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segunda-feira, 27 de junho de 2022

Como o plástico bolha.

 


Entre devagar como quem não quer nada pare a espreita e fique observando.

Não tire minha  concentração neste momento de imersão,

Onde mergulho fundo ao contemplar o nada, vendo somente o meu interior.

De raso e abstrato ao profundo e concreto, viajo dentro de mim!

Pulsando em cada lampejo e lapso de memória o que vivi e o que sonhara em viver antes do derradeiro suspiro.

Ah quanta coisa vejo e acabo por viajar em todos os sentimentos e sentidos, sentindo em minhas narinas o cheiro da manhã de chuva.

Umedeço os olhos como se cada gota de chuva estivesse a lavar meu rosto e o sonho se torna cada vez mais real, trazendo à tona todo o sentimento e experiência que já pude contemplar.

A vida é maravilhosa!

Venha! Saia deste canto e senta-se a sala comigo. Vamos conversar!

Preparei o melhor doce que pude e caprichei no ponto do café, espero ter acertado!

Assim como um singelo gotejar de orvalho, me propus de forma sutil dar um encanto a nossa conversa.

Falar da vida, olhar o que passou e suspirar pelo que pode vir, ter os pés no chão, mas em alguns momentos flutuar com sutileza, sem desgrudar de vez de onde se está.

Oh tempo! E da alvorada ao anoitecer o espaço dos acontecimentos.

De poucos, de muitos, e do lugar onde a estática só observa querendo chegar mas não consegue.

E o que íamos falando mesmo?

O tempo passa e com ele nossa conversa flui tal como vento pelas frestas e as aguas pelos rios, tudo se vai e tem seu curso e  a palavra finda.

O som encontra o silêncio, o dia encontra a noite, sol encontra a chuva e a vida encontra a morte.

O espaço entre dois é feito de encontros.

E então as pessoas se encontram e reencontram,  mas não encontram ou reencontram  o momento, o espaço do ar se rompe, e somos  o  plástico bolha, estaremos ali, mas sem o ar,  nossa função se foi.

A ausência de espaço é despedida!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

PRECISAMOS CONVERSAR!

 

Precisamos conversar!

 Sente-se aqui ao meu lado me dê de presente a sua preciosa companhia, vamos conversar!

Pensar um pouco juntos, falar aquilo que está a tempo trancado nos esconderijos de nossa alma, sejam dores, mágoas ou frustrações. Sim isso também faz parte dos dias, mas fazer parte não quer dizer que tenhamos que carregar por uma vida inteira.  Deixe esses pesos no caminho, bem onde eles ocorreram, siga adiante e não olhe para trás com pesar de ter deixado.  Pergunte-se: Eu precisarei disso no meu futuro?

Ninguém precisa de mágoas, dores e ressentimentos para viver, embora eles por algumas vezes tenham feito parte de nossa jornada.  Veio, aconteceu, já deixou sua contribuição a nos tornarmos fortes, a pensar em tudo e em todos e pronto, já se foi.

Nesse momento você deve estar se perguntando: “Ah se fosse assim fácil”.

Mas me diga, porque não haveria de ser?

Já me sentei à beira do caminho tantas vezes me questionando o que eu estava fazendo ali, ou mesmo porque escolhi esse caminho para percorrer.  A força encontrei em uma palavra APRENDIZADO. Quem aprende, é mais resistente e forte a cometer o mesmo erro outras vezes. Mas acontece, e quando percebemos já cometemos. Outra vez sento a beiro do caminho e me faço as mesmas perguntas. O erro pode até se repetir, mas com certeza a resposta para ele será outra, encontraremos uma solução diferente da primeira vez. E assim a vida vai fazendo o seu laboratório.

Então me responda:

O que se faz em um laboratório?

Pense...

Hum....sim pode ser, é isso também, mas o que mais?

Em resumo, se faz análises, se faz experiências, e disto tiram-se os procedimentos, as receitas, as bulas. Mas voltando a vida, o que precisamos mesmo para continuar a caminhar no mesmo caminho e sair dos mesmos obstáculos?  Experiência!

Quem não sofreu alguma dor, não sabe qual remédio tomar para aliviar o sofrimento.

Você sabe!

Sim não é pergunta, é uma afirmação, VOCÊ SABE.

Quantas vezes, qual a dosagem, se dose única ou homeopática, você vai decidir.

Aliás, olha que interessante à palavra e todo seu contexto... ”Você vai decidir”.

A vida é feita de decisões!

Se no bom comparativo, o bom jogador só define o jogo com o gol da vitória se ele analisa e conhece seu adversário. Observe novamente falando em análise e experiência.

O que a vida tem lhe dado naquelas vezes em que você sentou a beira do caminho e chorou, ou naquelas em que você não viu nada além de um problema e achou que tirar sua vida era resolver tudo. Deixo frisado que, assim o que acaba é a vida, o problema continua e com isso você ao morrer gera outros.

Vamos viver! Analisar! Ser experientes!

Em outro comparativo temos o jogo de xadrez. O jogador muitas vezes por minutos, às vezes horas analisa e estuda como fazer, seu objetivo é o cheque mate.  Foi e venceu!

Sim, eu sei. E se não vencer?

Se não vencer, as derrotas lhe trarão o que já falei acima, aprendizado. Os erros tendem a ser evitados, e se ocorridos, as estratégias serão outras. Uma hora acertamos e vencemos!

Vai desistir antes ou persistir e poder comemorar a sua vitória?

Você é quem sabe e é livre para tomar as suas decisões, mas lembro de que há um grande técnico que pode lhe dar as dicas de uma “boa jogada”. Deus! Siga em frente, mas não se esqueça dele, pois com certeza ele te dará as dicas de como vencer.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

BILHETE!

 

Anderson Tomio


Quando voamos pela primeira vez, ou quando é o nosso primeiro discurso, o frio na barriga aparece de forma a sentir congelar por dentro. Paralisamos por segundos e por outros tantos seguimos na superação se desprendendo e ficando a vontade a cada minuto que passa.

