Muito de mim, um pouco do mundo: a união substancial da alma, das palavras e das bagagens que agrego do mundo. Blog focado em poesias, crônicas e textos de minha autoria. * Ano 15 *
sábado, 3 de julho de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Meu resumo.
Sou um ser criado por Deus, buscando a interação com pessoas e o mundo. Aprender sempre! Simples, amigo, sincero, verdadeiro, falo pelo olhar, e admiro que os conseguem ler. Trabalho e aprendo sempre nas relações de convivência humana.Não, de forma alguma sou perfeito, se não,de que precisaria aprender?
Moro com minha família,alias, amo minha família, mesmo nas divergências, laboratório de crescimento interior.Academia do amor, é nela que aprendo o que é o amor incondicional. Sou puro sentimento, pela vida, por familiares,pelos amigos. Tenho poucos,mas procuro mantê-los, pois sei que são recíprocas.Tenho metas, mas também sei sonhar, aliás um poeta que não sonha,não é um poeta, se é que assim posso me intitular devido aos meus escritos.Convivência é fundamental, não estou neste mundo para ser só mais um número, mas quero somar,juntar-se a pessoas que como eu, prezam a amizade e o respeito pelos outros. Aqui neste blog, quero poder dividir, um pouco de mim, do que escrevo,do que penso, e somar-se a vocês tornando-os amigos.
Tenho 32 anos, nascido em Balneário de Camboriu-SC em 20 de Julho de 1977. Se é que isso importa, prefiro a idade da alma do que a idade do corpo, é nela que carregamos nossa essência,o que somos de verdade. Gosto muito de música, o que primeiro analiso nelas são as letras, depois melodia, mas as letras são tão importantes quanto as impressões digitais. São a marca do artista! Acredito que a música seja um grande imã, atrai, repulsa, cria seguidores. Eu, falo, penso, escrevo,não me arrisco a cantar...me encontrei nas letras, me perdi nas cifras. Por ser assim,e ainda avaliado por quem vê, tenho uma percepção boa de mundo,ao menos acredito nisso, e espero dele, o mundo,que seja melhor, a partir de que todos nós temos no interior, a vontade de mudar. Não fique na vontade! Mude do jeito que sabe e isso já e o bastante.
Beijo no coração. Fiquem com Deus!
imagem:bp1.blogger.com/.../z34lbgUf-dU/s400/.jpg
Só um dia....talvez.
Anderson Tomio
Só um dia....talvez.
Então previ, revi veio o talvez,
e pelo brilho do sorriso, a utopia,
espelhado em seu olhar.
Só um dia, nunca mais,
na memória o pra sempre,
o simplesmente desejar,
muito mais que uma utopia, te olhar,
muito mais que a vontade, tocar,
e na fábula , prever,
com teus reinos me enfeitar
me brindar na fantasia,
de um soluço a reclamar,
a indagar, questionar tua companhia,
num breve oi, sei lá.
Não sei, talvez, sim , agora,
aprender com quem gosta de aprender
com quem não quer se prender,
no segredo, a tua mão fria.
E ouvi, vi, previ,
nos teus olhos mergulhar,
chorar....sorrir,
e no silêncio do meu íntimo,
de longe, sentir as ondas do teu, relaxar.
Só um dia...
escrita em 20/05/2010
imagem copiada de cantinhodoterapeutamassa.blogspot.com/2009_06...
domingo, 27 de junho de 2010
Senhor de nós -Tempo
Observar, procurar
e encontrar alento
fermento de preocupações
crise de evasão,
circular,
evadir-se da vida,
vida própria, deixa levar-se
flutuar no ar,
sentir o braço do vento,
correr em círculos,
perder-se, no tempo, no vento.
Escravo do tempo, ser dos relógios,
vivência de horas.
Horas aflitas,horas tranquilas,
nas horas tomadas por ele, o tempo,
ser pensante, inoperante perto dele
o tempo, controlador, controlado,
puslso desesperado,
fermento das preocupações
viver, ver, sentir, fechar-se
correr em círculos,
ser dele, pertencer a ele,
nada mais, o tempo.
