Seguidores

terça-feira, 26 de abril de 2011

UM ANO DE BLOG

 
**Postagem publicada dia 26/04 e  editada dia 30/04/11 – 20:30h

já consta o resultado do sorteio realizado

em comemoração ao aniversário do blog.

 

1ANOblog
 
Sabe quando você lança uma semente de forma despretenciosa, mas ainda assim tem o desejo que ela germine e se torne uma bela árvore? Pois bem, foi isso que fiz há um ano. Resolvi partilhar em um blog alguns de meus escritos, já que minha gaveta já estava repelta de pastas e cadernos com tantas criações. Achei melhor lançar a semente, que antes era somente um pequeno Bolsai que de forma tímida enfeitava linhas e mais linhas dos papeis aos quais eu escrevera desde o meus 13 ou 14 anos. No começo usava um caderno, escrevia a mão, folhas e mais folhas de cadernos universitários. Depois passei a rascunhar e passar a limpo utilizando folhas oficio em que eu datilografava numa velha maquina de escrever. O tempo foi passando, e acabei tomando gosto por escrever a mão livre, o que me possibilitava liberdade e pensamento rápido não perdendo o que me vinha a cabeça. Raras vezes um amigo ou conhecido lia o que eu escrevia. Sentia orgulho de mim, pois gosto de escrever, mas naquela época sentia vergonha de dizer que fazia poesia. Não parei, mas também não havia uma forma de eu expor ou mesmo mostrar o que estava criando. Engavetei todas! Assim os escritos permaneceram guardados, se juntando a criações mais novas. Por várias vezes pensei em fazer uma seleção e descartar o que eu não havia achado tão belo. E acabei fazendo por algumas vezes, mas não tive a coragem de jogá-las fora. Então selecionei entre as “boas” e as “ruins”. Minha vida foi dando voltas, pegou rumos, recuou, pegou outros, foi em frente, mas não deixei de escrever. Muitas vezes conversava comigo mesmo através do papel, nele deixava fluir minhas angustias e emoções, outras vezes dialogava sobre um assunto qualquer . Pode-se dizer que através da escrita, muitas vezes fiz terapia e fui “psicólogo” de mim. O tempo passou, até que chegou o dia e a hora em que pensei, o porque não por esses registros em um blog? E com pouca pretensão, com certo frio na barriga de ser mais rejeitado do que aceito, o blog nasceu. Foi uma semente lançada em 26/04/2010, uma segunda-feira, mais precisamente no meu horário de almoço, pois estava na empresa que trabalho. Embarquei na idéia e a cada nova postagem via o blog crescer, com arquivos, com visitas, seguidores e comentários. Fui ficando supreso, com o que acontecia a cada dia, pois percebi que havia algo de bom ao menos em alguma coisa que eu tinha escrito. Continuei, fui “regando a semente” que agora completa 1 ano e já tem algums ramos e folhas de aprendizado e amizade.
Só tenho a agradecer, a todos que visitaram ,(mais de 13.000 acessos e 360 seguidores) seguem, deixaram comentário e me incentivaram neste tempo fazendo com que hoje eu me sinta muitíssimo feliz em saber que as palavras caladas na gaveta ganharam o tempo e hoje ecoam pelo espaço, seja ele real ou virtual, mas o que importa é que estão lá.
MUITO OBRIGADO! MUITO OBRIGADO! MUITO OBRIGADO!
O meu pequeno sopro não apagou uma vela,
mas fez de uma pequena fagulha surgir uma fogueira!
 
____________________________________________
Para  presentear os leitores do blog, sortearei o livro “O amor me trouxe de volta” de Carol Bowman –
Ed Sextante –Isbn 978-85-7542-576-6 através do SORTEI-ME.COM .
O critério é o seguinte:
* Resider em território Brasileiro,
* Ser seguidor  do twitter @AndersonTomio
* retwittar a seguinte mensagem :
indico http://kingo.to/zCL sorteio 30/04 as 20h
(passam a concorrer – sorteio será realizado
dia 30/04 as 20 horas
_________________________________
RESULTADO DO SORTEIO
 
Parabéns aos seguidores @DoisUrsos por terem  sido contemplados. Instruções de envio
do prêmio via DM
link do sorteio http://sorteie.me/1JW51N
RESULTADOSORTEIO

Foto meramente ilustrativa – capa do livro sorteado

oamormetrouxe

domingo, 24 de abril de 2011

A primeira postagem - 26 de abril de 2010

A semente foi lançada em 26/04/2010


Sonhar


Anderson Tomio



Sonhar um sonho

que vem na mente

quase real

ate mordidas de dente

parece arrancar tudo afinal

mesmo que não machuque

é uma ilusão ou sinal.



