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terça-feira, 11 de agosto de 2015

E era uma vez...


Anderson Tomio


Sabe, não é difícil sentir saudades da infância.

Era tão bom aquela época, em que era feliz e não sabia disso.

Pensava no futuro. Nossa como sonhava com o ano 2.000.

Ficava calculando que idade teria. O que poderia estar fazendo.?

Mas era garoto, era sapeca, adorava brincar, descobrir.

Se quisessem me ver feliz, que me dessem de presente um brinquedo que fora necessário montar, investigar como era.

Mas também não era assim de todo sociável. Na verdade eu brincava com meus vizinhos,mas não tinha nada com o brincar sozinho. Eu adorava. Era nessas horas que eu dava asas a minha imaginação.

Me divertia com isso, meus carrinho em miniatura, nossa como eram reais ao meu olhar. Parece até que eu os via andar na cidade. Mas adorava pião e bola de gude. Nesse últimos eu era fera. Quando reunia-se a criançada toda, eu me divertia e garantia meu espaço sendo bom no que fazia. O pião mesmo chegava a zunir, conseguia por rodopiar na palma da minha mão. E com isso, se “inchava” todo, pensava ser o dono do pedaço. Quando mais tarde, em 1984, ganhei meu primeiro vídeo game. Que alegria, eu tinha um ATARI. Jogava sempre após a aula. Tinha preferencia pelo enduro e por river ride, mas também era fera no defender e megamania. Como era bom jogar!

Me divertia tanto. Eu era feliz!

Não que a felicidade estivesse nos brinquedos, mas não posso me queixar, sempre tives brinquedos bons, o ferrrama, o circo da playmobil,o atari, o autorama, entre outros carrinho de controle remoto.

Mas eu tinha uma coisa, que fazia com que eu visse o mundo diferente, tudo era mágico. Tinha inocência. Pra mim viver era um parque de diversões. Brincava, ia pra escola, tinha amigos, e minha família, achava o máximo.

Mas amadurecemos! E na constância do amadurecer, crescemos, e com isso passamos a ver o mundo de outra forma.

Não existe mais a magia, o brilho das coisas parece se ofuscar. Com isso me percebi maior.

Mudam os interesses, passei a observar outras coisas, a me interessar com outros assuntos.

Adoro ler, desde muito cedo já era considerado um prodígio com as letras,porém com os números nunca foram meu forte. (risos) Mas me viro com eles. O primeiro livro lido, não lembro qual foi, mas ficava fascinado em folear os livros de meu irmão, do curso de inglês, com figuras de várias partes do mundo. Achava aquilo o máximo.

Li vários livros na adolescência, mas nenhum me marcou tanto quanto “O passado esteve aqui” da Stella Kar. Era diferente de tudo dos que já lera. Não era uma aventura cheia de monstros e nem muito menos uma comédia. Tinha magia naquele livro, onde os amantes se encontravam por meio de um flash que os levava ao passado e ao futuro. Lembro até mesmo das ilustrações deste.. Depois desse vieram tantos outros. Só um pouco depois descobri a importância que aquele livro teve pra mim. Mas depois eu conto. Porque nessa época eu buscava várias respostas, como ainda busco. Porém a leitura me abriu o passaporte para o mundo. Através dela já fui a tantos lugares, pras Arabias, com Alibabá e os quarenta ladrões, As mil e uma noites, que pra mim foi o maior “teaser” da história. Que criatividade manter a fidelidade em tantas histórias. O gosto pela leitura eu já tinha,só faltava agora, o pela escrita. Mas não demorou muito. Uma narração aqui, um conto ali, até que fiz uma poesia,toda rimada, tipo aquelas que terminam tudo igualzinho pra uma palavra puxar a outra. E como é bom! Aprendi a dar vazão ao que sentia, ao que pensava. Minha mente ganhou agora não só o passaporte do mundo, mas eu podia criar o meu próprio e coloca-lo no papel.

E assim foi, o meu primeiro “era uma vez....” e o “viveram felizes para sempre.” Como é bom sonhar assim. O inicio até que para os dias de hoje ainda vale, era uma vez, foram duas vezes, há repetir as coisas boas não seria nada demais. Não acha?

Mas ainda tinha o “e viveram felizes para sempre” que quando crescemos descobrimos ser a maior mentira já contada, pior que isso é que é repetida em várias histórias por ai.

“Tá mas pera ai”, a felicidade não dura pra sempre? Como assim?

Antes de responder,só direi um detalhe: crescemos.

Logo crescidos, percebemos o mundo e dele fizemos uma análise.

Alias não custa perguntar: Que mundo é esse? Loucura total.

A propósito, falando nisso, a loucura, alguém mais lembra onde foi parar a inocência?

Lembra que falei dela lá no inicio?  Estranho que depois de uma parte ela não faça mais parte.