Escrita em 23/07/2004
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sábado, 26 de junho de 2010
Mistura Perfeita
terça-feira, 22 de junho de 2010
Somos atores! Somos agentes da nossa vida!
"Todos os seres humanos são atores,porque agem, e espectadores
porque observam" Teatrólogo Augusto Boal
Interessante essa frase de Boal, é cheia de sentidos, plausível de várias interpretações.Não vivemos sozinhos, isolados,por mais que queremos, inúmeras vezes, ou nem tantas,o ato de ficar só, além de depender de cada um, também depende da não interferência do outro.
Essa atitude, de isolar-se, vejo como necessidade. Pra mim, é na introspecção momentânea que conhemos um pouco mais de nós.
Iniciamos nela,a perceber em nós, nos outros, no mundo que nos cerca, elementos, comportamentos, nos damos conta da coletividade. E atuamos, no sentido de agir, de pensar, de refletir sobre tudo isso. Pelo fato de agir, atuamos, consequentemente
faremos, e somos parte de um enredo. Não fugimos da realidade, por isso, mas amadurecemos se percebermos isso como interação,manifestação da individualidade humana se tornando coletiva no espaço que ha cerca.
Alias, pra ser bem lógico, elucidativo, a única diferença que há entre nós e os realmente atores, é a consciência de usar a linguagem, o corpo, e ser parte da fantasia.
Nós somos atores por atuar,por agir.....há lógica nessas palavras.
Resumiria isso em interação. Não acredito em pessoas sozinhas, ou numa pessoa sozinha, porque até pra que assim ela permaneça
a resposta do outro foi preciso, a permissão dessa liberdade de agir.
E ai chego num ponto, que julgo ser um tanto nebuloso. A liberdade.
Faço o que eu quero, a hora que quero, vou pra aonde quero, sou dono de mim. Na verdade temos posse de nós.Pensando assim, vejo que eu sou do jeito que eu me vejo. Eu tenho posse da imagem na qual eu acredito estar refletindo pra fora e muito mais pra dentro do meu ser.
O ser! Seja o "teatro" real, a nossa vivência, seja o teatro fantasia, em ambos o elemento principal é o corpo.
Atuar, agir, a necessidade de movimentar-se sempre. O que não deve ser esquecido, é que não trata-se aqui as atuações na vida, no cotidiano como forma de fantasia, de fugir da realidade ou ainda, de nem se quer, dar-se conta que existe uma outra realidade.
Refiro-me a ação, interação, reação, reflexão, contestação,abnegação e mesmo a introspecção.
Tudo isso é ação. É viver!
Se não tivermos essa consciência,não vivemos, e então só existimos.
Por isso preocupo-me ao usar os termos vivência e existência.
Partindo do que refleti até então....faz uma grande diferença.
Vivência! Quanto significado numa única palavra!
Viver é aprender, e assim estamos em constante aprendizado.
Lya Luft, descreve isso em Perdas e Ganhos, pag14.
" O que escrevo nasce de meu próprio amadurecimento, um trajeto de altos e baixos, pontos luminosos, e zonas de sombra. Nesse curso entendi que a vida não tece apenas uma teia de perdas mas nos proporciona uma sessão de ganhos"
Eu concordo com ela, vivenciar, é amadurecer, e nisso haverá um saldo. Cabe a cada um de nós sabermos analisa-lo.
Logo a vida nos pertence, enquanto existimos, seja aos 12, aos 25, ou até mesmo os 60 ou 70 anos, mas fizemos dela o que quiséssemos que fosse feito. Para outro, foi só reflexo, para outros foi ação, uma ida,uma vinda, os efeitos do viver, de saber aproveitar a existência e vivenciar o novo a cada dia.
Nisso lembro-me de uma das frases de Fernando Pessoa, em seu livro "O Guardador de Rebanhos e outros poemas"
" Sinto me nascido a cada momento, para a eterna novidade do mundo"
E assim temos que ser, descobridores, para percebemos a nossa volta. Já imaginou o quão de experiências temos adquirido assim?
