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segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Voar!





Maratona cega de caminho desvairado,
Andar e correr ao sabor do vento, feito pipa que se eleva acima do infinito,
Voar, dançar e sacolejar ao sabor do vento, flutuar feito pena e se perder na altura,
E ver que la de cima tudo é belo, tudo é pequeno, a vida, o lar, pessoas e coisas, tudo somem a medida que me vou com o vento.
Sem freios, sem garras, sem peso, me deixando levar e sendo carregado ao sabor de uma direção qualquer, sem inicio, sem meio e sem fim.

Apenas voar! Apenas ir! Partir


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Imagem: 
https://images.app.goo.gl/P7CbLzHLoCVVt7G97

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Por pensamento....


Anderson Tomio


Ontem nem previ o que no hoje pudesse acontecer,
Nem mesmo pensava que o fim de uma jornada estava tão próximo,
Eram coisas costumeiras, afazeres bobos de um cotidiano de preocupação e entusiasmo.
Realizações que estavam por acontecer, sonhos que a caminho de se concretizar viram fato.
Mas havia dor! Mesmo com a felicidade em meus dias, em alguns momentos a dor era inevitável. Não por nada ou por culpa de alguém, mas a dor existia.
Muitas das vezes me lamentei por fazer os que amo sofrerem comigo e por mim, já em outros momentos eu acreditava que tudo que sentia era somente meu, que não interferia na vida dos outros.
Puro engano! Todo amor que eu tinha ao meu redor, todo carinho ao qual eu era cercado me preenchiam até uma parte, mas ainda assim existia resquícios de dias que passaram cinza.
Não sei ao certo o que sentia, minha cabeça entrava em um turbilhão de pensamentos que por muitas das vezes eu quis partir. Deixar tudo! A partida para um outro plano, para o outro lado da vida.
Hoje agradeço por não ter tido a coragem em fazer tamanha besteira, porque parti de forma mais compreensível, mesmo sendo tão breve.
Não há escolhas ao que já temos previamente escrito! Sim, há rabiscos de nossa vida que já foram esboçados muito antes de habitarmos a parte terrena.
Muitas e em quase todas as ocasiões ajudamos a decidir como será e assim planejar todo um amadurecimento e aprendizado neste período.
Não há recordações de como foi ou seria, simplesmente decorre dia após dia, como teria que ser.
Algumas vezes por nosso mérito conseguimos mudar algum desses rumos, mas nem sempre.
Há um horizonte além do que imaginamos, há sim um lugar para irmos e ficarmos. Aqui é bom!
Sinto-me como no primeiro dia de aula, ainda um pouco desconfiado de tanta novidade que nem imaginava que teria, mas tão feliz e disposto a vivenciar tudo que aqui for possível.
O lugar é lindo! Quanta paz!
Permaneci por um tempo, que não sei quanto foi, na espera. Parecia estar em um elevador, a espera que um dos lados ou portas se abrissem.
Abriu! Quanta luz!
Sinto-me recebido com alegria, mas entro com a timidez de quem tira o sapato para entrar na casa de quem eu sei quem é, mas não conheço direito.
Vou permanecer aqui, não sei até quando e tenho outros locais a conhecer ainda, mas eu sorrio, estou bem.
É muita novidade, mas também alguns protocolos a seguir.  Um pouco ansioso!
Quero poder ver tudo, conhecer tudo e de alguma forma fazer parte deste lugar bom.
É um recomeço!
Tudo de mim se armazena, faz parte de quem sou, mas é como se em mim coubesse mais, e quero poder viver o que eu puder.
A felicidade aqui abstrai qualquer dor que eu pudesse ter, há poucas feridas que devo curar,
E por sorte não me causei cicatrizes profundas. Aprenderei a curá-las!
A casa aqui é maravilhosa! Já me sinto acolhido.
Paz e bem!

Escrita em 14/08/2019 as 12:55**

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**O texto acima me veio em um momento de pensar, de analisar, após o falecimento de meu irmão. Poder de alguma forma ser um alento, mas escrevi as palavras que me vieram a cabeça, somente isso, nada mais. Por imaginação ou intuição, mas são estas palavras que vieram.

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Re - Ciclos ( A arte de transformar a percepção do mundo)



Por Anderson Tomio

As vezes estou aqui, mas desejando estar lá, em um lugar onde eu não saberia dizer, mas imagino estar.

Quantas das vezes somos assim, estamos assim, querendo algo que na verdade não soubemos onde está, o que de fato deve ser.
A busca!
Essa inconstância de sentimentos e necessidades reais, provindas de um mundo dinâmico e que constantemente está em mudança, em adaptação e resiliência.
O mundo resiliente? Sim, feito curso d´água que contorno obstáculos ou busca saídas para poder dar vazão a seu destino.
O destino!
Este que muitos dizem estar traçados, escrito ou mesmo chega sem aviso prévio, e de fato chega.
Um voo dentro do subconsciente, uma análise do mundo exterior, e o desejo de estar no lugar onde não saberia dizer, é sonho.
Sonho!
O lapso de tempo ao qual se quer materializar, fazer acontecer e tornar real, e assim, o lugar em que gostaria de estar vai ficando mais perto, concreto e nele você está.
Ciclos!
Desejando estar em lugar, buscando na inconstância de sentimentos, a resiliência, traçamos nosso destino, voamos, vamos além de partes, fases e etapas ao qual nem imaginávamos ir. E lá, na conquista, o sonho que permite que sejamos inteiros, pensantes e preparados para outro ciclo. Sim! Não acredite que tudo seja estagnado. A vida se renova em cada instante com a sua força, com sua garra.
O lugar onde eu ou você gostaríamos de estar se chama perseverança!  


sexta-feira, 12 de julho de 2019

Não durma!