Pois bem, o mundo, nós e ele, ele e nós. Interagimos!

Descobrimos que, um gesto pode mudar o enredo de uma história. Que história eu poderia mudar?

São tantas, mudamos as histórias a todo momento, e somos cruéis em muitas delas. Já sepultamos a inocência, e por mais que ela possa voltar, voltaria acompanhada. Sério! A inocência se volta na fase adulta vem com a desconfiança a tira colos. Andam lado a lado. Logo....não somos mais tão inocentes assim. É um caminho sem volta. Infelizmente!

Como eu gostaria de não me preocupar com o mundo, e vê-lo novamente mágico como era na infância. E podemos ainda vê-lo assim outra vez?

Não saberia lhe responder. Tão pouco por que essa resposta não seria eu que poderia lhe dar.

Mas lhe mostro o caminho. Relaxe! Respire fundo! Silencie.....entre na sua mente. Começe analisando o espetáculo do amanhecer, as flores, os pássaros, ou seja,contemple a vida e o quão boa ela é. Pronto! Alem de lhe mostrar o caminho, ainda lhe entreguei carimbado o passaporte.

De malas prontas? Viaje. Não tenha medo de parecer ridículo. Alias quem nunca foi , não é mesmo? E ser ridículo sozinho, (risos), não ela coisa tão ruim assim. Eu acredito que são nessas “insanidades” que nossa mente aponta para um crescimento. Achamos o caminho , agora pegamos o elevador,...vamos a altura que quisermos, no prédio de nossos pensamentos não temos limite de altura. Podemos buscar o infinito!

Nem que para isso, comecemos do “era ma vez”.Mas deixo aqui uma pergunta. Se este "era uma vez" foi bom, poque tem que ser só uma vez?

Recuperemos o viver, aguçamos a mente, e caminhamos perto da inocência, nem que não chegamos a andar de mãos dadas com ela, mas só o fato de estar perto, deixar enebriar com o perfume....já somos contagiados.

Imagine. Lembra que eu citei lá no inicio sobre as brincadeiras de infância, sugiro que tente viajar pra sua infância, deixe de lado as mazelas, aprecie somente o “felizes para sempre” e verás que era bom, que você tinha motivos pra ser feliz. Só deixou de ser quando cresceu.

Que paradoxo, se somos felizes, somos inocentes, quer dizer que não posso ser feliz não sendo inocente? Bem diz o ditado “ a beleza está nos olhos de quem vê”. Isso basta, se não conseguir ver a bela nas coisas....comesse do incio. Era uma vez!
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Imagem:http://mensagensparaquemamajesus.blogspot.com.br/

domingo, 17 de maio de 2015

Play da Vida!


Anderson Tomio

E chega uma sonolência,
o lado ativo da vida parece ter ficado pelo retrovisor.
Paro e suspiro querendo sentar, deitar a beira do caminho,
o filme da vida trava e uma única imagem
 vem frente aos meus olhos que mesmo fechados ha enxergam,
a vida e os caminhos percorridos.
O sono aumenta pesando-me as pálpebras,
turvando a visão, sombreando o olhar e ali adormeço.
Minha viagem rumo ao meu eu é iniciada,
e sei que nela não vou sozinho,
Vou com  um de meus “eus” me fazem companhia.
Me sinto seguro, confiante, falo em demasia,
as idéias vem de forma rápida,
luzes piscam diante de mim,
e meu eu me diz ..."veja
a luz que pulsa, essa luz que pisca
é a sua luz" e nela me extasio.
Me sinto acolhido, sorrio!
Num giro de alegria retomo meu caminho
o meu eu se junta a mim em um forte abraço
somos um, sou eu, meu eu e um só.
Acordo de minha sonolência
o filme sai do pause, o play da vida recomeça.
Sentindo-me forte como leão
e querendo ir ligeiro como lebre,
Sair da estática e ir além.
Buscar não na luz que está adiante
mas na minha, o meu futuro.
Confiar!
Dar o primeiro passo de atitudes e fazer!
A vida segue, pede passagem,
e outra parada, pode ser a estação final.
Aproveite a viagem!
Subir a montanha pode ser difícil,
mas o ar fresco e a visão que se teem
são recompensas e alento a tanto esforço.
Não fique a observar a luz, mas siga com ela,
a sua luz, e ha irradie por seus caminhos.
Adiante sempre!
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Escrita em 17/05/2015 - as 20:45h
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Imagem:http://www.1000dias.com/rodrigo/side-effect-divagando/

sábado, 7 de março de 2015

Nos braços da madrugada.