E muitas vezes nem percebemos, nos vemos pequenos, imaturos
quanto na verdade estamos apenas subestimando a força interior que temos. Cabe aqui outra frase de Fernando Pessoa
" Porque eu sou do tamanho que vejo, e não do tamanho de minha altura"
Amo as palavras de Pessoa, com ela resume-se muito da vivência
humana. Do que é agir, atuar, ser atores, e espectadores do "teatro" vida. Da realidade sem mascaras que é viver.
"...assim façamos nossa vida um dia, inscientes, lidia, voluntariamente. Que há noite antes e após. O pouco que duramos..."
Penso que a vida é pra ser vivida, mas também pra ser entendida
como um processo de evolução dos potenciais humanos. E temos tantos. Prefiro aqui pensar nos bons potenciais. E tão somente neles. Mas sei que outros existem.
Evolução, palavra ampla em aspectos. Porém destaco que pra evoluirmos é preciso mudar, seja o que for,o agir, o pensar...aliás se mudamos o pensar, mudamos o agir, do pensamento nasce a ação.
Como disse Augusto Cury em "O Código da Inteligência"
"Devemos ter em mente que mudanças rápidas só existem em mesa de cirurgia"
E concordo com ele. Nossas idéias amadurecem, são modeladas com as vivências, amparadas na existência e aplicadas no espaço. Micro, macro mundo. Único, coletivo. Interno, externo.
Mas o importante é que se aplicam.
Então pense, aja, exista, viva,faça parte do espetáculo que é viver. Não seja coadjuvante, seja o principal onde o enredo da história, da sua história é só você que escreve.
Mas não esqueça de partilhar, afinal, mesmo sozinho estamos cercados de outros seres viventes como nós!
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Fênix - (em grego ϕοῖνιξ)

Fênix
Anderson Tomio
Quão cinza possa parecer a morte
quebra o tabu da vida,
rompe sua fronteira.
O excesso de dor
a ausência da cor
o choro na face
a falta do ente
o medo seguinte
o vazio ao redor,
é morte que chega
é vida que parte
se parte, divide
e habita em tantos.
É poente de luz
é nascente de brilho
é uma estrela que sobe
ou um anjo que desce
as cores se mesclam
o cinza, o preto, marrom
e tudo silencia.
Mas choro que ecoa
lágrima na face, desce
não para, pinga,
tristeza que vinga
semente que cresce,aparece
uma vida que vai,
uma vida que vem,
de gris paralelos
renasce, floresce
um sorriso, abre-se
na beleza do mundo,
na beleza da face
contempla-se o ar,
sente-se o universo,
molda-se, encaixe
dele faz parte
é viva, é vida
constante nascente de luz!
AndersonTomio
Escrita em 18/06/2010
Foto/imagem: http://valeskabressan.spaces.live.com/
Ditado Vencido
Foto: http://galileu.globo.com/edic/104/saude1.htmDitado vencido!
O tempo é remédio!
Remédio pra que?
A ausência causa dor,
e em senti-la no peito,
aperta, sufoca, da um torpor,
parece inebriar,
e não há remédio que cure,
ou haverá de curar.
O tempo é remédio!
Remédio pra que?
A fome que aperta,
passa tempo e mata,
dói, dá vertigem,
náusea e no ápice dor
e não há remédio que cure
ou haverá de curar.
O tempo é remédio!
Remédio pra que?
De ausência, ou de fome,
de remédio em remédio
o tempo não cura, não sara
o que a ausência, passa a regresso,
o que a fome, passa a fartura
e agora o que o tempo, cura
o tempo é remédio
remédio pra que?
Sim é o remédio, o xarope de espera.
Anderson Tomio
Escrita em 26/07/2002
Alegria, Energia Vital
http://sol.sapo.pt/photosALEGRIA, ENERGIA VITAL
Antônio Roberto Soares
Um dos aspectos psicológicos que mais interesse nos tem despertado nos últimos anos é a depressão. Estima-se que existam no Brasil pelo menos seis milhões de deprimidos crônicos, sem se falar nos vários milhões de deprimidos comuns. A depressão é uma desvitalização, é uma perda de interesse pelas pessoas e pelas coisas, é um estado de prostração e desânimo diante da vida, é um sentimento de inutilidade e insignificância de tudo. A estafa é o nome mais comum dado às nossas depressões existenciais. É uma forma de cansaço mais agudo, físico e mental.