Nada pagas por sonhar

então feche os olhos e durma...sonhe

o sonho logo virá.

Se é triste é pesadelo

se alegre, sorria, ria

pois sonho bom é igual perfume

o vento leva.



Em meu sonho sonhado

lindas coisas sonhei

sonhei que tinha sonhado

com pegadas na areia

mas a onda apagou o sonho

que numa noite avistei.



Ficou marcado pra sempre

aquele sonho sonhado

que foi pequeno e rápido

mas não foi ultrapassado

não era um simples respingo

mas uma gota de felicidade.



Sou feliz porque sonho

e sempre quero sonhar

seja com o que for

ou de quem neles lembrar.



Isto sim,

quero viver o que tenho sonhado

e novamente vou marcar

pois se o tempo apagar

sonho...que o sonho se refaça,

a noite renasça um pequeno viajar.

___________________________________

Technorati Marcas: primeira postagem,blog,poesia,incio,26 de abril de 2010

imagem: sampisaudavel.blogspot.com/

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Um pouco de rima

Anderson Tomio



Belas são as horas que passo,


Nem ouso vincá-las com fel

Deixo perfumadas com flores,

Umedeçe da vida ao meu céu.



Nem sempre me dás um sorriso,

Mas nem ouso a ti perguntar

Qual seria o derradeiro motivo,

Se meu céu já lustrei pra te dar.



Com todo brilho de luz reluzente,

Refletido nos olhos que vês

Eu nem digo que há tanta beleza

E delas nem preciso dizer.



Há na noite o perfume da dama

Misturado ao brilho do luar

Que poderia ser brega e insana

Mas é nobre vestimenta a usar.



Vens-me com olhar profundo e fixo,

Em meus olhos queres mergulhar

Enigmas que eu desvendo

Em teus lábios a encostar.





Belas são as noites sem horas

Perco-me no tempo e a razão

Com lua, estrelas e o vento

Embala-me ó teu coração.



Num beijo o tempo congela

A noite apaga a luz,

No escuro tateamos os corpos

E teu perfume seduz.



O que dizer do tempo e das horas,

Na noite que só você me importou

Agora manhã que aflora

Na noite que finda o amor.
__________________________
imagem original blazebio.com

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Desvaneios do entardecer…

Anderson Tomio

 

Ontem eu pensei no meu futuro,

um desvaneio louco ou pura sanidade,

mas não era o fim,

era o começo e recomeço de um amanhã,

via na vida o terrível medo de enlouquecer,

achei na morte o mais puro alento

pra me confortar, e parti.

Busquei nas estrelas a fagulha que me deu a vida,

busquei nos montes o perfume a me embalsamar,e achei

Vi nos olhos serenos a profundidade de um olhar

que me via na alma o que era antes de findar

o que eu tinha em mim  antes de empoirar,

minha essência revelada com meu caminhar.

E silenciei na esperar do que podias me dizer

querendo as palavras para um alento

a me tranquilizar, que a vida foi e a vida veio

para se revelar.

Nada é em vão, nem mesmo o grito num peito

a emudecer,

nada é efemero, nem a gota so suor que escorreu

nada, é o nada que só tem tudo e sabe o valor,

não é o fim , e recomeço, é trajetoria e vivenciar,

que o passado o presente e o futuro

só me pertence quando então eu partir,

que o agora é misto de um pouco e tudo

nesse meu caminhar,

que as plavras são soltas nesse meu interpretar,

interpreto a vida, vivo na horas desse entardecer,

sem meio, um fim que começa ao amanhecer

buscando o sol, que aparece depois do luar

e silencia, respira a brisa e encontra o mar

a vida que segue, o universo a rege

a música que ouço,

e o acorde que toca, num ressurgir,

as carminas, os fígaros, os boleros,

a me embalar,

e jogo aqui, minhas chances de então eu ser,

ser o presente  do ontem esperando o amanhã,

na tarde que finda, meu adormecer.

E sonho, me vejo num eterno voar,

percebo sou eu no céu a planar

e o sabor do vento que eu degustei

na brisa quente, tão terna,

que me acolheu, sem exitar,

me deixando ir, voei,

e nos braços do vento adormeci.