Anderson Tomio

Ah no ar o cheiro do meu eu
que mistura-se ao cheiro da noite.
Abro a janela de meu quarto e a brisa da madrugada
vem arrepiar-me a pele com sua refrescancia.
Nos arrepios do luar que me acompanha
abro também as janelas da minha alma,
percebo-me como parte desse imenso mundo
e ao mesmo tempo um ser minimo que se perde 
nessa imensidão.
O som de meu cantar interior faz sinfonia ao silêncio
da madrugada que me pega no colo e toma conta de mim.
Me entrego a ela, em ser, em pensamentos, e vago em seus 
braços na busca do que pode ser um sonho, ou mesmo 
apenas a plenitude de um repousar.
Me deixo levar! Abro os olhos e sinto ela que me toca  com o sono
a me envolver, acariciando me de  leve o rosto, e me fazendo um cafuné
que embala e faz-me ir adormecendo.
A madrugada me leva nos braços, os sonhos me dizem para onde posso ir, 
e num piscar de olhos vejo-os reais e na fração do tempo
o acalento toma conta, e adormeço em seus braços 
que em meu sonho parece estar aqui.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Sobre a liberdade...


Por Anderson Tomio

Quantas vezes eu quis abrir as portas de minha casa e partir,
olhar a imensidão além de meu quintal e dar um salto na direção do meu eu.
Caminhar por ruas e calçadas em busca de algo que pudesse dizer quem eu sou,
ir além de qualquer porta, muro ou janela,  ser liberto de todo sentimento de dúvida.
A vida teria tido um outro sabor, meus sorrisos teriam sido mais plenos,
e do meus olhos não teriam escorrido lágrimas de meu silêncio.
Sufocar-se dentro de si, viver algo que não é você,
por um tempo não vivi, existi de uma forma que queriam que eu existisse,
mas sabia que aquele não era eu.  Sentia na minha pele o perfume não só
de um banho refrescante, mas o perfume de minha essência interior.
A vida fez com que eu tivesse criado casulos, não pude criar as pontes que eu
tanto queria e por elas me ligar a um mundo onde todos podessem caminhar
nas calçadas, ruas junto comigo. Sentaria quando cansado a beira do caminho
para contemplar a beleza da vida e descansar minhas pernas de uma longa jornada.
O fato é, só se é feliz de fato quando você conhece a si  mesmo, sabe de todas as suas
qualidades e defeitos, e confidencia sua vida somente com Deus. Creio nele e sei
que ele me ouviu sempre, na hora em que eu agradeci, na hora em que eu pedi
 e principalmente na hora em que eu não disse nada, mas apenas chorei.
Agradar não é fácil! Se encarregado de na sua vida ser a felicidade do outro, mas não
a sua própria felicidade e ter que seguir o que dizem, não que você pensa ou é.
A vida é feita de tabus, o ser humano não poderia deixar de ser um,  mesmo se há ´padrões
até neles há uma complexidade humana que a sapiência humana não alcança.
Ser humano é ser inexplicável!
Cada frasco, cada tália possui uma essência, um perfume, e eles se misturam na
existência de uma vida, na prolongação em uma eternidade.
Somo eternos!
E nessa eternidade, o perfume , o som de nosso eu ecoa pelo universo e Deus permite que
sejamos únicos, e perfeitos por sermos criação divina.
O ser humano que se auto diferencia!
E cria portas, várias delas, onde o a, o b e o c deve estar, devem ser, e seguir a vida. Aliás
quando fala-se em vida, pensa-se em uma individualidade, que na verdade é falsa, porque
em sociedade a nossa individualidade é falha, sou eu fazendo parte de você, agindo, e sendo
um em micro e macro cosmo por viver em um único planeta.
Fuja se puder e isole-se da vida por crer que o outro pode fazer em você algo que você
não seria capaz de fazer. E o sabor da vida onde fica?
A vida tem sabor em sua diversidade! A igualdade é chata, os padrões são criações
humanas estigmatizadas por pessoas que tem medo do que tem dentro de si.
O padrão é feito para aprisionar a essência do eu!Ser livre, sem medo, olhar a cada manhã para o espelho e dizer, Eu me amo, do jeito que
sou, pois sei que sou obra divina, e eu , acredito, que não seriamos eu e nem você uma obra
com "defeitos" porque até hoje a a vida é plena de perfeição.
O defeito está nos olhos de quem vê!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Enquanto houver...



Enquanto 
houver um 
sorriso de simpatia
uma palavra de carinho,
um pequeno gesto de amor
sempre existirá o Natal.
Que o Natal seja um momento
que as pessoas acreditem 
que vale a pena viver um Novo Ano.

FELIZ NATAL!
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Imagem: Equipe da biblioteca do Campus de Bauru

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Liberta-se!


Anderson Tomio

Vibra feito trovão

e ecoa horizonte adentro, no vazio

a madrugada testemunha o grito,

afastado do silêncio, choro,

me prosto diante de meus medos,

dou chance que me chicoteem

e padeço por um instante da eternidade.

Cai a lágrima solitária, que num gesto ousado,

sai de mim e suicida-se no vazio,

lança-se ao chão como sendo a melhor alternativa,

busca um rio que não existe, seca.