A estafa ou depressão é a perda da nossa energia. Entenderemos melhor a estafa vinculando-a ao conceito de energia. A ausência de energia é a incapacidade para a ação. Nos nossos momentos depressivos, a vontade mais clara é a de não fazer nada, é a incapacidade para a vivência, para o contato com o mundo em movimento. Modernamente, um dos maiores problemas que acometem o homem é a sua incompetência para lidar com a sua própria energia. É a perda abusiva, contínua e excessiva da sua energia.
Na estafa há dois pólos: há uma perda e, por isso, se diz que a pessoa está esgotada, mas há também um pólo de saturação e de excesso. Excesso de preocupações, explicitado sobretudo através da ansiedade, da pressa e das tensões. A pressa é uma movimentação excessiva do nosso corpo em busca do futuro; é a vontade de que o mundo faça acontecer algo "para ver no que vai dar"; é a vontade no corpo de que o desconhecido se torne conhecido antes da hora; é a tensão corporal para um perigo que possa vir, a preparação do corpo para uma luta.
Na estafa há um máximo e um mínimo, as tensões e preocupações e a sua correspondente posterior, que é a depressão, em maior ou menor grau. Todos nós possuímos uma energia de vida, uma energização pessoal, que nos move à ação e que possibilita estarmos presentes à realidade viva da existência, tornando-nos aptos para a relação com o mundo. Quando, eventualmente, devido a alguns fatores, perdemos contato com essa energia individual, sentimo-nos deprimidos e estafados. E qual é o nome desta energia vital que, se é perdida constantemente e não é recuperada, nos faz cair em estafa? Qual é o nome desta energia individual que nos foi dada de graça, de presente, que nos é inata, e cuja perda nos conduz a um estado de sofrimento?...
Alguns a chamam de paz, de vida interior, de harmonia, de amor, de entusiasmo, de motivação, de equilíbrio, de espontaneidade, de simplicidade ou de naturalidade. Mas, há um nome que congrega todos estes aspectos, um nome que é a síntese de todos estes modos de estar. Esta nossa energia vital chama-se Alegria.
Alegria é a nossa energia de vida e, se a perdemos constantemente e não sabemos recuperá-la, isto nos faz cair em estafa. Todas as pessoas estafadas apresentam algo em comum: estão tristes, perderam a alegria de viver, a alegria de estar na existência, a alegria de saborear o movimento do mundo. Alguns dirão: "Mas nós ficamos alegres ou não de acordo com as circunstâncias, de acordo com os acontecimentos!"... Aí é que está... Numa sociedade competitiva, transferirmos para os outros a determinação da nossa energia vital, é convidarmo-nos ingenuamente para o caminho depressivo, é entregarmos nossa alma ao diabo! A alegria é um processo interior, íntimo, de dentro para fora e não de fora para dentro. A alegria é um processo pessoal, inalienável e intransferível. Cada um de nós é o único responsável pela administração da sua própria energia. E a alegria não cai do céu, não é algo que aconteça por acaso. Ela tem de ser plantada, adubada, regada, tratada e colhida. E novamente plantada, adubada , regada, tratada e colhida.
A alegria nasce da integral disposição íntima diante da vida. Ela não nos é dada por ninguém, ela já é nossa, é um dom da vida. Somos nós mesmos vivendo. É ela o nosso "Sim à Vida!". A alegria não é simplesmente o riso - o riso é apenas um fruto dela. A alegria é um processo íntimo de contato com o Universo.