Anderson Tomio

O que pensar quando as luzes se apagam, a noite chega e o sono não vem?
Por alguns instantes o vazio toma conta do momento e tudo incomoda, desde 
o rolar de um lado para o outro na cama e a luz que entra pela fresta da cortina.
Vaga, toma uma amplitude, se contrai na espuma do colchão indo quase o chão
e se projeta, abre os braços e toma conta do universo, pensamentos decolam!
Mas o que pensar quando o sono não vem?
Agora o universo habita na mente, o mundo gira em um segundo e dele nos vemos como atores, precursores, ativos e passivos do momento que vaga.
Deito para direita, o pensamento se inclina para algo que nem tinha percebido. 
É como se passássemos a fazer o controle de qualidade do que vemos e do sentimos.
Mas não fazemos?
Há um abismo entre o sono, de cansaço e reconforto e a insonia que desperta sentimentos, analises e nos dá outra visão do mundo.
Sim! Na ausência do sono viramos críticos de nós mesmos, juízes de situações e decisões tomadas, o novo mundo se abre, a consciência se amplia.
Calma! Dormir faz bem! No sono armazenamos as memórias do dia, alocamos cada uma em seu lugar para fácil acesso e lembrança.
Colapso! Não dormir nos deixa confuso nas memórias, muda nosso estado de humor, mas nos faz tão analíticos da mesma forma que o estudo à uma tese de mestrado.
Na ausência da luz, aprendemos a iluminar os nossos caminhos!
Conforto! Na falta dele, as portas abertas de uma fortaleza!
O abismo, lembra dele? O voo que o transcendeu já aconteceu, você se irritou por não dormir, se viu de um lado e de outro da cama e por um segundo bocejou.
Hoje, por hoje, seja do lado de cá, do lado de lá, em que lado e posição você escolher, com coberta ou sem, entregue-se a viagem de voar.
Não percebeu uma coisa, ou percebeu?
Quando vagamos na insonia e pensamos em tudo antes de adormecer;
 percebeu que tudo que era estranho torna-se simples? 
O caminho é esse!
Calma, não me refiro a não dormir, mas ao pensar!
Despertar!
Que o sono, não só do corpo, mas das percepções, despertem e custem adormecer.
Dormir sim, fechar os olhos, não!
 A mente aberta não dorme, repousa e descansa.
A mente que dorme é como lâmpada que não acende e  nada ilumina.
Mas do que eu falava mesmo? O que eu deveria pensar?
Sem roteiros! 
Apague a luz das expectativas, acenda a luz da realidade!
O caminho requer tato, mas nem por isso deve se fechar os olhos.
E o sono que não vinha, lá no incio e trazia pensamentos, projetava o voo, onde está?
Despertou! O voo ocorreu, mas agora com mente alerta e olhos abertos!
Não durma para a vida!

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imagem original:https://br.blastingnews.com/curiosidades/2017/05/6-dicas-do-que-fazer-quando-nao-conseguir-dormir-001709267.html

quinta-feira, 25 de abril de 2019

9 anos - Nove anos do Blog Anderson Tomio - Junto e Misturado



Por Anderson Tomio

Nove anos!
O que pode acontecer nesse tempo?
Quantas coisas ao redor tomam formas, cores, exalam cheiros, evaporam!
Quantas coisas?
O tempo é decorrente, vai adiante, segue seu curso nas mais diversas complexidades das medidas, sejam frações, segundos minutos, horas e anos. Ele voa!
No acordar e adormecer desses dias, nem sempre pisamos o mesmo chão, ou nem sempre sentimos ele como deveríamos sentir. Perdemos no automatismo a sensibilidade do tato, do cheiro e do olhar. O tempo deixa de ser importante e passa a ser algo que acontece como mágica. Instantâneo!
E quando tempo foi mesmo?
Ah sim nove anos e nessa lacuna do espaço os ajustes, os acertos, erros, e não menos que se estabelecer. Pode dizer, esse é meu lugar!
Aqui leio, aqui escrevo, me findo e me renasço a cada parágrafo, a cada letra, e nelas imprimo um pouco de mim.

Revelar-se!

Deixar vir à tona o que os vincos que o tempo deixam no registro da pele, dos cabelos e o meu eu. 

Amadurecer!

Sim o tempo tem essa função! Nele podemos ser, deixar de ser, nascer e partir, rever e ver o que de fato estamos nele, e com ele planejando, fazendo ou simplesmente deixando de lado.
Ah o tempo! Quanto era mesmo?
Muitas das vezes ele assim como o que fizemos ontem, deixa de ser lembrado. Se perpetua em um local como uma gaveta de meia soltas, ao qual você procura o par, e dificilmente o encontra. 

Destreza!

Habilidades somam-se aos delírios cometidos, misturam-se ao riso e ao choro e nesse mix, amadurecemos.
Nove anos! Nesse tempo contado, o amadurecer do corpo e da mente.
O gosto pela leitura, o prazer pela escrita, o amor em unir os dois e se aspergir pelo espaço lançando letras, palavras e a alma. Buscar, ser e tornar inefável.
E assim, nove anos, e por este tempo a vida que se ganha, os sorrisos que se dão e os nascimentos que ocorrem. Escrever é nascer a cada parágrafo, desvirginando nas letras o que se quer dizer.

Leia-me!

Então é 26/04/2019, aniversário, celebração, momento de contemplar o próprio tempo. Felicidade!
Desta forma resumo, o que sinto, nas letras, nas palavras e no que me entrego a cada novo escrito. 

Feliz!

Obrigado a cada leitor, a cada visitante do blog, carinho especial aos seguidores. Obrigado por estarem comigo. E esse um dos motivos do nome do blog Anderson Tomio – Junto e Misturado, um pouco de mim e de você, um pouco do que leio e muito do escrevo,
Assim é Anderson Tomio – Junto e Misturado – Ano – 9
Parabéns a nós por termos chegado até aqui.

Adiante!!!

terça-feira, 26 de março de 2019

Seu bosque!