Depois da conclusão olhamos para trás e vimos que tudo foi superado, as mãos ainda úmidas do suor frio,  o coração acelerado como de quem correu uma maratona são sinais de nossa euforia do após, do concluído.

Muitas das vezes nos desembestamos a falar sem parar relatando tudo por diversas vezes, contando mais uma vez, e outra e novamente a quem já ouviu e à nós mesmos o que vivenciamos naquele episodio.

A vida é repleta deles! Quantos episódios!

E imaginar que de fato pegamos um roteiro as cegas, que até nos planejamos e criamos algumas expectativas, mas na hora o que tem que ser, é e acontece.

Supressas! Sim muitas,  desde as felizes até as tristes. Como dizemos hoje, quem nunca?

E a questão é, o fim de ano se aproxima e como quem coleciona  figurinhas vamos juntando cada uma delas ao longo do ano. E que ano!

De muitas supressas, de alegrias e de choro, momentos felizes e tristes, mas que fizeram parte do “álbum 2021”.

Não tem como não lembrar de álbuns inacabados, de paginas que faltaram ser completadas e coleções que não serão mais completadas. A vida também é bruta as vezes, seja para o bom ou o ruim.  Não há como julgar o que ela nos reservar, nem o que já nos apresentou e se julgamos não haverá entendimento para tal. Mistérios!

Chegou até aqui, comemore! O dia de hoje está fazendo parte do seu álbum e com ele você ira por mais uma nova figura colada na pagina.

Quase concluído!

Façamos a retrospectiva e peneiramos o que foi bom. Estes tem lugar especial!

De hoje, só meu convite a refletir! Pensar sobre o que você não tinha percebido,  sobre tudo que passou e agora esta aqui. Obrigado por este tempo aqui comigo.

Agradeça pela sua vida!

Bom e abençoado fim de ano e  Feliz e harmonioso Natal.

terça-feira, 15 de junho de 2021

Não negue!

 

Não negue que alguma vez você tenha perdido,

Não negue que o tempo está passando e a idade se acumulando,

Não negue nada.

A vida é feita de afirmações!

Afirme que você já perdeu, mas também lembre-se de todas as suas vitórias.

Afirme que o tempo está passando, e a idade só a comprova que ganhas experiências.

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Por vezes! Por tantas delas!

 


Anderson Tomio


Por vezes deixei escapar o perfume de minha alma,

Por vezes perdi no tempo o que há dos meus fragmentos,

Por vezes fechei meus olhos no querendo ver o que deixei e os mantive fechado por medo de ver o que podia vir,

Por vezes! Por tantas delas!

Por vezes deixei que o som da minha voz ecoasse somente dentro de mim e por vezes quando me permiti falar, falei baixinho para que ninguém me ouvisse.

Por vezes! Por tantas delas!

Fechei minhas mãos com toda força possível querendo segurar o que pouco restou de uma história, mas tudo se perdeu por entre os dedos.

Por vezes busquei o banho, e tive na a agua do chuveiro e o disfarce para minhas lágrimas.

Por vezes me tranquei em meu quarto querendo me isolar e fugir do mundo, sem saber que eu entrava no meu mundo e mergulhava em mim.

Por vezes! Por tantas delas!

Por vezes permaneci no escuro buscando refugio para me esconder, acender a luz era me desnudar não só a pele, mas todos os meus sentimentos.

Por vezes me encolhi, entrei debaixo de minha cama como quem entra em um esconderijo, um bunker buscando todo o abrigo e proteção.

Por vezes! Por tantas delas!

Por vezes conversei comigo e chorava ouvindo meus dramas, mas sendo incapaz de aconselhar o meu que ali desabafava.

Por vezes me perdi em mim, querendo ser o que as pessoas queriam que eu fosse, mas nunca fui.

Por vezes o tom de voz mudou querendo ser firme e dono se si, impondo uma personalidade e firmeza que até então não existia.

Por vezes! Por tantas vezes!

Por vezes olhei somente para mim, meus problemas, meu mundo, meus dilemas, minha bolha, acreditando ser o pior de todos humanos.

Por vezes, me vi no fio de quem corta o laço e abre a caixa, mas eu cortaria o laço da vida, sem saber o que haveria dentro da caixa.

Por vezes, por tantas vezes, perdi tudo que sou um resumo que só restava o ponto, e era eu. Ponto final ou ponto de partida, mas eu era o ponto.

Por vezes! Por tantas delas!

Por vezes e por tantas delas me encolhi feito mola, silenciei mais que o vento, me escondi como uma sombra no escuro, mas sentia o pulso, o meu “in-pulso” e por uma vez, a decisiva delas, decidi ser eu.

Por vezes, por tantas vezes, hoje confio em mim, me olho no espelho e sei quem sou e meu mundo tem portas, abri mais janelas e ecoei.

E o in, agora pulso, o in o então tenso, agora in-tenso de viver.

Viver! Pulsar! Intenso! Por vezes! Por tantas delas!


quinta-feira, 29 de abril de 2021

QUE DIA É HOJE?

Anderson Tomio 


Você já parou para pensar que dia é hoje?

Qual o dia em que hoje representa em sua vida?

Ah, são tanto os dias em que deixei de pensar o que pudesse ser ou o que esse dia seria para mim, que me perdi muitas das vezes no tempo e na própria existência.

É algo vago, a vaga do tempo criada em nosso interior, em nossa memória em que vivemos no automatismo da vida, da correria do cotidiano e vamos indo, somente indo, a passos lentos, a passos acelerados, mas vamos indo, alternando ritmos e como em uma composição pulando as notas da vida e fazendo da vida, tempo e sincopas perdidas no eco do nosso barulho interior e na dissonância da composição que fizemos, e executamos a cada dia e chamamos de vida.

A vida é alma! A vida é ato! A vida é composição!