_________________________________

escrito em 10/04/2011 – 18:49 h

Technorati Marcas: ,,,

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ensaio sobre a razão, emoção e comoção de massa (traumas coletivos)

Por Anderson Tomio

Não lembro o meu passado, resolvi esquecer bem a parte que eu não gostei. Tinha ali um pouco de tudo, mas um rio corria feito turbilhão, rodando em circulo num movimento sem fim. Hoje não faço questão de lembrar-me de forma explícita, mas sei muito bem o que tem ali naquela “gaveta escura” e prefiro não revirá-la. Mas é inevitável uma coisa:

Dê que forma conseguimos esquecer momentos ruins de nossa vida?

Podem dar mil respostas! E acredito ser a mais numerosa delas, a de sugerir sobrepor o ruim com um momento e coisas boas. Boa tentativa!

Mas o que se sobrepõe sufoca o que está embaixo, mas não apaga. E assim, a meu ver, acredito que não conseguimos esquecer coisas ruins, marcantes, porque temos na nossa sapiência, em nossa característica, a de enfatizar o negativo e deixar o positivo pra horas de euforia. E a vida segue!

Frieza não é o que quero, nem muito menos, relevância, o que busco é pensar.

Rever a minha história, sugerir que você reveja a sua e encontre nas memórias segredos que você não mais lembrava, mas estavam ali adormecidos numa “gaveta escura” de sua memória. Usamos tantas formas de colocar o que foi ruim na gaveta, seja sobrepondo por coisas boas, seja evitando associar semelhanças ao fato, seja, simplesmente dizendo, que não se lembra dessa época.

Somos espertos, tentamos de algumas formas enganarmos nossa mente, mas ela ágil e rápida, Põe o que queremos na tal gaveta, mas cria um “backup” pra uma eventualidade que fará com que tudo venha à tona, como uma mola, de forma inesperada e veloz. São traumas que acordam.

Neste ponto, eu fico pensando nos traumas de massa. Nas dores e emoções em cadeia, que causam grande repercussão e ativam efeitos dominó.

Exemplo:

Vou citar dois na verdade, em questões diferentes.

· Morte do ex-vice presidente José Alencar

· Massacre na Escola Municipal Tasso Oliveira, Realengo/RJ

No primeiro caso, uma morte, onde o a vitima é vista como herói, porque buscava a cura ou a melhora pra quadros clínicos decorrentes do câncer, o que levou em tempo aproximado 16 anos e muitas intervenções médicas.

No segundo caso, também morte, mas agora de vários indivíduos crianças, que estavam em uma escola pra estudar. São alvejadas por tiros provenientes de arma de fogo que estava sob poder de um ex-aluno, que se dizia humilhado nos tempos escolares.

Não discordo que ambos os casos, são lamentáveis, mas um sobrepôs ao outro um “apagão” Houve comoção em massa no primeiro caso, ouve comoção em massa no segundo caso, e na sucessão de emoções, um fato colocou o outro na “gaveta escura” que se fará comover novamente a cada lembrança como se vivêssemos tudo novamente. Bom, devem estar me perguntando onde quero chegar..., pois bem aqui mesmo; que nossas lembranças ruins são sobrepostas de outras e camufladas na mente. Nesse ponto, podemos criar ou não o bloqueio, voluntário ou involuntário, mas na maioria dos casos, voluntário, mas de forma inconsciente. Quando afirmo isso, não busco em livros de psicologia ou mesmo de áreas que poderiam explicar como a sociologia e a antropologia, no sentido de estudarmos o comportamento social humano e a história do homem frente a isso de forma mental e física.

Meu ensaio, nada mais quer convidar você a refletir comigo, como nas questões coletivas, a vida em sociedade, se não nos “antenar-mos” somos levados pela maré. Seja ela de fato, coerente, ou mesmo um frenesi sem precedente. Os sentimentos de massa são perigosos. Podem ser, de revolta social político econômicas, de medo e insegurança, ser um canal de voz, as minorias que se tornam percebidas, vistas e atribuídas importância.

Sempre que ocorre algo assim, penso em quantos milhares de brasileiros nem se quer analisaram a situação ao qual se revoltaram e se sentem também revoltados pelo movimento que se apresenta. A massa gera massificação! Obvio, mas de muitos sentidos, sujeito a muitas analises.

Já refletiu? Pois bem, aja por você, expresse os seus reais sentimentos, e só faça parte da multidão, se ela estiver fazendo parte de você, caso contrário, reme contra maré e perceba nesse oceano.