São muito elaborados os jogos que aprendemos no relacionamento humano, responsáveis pela perda da nossa energia vital. Um destes jogos é o Jogo da Razão. Consiste em nos relacionarmos com as outras pessoas com o objetivo de termos razão: "Eu tenho razão. Você não tem razão. Eu é que tenho razão!". Como se a coisa mais importante para nós fosse ter razão. É a disputa constante para ver quem é o melhor, o mais inteligente, o mais entendido, o mais certo, o mais esperto. É a supremacia da discussão sobre a reflexão. É o perde-ganha no relacionamento humano. Este mecanismo mina nossas energias no relacionamento e, no final, um tem razão ou os dois têm razão e não chegam a nada - estão tristes e frustrados. Outro jogo é o Jogo da Infelicidade ou o Jogo da Vítima. Ele ocorre quando transformamos nossa vida num muro de lamentações, quando usamos a tristeza como forma de manipulação do ambiente, quando trocamos a nossa alegria pela loucura do controle.
Finalmente, um terceiro jogo, responsável pela perda da nossa motivação vital, é o Jogo da Renúncia. Este jogo consiste em abrirmos mão das coisas que nos são importantes, que são adubos para a nossa alegria interior, em favor de alguém e em nome do amor, para depois, deprimidos, dizermos: "Se não fosse por você, se não tivesse feito isto por você, eu seria feliz. Você é o culpado por eu não estar bem!". No jogo da renúncia há uma incapacidade de se dizer "Não!". Há um desejo onipotente de se dizer sempre "Sim!", ainda que seja falso. Há um desejo de parecer sempre bom, mesmo não sendo verdadeiro.
Existe uma grande diferença entre o amor e o favor. No amor, fazemos para os outros o que nós podemos e queremos fazer, tirando alegria do próprio ato de querer e de fazer, pois estamos realizando nossa opção. A doação, neste caso, nasce dentro de nós, como transbordamento, expressando a nossa maneira de estar naquele momento. É um ato de devoção. O favor, por outro lado, ocorre quando fazemos ou deixamos de fazer algo, sacrificando-nos. É quando nos matamos para satisfazer alguém, quando a opinião de alguém é mais importante do que a nossa ao determinar o que queremos e o que podemos. Através do sacrifício, transformamos o ato espontâneo de amor numa obrigação, para sermos adorados por aqueles a favor de quem renunciamos.
Quando agimos por amor, jamais alguém será ingrato conosco na nossa vida, pois no amor verdadeiro não há espaço para a ingratidão. Mas no amor falso da renúncia, há sempre a figura da ingratidão. Chamamos de ingrata àquela pessoa a quem prestamos um favor e que, na hora de cobrar, não nos quer pagar. Ingratos para nós têm sido aqueles que não se venderam, que não se prostituíram por nosso favor.
A renúncia, que se pretendia constituir amor, é uma distorção cultural. Diz Milbert Newman no seu livro "Seja Você Mesmo Seu Melhor Amigo": "Você pode ver claramente a diferença entre amor e o que aparentemente é amor nas relações entre pais e filhos. O pais sempre afirmam que estão agindo por amor aos filhos. Mas é fácil ver que não estão. Quando um dos pais se sacrifica por um filho, você sabe que há algo errado, pelo modo como a criança reage. Ela se sente culpada, porque o que obteve não foi por amor, mas por abnegação. Ninguém na verdade quer os frutos do sacrifício de outra pessoa. O sacrifício é um dos piores tipos de comodismo, é alimentar aquela parte de você que se sente sem valor. Ninguém se beneficia com isso, o que não quer dizer que você não possa às vezes decidir desistir das coisas. Mas esta é uma escolha que você faz e é feita por amor. É feito por amor a si mesmo e não por auto-aversão."
Existem muitos preconceitos relacionados à alegria, relacionados ao amor a si próprio. A única coisa real nas nossas relações, que caracteriza o amor, é a alegria. O que caracteriza a felicidade conjunta é a comunhão da alegria. A alegria é a manifestação em cada um de nós do plano humano da harmonia cósmica, da harmonia divina. Quando perdemos nossa alegria, ainda que em nome do amor, não estamos de fato em estado de amor. Não é possível rimar amor e dor.