Do que você executa com alma, atua com afinco e compõe com maestria e assim preenche espaços, ocupa as vagas, “desvaga” a nossa vida e sentimos utilidade, ativos e integrantes do dia, sim daquele dia em que você acordou e nem se quer sabia o que era,  de onde veio e para onde iria?

Ah pensamentos!

A vida é frenética! O tempo é rápido! As memorias curtas!

Vivenciar o dia, escutar a vida e compor cada tempo como se fosse o derradeiro, o prenuncio do fim que sabemos que chega, mas não sabemos quando. Deixamos o fim, para o fim! Vivemos de começos e meios! E nesse espaço de vida, nessa parte de tempo, sejamos únicos e como notas de um bom perfume, deixe rastros.

Mas qual o perfume da vida?

Poderia te dizer de notas, fragrâncias cítricas e amadeiradas, mas o perfume da vida é viver! O Perfume da vida tem cheiro de bom dia, de boa noite , sorrisos e lagrimas,  medos e coragens. A vida é única, mas seus ingredientes são os mais variados. Não queira ter um único sabor, se tempere! Se conheça! Ao final do dia, ao meio dos começos saber que dia é hoje, o ele representa para mim, os sons , sabores, temperos que fizeram parte  e ser inteiro. Se construir e reconstruir a seu modo, a seu tempo mas não compactuar com a inercia.

Sim, deixe a inercia para o relógio sem pilha, que não deixa de ser relógio, mas não cumpre sua primaz função que é contar as horas de um dia que passa, mas para ele não anda.

Tenha pilha! Energia de vida e de vontade de fazer o novo. Executar o comando que pode mover seus dias e se encontrar no espaço, no tempo e na vaga.

Ser! Viver! Recriar-se!

Ah e quanto aos pensamentos, eles viajam no espaço do seu tempo, mas que tempo? Que dia?

O dia de hoje, qual dia, e o que ele representa em sua vida?

 


terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Bolha X Ilha


Por Anderson Tomio 

Há uma frase que diz que não moramos em uma bolha, mas vivemos em uma ilha.

Você concorda ou discorda dessa afirmação?

As bolhas podem ser perfuradas, podem se romper, mas há viver em uma ilha, não temos muitas opções quando a ilha é a cidade que moramos, o país o planeta. Não há caminhos que nos façam fugir dessa realidade.

Há?

Você pode estar pensando e se eu for para o alto de uma colina e morar numa caverna? Ainda assim estará na ilha.

E se eu pegar um foguete e for para lua ou então para um planeta? E se, é essa a pergunta? Quando você embarca? Já marcou a viagem?

Então se eu criar a minha ilha, me isolar, buscar viver do meu jeito sem precisar nada da ilha? Ai você estará criando uma bolha.

Responda:

Sua bolha é autossustentável até quando?

Logo, eu em meu pensamento, creio que a frase acima é mais do que correta e verdadeira!

E se olharmos a nossa volta nesse instante, posso não ver de fato além da parede, mas algo esta acontecendo ali neste momento. Pessoas conversando, dormindo, comendo, vendo tv, indo as compras, indo ao trabalho em resumo fazendo as tarefas e aplicando os diversos papeis que temos a cada 24 horas.

Quais papéis e tarefas têm executado em 24 horas?

......

......

Uffa! Em pensar que somos atores (agentes) do nosso tempo e ao mesmo tempo regrados por ele. Ah o tempo!

Bom não é dele especificamente que eu vinha falando, mas ele já apontou que até aqui você aplicou alguns dos seus minutos diários e contabilizou pensamentos e sensações que podem ser seus, estar na bolha, mas ainda assim na ilha.

A palavra que eu acredito que defini melhor o que a cada 24 horas acontecem na ilha é coletividade.

Sim coletividade!

Ao mesmo tempo em que você lê este texto agora, outras inúmeras pessoas leem algum texto em algum lugar da ilha, assim como muitos comem, dormem, trabalham simultaneamente uns aos outros. Não há bolhas! Todos estão a fazer algo em algum lugar em um tempo que alguém em algum lugar e algum tempo faz simultaneamente comigo ou em ordens diferenciadas, mas ainda assim cadenciadas e simultâneas a outras.

Que loucura! Que viagem!

Já observou aqueles presépios em movimento em que tudo acontece ao mesmo tempo e por baixo do tabuleiro os cabos, engrenagens, fios e circuitos se interligam?

Nossa ilha é simultânea, sincronizada e composta por elementos plurais.

O plural das inúmeras pessoas que são e fazem tudo como você ou o plural das pessoas que agem e fazem tudo de maneira diferente ao seu, mas fazem e estão na ilha.

Talvez agora você me pergunte o motivo dessa interpretação e contextualização da frase citada no inicio desse texto.

Justamente para convidar a pensar no coletivo. Que todas nossas ações interferem no meio e fazem parte da mesma ilha.

Termino com a seguinte pergunta:

Se não vivemos em uma bolha e moramos em uma ilha, como será a vida em sua ilha a partir das suas ações?

 Boa reflexão!

 

 

 


segunda-feira, 28 de setembro de 2020

E a empatia?

 Por Anderson Tomio


Ando tão pensativo ultimamente, que se paro por algum segundo sou capaz de fazer uma volta ao mundo e com várias escalas.

A mente voa, os olhos fecham e temos o mundo diante de nós!

O momento não é de ir e de vir, mas de ficar. Ficar cada dia mais consciente de que um novo mundo esta surgindo.  Estamos na fase da lapidação.

O mundo expõe as suas mazelas,  está dando as caras e revelando seus problemas. São  anos de maus tratos a natureza,  a educação, a ciência e as pessoas. Sim, a humanidade se maltrata e não percebe. O meu ato isolado se torna coletivo e hoje as mazelas mundiais afloram.

Entendo que você dirá que fechei os olhos por muito tempo e a minha viagem nos pensamentos foi muito longa, profunda demais ou até mesmo insana. Mas viajei em busca de respostas, em busca da realidade.