Respeito ambos os fatos mencionados. Ambos que entristecem muito. Mas eu tinha que utilizar algo de relevância, algo com que você também possa ter visto e sentido, se não de nada valeria ensaiar.

Num breve resumo, buscar o entendimento de nossas emoções, serem também racional, porque as emoções nos impedem de agir de forma coerente.

É arriscado! Mas sei que amanhã muitos terão esquecido o massacre, como já esqueceram o ex-presidente e assim por diante. E o que fizemos?

Vimos tudo ocorrer diante dos olhos, fomos e somos testemunhas oculares da história e nem pra isso fazemos mudar o rumo de nosso futuro.

Deixo com o objetivo de instigar o pensamento, a pergunta:

O QUE VOCÊ QUER VER AMANHÃ NO NOTICIARIO QUE TERÁ CAPACIDADE DE ENVOLVER EM MASSA OS BRASILEIROS?

P.s: desafio mesmo é envolver grupos sem a mola das emoções.

Posso ter escrito algo que você não concorde ou tenha a acrescentar, mas de forma a expressar o que penso, ensaiei.

 

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Entre laços…

Anderson Tomio

sera-que-os-opostos-se-atraem

Entre o sonho e a loucura,

um estalo,

entre o branco e o preto,

o cinza,

entre ao céu e o inferno,

a terra,

entre a vida e a morte,

o desejo,

entre eu e você,

a distância.

Meu sonho, chegar ao futuro,

a loucura, apreviar o tempo,

do cinza,

só os traços de meu grafite,

e no céu o desejo de voar,

o inferno nem quero pensar,

mas na terra permaneço,

meu habitar,

de mim, só um segundo

de você, uma eternidade

e os pontos se ligam,

o futuro chega,

o que era sonho,

acontece.

Juntos!

_______________________________

escrito em 07/04/2011 – 19: 40

imagem blogdicas.com.br/fotos/

terça-feira, 29 de março de 2011

Timidez!

Anderson Tomio

 

solitariabanco

Na magnitude do teu olhar sereno,

vês que me lanças o olhar

sentada em um banco vazio,

eu contigo vou falar.

Que palavras digo primeiro

as belas ou as sinceras?

Falar o que desejo é arriscado,

quando o assunto é você.

Não sei então se falo palavras belas,

e a sinceridade deixo de lado,

será que te digo o que sinto?

E esse teu olhar sereno,

sútil, seduz, inebria.

Toca fundo o meu olhar,

atinge meu coração.

É que na verdade tenho vontade….

Tenho mesmo é que ser breve,

aproveitar o momento, e falar,

o tempo passa muito depressa

e com ele aumenta minha vontade, sana,

e insana de ter você.

Fico trêmulo, quase sem ar,

a vida passa e nem por uma vida

ali no banco você estará a me esperar.

Tem de ser agora, contigo quero ficar.

“Fica*” comigo?

___________________________________

escrita em 11/07/1995 

* “ficar” : gíria utilizada para um beijo ou relacionamento sem compromisso, esporádico e casual.

imagem original: detudosoumpouco.blogspot.com/2011/01/amizade.html

segunda-feira, 28 de março de 2011

Libertação

Anderson Tomio

 

liberdade_corrente

Vibra feito trovão

e ecoa horizonte adentro, no vazio

a madrugada testemunha o grito,

afastado do silêncio, choro,

me prosto diante de meus medos,

dou chance que me chicoteem

e padeço por um instante da eternidade.

Cai a lágrima solitária, que num gesto ousado,

sai de mim e suicida-se no vazio,

lança-se ao chão como sendo a melhor alternativa,

busca um rio que não existe, seca.

Cristais formam-se no seu leito de morte,

e o sal de minha vida agora é pó,

voa com o vento e conclui seu objetivo,

estar livre.

Eu, ainda diante do abismo, não pulo,

não olho e recolho-me pra dentro de mim,

escondido do mundo, emudeço nas palavras

mas sou puro sentimento,

sensibilidade se faz presente,

e o exemplar humano humaniza-se

mostrando-se como é, como se sente,

e então é puro homem,

com passado, presente e talvez um futuro,

mas com objetivos, com sonhos,

que se perdem no horizonte escuro.

Mas sei que há uma luz,  eu sei que há,

e na fagulha que vejo me firmo, me ergo,

e com passos fisioterápicos,

inicio minha caminhada.