Muita renúncia no relacionamento humano provém do medo de sermos chamados egoístas. Este medo nos faz sair dos nossos limites, dos nossos espaços de tempo e nos darmos além das nossas próprias condições. Há uma confusão generalizada sobre o que é o egoísmo. Sempre nos chamou a atenção o fato de que se alguém nos chama de egoísta é porque essa pessoa está procurando alguma coisa para ela. É sempre a tentativa de nos subtrair algo em favor dela, é sempre uma forma de controlar a nossa vida. E há ainda nisto uma distorção religiosa. A Bíblia diz: "Ama o teu próximo como a ti mesmo", e não "em vez de ti mesmo!"
Fazer as coisas que nos fazem felizes é exatamente o oposto do egoísmo. Significa satisfazermo-nos na nossa totalidade, incluindo os nossos sentimentos, nossas ligações e responsabilidades para com os outros. Se não aprendermos isto, nunca nos importaremos, de verdade, com as outras pessoas. Se não nos amamos, se não nos respeitamos, se não cuidamos de nós mesmos, de onde vamos tirar o amor por alguém? No máximo, vamos fazer coisas para preencher as outras pessoas. O maior de todos os egoísmos é quando queremos alguém para nós, quando queremos que as pessoas pensem, sintam e ajam relativamente a nós, da maneira que desejamos. É muito fácil abrirmos mão das próprias coisas, do próprio tempo, do próprio espaço, das próprias necessidades, para sermos adorados, amados e bajulados pelos outros, para que falem bem a nosso respeito.
Perdemos a alegria quando, através destes jogos, nos afastamos do presente e nos envolvemos com o fantasma do passado ou com o fantasma do futuro, na culpa do que passou ou no medo do que virá. Todas as vezes que saímos da base sólida e real do agora, sem coragem de largar o que ficou para trás e com medo do que nos pode acontecer no futuro, o nosso vazio interior perde a fertilidade de uma vida plena e se transforma no sentimento de isolamento e de solidão. A festa do encontro com o que nos cerca, transforma-se numa prisão cinzenta e viver passa a ser um peso e não uma brincadeira.
A culpa e o passado só se resolvem através do perdão, e o medo do futuro através da esperança. Perdoando-nos pelo que já passou e através da esperança, deixando o futuro entregue ao próprio futuro, deixando o futuro para quando for presente, deixando o desconhecido para quando for conhecido, renascerá em nós o ludismo e alegres cantaremos e dançaremos à roda da vida.
A Alegria é um processo de comunhão com as outras pessoas, uma sensação íntima e harmônica de fazer parte de um todo. É uma maneira calma e inocente de ver o mundo, como sabíamos fazer na nossa infância. Alegria é quando não medimos a vida pelo tempo, mas pela qualidade ou intensidade dela. É quando nos tornamos simples como as árvores e as estrelas; quando deixamos a vida fluir em si mesma e em nós, peregrinos da gratuidade; quando acolhemos a existência como um mundo de louvor; quando estamos em estado de graça e achamos graça em tudo que existe.
Dai-nos, Senhor, a alegria dos pássaros e das crianças, para que possamos brincar e cantar na gratuidade da vida!
leia mais sobre o autor:
http://www.antonioroberto.com.br/
domingo, 13 de junho de 2010
Ao te encontrar
(Patricia Raphael)
Devo ir para longe
Voar e voar sem direção...
Quando eu te encontrar...
Daria um beijo
A esse amado
Sendo madura...
E amadurecida...
Às vezes faço coisas que não acredito
Sou criança, mais sou feliz...
Além de ser insegura...
Tenho medo da vida
Chego e ter a impressão
De que tudo não passa de ilusão...
De que tudo não passa de bobagem
E me seguro em vir-te a sorrir
Ter você ao meu lado!
Patrícia Raphael é poetisa em Itajaí
Poetas de Itajai publicado em 11/12/2005 http://www.partes.com.br/poesias/itajai2.asp
Torcida por você !
Carlos Drumond de Andrade.
Foto: AndersonTomio
“Mesmo antes de nascer, já tinha alguém torcendo por você.
Tinha gente que torcia para você ser menino.
Outros torciam para você ser menina.
Torciam para você puxar a beleza da mãe, o bom humor do pai.