Joana entrou no bosque que dava acesso a pequena casa do lago. Parou em meio a vegetação e sentiu o perfume que exalava. Uma mistura de pinus silvestres das árvores com o musgo do campo. Sentou então ali mesmo, perto de uma das árvores e silenciou a mente.
Pensou! Cantou! Falava consigo!
Sua voz interior lhe dizia que era uma garota feliz, que suas qualidades eram surpreendentes!
Sorriu por diversas vezes, e em algum momento soluçou devido ao choro. Seu interior vertia pelos olhos um mar da angustias que sentia.
Cobranças! Pressão! Modelos!
Por quantas vezes temos em nós a Joana, que busca silenciar sua mente e falar consigo mesmo?
A natureza é mãe, é acalento, nos ouve, nos eleva e nos aponta caminhos.
Flores, arvores, nas praças ou nos campos temos um oásis que muitas das vezes é nossa própria varanda no apartamento.
 Olhar o horizonte!
Saber que quando adentramos no bosque, entramos na verdade em nosso íntimo, em nosso claustro onde nós somos o que realmente somos.
A alma desnuda-se!
Revelações! Tantas vozes internas, uma reunião de nossas personalidades, as presentes e as passadas, nossa essência!
Pensa, canta e fala, mas que agora ouve e também lê e escreve.
Sente-se como o avesso, onde os fiapos do tecido aparecem, assim nossos fiapos, nossos nós e nossa costura e remendo fica claro, tudo aparente.
Remendar-se! Reconstruir-se!
O bosque é você e já pensou o que quer plantar e qual fertilizante vai usar?
A fé? A ação? Estes os mais poderosos de todos.
Adentre ao boque! Plante! Semeie!
Deixe que você cresça, que emane seu perfume e sua energia.
Seja você!

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Imagem original:apontador.com.br/local/sp/guarulhos/parques/C408001813084E0844/bosque_maia.html

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Sinos da Alma


Por Anderson Tomio


O sino ecoa ao vento,
ouço vibrar feito as batidas de meu coração,
o som corre a frente, o silêncio vem logo em seguida.
E paro, fico diante dos dois, fecho meu olhos,
ouço somente a vibração e o vento que toca meus ouvidos,
e me envolve dançando sobre minha pele,
que arrepia da cabeça aos pés.
Vibra, toca, soa, o som do sino,
o som de meu coração entra no compasso,
e me deixo levar pelos acordes
e pelo ritmo que sincroniza as batidas de meu coração.
O silêncio faz seu solo,
e somente ele permanece durante um tempo,
e ao fim do tempo, abro meus olhos e contemplo o horizonte
que anuncia que o dia finda,
revelando as cores do entardecer.
Abro meus braços olho ao alto e me percebo como cruz,
descendo meus braços em lado ao que sou, viro obelisco.
Os pés flutuam, o corpo se inclina para frente e torno abrir os braços
num mergulho ao horizonte.
O som se torna forte, vibra, ecoa, toca meu rosto,
remexe todo meus cabelos e alia-se as batidas do coração
que a esse momento estão compassadas a minha respiração.
Propulsão para o infinito, trilha sonora do sagrado, me percebo em voo,
e vou ao céu onde abaixo de meus olhos, o mundo.
O dia que finda e me sinto pleno, feliz e seguro.
Um novo eu, um novo mundo, descobrir-se e seguir na viagem do meu eu
que vibra ao som das batidas de meu coração.
Me sinto grande, tudo é superado,
a felicidade e a paz interior se instalam,
e como águia, voo alto,
e observo um mundo de que um dia fiz parte.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

No Mundo!



Por Anderson Tomio

Tantas idéias passam à cabeça e nessa análise de mundo, pergunto em que mundo eu vivo?
Muitas das vezes me pego observando o mundo de dentro, fazendo parte dele e tendo contato com as coisas que estão ao redor. Outras vezes analiso de fora, como se aquele mundo que vejo ao meu redor, não fosse o meu ou eu nem fizesse parte dele.
Devaneios! Pensamento que podem ser tolos, mas é amadurecimento.
Devíamos sempre agir assim. Olhar a vida ao menos sobre dois pontos de vista, tendo duas óticas diferenciadas, o ponto de vista e a vista do ponto.
Assim também deveria ser o convício social, em que a empatia fosse complemento do pensar e do agir. Se assim fosse, haveria menos danos a sociedade que tanto se diz civilizada.
E agora? Continuar nessa utopia de que todos fariam essa análise?
Mas fariam se esse processo fosse nato, incutido em nossas mentes e fizesse parte de cada um. Como? A educação nos evolui! Aquilo que vemos, os exemplos repercutem e muito na nossa formação moral. Há os pais! Se esses criassem seus filhos não somente para serem vencedores, mas para aprenderem a ser algumas vezes na vida, se ocorrer, derrotados, mas inteiros pelo processo de participação e de aprendizado que isso nos proporciona.
Olhar além de cada queda! Ver que os tropeços fazem doer os dedos do pé, mas faz também que tomemos mais cuidado ao caminhar na estrada com pedregulhos.
E então? Analisar o mundo, observar o mundo, estar e fazer parte dele, a fim de trilhar o melhor caminho. Assim deve ser a vida! E se encontrarmos alguém na caminhada, que possivelmente esteja sentado a beira do caminho, não vê-lo como um incapaz, mas como alguém que já andou tanto quando você e neste momento senta para descansar.  Ou seja, nem sempre as paradas são para desistir, mas para tomar folego!
Sigamos adiante!
Agora levanto, firmo novamente os calçados nos pés e então eu vou. Tenho uma estrada a seguir, um destino a chegar e pretendo aproveitar toda a beleza que este caminho pode me proporcionar.
E vou...

segunda-feira, 9 de abril de 2018

A sua carruagem!