Cristais formam-se no seu leito de morte,

e o sal de minha vida agora é pó,

voa com o vento e conclui seu objetivo,

estar livre.

Eu, ainda diante do abismo, não pulo,

não olho e recolho-me pra dentro de mim,

escondido do mundo, emudeço nas palavras

mas sou puro sentimento,

sensibilidade se faz presente,

e o exemplar humano humaniza-se

mostrando-se como é, como se sente,

e então é puro homem,

com passado, presente e talvez um futuro,

mas com objetivos, com sonhos,

que se perdem no horizonte escuro.

Mas sei que há uma luz,  eu sei que há,

e na fagulha que vejo me firmo, me ergo,

e com passos fisioterápicos,

inicio minha caminhada.

Transponho os medos, salto o abismo,

e percebo-me diante da luz,

onde agora estás a minha espera de mãos estendidas.

E não exito, sigo como que tem hora marcada,

bagagens a postos e começo minha viagem

rumo ao tempo de onde eu um dia partira.

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escrita em 28/03/2011 – 19: 32 h

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Intrínseco Céu


Anderson Tomio

Sentindo que o ar entra em meus pulmões, eu vivo.
No pisar das plantas dos meus pés, eu sigo,
mas em meio ao tempo que se perde, sento,
descanso, deito e olho para o infinito
como se o céu azul fosse o teto que me abriga,
e é na proporção do mundo que habito.

Imagens, sons, perfumes,
e a tatear-me as orelhas a brisa que embala a verde grama,
tocando não somente ela, mas o rosto e por todo corpo
em um coberto inverso que me acolhe,
aparando-me no colo da relva mãe.

Sorrio olhando o azul da imensidão
e uma nuvem parece que me sorri
nas formas que imagino e vejo diante de meu pensar
vago, esqueço-me deste mundo por um segundo
e percebo que nele venho habitar.

O tato, o olfato e mil sensações.
A vida que entra ao respirar
a brisa que toca-me em meu sentir
e o sangue que corre em veias de meu existir.

De fora eu vejo este espaço e mundo,
do micro ao macro cosmo que eu habito,
e em silencio repito no meu contemplar
que é louco é místico é de inebriar
mas a vida marca em seu passar.

Deitado então sinto flutuar
e o mundo deixa-me de me pertencer
eu passo a ele integrar

na relva, no caminho e no existir.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Desbravando o amor!





Por Anderson Tomio 


Por tantas vezes na vida somos educados à amar,
mas também por outras tantas vezes nos iludimos com o amor,
e o que fazer, amar ou deixar de amar?

Desde o principio de nossa humanidade temos aprendido que o maior de todos  sentimentos é o AMOR, e que dele provem todos os outros sentimentos de bem que conhecemos.
Mas como amar? Onde encontraremos o amor?

Em nossa meio social somos rodeados de pessoas que poderíamos amar,
mas buscamos no meio da multidão algum olhar que pudesse vir de encontro ao nosso e nesse
momento estaríamos encontrando o que chamamos de amor a primeira vista.
E porque não encontramos?
Até encontramos, mas muitas das vezes em que buscamos assim, o outro olhar não nos corresponde, ou quando corresponde é de uma forma diferente da nossa, ao qual você busca o amor e outro olha lhe deseja.
Então quer dizer que, amor e desejo são coisas distintas?
O amor é algo que não tem planejamento, é você estar junto, e querer estar outra vez juntos,
estreitar laços, e o corpo dando sinais que você sente falta da pessoa, o coração bate apertado
quando longe e acelera de alegria quando perto. Você se torna um destemido, faz por esse outro ser, coisas que talvez por você nunca foi feito, mas o que importa é o bem estar alheio, e isso já um prazer em fazer e você sente bem. Se isso está acontecendo contigo agora, você está amando.
Mas e o desejo?
Bem o desejo é algo que você olha, que você quer e em algumas situações se imagina com o outro que passa ser o seu "objeto de desejo". Nesse de objeto  e desejo, o caminho das pedras, desejar é um caminhar em meio espinhos, e muitas vezes lançar semente que não irão flrorescer, porque nem sempre o que você deseja, você passará amar. O amor perdura, demora ir, é um sentimento que busca criar raiz, já o desejo não tem esse intuito e quando tem para que crie raiz tem que ter já despertado no outro também a mesma vontade.
Quanta complicação!

Mas agora faço a seguinte pergunta:
Exite regras para amar, amar primeiro, desejar depois, ou desejar primeiro, amar depois?
Não exite regras! O que exite são princípios!
Isso mesmo, princípios, levando em conta que o outro é um ser assim como você, dotado de inteligência e sentimentos, o mesmo principio que rege a ti, de não ser usado ou ter os sentimentos machucados, deve ser aplicado quando você lida com o outro. Simples assim! Se essa "regra" básica fosse aplicada nas relações humanas, o ódio, o rancor, as mágoas, a frieza e a violência seriam sentimentos negativos que não estariam em tanta questão como nos dias atuais.
E aproveitando o ensejo desse assunto, lhe pergunto;
Como você age em relação ao outro, de que maneira você respeita e trata as pessoas aos quais você se relaciona?
O que tenho visto hoje em redes sociais como o facebook por exemplo, é os extremos entre o amor e o ódio.