Estavam torcendo para você nascer perfeito.
Daí continuaram torcendo.
Torceram pelo seu primeiro sorriso, pela primeira palavra, pelo primeiro passo.
O seu primeiro dia de escola foi a maior torcida. E o primeiro gol, então?
E de tanto torcerem por você, você aprendeu a torcer.
Começou a torcer para ganhar muitos presentes e flagrar Papai Noel.
Torcia o nariz para o quiabo e a escarola.
Mas torcia por hambúrguer e refrigerante.
Começou a torcer até para um time.
Provavelmente, nesse dia, você descobriu que tem gente que torce diferente de você.
Seus pais torciam para você comer de boca fechada, tomar banho, escovar os
dentes, estudar inglês e piano.
Eles só estavam torcendo para você ser uma pessoa bacana.
Seus amigos torciam para você usar brinco, cabular aula, falar palavrão.
Eles também estavam torcendo para você ser bacana.
Nessas horas, você só torcia para não ter nascido.
E por não saber pelo que você torcia, torcia torcido.
Torceu para seus irmãos se ferrarem, torceu para o mundo explodir. E quando
os hormônios começaram a torcer, torceu pelo primeiro beijo, pelo primeiro amasso.
Depois começou a torcer pela sua liberdade.
Torcia para viajar com a turma, ficar até tarde na rua.
Sua mãe só torcia para você chegar vivo em casa. Passou a torcer o nariz
para as roupas da sua irmã, para as idéias dos professores e para qualquer
opinião dos seus pais. Todo mundo queria era torcer o seu pescoço.
Foi quando até você começou a torcer pelo seu futuro.
Torceu para ser médico, músico, advogado.
Na dúvida, torceu para ser físico nuclear ou jogador de futebol.
Seus pais torciam para passar logo essa fase.
No dia do vestibular, uma grande torcida se formou.
Pais, avós, vizinhos, namoradas e todos os santos torceram por você.
Na faculdade, então, era torcida pra todo lado. Para a direita, esquerda,
contra a corrupção, a fome na Albânia e o preço da coxinha na cantina.
E, de torcida em torcida, um dia teve um torcicolo de tanto olhar para ela.
Primeiro, torceu para ela não ter outro.
Torceu para ela não te achar muito baixo, muito alto, muito gordo, muito magro.
Descobriu que ela torcia igual a você.
E de repente vocês estavam torcendo para não acordar desse sonho. Torceram
para ganhar a geladeira, o microondas e a grana para a viagem de lua-de-mel.
E daí pra frente você entendeu que a vida é uma grande torcida. Porque,
mesmo antes do seu filho nascer, já tinha muita gente torcendo por ele.
Mesmo com toda essa torcida, pode ser que você ainda não tenha conquistado
algumas coisas.
Mas muita gente ainda torce por você!”
“Se procurar bem você acaba encontrando.
Não a explicação (duvidosa) do mundo, mas a poesia (inexplicável) da vida.”
Eu torço por você!”
Fonte:http://dezmaos.wordpress.com/2008/09/04/torcida-por-voce-carlos-drummond-de-andrade/
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Dialogar
A criatura humana é um ser coletivo, por excelência. Ela necessita de comunicar-se constantemente com os outros. Quando foge, isolando-se do contato com o semelhante, embrutece-se.
Momentos há, em verdade, que necessitamos ficar a sós, fechando-nos em uma introspecção sadia, numa auto-análise do próprio mundo íntimo, a fim de nos conhecer melhor. Tais ocasiões, mais exceção que regra, é que nos tornarão capazes de entender e conviver com os demais em sociedade.
Uma das atitudes mais simples e essenciais ao ser humano é dialogar.
Quando conversamos, estabelecemos contato vital com o mundo à nossa volta.
Dialogar é a maior fonte de prazer que possuímos.
Através deste intercâmbio, transmitimos experiências e absorvemos as dos outros, o que nos será muito útil.
Além do enriquecimento pessoal, avaliamos nossos sentimentos de solidariedade e cooperação.
Reportamo-nos aqui aos diálogos construtivos e enobrecedores.