Transponho os medos, salto o abismo,

e percebo-me diante da luz,

onde agora estás a minha espera de mãos estendidas.

E não exito, sigo como que tem hora marcada,

bagagens a postos e começo minha viagem

rumo ao tempo de onde eu um dia partira.

______________________________________

escrita em 28/03/2011 – 19: 32 h

imagem: viajenajanela.blogspot.com/2011/03/sentimento...

sábado, 26 de março de 2011

Pare agora de reclamar…

 

TOCANTE!!!

 

Que lição de vida! Um convite a refçexão!

_______________________________________________________________

quinta-feira, 24 de março de 2011

Até quando?

Por Anderson Tomio

 

Até quando?

As necessidades humanas irão sobrepor os riscos,  e sucumbir a vida em silêncio?

Teremos  na dor o aprendizado para evitar novos desastres?

O dia terá sol e será alegre para que você contemple o céu?

Tudo estára perfeito, diante dos riscos “calculados”?

Estaremos ingênuos para dizer que tudo vai bem, quando realmente sabemos que não vai?

Deixaremos de pensar no outro?

Até quando?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

**Em homenagem as vitimas de todas as mazelas ocorridas na atualidade deste

primeiro trimestre de 2011. Paz e Luz!**

______________________________________________________________

segunda-feira, 21 de março de 2011

Saudades!

Anderson Tomio


 
Porque saudades,

ao ver-te ali

naquele lugar, ficas parada?

E eu ao sair daqui

sinto saudades.



O que fazer para não querê-la

não percebo, há tudo que vejo

almejo, desejo...é você!

Vou ficar esperando,

desejo novamente te ver.



Quando tu vens pela rua

não te percebo,

ou então finjo não te ver

para que a saudade

não tenha chance de aparecer

Sim, isto é real e acontece

e meu coração palpitante, falece

e a vida tem novo sentido

e o coração de dor doido

fica com o segredo escondido

de saudades de você.



Se penso em ti,

mas ver....não te vi

é pura imaginação

sobra-me amor no coração

pois te espero, quero vê-la

para eu não morrer,

mas a saudade..matar.
_____________________________
(escrito em 14.09.1994)


 

Tempo...

Anderson Tomio


Conceitos

Surtar com os contatempos

ver, saber,recusar, mudar

e enlouquecer.

Mudar, não ser mais eu,

transforma-se em outro.

Penar neste processo.

Saber, que o mundo,

transforma-se, recria-se,

aumenta o ritmo,

trata o retorno,

a desflora-se de mim,

de ser eu, de ser você.

Distituir-se do tempo, do instinto

vivermos a vontade das horas,

da ordem do tempo,

e nos contatatempos,

há o despojamento das idéias.

O descobrir, o desvirginar das mentes,

dos passos em séries,

mas mudamos, há não ser só eu,

um hora mudado,

hora estagnado no mudar,

já não conta,já não há o que contar,

depois de ontem o mundo já é outro

as horas passam, mudou-se,

eu,nós havemos de mudar.

Transformar!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Riacho

Anderson Tomio

riosemcor

Sem cor corre correndo o riacho

que desvia desviando no trecho

que rola rolando nas pedras o seixo

que liso ficara polido um espelho.

 

De brilho brilhante de lua de prata

caindo ao cair da tarde que finda

reluz relluzindo na água

que fica formada de forma ao espelho.

 

Bem leve levanta a poeira do chão

que voa voando aos voos de ida

não teme o temor do medo escuro

que termina encerra na tarde que finda.

 

E vai indo adiante na ida a caminho

sem rumo riacho que abriu rio acima

na queda que cai a cachoeira abaixo

deixando do céu ao azul violáceo.

 

Corando na cor de corais nao mais gris

ficando firme a forçares o leito

o rio que rasgou o rastro do seixo

agora se empunha querendo seguir.

 

E vai ó rio de veios profundos

oriundos do ventre de tua terrra mãe

segue a contento da vida que regas

espelho da face no brilho do céu.

__________________________________

escrita em 14/03/2011 – 20:10

imagem original: plenaharmonia.wordpress.com

quinta-feira, 10 de março de 2011

Somos Atores, somos agentes da nossa vida!

Por Anderson Tomio

"Todos os seres humanos são atores,porque agem, e espectadores

porque observam" Teatrólogo Augusto Boal

Interessante essa frase de Boal, é cheia de sentidos, plausível de várias interpretações.Não vivemos sozinhos, isolados,por mais que queremos, inúmeras vezes, ou nem tantas,o ato de ficar só, além de depender de cada um, também depende da não interferência do outro.