                                                                                                **
Anderson Tomio


A carruagem anda, sacoleja o corpo, estala os ossos e segue viagem.
Para onde vais ó nobre cavaleiro?
A estrada é longa, esburacada e sombria ao passar a floresta.
Cuide!
E as rodas estalam, o chicote canta no lombo dos cavalos e hooo,
Disparam a seguir o rumo, avante ó cidadela desconhecida.
As costas doem, o corpo teima em se entregar ao cansaço da viagem,
Ossos doem, braços pesam e tudo sacoleja.
A floresta chega e a copa das arvores em túnel fecham o caminho, sombrio,
 e a medida que segue vai ficando sombrio e úmido.
A noite se aproxima e não há local de parada, avante que o tempo é pouco,
Não pare que a cidadela se aproxima, hooo no grito do cavaleiro e a carruagem para.
O barulho da noite toma conta, a estrada é breu que não finda sob os olhos,
Na fagulha da lamparina, o rosto, o sorriso e a confiança.
Não temos como seguir! É melhor fazermos silencio e aguardar o amanhecer.
Descanse! Logo aos primeiros raios de sol, seguiremos adiante.
Medo?
Como sentir se se há na condução de sua carruagem o experiente condutor?
Dormir?
Se assim conseguires, sonhe com alvorecer.
Logo a manha o sol retorna.
Dormes? Acordas? Reclame das dores?
Vai ficar sentado ou levantar sacudir a poeira o cansaço e seguir adiante?
Há um condutor a frente da sua carruagem, mas as rédeas estão em suas mãos.

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Imagem original;https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/dd/dd/b0/ddddb048525bca8c5e6536592bea675c.jpg


segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Para mim tudo bem? E para o outro?



Por Anderson Tomio

Hoje estava observando na internet os fatos que marcam o mundo a cada dia.São muitos, coisas já consideradas comuns e outra ainda que acabam por nos deixar surpreso.É , digo nós porque no dia a dia as pessoas comentam geralmente a mesma coisa. Sempre tem um fato que chama atenção, repercute mais, acaba tomando proporções nacionais de críticos e seguidores.
Mas já parou para pensar nas coisas que acontecem com você?
Nos fatos que acontecem bem próximos de você,ou até mesmo com você?
Sei da importância de se preocupar com o macro universo, com o país e com o mundo, mas será que pensamos em nós, nas coisas que acontecem com cada um de nós no cotidiano?
É como aquela receita da vovó, que diz que temos que mexer a panela com colher de pau. E o que acontece se há mexermos com uma colher de plástico? dizem que o gosto não fica bom, que perde o ponto, que pode grudar no fundo da panela. Pode ser..., mas acredito que isso ocorra pelo pensar de quem mexe a panela.
Esse é o ponto que quero chegar.
O de repensarmos nossas ações. De perceber o que fizemos durante nossas ações. Sim, isso mesmo. Porque é tão normal tornarmos seres automáticos, que o pensar na ação que estamos fazendo é coisa do passado.
Mas não é! O problema é a correria e as inúmeras tarefas à serem realizadas em um  único dia. Nada pode ficar pra depois ou muito menos pra amanhã.
Assim a vida segue,o tempo passa e acabamos por não nos dar conta da simplicidade da vida. De contemplar a " mexedura" na panela com a colher, seja ela de pau ou de plástico. Também não seria pra menos se numa hora dessas esquecermos o fogão ligado.
Corremos pra tudo, somos automáticos pra tudo.
Sim, imagino o que deva estar pensando,ou não, mas também não dá pra sair por ai anotando ou analisando tudo a todo momento. Nem eu conseguiria. Mas também não é o que gostaria.
O que acho viável mesmo, é estar atendo a vida. Ao outro ser que está do seu lado, ao sorriso de um corriqueiro oi, que deixamos passar, logo vira um tchau.
Como corremos! Pensando bem somos maratonistas. Corremos contra o tempo o tempo todo. engraçado,pelas palavras, mas é assim. Nada pode sair diferente, errado então,nem pensar.
E nessa euforia, o dia se foi.O sol se Pôs e você nem viu. A chuva começou a escorrer pela janela e nem sequer você observou a danças dos pingos pelo quintal.
E a essa altura, devem estar me perguntando: "é verdade, mas isso já discurso velho, a vida é assim mesmo".
Poderia concordar com você, mas ainda assim, lhe diria, que a vida é do jeito que queremos que ela seja.
Não estou falando aqui, de ter, de poder, mas de ser, de estar.
Ser simples, estar feliz!
Sim, porque pra mim, a felicidade está na simplicidade. A felicidade é simples!
Opa, será mesmo? Então porque muitos de nós ainda não consideramos que há tenhamos encontrado?
Sinceramente, neste ponto só posso falar por mim. Alias pra resumir, como é bom abrir a janela e dar inicio novamente ao novo espetáculo do dia. Sol ou chuva, frio ou calor, enfim perceber-se como ator, como parte deste espetáculo.
Coadjuvantes? Não mesmo, pode parecer estranho se levarmos ao pé da letra, pelo sentido da palavra, mas sim, somos todos principais.
Eu, você o seu vizinho e o meu também. Cada um de nós é responsável pela parte do outro nesse espetáculo chamado vida. Agora só cabe lembrar que, se não estiver nem eu,nem você preparados para ver cada um a sua volta e dar valor a tudo que ja falei, o simples, o cotidiano que está próximo, de nada vai adiantar saber que o espetáculo de viver é coletivo.
Claro que é. Já pensou que mesmo acreditando estar sozinho você interage com o outro?
Tanto é que estamos cansados de ouvir que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no universo.Sendo assim, você tem o seu, eu tenho o meu, nos tornando únicos, mas sendo coletivos. Estranho?
Será mesmo? Olhe bem....você mora só, mas acorda de manhã lava o rosto, vai escovar os dentes e percebe que seu creme dental acabou. E agora? fácil pega-se outro.
Isso mesmo, a palavra outro. Outro creme dental, outra pessoa, partindo disso, precisamos do outro.
Por mais que queremos estar só, até nisso dependemos do outro,para que ele nos deixe sózinhos. Mas nunca ficamos.
Como dizem...."resumo da ópera", é necessário vermos o que nos cerca, fazermos um bom lugar ao nosso redor e ampliar isso. Chegar ao outro, dividirmos com ele, somar-se a ele, sermos coletivo.
Se assim começarmos, fazendo pouco, o meu pouco somado ao seu pouco e ao do outro toma amplitude. Multiplica-se.
Por isso se faz necessário não deixarmos que as coisas do dia a dia passem despercebidas. Não nos indignemos somente com o nacional, com o macro mundo, mas também com o micro mundo que esta bem ao meu, ao teu lado.
Confesso que estou tentando,mas fazendo minha parte, de melhorar o meu mundo e poder apmpliar para o seu, assim quem sabe um dia o nosso será melhor.
Ai não importa mais se fazemos fazemos assim ou de outro modo, porque mesmo mexendo com colher de pau ou de plástico, teremos a certeza de estar fazendo certo.
Comece por você e se achar que está fazendo pouco, o pouco é melhor que não fazer nada.Alias já ia me esquecendo, pra mim tudo bem. E para o outro?