O ódio é um amor que levou pedradas!

Ninguém odeia por odiar, mas amamos por amar, surge do nada da empatia com
a pessoa, mas o ódio ele é cultivado, alimentado em disputas de égo, se não fosse alimentado e não fosse amor, seria indiferença, que nesse caso não faria mal ao outro pois não haveria motivo em ferir.

Paramos então de reclamar que não amamos, que não somos amados.
 Passamos amar em sua totalidade. Não há meio amor, ou você ama ou não!
Meio amor, se é que existe com esse termo, seria um simples gostar.
Gosto do amarelo, mas prefiro o azul.

Os que amam pela metade, são aqueles que tem medo dessa entrega,
não buscam o compromisso de deixar de pensar por um e passar a pensar
por dois. São os que tem medo de alterar suas rotinas e deixar o que antes era
duas horas com amigos, reduzindo para uma hora com eles e outra com a pessoa amada.

Quem ama, abre mão da sua colher de açúcar para tornar a vida do outro mais doce!

Há na vida meio amor que até agrada por um tempo, mas que não preenche,
porque amar não é esperas, mas quando há mais desencontros do que encontros
quando o outro deixa você com a ponta de um iceberg, e passa a viver sozinho em
um mundo de sol o meio amor se tornou conveniência. O amor deixa de ser via de mão dupla,
passa ser via de mão unica, e sempre no sentido oposto, em que você dá amor, mas recebe
de tudo, menos o que se pode chamar de amor.

E a pergunta inicial volta,
amar ou deixar de amar?

Parta do ponto, e se?
Quando conseguimos nos colocar no lugar do outro,
não ferimos, e se ao nos colarmos no lugar do outro e pensarmos
o que podemos fazer de bom para lhe deixar bem,
o principio básico desse sentimento estará sendo aplicado.

Amar é ter a capacidade de se colocar no lugar do outro,
e lá sentir o bem ou o mal que somos capazes de fazer à ele
e com isso somente fazermos o bem e sentir prazer em faze-lo!

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imagem original: 
http://lounge.obviousmag.org

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Conceitos




Anderson Tomio                                                                                                              

Surtar com os contratempos
ver, saber, recusar, mudar
e enlouquecer.
Mudar, não ser mais eu,
transforma-se em outro.
Penar neste processo.
Saber, que o mundo,
transforma-se, recria-se,
aumenta o ritmo,
trata o retorno,
a desflora-se de mim,
de ser eu, de ser você.
Destituir do tempo, do instinto
vivermos a vontade das horas,
da ordem do tempo,
e nos contratempos,
há o despojamento das idéias.
O descobrir, o desvirginar das mentes,
dos passos em séries,
mas mudamos, há não ser só eu,
um hora mudado,
hora estagnado no mudar,
já não conta, já não há o que contar,
depois de ontem o mundo já é outro
as horas passam, mudou-se,
eu, nós havemos de mudar.
Transformar!


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Minha plantação! Minha Colheita!






Não voe! Pouse!



Anderson Tomio

Independente de ser, estar, de tempo ou lugar, 
algum dia vamos entender o que temos que aprender.
Criar laços, raízes, fazer como pássaro um ninho...voar,
mas saber onde é seguro, querer ficar.
Coisas que não sei explicar, 
mas o fato é que tudo que acontece devemos pensar...
Lições que a vida dá...
Hoje o que tem sabor de liberdade,
no futuro pode essa âncora faltar...
Quem comigo ou contigo vai remar?
E o que sei, sinto...que mesmo com erros...
Mas se há um querer em acertos transformar, 
deixar o que se foi, renascer, mudar, 
ser um novo Homem... e amar...
deixando de lado o "mundo" e juntos caminhar, 
e quem sabe em nossa velhice, entender o porque
um dia viemos a nos encontrar.
Porque será? Que valores temos que aprender?
Que sentimentos descobrir?
E sua companhia é tão boa... não há o porque voar,
mas em nosso ninho ficar.

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*mensagem que enviei via WthasApp para S2*
**imagem original - belasfrasesdeamor.com.br**

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Somente o vento...

Anderson Tomio



Somente o vento...

Ele mesmo fazia sua sinfônia aos pés de meus ouvidos,
Inebriando-me  com seu perfume,
Extasiando-me com seu som,
Somente o vento...