Encontrei fatos que não sei se são acontecimentos ou cicatrizes que se abriram.  São enxurradas, terremotos, erupções vulcânicas,  ciclones,  guerras, temperaturas extremas, aumento dos oceanos,  extinção de animais e o surgimento de novas epidemias e pandemias.

Há o caos instalado e silencioso, que nem nos dávamos conta se não fosse por 2020.

Você pode me dizer que isso sempre existiu e que está dentro da normalidade. A normalidade aqui é cuidar! Fazer cada um sua parte, sem de forma micro ou macro dimensional, mas cuidar.

Tenho ouvido a frase da moda “ o novo normal”. Mas que novo normal é esse?

Habituar-se ao caos e não fazer nada para reverter algum dano causado?

O “novo normal” é ser inerte?

Não devemos nos habituar, e sim passar esta fase de forma adequada a ela, mas não credo que isso será e deve ser um habito concebido e que deve ficar.

O que é bom deve ficar! O que é bom deve permanecer!

E esta muito vem, muito se vai, feito cometa as vezes demora voltar; a empatia. O ser humano  cerceado de seu mundo de valores, rótulos e crenças,  permite que tudo tome lugar primordial a ser empático, a ser humano e ser amoroso.  As filosofias vãs ganham destaque e nós perdemos a dignidade humana.  Nosso conhecimento que poderia ser utilizado para nos melhorarmos,  serve hoje para causar e aparecer.  O imediatismo do dedo apontado.

E assim....por entre essa mesma mão que ostenta esse dedo apontado, a vida se esvai como poeira ao vento. E o tempo passa, passou.

A viagem do pensamento se perde,  os focos mudam, e o que é meu primeiramente é direcionado, e valido é primordial.

Ah o outro, é só o outro. O mundo é só o mundo;  não irei precisar dele eternamente, então de que vale?

Vale perguntar, e a empatia, mora onde?

 

terça-feira, 5 de maio de 2020

10 anos de blog - 10 anos de sonhos!





Dia 26/04/2020 fez 10 anos que abri este canal para a publicação dos meus escritos.
Quanta coisa publicada, quanta coisa vivida e quanta coisa vista até aqui. Um sentimento? Felicidade!
O que não era assim tão pretensioso e que de alguma forma podia ter ficado pelo caminho, ainda floresce!
Olho para cada dia que venho aqui alimentar as postagens e me nutrir do carinho recebido por cada visitante e cada leitor, e tenho satisfação!
O universo das letras,palavras é magico! Um passaporte para imaginação, para vivencias e para o acesso a lembranças que armazenamos na memoria chamados de carinho.

10 anos!

O meu primeiro poema aqui postado,  as primeiras reaçoes de leitores, que afago na alma.
"Bloguear" é abrir uma porta e se conectar com o mundo. Mais de 60 paises, tantos idiomas o traduziram ao ler. Os registros de pesquisa no google que como gps apontaram o caminho deste espaço que é tão nosso. Eu e você! No que escrevo, no que você lê, nós juntos e misturados.

O melhor dos poemas que eu poderia publicar se resume em uma frase: MUITO OBRIGADO!

GRATIDÃO é o enrendo deste lugar!

E como quem engatinhava, nos primeiros poemas, abaixo o primeiro publicado aqui.
Não seria menos apropriado para abrir essa nova estrada....SONHAR!
E meu sonho ainda existe! 10 anos aqui. Outros ainda em maturação, mas são sonhos.

Sonhe comigo!


Sonhar
(Anderson Tomio)

Sonhar um sonho
que vem na mente
quase real
ate mordidas de dente
parece arrancar tudo afinal
mesmo que não machuque
é uma ilusão ou sinal.

Nada pagas por sonhar
então feche os olhos e durma...sonhe
o sonho logo virá.
Se é triste é pesadelo
se alegre, sorria, ria
pois sonho bom é igual perfume
o vento leva.

Em meu sonho sonhado
lindas coisas sonhei
sonhei que tinha sonhado
com pegadas na areia
mas a onda apagou o sonho
que numa noite avistei.

Ficou marcado pra sempre
aquele sonho sonhado
que foi pequeno e rápido
mas não foi ultrapassado
não era um simples respingo
mas uma gota de felicidade.

Sou feliz porque sonho
e sempre quero sonhar
seja com o que for
ou de quem neles lembrar.

Isto sim,
quero viver o que tenho sonhado
e novamente vou marcar
pois se o tempo apagar
sonho...que o sonho se refaça,
a noite renasça um pequeno viajar


quinta-feira, 2 de abril de 2020

Quando as portas se abrirem....


Por  Anderson Tomio 

Quando as portas se abrirem, eu que agora recluso em meu apartamento,
tenho o tempo vem diante dos olhos, abertos que busca olhar além,
não além querendo ver o horizonte, mas querendo ver além de cada segundo, buscar respostas.
Quantas dúvidas vem a tona neste momento em que por querer viver somo colocados, entramos obrigados o voluntariamente em nosso cantinho do pensamento.
Era preciso parar! O ritmo frenético do mundo pedia uma parada, mas de que forma parar?
Não haveria maneira de frear nossa velocidade, seres humanos destemidos e teimosos que atarefados não querem parar diante dos ponteiros do relógio. A modernidade tem pressa!
Em reclusão, o tempo tem outra conotação. Os minutos respiram compassadamente os sessenta segundos, os milésimos abanam nos dando tchau, nessa dança do tempo ao qual agora percebemos existir e ser tão concreto.
A abstração de tempo, está sendo redefinida!
O tempo é complexo, o tempo é composto, o tempo é soma, e hoje mais do que nunca o tempo tem ingredientes que estavam ao nosso alcance e agora mesmo que queiramos não o conseguiremos de imediato. O tempo agora é feito panetone, que com frutas cristalizadas ali todas na mesma massa, fermentando no decorrer dos dias, quando pronto ainda ficam longe umas das outras. Quanta maturação teremos que passar? Qual o ponto de nossa massa para que fique pronta?
Quantos ingredientes gostaríamos de por, mas neste momento não estão ao nosso alcance pra toca-los, quantos olhares, abraços, beijos e afagos de saudade caberiam nessa receita.
Estamos reclusos, mas ganhando massa. Adquirindo novos valores, refletindo sobre os que já tínhamos, vamos ressurgir!
Quando nossos claustros se abrirem, novos seres humanos sairão da maioria das portas e tapumes, sairemos com a sede não só da liberdade, da paz, de saúde, mas correremos ao encontro do outro. Quantos outros? Pais, mães, filhos, amigos e todo um circulo que parou momentaneamente de girar, a roda da vida freou por um instante e você por muito perguntou se ia ou não parar? Você que estava nessa roda, imprimiu o ritmo da sua vida, as batidas do seu coração e sua respiração puderam ser ouvidas. O ser humano deu-se conta que é vida!
Seremos novos? Há quanto tempo não chorávamos de saudade de quem vimos na semana passada, por não saber se veríamos novamente. Há quanto tempo sentar-se a mesa com a família reunida na aquele almoço de domingo e saborear um bela refeição não ocorre? Será que o cardápio será mais importante do que a reunião das pessoas?
Transformações! É isso mais do que nunca que devemos agora levarmos conosco. As nossas arestas, o nosso lado cinza deve ser lapidado. Aprendermos!
E quando as portas se abrirem e você puder sair, lembre-se! Deus está contigo e  lhe acompanha!


