínas do Templo de Hera, na cidade de Olímpia, na Grécia. O cenário original é recriado para a solenidade, com mulheres caracterizadas como "sacerdotisas" para acender a chama.

Uma vez acesa, a chama é conduzida por meio de tochas, em um grande revezamento, até a cidade-sede dos Jogos. Na rota, uma série de festividades anunciam a chegada do evento. O revezamento termina com o acendimento da pira Olímpica na cerimônia de abertura.


Revezamento

Ao longo de 95 dias, 12 mil pessoas participam do revezamento da Tocha Rio 2016. Elas têm a missão de conduzir a chama Olímpica pelo Brasil, envolvendo todo país no clima dos Jogos.

Na rota, estão mais de 300 cidades e os 27 estados do país. Um total de 20 mil quilômetros em terra e 10 mil milhas aéreas em trechos das regiões Norte e Centro-Oeste, entre Teresina e Campo Grande – sem que o fogo se apague.

Cada condutor leva a chama por cerca de 200 metros – vale lembrar que o que é passado no revezamento é a chama Olímpica, acesa na Grécia, e não a tocha. A parada-final da chama é a cerimônia de abertura, no Maracanã, onde a pira Olímpica é acesa, dando início aos Jogos.

O que os 12 mil condutores têm em comum? São pessoas que fazem a diferença, seja no esporte ou em suas comunidades. Eles foram selecionados a partir de quatro campanhas diferentes, promovidas pelo Comitê Rio 2016 e pela Coca-Cola, Nissan e Bradesco, patrocinadores oficiais do revezamento.


Momento Único!

Estar entre os condutores é uma emoção indescritível! Sabe que por sua mão irá passar o símbolo máximo dos jogos olímpicos e que simboliza tão bem a união entre os povos. A confraternização esportiva. Uma chama de paz e esperança e alegria por onde passa. O espírito Olímpico sendo irradiado por este simbolo, a Tocha Olímpica. No momento, uma mistura de alegria, êxtase e satisfação por fazer parte e contribuir com este momento histórico.