Ele mesmo fazia acordes e desenhos no céu,
Convidava as nuvens a dançar com ele
Num balé clássico lindo e compassado,
Num Tum Tum Tum, hummmmmmmmmmm
Feito bolero de Ravel.
Somente o vento...

Ele mesmo audacioso me coçava a nuca,
Resfriava com a  brisa minhas costas,
Mas aquecia-me num alento sinfônico
De poucos acordes, mas de intenso som.
Somente o vento...

Ele mesmo trazia presentes para perto de mim,
Entregou-me num suspiro o dente de leão*,
Que a minha frente bailava, flutuava dançando
Como bailarina solista do espetáculo quebra nozes.
Somente o vento...

Ele mesmo me fizera contemplar sua força,
Que deixava rastro de elevada poeira,
Mas que embalava o ipê
Dançando com suas flores de ouro.
Somente o vento...

Ele mesmo adornou meu instante,
Contou ao pé do meu ouvido que adorava dançar,
Mas em seu espetáculo cantava,
Momentos, feitos maravilhoso tenor,
Mas gostava mesmo de ir do soprano ao contralto
Como quem pula de um pé no outro
Jogando amarelinhas.
Somente o vento...

Ele mesmo, o vento!

___________
* Dente-de-leão é o nome vulgar de várias espécies pertencentes ao gênero botânico Taraxacum, das quais a mais disseminada é aTaraxacum officinale. É uma planta medicinal herbácea conhecida no Brasil também pelos nomes populares: taráxaco, amor-de-homem, vovô careca, amargosa, alface-de-cão ou salada-de-toupeira. No Nordeste é conhecida por "esperança": abre as janelas e deixa a esperança entrar na tua casa trazida pelo vento da tarde. Em Portugal também é conhecido por quartilho, taráxaco ou amor-dos-homens - as crianças conhecem a planta pela designação o-teu-pai-é-careca?, em resultado de um jogo infantil que supostamente mostraria se o pai de outra criança, a quem se faz a pergunta, seria careca ou não, depois de soprar os frutos desta planta que, ao serem levados pelo vento, deixam uma base semelhante a uma cabeça careca. Ou ainda outro nome, associado também a uma brincadeira infantil, "avô-careca" FONTE: Wikipedeia 

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Baila Comigo?



Anderson Tomio

Entrei! 
Abri a porta de casa, e ainda no escuro dei o primeiro passo 
indo ao escuro, mas um lugar já conhecido. 
Acendi a luz, o ambiente claro mostrava seus detalhes,  
e por instantes  fiquei ali mesmo, logo após  a porta,  
pensando no que faria dentro de meu lar. 
Vários pensamentos me vieram a cabeça, 
mas nenhum deles teve força sufiente para tirar-me da inercia. 
Parei, de forma estática, inerte senti a brisa que adentrou a porta 
tocar em minha pele. 
Abracei-me ao vento, deixei com que ele me carregasse pela sala 
numa dança a dois. Vaguei... 
Estendi as mãos e fizemos as evoluções de uma valsa,  
no ir e vir ao som do compasso ternário. 
Entre rodopios senti que a mão que me segurava a dançar 
poderia ser qualquer uma das mãos ao quais já me estenderam um dia. 
A sua por exemplo e assim dançaríamos juntos. 
A vida é uma canção, uma dança, uma valsa,  
que quando dançada sozinha, parece desvaneio 
ou loucura, mas é o treino para o acerto dos passos. 
Logo, dentro de casa, seguro e em meu refúgio 
centro-me, treino-me e estou em maturação 
e te pergunto,  
quando eu já tiver noção do ritmo dessa 
canção chamada vida,  e quiser voltar  
para o baile das interações humanas 
onde os sorrisos e os olhares ecoam  
no coração como um tambor,  
nesse instante estarei apto, querendo de fato dançar 
e espero que você venha bailar comigo. 
A musica, a da vida, o ritmo, o do coração 
o compasso, o nosso, o tempo, o duradouro, 
A trilha sonora de uma história, a nossa!



sábado, 26 de abril de 2014

4 anos! As raízes se fortalecem!