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Imagem original:
https://psicosaude.wordpress.com/2011/06/08/abrindo-a-porta/

quarta-feira, 1 de abril de 2020

A VILA






Amanhecia logo apos a noite  chuvosa e os campos molhados da chuva se levantavam a balançar ao sabor do vento que ecoava no alto da colinas. O sol aumentava seu brilho a medida que as horas iam passando e o pico do meio dia se aproximava. O sol vinha para imperar toda sua majestade de luz e energia sobre os campos do alto da colina e sobre o pequeno vilarejo que seguia pacatamente aos pés do grande monte.
Nada de novo ou extraordinário tinham acontecido ate aquele momento e a vila vivia da mesma forma como nos seus últimos cem anos. As tradições, costumes e o ritmo de vida era o mesmo de um século, ao qual iam passando de geração a geração como se fosse um mantra a se repetir por pais, filhos e netos. Os rostos era todos parecidos, os sorrisos e as linhas de expressão daquele povo parecia ser o mesmo mapa, o mesmo jeito de linhas, curvas e  relevos. Mas o tempo, mesmo sem imprimir grandes mudanças, passou!
Os mais jovens queriam o despertar do tempo, os mais velhos que ele continuasse do jeito que estava, sem grandes transformações.
Mas quais transformações? ja percebeu que você pode estar morando nesta vila neste exato momento? Quer que tudo fique do jeito que está, porque você tem medo do novo.
Quais seriam as mudanças que você poderia fazer em sua vida e que contribuísse consigo e com os outros de sua vila?
O sol que nascia após a manha chuvosa, irradiou sua luz e energia sobre todo alto da colina, não escolheu qual planta, arvore ou rocha a iluminar e aquecer. E você ilumina e aquece, ou escolhe para onde vai direcionar sua luz e energia?
Sejamos como painéis solares, captando luz e energia, energia Divina e da Natureza e distribuindo a tudo e todos que por este “painel” passam. Pense! A luz continua sendo luz, porque em algum lugar há a sombra. Que lugar você quer estar?
E sua vila pode deixar o “mesmismo” de um século e ir além. Transforme!
As mudanças que fizemos em nós, de algum modo e de alguma maneira, sempre encontrará um jeito de ir além e atingir outras pessoas.
O sol brilha e a chuva cai para todos e neste todos a sua vila, a minha e de outros também o recebem. Para onde iremos? o Mesmo sol, o mesmo solo, o mesmo universo.
A vila  nosso planeta!
Ser luz, ser energia, ser água e evoluir!
Avante nós! Avante planeta!

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Imagem:
https://www.google.com/url?sa=i&source=imgres&cd=&ved=2ahUKEwjgxor46MfoAhW-ILkGHZNJC9UQjhx6BAgBEAI&url=https%3A%2F%2Fgramho.com%2Fexplore-hashtag%2Fitajai159anos&psig=AOvVaw2p0SCX68LJLmYUvyngmwBg&ust=158585085198032

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Noite de recordações!



Quando o som da noite bate a minha porta, o arrepio sobe pela coluna vertebral, ouriça meus pelos e na escuridão da noite, é algo que não vejo, mas que sinto sem saber de onde vem.
E vem! Vem de dentro das nuvens, do ar e da natureza, é algo que sinto, nao vejo, mas sei que esta ali.
O perfume das flores enebriam e marcam com toda força o ambiente e memorias são despertadas, ressurgem, vem à tona e vivencio cada uma delas novamente.
O tempo, este que reje o ontem o hoje e o amanhã, ah o tempo que junto com a noite e sua escuridão vagueia com o vento, com o som e com meus pensamentos noite adentro.
Um mar, um céu e uma terra completa de vivencias, de tempos e recordações, sim, as memórias, que não findam, não se perdem, não se esquecem, quando ha colocamos no lugar certo da memoria, uma memoria chamada coração!

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Qual sabor da Vida?


Por Anderson Tomio

Quais os sabores que a vida pode lhe dar?


Muitas das vezes teimamos em sentir o sabor de algo que ainda não foi permitido provar e a vida nos cobra por isso. Mas você poderá me dizer, que a vida é breve, e comumente dita como um sopro. De fato!
A vida é mais breve que do que se espera e seus momentos tão rápidos feito raios de luz.

Mas e o sabores?

Os sabores que devemos provar da vida, são os sabores do contentamento.
Sentir o gosto do sorriso alheio, do fazer bem, de ajudar alguém em dificuldade, de ser nem que seja apenas companhia. Que tempero mágico nos tornamos na vida de outro se nos permitimos sabores e dar o sabor de ser amado, de ser querido e respeitado enquanto ser humano.