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Entre o céu e a terra. Sigo!


 **

Por Anderson Tomio


Há uma brisa envolta,cheiro da mata, 

um silêncio que ecoa em minha alma,  nada é calmo há turbulência.

Em meu voos nada constante é o céu infinito azul, há nuvens e muitas vezes tempestade.

Ando, nem voo, opto pelo chão e sigo... buracos a frente e caminhos que nem sei para onde

vão, então fico!

Na incerteza do amanhã, vivo o hoje, em silêncio, nem voo, vejo, só ando.

Sigo!


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**Imagem: Foto Credito: Ana e Rodrigo - Blog http://www.1000dias.com/fotos/costa-rica

** RECOMENDO A VISITA! Um excelente blog com belíssimas fotos e registros de viagem. Um blog desbravador. Vale muito visitar e conhecer.


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Ventanear


Anderson Tomio

Não posso me desprender de quem sou, mas minha alma passeia por outros eus em busca de mim,
Não posso me desprender desse lugar agora, mas minha alma viaja por tantos mundos,
Não posso! Mas quero!
Alçar voos e buscar no infinito do horizonte a parte que falta de mim, o meu fio de cabelo que o vento levou, os fragmentos de pele que os anos fizeram trocar e encontrar as partes de um eu que habita dentro de mim, mas que só eu vejo, que só eu sinto e sei como sou.
Não posso! Mas quero! Voar!
Ir além do que os outros podem me ver, ser o eu além de todos os julgamentos, e respirar!
Sentir o frescor da brisa que adentra em minhas narinas e inflam minha alma de mim.
Se quero? Se posso? Se voo?
As interrogações de tudo que me cerca e as costas do outro que me analisa, mas se me mexo os olhos se voltam em minha direção.
Pensar! Pensar? Pensar: analisar o reflexo no espelho, olhar além de tudo que é corpo e buscar além dos reflexos, das imagens e se tornar real.
Ser! Ser? Ser: abrir-se e desnudar-se de todos os julgamentos, de todas análises e levitar.
Vento! Vento? Vento: o invisível que faz a vida ser real, a leveza de ser e existir tal qual como se é.
Não posso me desprender?
Se quero?
Pensar?
Ser?
Vento?
O que me prende tantas vezes me liberta, mas nada me faz mas eu do que o vento. Mestre as velocidades, presente em nosso mundo, mas invisível aos olhos, mas sentido quando tocado.

Não posso me desprender? Posso! Quando eu me desprende,  que me torne vento e passe a "ventanear" no infinito.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Música na Alma




Há uma música que toca em minha alma, 
mas ela não é a minha música, 
são o acordes da criação que fazem a sinfonia em minhas veias.
E pulso! E toco! e vivo!
.
.
.
.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Venha sentir o vento!



Anderson Tomio

Ando como se tivesse vindo de um lugar que não sei,
Caminho para alguma parte do mundo que não fui,
Busco algo que pode ser aqui ou lá, e vago.
Sento na beira do caminho e não de cansaço, mas de contemplação.
Os olhos me apontam o que há a frente e deito.
Estico meu corpo ali mesmo sobre o pedregulho da estrada, fecho os olhos e viajo.
Ouço ao longe o canto de pássaros e bem perto, rodas de uma carroça,
Está aqui! Grita alguém com folego ofegante.
Demoro por mais uns instantes em abrir meus olhos, apenas sentindo o vento sobre meu corpo
e a sombra que se faz agora por que me observa.
Oi você está bem? Precisa de ajuda?
Levanto parte do meu corpo, mas permaneço ali sentado no chão de areia, olho acima,
e um sorriso me recebe com todas as boas-vindas.
Uma garrafa de água fresca me é colocada nas mãos, “_vamos beba, você vai ficar bem! ”
E me pergunto, o que é ficar bem?
E meu momento só e contemplativo, me vi pequeno deitado em uma parte deste vasto e enorme mundo, mas eu ocupo uma parte dele.
O sorriso me veio como boas vindas, a água como bálsamo e não posso negar, me senti bem!
A voz doce do pequeno ser que já corria a minha frente dizia, 
“_Vem! Corra! venha sentir o vento...”
Levantei e de pé pude ver a imensidão ao meu redor, tudo havia se transformado, o ar era leve e fresco, o sol morninho em um calorzinho que aquecia o coração feito  de um abraço,
Me senti pleno!
Era preciso um sorriso e um gole de água para eu perceber que tudo pode estar bem, que eu posso ficar de pé e ver a beleza do mundo que me cerca.
O ser sorridente se foi....eu contemplativo fiquei!
Senti apenas o eco das suas palavras em meu pensamento, “ vem corra, venha sentir o vento”.
Foi aí que me dei conta de tantas belezas, a minha, a do mundo e da vida.
Pisei lentamente saindo devagar do lugar onde eu estava, senti o pedregulho estalar sob as solas de meu calçado. Era como desbravar, sentir o estalar, o barulho de algo novo sendo usado pela primeira vez, como se fosse a primeira batidinha entre o pires e a xícara naquele jogo de café que comprei, mas que só adornavam os armários.
Momento de rara beleza!
O simples, ouvir o barulho da estrada, lembrar do pires e da xícara em um gole do gostoso café. Despertei!
Os passos se tornaram constantes, o som do pedregulho foi ficando baixinho, o som que aumentava era de meu coração, sentia o vento, o mundo e a vida, que se manifesta correndo nas veias. 
O coração pulsa e a vida segue! 