Por Anderson Tomio

Sabe quando você lança uma semente de forma sem pretensão, mas ainda assim tem o desejo que ela germine e se torne uma bela árvore? Pois bem, foi isso que fiz há 4 anos. Resolvi partilhar em um blog alguns de meus escritos, já que minha gaveta já estava repelta de pastas e cadernos com tantas criações. Achei melhor lançar a semente, que antes era somente um pequeno Bolsai que de forma tímida enfeitava linhas e mais linhas dos papeis aos quais eu escrevera desde o meus 13 ou 14 anos. No começo usava um caderno, escrevia a mão, folhas e mais folhas de cadernos universitários. Depois passei a rascunhar e passar a limpo utilizando folhas oficio em que eu datilografava numa velha maquina de escrever. O tempo foi passando, e acabei tomando gosto por escrever a mão livre, o que me possibilitava liberdade e pensamento rápido não perdendo o que me vinha a cabeça. Raras vezes um amigo ou conhecido lia o que eu escrevia. Sentia orgulho de mim, pois gosto de escrever, mas naquela época sentia vergonha de dizer que fazia poesia. Não parei, mas também não havia uma forma de eu expor ou mesmo mostrar o que estava criando. Engavetei todas! Assim os escritos permaneceram guardados, se juntando a criações mais novas. Por várias vezes pensei em fazer uma seleção e descartar o que eu não havia achado tão belo. E acabei fazendo por algumas vezes, mas não tive a coragem de jogá-las fora. Então selecionei entre as “boas” e as “ruins”. Minha vida foi dando voltas, pegou rumos, recuou, pegou outros, foi em frente, mas não deixei de escrever. Muitas vezes conversava comigo mesmo através do papel, nele deixava fluir minhas angustias e emoções, outras vezes dialogava sobre um assunto qualquer . Pode-se dizer que através da escrita, muitas vezes fiz terapia e fui “psicólogo” de mim. O tempo passou, até que chegou o dia e a hora em que pensei, o porque não por esses registros em um blog? E com pouca pretensão, com certo frio na barriga de ser mais rejeitado do que aceito, o blog nasceu. Foi uma semente lançada em 26/04/2010, uma segunda-feira, mais precisamente no meu horário de almoço, pois estava na empresa que trabalho. Embarquei na idéia e a cada nova postagem via o blog crescer, com arquivos, com visitas, seguidores e comentários. Fui ficando supreso, com o que acontecia a cada dia, pois percebi que havia algo de bom ao menos em alguma coisa que eu tinha escrito. Continuei, fui “regando a semente” que agora completa 4 anos e já tem algums ramos e folhas de aprendizado e amizade e a raízes se foratalecem!

Só tenho a agradecer, a todos que visitaram ,(mais de 13.000 acessos e 360 seguidores no primeiros ano, hoje são 124.200 acessos e 540 seguidores cadastrados ) seguem, deixaram comentário e me incentivaram neste tempo fazendo com que hoje eu me sinta muitíssimo feliz em saber que as palavras caladas na gaveta ganharam o tempo e hoje ecoam pelo espaço, seja ele real ou virtual, mas o que importa é que estão lá.

MUITO OBRIGADO! MUITO OBRIGADO! MUITO OBRIGADO!

O meu pequeno sopro não apagou uma vela,
mas fez de uma pequena fagulha surgir uma fogueira!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Ah saudade! Oh Saudade!




Anderson Tomio
Uns sabem do que eu falo outros tantos apenas imaginarão,
alguns de fato viverão comigo e sentirão minhas palavras,
mas hoje, a saudade veio me visitar.
Acordei com os olhos marejados,
as lágrimas embaçavam minha visão,
e algumas delas não rolaram, teimavam em segurar-se aos meus cílios.
Que molhados gelavam as pálpebras que enrugavam em meu suspirar.
Ah saudade! Visitante sem aviso, que me pega nessa hora,
me faz deitar em seu colo a viver lembranças,
e a viajar em meus pensamentos. Oh Saudade!
Diz em meu ouvido que recordar é viver!
E recordo! Memórias de um tempo, de minutos e segundos.
renovam-se neste amanhecer.
Pessoas, acontecimentos, viagens, encontros e desencontros,
que a vida nos proporciona ficam novamente diante dos olhos.
E suspiro! Lembranças de coisas boas, saudade de um perfume,
Flashes de um sorriso, e a vida é misteriosa!
E as lágrimas por um instante se intensificam,
quando percebo a saudade aliada com a distância,
e essas me tiram de do campo da discreta presença
e me põem no hall do momento.
As pessoas se reencontram, mas não reencontram o momento!
E fico trêmulo, e o suspiro é mais intenso,
Porque o que era momento, um eterno momento,
hoje se torna saudade,
e que não se torne uma eterna saudade!
Quero reencontrar as pessoas,
Com elas relembrar os momentos
Que podem nem ser falados, mas simples
E puramente traduzidos em abraços e sorrisos.

E ah saudade! E oh Saudade! E se foi saudade!

sábado, 5 de abril de 2014

Eu Pensei!




Anderson Tomio

Eu pensei,
pensei que a vida era de um
que não precisava do outro
mas, eu só pensei
nem ousei em tentar assim,
me isolar, em viver.

Eu pensei que tudo era noite,
pensei que sem sol
eu podia viver,
mas só pensei,
nem ousei em tentar viver assim,
e o brilho então raiou.

Eu pensei,
pensei que o mundo era fácil
que não havia adversidade
mas, só pensei
e vi adiante a dificuldade.

Eu pensei,
pensei que não havia passado
que nunca recordara o que vivi,
mas, eu só pensei,
e nas memórias eu mergulhei.