Ah essa humanidade!

Quando falamos em humanidade, pensamos logo nos habitantes do planeta terra, os seres humanos, a espécie homo sapiens. Mas já chegou a pensar o que a palavra humanidade pode representar?
Em definição no google temos:
humanidade
substantivo feminino
1.    1.
conjunto de características específicas à natureza humana.
"a animalidade e a h. residem igualmente no homem"
2.    2.
sentimento de bondade, benevolência, em relação aos semelhantes, ou de compaixão, piedade, em relação aos desfavorecidos.

E é justamente no item 2 dessa definição que quero chegar.
Sentimentos!
É através dele que experimentamos os sabores da vida. De acordo com eles podemos instantaneamente sentir o doce ou amargo. Quando não sentimos de imediato, há no universo energias que atuam como eco, que se propagam, emanam e acabam retornando.
Sabe o que você tem emitido?
Além do sabor que você tem permitido que a vida lhe mostre, qual o som que você poderia ouvir da vida se os ecos do que fazes voltar ao seu encontro?

Loucura?

Poderia ser, mas neste momento qual o sabor que você está sentido?
Pode ser o doce, concordando com o que lê, pode ser o amargo, me dizendo que tudo é pura bobagem, ou ainda uma mistura, cerceando os meus pensamentos com os seus e criando um novo conceito.

Que delícia!

Aprender tem o sabor da leveza!
O meu sentimento de abertura, de revelar o que penso emana o sabor da satisfação em compartilhar um pouco de mim.
Mas o que os sabores, a humanidade e os sentimentos o que tem haver neste momento?
Ingredientes! Sim podemos assim chamar cada um deles de ingredientes, e que estes são responsáveis pelos sabores que podemos vir a provar na vida.
O amor é doce! A ingratidão é amarga! O rancor é fel!
Já percebeu que quando alguém lhe surpreende com algo bom, uma ação, uma surpresa, o seu sorriso parece além de demostrar o momento feliz, mas expande-se pela boca lhe dando no seu paladar um sabor adocicado.
Pode parecer estranho, mas se você tem em si a humanidade como sentimento, você sente os sabores que a vida lhe presenteia todos os dias.
Poderia ser apenas uma figura de linguagem afirmar que sorrimos pelos olhos e o amor tem o sabor doce feito açúcar.

Em caso de dúvidas, uma pitada desse sentimento ao dia não lhe fará mal.
Amor: use sem moderação.
Amor: o principal ingrediente da vida.
E hoje, qual será o sabor que gostaria de provar?

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Dicionario: Palavra Humanidade - pesquisa google.



segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Voar!





Maratona cega de caminho desvairado,
Andar e correr ao sabor do vento, feito pipa que se eleva acima do infinito,
Voar, dançar e sacolejar ao sabor do vento, flutuar feito pena e se perder na altura,
E ver que la de cima tudo é belo, tudo é pequeno, a vida, o lar, pessoas e coisas, tudo somem a medida que me vou com o vento.
Sem freios, sem garras, sem peso, me deixando levar e sendo carregado ao sabor de uma direção qualquer, sem inicio, sem meio e sem fim.

Apenas voar! Apenas ir! Partir


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Imagem: 
https://images.app.goo.gl/P7CbLzHLoCVVt7G97

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Por pensamento....


Anderson Tomio


Ontem nem previ o que no hoje pudesse acontecer,
Nem mesmo pensava que o fim de uma jornada estava tão próximo,
Eram coisas costumeiras, afazeres bobos de um cotidiano de preocupação e entusiasmo.
Realizações que estavam por acontecer, sonhos que a caminho de se concretizar viram fato.
Mas havia dor! Mesmo com a felicidade em meus dias, em alguns momentos a dor era inevitável. Não por nada ou por culpa de alguém, mas a dor existia.
Muitas das vezes me lamentei por fazer os que amo sofrerem comigo e por mim, já em outros momentos eu acreditava que tudo que sentia era somente meu, que não interferia na vida dos outros.
Puro engano! Todo amor que eu tinha ao meu redor, todo carinho ao qual eu era cercado me preenchiam até uma parte, mas ainda assim existia resquícios de dias que passaram cinza.
Não sei ao certo o que sentia, minha cabeça entrava em um turbilhão de pensamentos que por muitas das vezes eu quis partir. Deixar tudo! A partida para um outro plano, para o outro lado da vida.
Hoje agradeço por não ter tido a coragem em fazer tamanha besteira, porque parti de forma mais compreensível, mesmo sendo tão breve.
Não há escolhas ao que já temos previamente escrito! Sim, há rabiscos de nossa vida que já foram esboçados muito antes de habitarmos a parte terrena.
Muitas e em quase todas as ocasiões ajudamos a decidir como será e assim planejar todo um amadurecimento e aprendizado neste período.
Não há recordações de como foi ou seria, simplesmente decorre dia após dia, como teria que ser.
Algumas vezes por nosso mérito conseguimos mudar algum desses rumos, mas nem sempre.
Há um horizonte além do que imaginamos, há sim um lugar para irmos e ficarmos. Aqui é bom!
Sinto-me como no primeiro dia de aula, ainda um pouco desconfiado de tanta novidade que nem imaginava que teria, mas tão feliz e disposto a vivenciar tudo que aqui for possível.
O lugar é lindo! Quanta paz!
Permaneci por um tempo, que não sei quanto foi, na espera. Parecia estar em um elevador, a espera que um dos lados ou portas se abrissem.
Abriu! Quanta luz!
Sinto-me recebido com alegria, mas entro com a timidez de quem tira o sapato para entrar na casa de quem eu sei quem é, mas não conheço direito.
Vou permanecer aqui, não sei até quando e tenho outros locais a conhecer ainda, mas eu sorrio, estou bem.
É muita novidade, mas também alguns protocolos a seguir.  Um pouco ansioso!
Quero poder ver tudo, conhecer tudo e de alguma forma fazer parte deste lugar bom.
É um recomeço!
Tudo de mim se armazena, faz parte de quem sou, mas é como se em mim coubesse mais, e quero poder viver o que eu puder.
A felicidade aqui abstrai qualquer dor que eu pudesse ter, há poucas feridas que devo curar,
E por sorte não me causei cicatrizes profundas. Aprenderei a curá-las!
A casa aqui é maravilhosa! Já me sinto acolhido.
Paz e bem!