Essa atitude, de isolar-se, vejo como necessidade. Pra mim, é na introspecção momentânea que conhemos um pouco mais de nós.

Iniciamos nela,a perceber em nós, nos outros, no mundo que nos cerca, elementos, comportamentos, nos damos conta da coletividade. E atuamos, no sentido de agir, de pensar, de refletir sobre tudo isso. Pelo fato de agir, atuamos, consequentemente faremos, e somos parte de um enredo. Não fugimos da realidade, por isso, mas amadurecemos se percebermos isso como interação,manifestação da individualidade humana se tornando coletiva no espaço que ha cerca.

Aliás, pra ser bem lógico, elucidativo, a única diferença que há entre nós e os realmente atores, é a consciência de usar a linguagem, o corpo, e ser parte da fantasia.

Nós somos atores por atuar,por agir.....há lógica nessas palavras.

Resumiria isso em interação. Não acredito em pessoas sozinhas, ou numa pessoa sozinha, porque até pra que assim ela permaneça a resposta do outro foi preciso, a permissão dessa liberdade de agir.

E ai chego num ponto, que julgo ser um tanto nebuloso. A liberdade.

Faço o que eu quero, a hora que quero, vou pra aonde quero, sou dono de mim. Na verdade temos posse de nós.Pensando assim, vejo que eu sou do jeito que eu me vejo. Eu tenho posse da imagem na qual eu acredito estar refletindo pra fora e muito mais pra dentro do meu ser.

O ser! Seja o "teatro" real, a nossa vivência, seja o teatro fantasia, em ambos o elemento principal é o corpo.

Atuar, agir, a necessidade de movimentar-se sempre. O que não deve ser esquecido, é que não trata-se aqui as atuações na vida, no cotidiano como forma de fantasia, de fugir da realidade ou ainda, de nem se quer, dar-se conta que existe uma outra realidade.

Refiro-me a ação, interação, reação, reflexão, contestação,abnegação e mesmo a introspecção.

Tudo isso é ação. É viver!

Se não tivermos essa consciência,não vivemos, e então só existimos.

Por isso preocupo-me ao usar os termos vivência e existência.

Partindo do que refleti até então....faz uma grande diferença.

Vivência! Quanto significado numa única palavra!

Viver é aprender, e assim estamos em constante aprendizado.

Lya Luft, descreve isso em Perdas e Ganhos, pag14.

" O que escrevo nasce de meu próprio amadurecimento, um trajeto de altos e baixos, pontos luminosos, e zonas de sombra. Nesse curso entendi que a vida não tece apenas uma teia de perdas mas nos proporciona uma sessão de ganhos"

Eu concordo com ela, vivenciar, é amadurecer, e nisso haverá um saldo. Cabe a cada um de nós sabermos analisa-lo.

Logo a vida nos pertence, enquanto existimos, seja aos 12, aos 25, ou até mesmo os 60 ou 70 anos, mas fizemos dela o que quiséssemos que fosse feito. Para outro, foi só reflexo, para outros foi ação, uma ida,uma vinda, os efeitos do viver, de saber aproveitar a existência e vivenciar o novo a cada dia.

Nisso lembro-me de uma das frases de Fernando Pessoa, em seu livro "O Guardador de Rebanhos e outros poemas"

" Sinto me nascido a cada momento, para a eterna novidade do mundo"

E assim temos que ser, descobridores, para percebemos a nossa volta. Já imaginou o quão de experiências temos adquirido assim?

E muitas vezes nem percebemos, nos vemos pequenos, imaturos quanto na verdade estamos apenas subestimando a força interior que temos. Cabe aqui outra frase de Fernando Pessoa

" Porque eu sou do tamanho que vejo, e não do tamanho de minha altura"

Amo as palavras de Pessoa, com ela resume-se muito da vivência humana. Do que é agir, atuar, ser atores, e espectadores do "teatro" vida. Da realidade sem mascaras que é viver.

"...assim façamos nossa vida um dia, inscientes, lidia, voluntariamente. Que há noite antes e após. O pouco que duramos..."

Penso que a vida é pra ser vivida, mas também pra ser entendida como um processo de evolução dos potenciais humanos. E temos tantos. Prefiro aqui pensar nos bons potenciais. E tão somente neles. Mas sei que outros existem.