Eu pensei,
pensei que em tudo houvesse amor,
que não houvesse o ódio,
mas, eu só pensei,
e vi noticias e terror.

Eu pensei,
pensei que se eu pudesse
faria deste mundo, um mundo melhor,
mas,eu só pensei,
porque não consigo sozinho.

Eu pensei,
que o convívio, o sol, as adversidades
que o passado, o amor pudessem nos transformar
mas, eu só pensei
idealizei, junto com você
uma casa mundo melhor.

Eu pensei,
pensei que eu, você e tantos outros
podemos mudar por perto,
e começar ao nosso redor,
mas eu só pensei,
e você já começou a fazer

Eu pensei,
pensei que você me ajudaria,
a propagar a idéia do melhor, do mundo de amor
mas, eu só pensei
e já idealizei-nos fazendo.

Eu pensei,
eu idealizei,
eu vi, concretizei
estou fazendo a partir de mim
o meu pouco, com seu pouco
o nosso muito,
para um mundo melhor.

Eu pensei,
pensei em te dar um abraço
agradecer tua ajudar,
mas eu só pensei

porque você me abraçou primeiro.

terça-feira, 4 de março de 2014

Em que ordem? Viver*Amar*Sorrir




Anderson Tomio

Em que ordem?

Em pensar que o dia vem após a noite,
ou a noite vem após o dia,
e em que ordem vem?
A tristeza vem após a alegria,
ou a alegria vem após a tristeza,
e em que ordem vem?
O sol vem após a chuva
ou a chuva vem após o sol,
e em que ordem vem?
O frio vem após o calor,
ou o calor vem após o frio,
e em que ordem vem?
E o amor?
Ele vem antes de se conhecer,
ou se conhece para poder amar?

A vida e seus questionamentos,  seus acontecimentos
as certezas e as dúvidas, os mistérios do tempo.
E ao entardecer, espera-se o amanhecer,
no entristecer, aguarda-se a alegria,
no dia de sol, espera-se o dia de chuva,
no frio, espera-se o calor,
e em todos eles, se busca o amor,
se quer amar.
A vida não é viver, a vida é amar!
Quando não se ama, não se vive!
É preciso amar, o dia, a noite, a tristeza,
a alegria, o sol, a chuva, o frio, o calor,
porque amar é o mistério da vida,
mas também sua grande dádiva.

Se não amamos viver, não encontraremos
razões nem motivos na vida para amar,
e o amor não vem.
Ame a vida, ame o fato de estar vivo,
e viva o amor que é viver!
Lamentos não trazem amor, sorrisos sim.
Busque sorrir, porque a vida já olha para você
como um presente, e o amor quer te encontrar
sorrindo, para iluminar os caminhos da vida.

Amar, viver e sorrir!
Viver, sorrir e amar!
Sorrir, amar e viver!
E em quem ordem?

Faça você a sua, mas não esqueça de amar!

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A estação chamada Vida



Anderson Tomio


Nada do que passou importa,
quando traço metas e sigo em frente.
E você que está olhando?
Vai ficar me analisando, com toda essa duvida?
As metas que tenho são de vida,
ainda tenho conquistas para realizar,
E você vai ficar ai?
Somos uma estação de trem
onde chegam noticias, de onde partem sonhos,
mas também circulam bagagens.
E você o que carrega consigo?
Por medo de não poder carregar
preferes deixar partes da vida esquecida?
Sei que já disse que o que passou não importa agora,
mas não importar não quer dizer, descartar.
Levo comigo o que aprendo a cada dia,
refaço-me a cada amanhecer.
E mesmo na chuva
eu ainda caminho pra disfarçar minhas lágrimas.
Do trem que passou em minha vida,
ficou a noticia que há mais adiante outra estação
e que lá, pode estar mais uma parte que me completa,
quem sabe lá concretize metas e tracem outras.
E você ainda está ai?
Então te convido, venha!
Precisarei de um amigo ao meu lado,
Não serei de todos, o forte, o tempo todo,
Dê-me aparo quando eu fraquejar,
Estenda sua mão quando minhas pernas bambearem,
e se suas metas não estão evidentes,
não me custa te levar comigo.
Quero  mostrar a você o quão belo
é o vale visto do alto da montanha.
E então? Subiremos juntos?
Nada é fácil, nem deve ser assim pra ganhar mais valor,
o efêmero já é assim e cai no esquecimento
mas eu jamais esquecerei o teu sorriso
e da tua mão estendida caminhando ao meu lado.
Os trens podem partir, deixam de tudo na estação
Muitas vezes o que resta deles é somente o rastro de fumaça,
que se dissipa no ar e vira mera lembrança.
Lembranças ensinam, são experiências,
agora pode dar a elas importância
porque me lembro do início de tudo,
Mas como vai ser, só saberei se vieres comigo.

Vem!


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Imagem: Olhares . sapo . pt