Escrita em 14/08/2019 as 12:55**

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**O texto acima me veio em um momento de pensar, de analisar, após o falecimento de meu irmão. Poder de alguma forma ser um alento, mas escrevi as palavras que me vieram a cabeça, somente isso, nada mais. Por imaginação ou intuição, mas são estas palavras que vieram.

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Re - Ciclos ( A arte de transformar a percepção do mundo)



Por Anderson Tomio

As vezes estou aqui, mas desejando estar lá, em um lugar onde eu não saberia dizer, mas imagino estar.

Quantas das vezes somos assim, estamos assim, querendo algo que na verdade não soubemos onde está, o que de fato deve ser.
A busca!
Essa inconstância de sentimentos e necessidades reais, provindas de um mundo dinâmico e que constantemente está em mudança, em adaptação e resiliência.
O mundo resiliente? Sim, feito curso d´água que contorno obstáculos ou busca saídas para poder dar vazão a seu destino.
O destino!
Este que muitos dizem estar traçados, escrito ou mesmo chega sem aviso prévio, e de fato chega.
Um voo dentro do subconsciente, uma análise do mundo exterior, e o desejo de estar no lugar onde não saberia dizer, é sonho.
Sonho!
O lapso de tempo ao qual se quer materializar, fazer acontecer e tornar real, e assim, o lugar em que gostaria de estar vai ficando mais perto, concreto e nele você está.
Ciclos!
Desejando estar em lugar, buscando na inconstância de sentimentos, a resiliência, traçamos nosso destino, voamos, vamos além de partes, fases e etapas ao qual nem imaginávamos ir. E lá, na conquista, o sonho que permite que sejamos inteiros, pensantes e preparados para outro ciclo. Sim! Não acredite que tudo seja estagnado. A vida se renova em cada instante com a sua força, com sua garra.
O lugar onde eu ou você gostaríamos de estar se chama perseverança!  


sexta-feira, 12 de julho de 2019

Não durma!



Anderson Tomio

O que pensar quando as luzes se apagam, a noite chega e o sono não vem?
Por alguns instantes o vazio toma conta do momento e tudo incomoda, desde 
o rolar de um lado para o outro na cama e a luz que entra pela fresta da cortina.
Vaga, toma uma amplitude, se contrai na espuma do colchão indo quase o chão
e se projeta, abre os braços e toma conta do universo, pensamentos decolam!
Mas o que pensar quando o sono não vem?
Agora o universo habita na mente, o mundo gira em um segundo e dele nos vemos como atores, precursores, ativos e passivos do momento que vaga.
Deito para direita, o pensamento se inclina para algo que nem tinha percebido. 
É como se passássemos a fazer o controle de qualidade do que vemos e do sentimos.
Mas não fazemos?
Há um abismo entre o sono, de cansaço e reconforto e a insonia que desperta sentimentos, analises e nos dá outra visão do mundo.
Sim! Na ausência do sono viramos críticos de nós mesmos, juízes de situações e decisões tomadas, o novo mundo se abre, a consciência se amplia.
Calma! Dormir faz bem! No sono armazenamos as memórias do dia, alocamos cada uma em seu lugar para fácil acesso e lembrança.
Colapso! Não dormir nos deixa confuso nas memórias, muda nosso estado de humor, mas nos faz tão analíticos da mesma forma que o estudo à uma tese de mestrado.
Na ausência da luz, aprendemos a iluminar os nossos caminhos!
Conforto! Na falta dele, as portas abertas de uma fortaleza!
O abismo, lembra dele? O voo que o transcendeu já aconteceu, você se irritou por não dormir, se viu de um lado e de outro da cama e por um segundo bocejou.
Hoje, por hoje, seja do lado de cá, do lado de lá, em que lado e posição você escolher, com coberta ou sem, entregue-se a viagem de voar.
Não percebeu uma coisa, ou percebeu?
Quando vagamos na insonia e pensamos em tudo antes de adormecer;
 percebeu que tudo que era estranho torna-se simples? 
O caminho é esse!
Calma, não me refiro a não dormir, mas ao pensar!
Despertar!
Que o sono, não só do corpo, mas das percepções, despertem e custem adormecer.
Dormir sim, fechar os olhos, não!
 A mente aberta não dorme, repousa e descansa.
A mente que dorme é como lâmpada que não acende e  nada ilumina.
Mas do que eu falava mesmo? O que eu deveria pensar?
Sem roteiros! 
Apague a luz das expectativas, acenda a luz da realidade!
O caminho requer tato, mas nem por isso deve se fechar os olhos.
E o sono que não vinha, lá no incio e trazia pensamentos, projetava o voo, onde está?
Despertou! O voo ocorreu, mas agora com mente alerta e olhos abertos!
Não durma para a vida!

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imagem original:https://br.blastingnews.com/curiosidades/2017/05/6-dicas-do-que-fazer-quando-nao-conseguir-dormir-001709267.html

quinta-feira, 25 de abril de 2019

9 anos - Nove anos do Blog Anderson Tomio - Junto e Misturado



Por Anderson Tomio

Nove anos!
O que pode acontecer nesse tempo?
Quantas coisas ao redor tomam formas, cores, exalam cheiros, evaporam!
Quantas coisas?
O tempo é decorrente, vai adiante, segue seu curso nas mais diversas complexidades das medidas, sejam frações, segundos minutos, horas e anos. Ele voa!
No acordar e adormecer desses dias, nem sempre pisamos o mesmo chão, ou nem sempre sentimos ele como deveríamos sentir. Perdemos no automatismo a sensibilidade do tato, do cheiro e do olhar. O tempo deixa de ser importante e passa a ser algo que acontece como mágica. Instantâneo!
E quando tempo foi mesmo?
Ah sim nove anos e nessa lacuna do espaço os ajustes, os acertos, erros, e não menos que se estabelecer. Pode dizer, esse é meu lugar!
Aqui leio, aqui escrevo, me findo e me renasço a cada parágrafo, a cada letra, e nelas imprimo um pouco de mim.