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Imagem:
http://conexaocicloturismo.blogspot.com.br/2014/02/mairipora-monte-verde-camanducaia.html


segunda-feira, 26 de junho de 2017

Insanidades Conscientes!


Por Anderson Tomio

Quando paramos de correr, podemos sentar para descansar, contemplar a beleza do lugar que estamos, lembrar de algumas do passado, mas querer saber como é o caminho depois da curva da estrada nos faz atuantes de nossa própria vida, de nossos próprios dias.

 A vida não é louca e nem nós sejamos loucos, mas aventura-se pode fazer com que descobrimos nosso oásis.

Um lugar novo pra viver,pessoas novas para conviver, um novo trabalho e a experiência da vida só fortalece os braços para novas empreitadas.

 A cada uma delas, vamos construindo nossa fortaleza que na verdade já existe, é você mesmo, mas que estava apenas precisando de uma reforma interior.

 E então, sabe aquele plano de visitar aquela cidade famosa, o de começar o curso no segundo semestre, estão na parte da reforma.

 Sem buscar seus planos a vida não se realizará por sonho.

Atitudes são necessárias!

quarta-feira, 15 de março de 2017

Para onde?


Por Anderson Tomio


No lampejo das luzes diante dos olhos
vejo embaçadas as silhuetas e sorrisos,
pessoas que no entardecer vão e vem,
passam e não percebem o espetáculo.
O céu que os cobre cintila de cores e tons
o bege, o laranja, o rosa claro e mesmo a azul,
marcam sua presença no momento que finda.
E as pessoas vão, vem, e o céu ali, sobre suas cabeças
como se estivesse a admirar cada um de seus passos.
Que passos? Para onde estamos caminhando?
O céu com algumas das nuvens que nele viajam,
vão sem destino, e nós que destino temos?
Ah se todo esse céu pudesse saber o que se passa aqui dentro,
e mesmo o que você que passa apressado carrega no peito.
O dia finda, a tarde se vai, e a vida segue a passos apressados
de quem muitas vezes nem sabe onde quer chegar?
Para onde você está indo mesmo?
Já parou sentado ali na praça por meros 5 segundos e se fez
essa pergunta?
Para onde estou indo mesmo?
As nuvens do céu segue o sabor do vento, correm e andam ao rumo
de estações, umas mais quentes ou nem tanto, mas não param.
E você para onde está indo mesmo?
Quais as estações que buscas em momentos que como as nuvens
se deixas levar ao sabor do vento?
Algumas perguntas, mas talvez muitas ou então nenhuma resposta.
Enigmas de nosso caminhar!
E os lampejos, digo o foco de ver adiante, você perdeu?
Sim, é contigo que falo, me teço nas palavras para tocar em você!
Também fico perdido por uns instantes, as vezes por alguns longos instantes,
mas nesse momento é melhor parar.
Não vá onde você não sabe ir, mas deixe-se levar onde o coração quer te levar.
O espetáculo do céu mesclado de cores, agora é cenário, você o ator e o som de seu
coração é a trilha sonora para sua vida.
Sinta-a!
O céu clareia, escurece, e muitas vezes se emociona em lágrimas de chuva,
rega, gera vida e em dias arrasa com tudo e renasce.
Qual sua previsão de tempo para os próximo segundo, o próximo minutos
e o anos que vem a sua frente....
Chuva, sol, céu mesclado de cores, quem é o ator e qual a trilha sonora?
Percebeu que além das forças que regem o universo, há uma que rege você também.
Denomine essa força como quiser, mas não deixe de vive-la!
Agora pare de andar apressado sem saber onde vai, ou então saia do momento de pausa
do banco da praça e busque o rumo de seus sonhos.
Aproveite o entardecer, o amanhecer e mesmo o meio dia, porque para ir além
não há tempo. O tempo é você quem faz, as cores do céu é você quem pinta,
e a trilha sonora da sua vida é você quem escolhe.
Assim como em um espetáculo, há um diretor, mas sua atuação tem que ser brilhante!
Para você o Oscar da vida!

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imagem:https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=imgres&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjc0_Ca3dnSAhUJgJAKHRG_BIsQjRwIBw&url=https%3A%2F%2Famenteemaravilhosa.com.br%2Fum-dia-menos-um-dia%2F&psig=AFQjCNFtAEl47XRn5K4aSOvNQFbl-d-KCQ&ust=1489709156392153


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Nunca é tarde demais!



Nunca é tarde demais!

Se observarmos as vidas de muitos dos grandes líderes da história, verificaremos a maioria deles não deram início a suas carreiras até meados dos quarenta e poucos anos de idade. Na verdade, muitas pessoas que tiveram realizações das mais grandiosas e positivas neste mundo estavam vivendo vidas completamente diferentes, até que deram uma virada neste período da vida e fizeram uma mudança.

Esta semana nos desafia – não importa nossa idade ou a distância que pensemos ter percorrido espiritualmente – a romper com nossa zona de conforto e aceitar a responsabilidade de revelar a Luz que viemos compartilhar neste mundo com toda a humanidade.


*Vamos pensar! Vamos agir! * #RumoAos40 

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Qual a cor do seu gramado?