Evolução, palavra ampla em aspectos. Porém destaco que pra evoluirmos é preciso mudar, seja o que for,o agir, o pensar...aliás se mudamos o pensar, mudamos o agir, do pensamento nasce a ação.

Como disse Augusto Cury em "O Código da Inteligência"

"Devemos ter em mente que mudanças rápidas só existem em mesa de cirurgia"

E concordo com ele. Nossas idéias amadurecem, são modeladas com as vivências, amparadas na existência e aplicadas no espaço. Micro, macro mundo. Único, coletivo. Interno, externo.

Mas o importante é que se aplicam.

Então pense, aja, exista, viva,faça parte do espetáculo que é viver. Não seja coadjuvante, seja o principal onde o enredo da história, da sua história é só você que escreve.

Mas não esqueça de partilhar, afinal, mesmo sozinho estamos cercados de outros seres viventes como nós!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Além do inverno…

Anderson Tomio
 142302_Papel-de-Parede-Coracao-de-inverno_1280x800

Parou no ar e não foi além meu suspiro,
mas minha energia propagou-se , indo ao teu encontro,
eu sorri e olhei para o céu,
como luz, minha borboleta itinerante
que busca o sol dos trópicos fugindo do frio de meu coração
e parou bem aqui.
Esfreguei minhas mãos emanando meu calor
ainda que o frio da tua ausência me paraliza os lábios,
não consigo te chamar,
mas as lágrimas caem buscando um rio que vá a seu encontro,
e fico feliz com essa esperança.
Na relva úmida da encosta da montanha,
repousei buscando fôlego para subir,
quero o lugar mais alto, com a melhor vista
para acenar com meu amor irradiando a luz de meu olhos
como um farol te indicando a direção a seguir e venha.
Os lábios tremem como de frio, mas pulsa no ritmo meu coração
e a voz baixa, rouca e embargada fala que ama,
num cair por terrra, ajoelho-me ao topo do mundo,
do meu mundo, o mundo que eu te darei
e minha lágrima molha a flor azul
do brilho de seus olhos.
Floresce ó vida, nasce ó amor que era frio,
ressurge, rasga meu peito e voa,
juntam-se a ti com as asas formando um leque,
vagando pelos céus numa dança de amor,
eu e você minha singela borboleta.
Sente meu cheiro, pousa em peito em flôr
que desabrocha em coração florescendo amor
sinta minha vida, carrega meu polém
e propague vida.
Eu de peito aberto, no alto da montanha
contemplo teu voo ao infinito
mas se suas asas cansarem e quiseres repousar
estarei aqui, todo em espera
pelo teu pouso de amor.
_________________________________
escrito 28/02/2011 – 20:35 h
Imagem: ultradownloads.uol.com.br

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O mundo só existe com você.

Anderson Tomio

hihi

Eu nao acredito nem estou vendo o meu passado,

só estou vivendo o presente tendo você a meu lado,

eu digo isso de olhos fechados sentindo teu toque

arrepia a pele, coração palpita pra todo lado

 

sou aquele cara com amor que te ama a todo minuto

eu não acredito que você chorou ganhando meu mundo

Tenho alegrias, contigo a meu lado sou realizado

 

Sou um cara doido, sujeito tão louco

mas por você insanidade, meu amor é pouco,

não chore agora paixão , nem fique triste

porque meu mundo sem você,

ele não existe.

_______________________________________

Não foi objetivo, mas sabe ao reler este poema

me pareceu letra de musica. Quem sabe!

escrito em 27/02/2011- 20:53 h

Imagem:dignow.org

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Do outro lado da parede e do papel de parede.

11414quebrado

 

Sabe aquelas vezes em que você congela seus movimentos, fica estático, a frente do seu computador, olha pra tela...mas não é o que vê? Pois bem, nesses momentos em que a mente cria vida própria, se torna independente e sai de você, ganha o mundo e te deixa ali de boca aberta e olhos paralisados, a mente descobre um novo mundo além de você. Pronto!

Era o que faltava pra você acabar recordando de coisas e começar a rir sozinho, chegando a tremer os ombros e fazendo o tórax pulsar numa fração de segundo quase sem ar.

Ai você para, se recompõe, larga a caneta, empunha as mãos no teclado e digita a primeira palavra e começa rir novamente, se afina e não consegue mais fazer nada.

Que bela terapia! Que belíssimo momento!