Revelar-se!

Deixar vir à tona o que os vincos que o tempo deixam no registro da pele, dos cabelos e o meu eu. 

Amadurecer!

Sim o tempo tem essa função! Nele podemos ser, deixar de ser, nascer e partir, rever e ver o que de fato estamos nele, e com ele planejando, fazendo ou simplesmente deixando de lado.
Ah o tempo! Quanto era mesmo?
Muitas das vezes ele assim como o que fizemos ontem, deixa de ser lembrado. Se perpetua em um local como uma gaveta de meia soltas, ao qual você procura o par, e dificilmente o encontra. 

Destreza!

Habilidades somam-se aos delírios cometidos, misturam-se ao riso e ao choro e nesse mix, amadurecemos.
Nove anos! Nesse tempo contado, o amadurecer do corpo e da mente.
O gosto pela leitura, o prazer pela escrita, o amor em unir os dois e se aspergir pelo espaço lançando letras, palavras e a alma. Buscar, ser e tornar inefável.
E assim, nove anos, e por este tempo a vida que se ganha, os sorrisos que se dão e os nascimentos que ocorrem. Escrever é nascer a cada parágrafo, desvirginando nas letras o que se quer dizer.

Leia-me!

Então é 26/04/2019, aniversário, celebração, momento de contemplar o próprio tempo. Felicidade!
Desta forma resumo, o que sinto, nas letras, nas palavras e no que me entrego a cada novo escrito. 

Feliz!

Obrigado a cada leitor, a cada visitante do blog, carinho especial aos seguidores. Obrigado por estarem comigo. E esse um dos motivos do nome do blog Anderson Tomio – Junto e Misturado, um pouco de mim e de você, um pouco do que leio e muito do escrevo,
Assim é Anderson Tomio – Junto e Misturado – Ano – 9
Parabéns a nós por termos chegado até aqui.

Adiante!!!

terça-feira, 26 de março de 2019

Seu bosque!





Joana entrou no bosque que dava acesso a pequena casa do lago. Parou em meio a vegetação e sentiu o perfume que exalava. Uma mistura de pinus silvestres das árvores com o musgo do campo. Sentou então ali mesmo, perto de uma das árvores e silenciou a mente.
Pensou! Cantou! Falava consigo!
Sua voz interior lhe dizia que era uma garota feliz, que suas qualidades eram surpreendentes!
Sorriu por diversas vezes, e em algum momento soluçou devido ao choro. Seu interior vertia pelos olhos um mar da angustias que sentia.
Cobranças! Pressão! Modelos!
Por quantas vezes temos em nós a Joana, que busca silenciar sua mente e falar consigo mesmo?
A natureza é mãe, é acalento, nos ouve, nos eleva e nos aponta caminhos.
Flores, arvores, nas praças ou nos campos temos um oásis que muitas das vezes é nossa própria varanda no apartamento.
 Olhar o horizonte!
Saber que quando adentramos no bosque, entramos na verdade em nosso íntimo, em nosso claustro onde nós somos o que realmente somos.
A alma desnuda-se!
Revelações! Tantas vozes internas, uma reunião de nossas personalidades, as presentes e as passadas, nossa essência!
Pensa, canta e fala, mas que agora ouve e também lê e escreve.
Sente-se como o avesso, onde os fiapos do tecido aparecem, assim nossos fiapos, nossos nós e nossa costura e remendo fica claro, tudo aparente.
Remendar-se! Reconstruir-se!
O bosque é você e já pensou o que quer plantar e qual fertilizante vai usar?
A fé? A ação? Estes os mais poderosos de todos.
Adentre ao boque! Plante! Semeie!
Deixe que você cresça, que emane seu perfume e sua energia.
Seja você!

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Imagem original:apontador.com.br/local/sp/guarulhos/parques/C408001813084E0844/bosque_maia.html

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Sinos da Alma


Por Anderson Tomio


O sino ecoa ao vento,
ouço vibrar feito as batidas de meu coração,
o som corre a frente, o silêncio vem logo em seguida.
E paro, fico diante dos dois, fecho meu olhos,
ouço somente a vibração e o vento que toca meus ouvidos,
e me envolve dançando sobre minha pele,
que arrepia da cabeça aos pés.
Vibra, toca, soa, o som do sino,
o som de meu coração entra no compasso,
e me deixo levar pelos acordes
e pelo ritmo que sincroniza as batidas de meu coração.
O silêncio faz seu solo,
e somente ele permanece durante um tempo,
e ao fim do tempo, abro meus olhos e contemplo o horizonte
que anuncia que o dia finda,
revelando as cores do entardecer.
Abro meus braços olho ao alto e me percebo como cruz,
descendo meus braços em lado ao que sou, viro obelisco.
Os pés flutuam, o corpo se inclina para frente e torno abrir os braços
num mergulho ao horizonte.
O som se torna forte, vibra, ecoa, toca meu rosto,
remexe todo meus cabelos e alia-se as batidas do coração
que a esse momento estão compassadas a minha respiração.
Propulsão para o infinito, trilha sonora do sagrado, me percebo em voo,
e vou ao céu onde abaixo de meus olhos, o mundo.
O dia que finda e me sinto pleno, feliz e seguro.
Um novo eu, um novo mundo, descobrir-se e seguir na viagem do meu eu
que vibra ao som das batidas de meu coração.
Me sinto grande, tudo é superado,
a felicidade e a paz interior se instalam,
e como águia, voo alto,
e observo um mundo de que um dia fiz parte.