Por Anderson Tomio 

Não adiante olhar para o lado ou buscar olhar para fora agora,
O melhor a fazer é olhar para dentro, buscar sem ir longe o mundo ao redor,
Aquele em que convivo e as pessoas que me cercam.
Mas então não irei muito longe? Irá sim! Mas nossa “viagem” é buscar o que somos e porque sendo o que sou convivo com pessoas que me reprovam o tempo todo?
Esse é o ponto!
As pessoas com que eu convivo, com quem convivemos no dia a dia, não fora, mas no núcleo familiar, ou que seja na casa que moro, no apartamento que eu divido, essas são as peças chaves para meu entendimento, do que sou e muito porquês de minha vida.
Já percebeu que os primeiros a nos criticar e chamar nossa atenção são os pais? Na ausência deles, vêm os avos e os tios e em muitos casos os irmãos.
Porque será que estas pessoas me repreendem, ou me chama atenção com o que eu faço no meu dia? Já parou para pensar?
Pode ser por falta de interesse por algo, por desleixo, por ansiedade, por atitudes ou por formas de pensar, mas algo incomoda quem está por perto e ser repreendido é uma forma de dizer que eu me importo com você, que quero seu bem e indo além que sinto amor e preso pelo seu melhor.
Há algum erro nisso? Claro que não! Há acertos!
Como assim acertos? Pense comigo!
Você chamaria atenção e cuidaria do que o outro faz se este outro não representasse nada para você? Em minha opinião quem ama cuida e quer o melhor.
Mas o que é o melhor? Podemos ir bem além nesse pensamento.
O melhor é querer que o outro faça aquilo que eu acredito ser o melhor, que seja correto e o que nossa sociedade quer de nós.
Então querer o melhor é fácil, e ceder ao outro fazendo o que ele quer, porque sei que ele quer meu melhor é mais fácil ainda, pois será um ganho com todos os acertos. Certo? Errado!
Ser o melhor para o outro nem sempre é ser o melhor para você mesmo, ou você nunca se pegou pensando consigo ao receber ordens, Aff que coisa chata.
Ai está outro ponto da questão.
O primeiro falei que é o convívio com as pessoas, e este agora é conviver sendo eu mesmo.
Difícil? E é mesmo. Conviver não é fácil!
Ai me pergunto: Porque eu tenho que conviver com essas pessoas e porque eu fui estar nessa família, nesse convívio?
Pense! O porquê será?
Muitos dirão que é porque é minha família, porque moro nessa casa, porque tenho laços de sangue ou laços afetivos. Tudo bem! É um bom motivo! Mas já pensou de uma forma ampla?
Observando o que você chama atenção, o que reprova nos outros, e o que cada um dos outros reprova e aprova em você? Tentou alguma vez colocar isso numa roda de convivência?
Tipo: Eu gosto e não gosto disso e daquilo no “fulano” que não gosta e gosta disso em mim, que não gosta e gosta disso e daquilo no ciclano. Ou seja: Estamos sempre a mercê de aprovação e reprovação do outro.  A vida não é diferente!
Mas neste momento, olhemos somente ate o limite de nossa porta, ou janela. Ficamos dentro!
Porque não olhar além e ver o que há lá fora? Outro ponto!
Lembram-se do ditado: “A grama do vizinho sempre é mais verde”?
Por este motivo, que olha para fora pode causar revoltas no seu “espaço”, no convívio dentro.
E vem a mãe, o irmão o pai, com aquelas comparações. “O filho do vizinho é tão estudioso, nossa passou de ano direto, enquanto você está fazendo provas de recuperação".
Ou ainda, o marido da vizinha é tão gentil, ele sempre carrega as compras e abre o carro para ela entrar.
Ai pergunto para lembrar: Qual a cor da grama do vizinho mesmo?
Verde!
Sim bem isso, verde. E pode ser mais verde que a sua por ser artificial!
Não precisamos de comparativos, não precisamos ser diminuídos, mas sim exaltados. Eu posso ser disperso em assuntos, mas sei muito bem fazer cálculos considerados difíceis. Todos têm qualidades e os tão notados defeitos.
Mas voltamos aos pontos já citados.
A convivência!
Já percebeu que nossa grama pode ser super verde também para o vizinho?
E assim sempre vai ser até que esta fazendo parte do nosso convívio.
Logo, todos convivemos em locais, lares, que sempre haverá diferenças. Umas mais notáveis, outras nem tanto, mas sempre com pontos a serem chamados atenção e repreendidos.
E tenho que me acomodar com isso?
Não! Mas não custa perceber que onde você convive estão as pessoas, as peças, mais importantes para seu crescimento. Lembra-se do quem ama cuida? Pois bem seria difícil eu me importar tanto com você se não tivéssemos algum laço. A convivência, o sangue, a afetividade essas nos unem.
Logo, se analisarmos todo esse contexto, convivemos com quem tem mais a aprender conosco e a nos ensinar. O núcleo familiar é um dos maiores laboratórios humanos que existem, não sendo superado por nenhum show de realidade televisivo.
No convívio familiar as coisas são bem mais extremas. As raivas são raivas e os risos são risos. Ou seja, quando sinto raiva de alguém é aquela raiva de querer ver a pessoa sumir, mas o que me une a ela, faz com que logo estaremos juntas novamente. Mas você pode me perguntar: Sim eu posso ficar sem falar com meu irmão por 10 anos em uma briga. Mas ele nunca deixara de ser seu irmão. Agora ente ficar sem falar por três anos com um amigo, quando tentar falar, ou não terá o amigo ou amizade será fria. Já o calor de um laço de irmão ele não esfria, mesmo no tempo, seremos irmãos.
Em resumo, quem convive conosco é quem mais tem que lapidar e ser lapidado. A família começa com “carvão” e temos o hoje ou amanha para a chance de ser diamante.
Pode observar em sua família. O preconceito do pai é o estilo de vida do filho, os temores dos filhos, são as liberdades dos pais e por diante. Tanto apontamos no outro aquilo que nos incomoda, mas se incomoda pode ser por não termos a coragem ou não sermos como tal.
Já ouviram a frase clássica "há meus 18 anos”. Que pai ou mão nunca disse isso? Justamente pelo fato de que naquele tempo se permitiam mais do que hoje e quando seus filhos se permitem esses são rebeldes.
Logo e logo assunto.
Mas o certo é, nossa grama tem cor, a do vizinho não importa e quem convive comigo é porque tem muito aprender e também muito a me ensinar.