Desligar-se do mundo, esquecer por um segundo o que você iria fazer a frente do computador e ser você mesmo, sem obrigações, com um amplo horizonte criado que transpunha as paredes de sua sala, quarto ou escritório. E ai que está a questão.

O MUNDO ESTÁ LOGO ALI, DO OUTRO LADO DA PAREDE E ALÉM DO PAPEL DE PAREDE**

E quantas vezes acreditamos estar ligados ao mundo sentados à frente do microcomputador, do notbook, do netbook, do table, do celular e tantas outras ferramentas modernas que acessam o mundo virtual como a tela na porta da geladeira.

Você tem o mundo há suas mãos, o Brasil e o Japão em um único click. Vida moderna!

E na modernidade perdemos além do tempo, a vida, a convivência. O simples se torna banal, e o sofisticado que agora simplifica-se torna-se essencial. Computador e internet. Quem não tem ainda vai ter e assim foi comigo e com você. Nosso grande xodó que servia somente pro trabalho da escola e pro jogo de paciência, perde algumas funcionalidades e ganha a internet, e com ela o mundo.

Será?

Quantas horas você ficou na frente deste monitor no dia de ontem? E quantos foram os lugares que visitou além da cozinha pra pegar um lanchinho e o banheiro pra fazer algo que podesse te aliviar enquanto as luzes e os bips do seu MSN não paravam de te chamar?

....

....

....

Não irei concluir com minhas opiniões, meu objetivo é fazer refletir, fazer uma análise de como vemos o mundo virtual e o mundo real. Cada pessoa fará o seu final do texto, pensará sobre os prós e os contras, e o mundo virtual aqui será útil pra isso, porque poderá num flash colher opiniões de várias pessoas e de vários locais diferentes. Se não deixar por escrito, mas pensar já basta, quando pra nós em nosso pensamento o espaço é sem limites.

______________________________________

** referência ao papel de parede da área de trabalho do computador.

imagem:kboing.com.br

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Sim! A vida é bela!

Anderson Tomio



Não!


Não me entrego à chuva depois de um dia de sol,

Não vejo a tempestade na noite de estrelas,

Deixo o tempo de lado,

Não deixo de viver,

Mas não quero o entardecer opaco

à uma noite com uma única estrela.

Que a vida flua, corra em minhas veias

Como um rio que busca o mar.

Que o sol brilhe no céu,

Com a força que pulsa meu coração,

e que chova muito,

igual as lágrimas que derramarei de alegria e emoção.

Ser feliz, ser vida, ser tudo, e respirar a brisa deitado a relva,

numa tarde quente de verão, relaxando a sombra do flamboyant.

Pequenas folhas, que descem ao meu encontro.

Meus confetes naturais no carnaval da vida!

O vento a refrescar-me, fazendo aliviar meu cansaço,

e sim, meu alento ao sol escaldante.

Não!

Não deixar de contemplar a aranha que tece sua teia

nos espinhos do pé de limão,

que como sábia tecelã, usa o que poderia ser dor,

em sobrevivência.

Não ouso tocar, nem quero romper sua obra,

mas te vejo, te admiro pequeno ser.

Não, nem na mais forte chuva, vai esmorecer

minha base, sua força ó João de barro, sábio construtor.

Exemplos da natureza, sou ser, sou natural,

Mas que exemplos posso dar?

Não... negar o tempo, reclamar do ontem,

embaçar a vista com as palavras proferidas,

embargar a voz com a imagem do horizonte,

não deixar de lado, o sol, a chuva.

Porque para sorrir é preciso alegria,

E na simplicidade da vida têm-se todas

as quais precisamos.

Não feche os olhos,

Não silencie, diga num sorriso

o que mil palavras descreveriam,

Mas o que uma pequena frase resume:

A vida é bela!
__________________________
escrita em 23/02/2011 - 13:03 h
imagem: saintgermanchamavioleta.blogspot.com

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Em partes, fragmentos e uniões.


Anderson Tomio



São pequenas as partes,
deixadas aqui.
São pequenos os restos
encontrados de mim.
São pequenas as partes
que vejo serem deixadas.
São pequenos os restos
que encontro de mim.
Partes minhas
que se perdem em teu meio,
pequenos fragmentos
de um pro outro.
São partes de um ser
serão seres em partes,
pequenos restos de mim, teu
e pequenos restos de ti, meu.
Juntar-se-á tudo
meus pedaços minhas partes
e o resto,
tudo se transforma
fica igual,
eu e você
pedaços unidos de nós.

(escrita em 26/06/1997 - 9:20h)