Encontre a harmonia entre esses dois pontos e terás uma família feliz!

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Imagem:https://www.123rf.com/photo_31574495_small-grey-house-with-wooden-deck-front-yard-with-flower-bed-and-lawn.html

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Oi...Quero dividir minha alegria com você....



Anderson Tomio
Oi... QUERO DIVIDIR MINHA ALEGRIA COM VOCÊ...

Dizer que você tem me dado um chão que não tinha,
que já faço algumas coisas pensando em você,
em dividir com você, compartilhar os meus momentos,
e dando um pouco do meu melhor.

Deixo de lado as coisas ruins,
delas falamos somente para desabafar,
não vale a pena cultivá-las,
mas vale relembrar como aprendizado.

A vida é para isso mesmo!
Estamos aqui para aprender,
  para hora cairmos, mas sempre levantarmos,
olhar o horizonte,
ver o sol, ver o futuro,
e sempre seguir adiante.

Já parou pra pensar o que de bom já
temos pra contar nesse tempo?
O nosso livro de vida,
está em constante grafia,
em constante registro
de imagens, de vivências,
e fico feliz,
por saber que tem algumas páginas
onde você já está se fazendo presente.

Algumas citações boas que fizemos,
outras nem tanto, mas reflexivas.
Faz parte!
Uma historia sem suspense,
sem alguns rompantes de adrenalina,
não é uma boa história.

Fica chata e deixamos de lado,
o livro empoeira e perde a graça.

A vida, o livro, não é assim,
não pode ser assim,
se não mesmo no prefácio,
já seremos curiosos o bastante,
ou mesmo teimosos para
pular tudo e buscar fim.

Sem graça não é mesmo?
 Logo de cara se sabe o final,
nada foi vivido,
nem tristeza, nem alegria,
não houve emoção e nem surpresa,
e o livro acaba.

Sem graça total.
Mas hoje vejo que já tenho
muita coisa escrita,
o prefácio, e um capitulo em construção,
mas que capitulo heim!
Já teve suspense logo nas primeiras linhas,
em saber o que seria o amanhã,
e momentos de puro êxtase,
de alegria e leveza,
outros de choro e melancolia.
Está sendo uma bela história!

Estamos fazendo terapia em dupla
eu sou teu terapeuta,
e você a minha.
Eu sou seu "médico”,
e você a minha.
Já fizemos vários papéis,
de desbravadores,
de amigos, de amantes,
de enamorados,
merecemos um ÓSCAR!

Aprendemos e se ainda não sabemos,
estamos aprendendo, a viver.
Somos crianças descobrindo o mundo,
carregando nossos brinquedos,
todos de uma só vez,
infelizmente algumas coisas
não temos força suficiente para carregar,
mas que bom que existe mais pessoas
nesse imenso "Play" que é a vida.
Encontramos, amigos que podem  nos
ajudar carregar o que já escorregava por entre os dedos,
e a diversão se completa.
Olhar o outro, silenciar
sorrir e entender tudo que se passa,
sentir no rosto a brisa ,
e no momento de alegria e gratidão
nos percebemos ao sabor do vento
que estamos vivos,
que somos queridos
que somos pessoas com valor,
que fazem a diferença
na "brincadeira" do outro,
tornando a vida mais interessante,
mais atrativa e feliz.


Na sinopse dessa história,
um obrigado,
porque tenho aprendido muito com você!

Admiro suas lutas, me identifico com várias delas,
e a sua força que serve de exemplo pra mim.
As metas, rumos traçados e já muitos
deles alcançados.
Obrigado por fazer parte do meu livro,
obrigado por fazer parte da minha história,
e de nela estar dando doses de
muita vontade de superar tudo que há
de ser superado.
Pode não parecer, mesmo que você não perceba,
mas já se deu conta da força que tem?
dos exemplos que está passando?

Pois bem, eu já me dei conta sim,
 e se  não o tivesse feito,
de nada valeria todas essas palavras.

É com carinho que as escrevo

Beijo no coração!


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imagem:http://30ealguns.com.br/pode-parecer-cliche-amigo-nao-compra/

Indo além!




Abri a porta e deixei todo silêncio que vinha do corredor entrar. Não levantei se quer os pés para ir além do beiral que demarcava onde era casa onde era rua, permaneci ali a espera de um vento que me levasse pelo ar. Pairei!
Observei de longe o que se movimentava no espaço e reluzia luz em minha direção,
Era o sol, que sem a companhia do vento frio me aquecia mais rápido.
Inclinei meu corpo para fora e os ecos do silencio vieram em minha direção, e ao chegar em meus ouvidos, percebi que o som que ecoava pelos corredores em penumbra era vozes de um desconhecido lamento. Busquei refugio momentâneo dentro de meu claustro e não quiser saber o que dissera, mas o eco veio mais forte fazendo com que um agudo som permanecesse em meu ouvido por alguns instantes que pareciam não ter fim.
Dei passos, encarei o corredor de frente e parti. Fui adiante sem saber o que me aguardava a cada novo passo que eu dava rumo ao desconhecido.
Como assim desconhecido se sei bem onde moro, onde estou e que lugar é este?

Sim eu sei, mas sabia antes que a penumbra tivesse chegado a mim. A partir dai era outra circunstancia de vida, outro momento que só me dei conta de sua totalidade quando senti que meus pés não tocavam de fato o chão, mas mesmo assim eu os ainda sentia sob mim.  Na fé e na coragem segui e buscando a luz fui adiante.