Não desperdice os diálogos e incentive-os na própria vida.
Fonte:http://www.reflexao.com.br/mensagem_ler.php?idmensagem=220
Autor:
Do livro "Pequenas Atitudes", de Joamar Z. Nazareth, Minas Editora, 3a. edição, 2005.
Som de Fundo:
"Memories"
Colabore com a Melhoria da Humanidade:
Imprima cópias e distribua para pessoas que não tem acesso a computador e internet.
Clique aqui para imprimir.
Compreensão da Morte
Pais e Filhos - Publicado em 18 de Novembro, 2009
Fonte:http://www.dicafeminina.com/pais-e-filhos/a-crianca-e-seu-processo-de-compreensao-da-morte/
A psicóloga Maria Cristina Capobianco dá dicas aos pais e professores de como se deve conversar e ajudar a criança a entender o processo da morte.
A cada idade os recursos que uma criança tem para compreender os fenômenos que acontecem na sua vida são diferentes. Estes recursos variam e dependem de vários fatores, entre eles, sua maturidade e sua percepção do mundo a sua volta, sua história de vida, a forma como os pais e a escola lhe passam a informação e as crenças religiosas de seus pais.
Cada criança se desenvolve num ritmo singular e é importante lembrar que os pais conhecem seu filho e precisam guiar se por sua percepção e intuição que tem em relação a momento da criança no processo de crescimento.
A psicóloga Maria Cristina Capobianco explica que as pessoas ao falar da morte com uma criança temem trazer a tona ou provocar um sofrimento desnecessário e muitas vezes preferem esquivar-se das perguntas que as crianças têm a respeito deste tema. Existe a crença de que se não se toca no assunto, haverá menos sofrimento. “Muito pelo contrário, se não damos a chance à criança a falar dele, a expressar sua curiosidade, estamos deixando-a só com seus receios e fantasias. Esta solidão e falta de informação objetiva pode despertar um maior sofrimento”, afirma a terapeuta.
Descubra como conversar sobre diversos assuntos com as crianças . A psicóloga separou por faixa etária como se deve conversar com as crianças sobre assuntos polêmicos como: morte, separação dos pais, doença por parte da criança ou de algum parente e como apoiar a criança nos momentos difíceis.
Do nascimento até os 3 anos:
A percepção da criança: o bebê ou a criança percebe ou sente quando há a sua volta excitação, tristeza, ansiedade; percebe quando falta uma pessoa significativa ou a presença de pessoas novas ou estranhas ao ambiente familiar, porém ainda não possui recursos para compreender a morte, mas absorve as emoções daqueles que o rodeiam e pode mostrar sinais de irritabilidade, mudanças nos seus hábitos alimentares ou sono. Às vezes, se já adquiriu o controle dos esfíncteres, pode haver uma recaída e a criança pode fazer xixí ou cocô na cueca ou na calcinha. Depende muito da comunicação não verbal, do cuidado físico, do afeto e precisa ser reassegurado.
O tipo de apóio que pode ser oferecido é de manter as rotinas e a estrutura familiar sempre que possível. Se por alguma razão seus pais precisam se afastar, é importante escolher uma babá ou alguém da família que seja afetivo e que possa oferecer contato físico. Esclarecer sempre que possível a razão pela qual os pais estão tristes e porque as pessoas choram.
Se ele freqüenta o maternal, os professores podem e devem orientar os pais, fazendo uma reunião com todos explicando o processo de elaboração do luto das crianças. Também podem falar para os coleguinhas sobre o momento que a criança está passando.
Dos 3 aos 6 anos:
A percepção da criança: A criança acha que a morte é reversível, temporária, que a pessoa que faleceu voltará a qualquer momento. Nesta fase a criança é regida pelo que denominamos o pensamento mágico e egocêntrico: ela pensa que suas ações, sentimentos ou palavras são como varinhas de condom. As crianças dessa faixa etária, acreditam que a morte pode ser vista como um castigo devido a um mau comportamento.
A criança sente o impacto das emoções dos seus pais e irmãos; e freqüentemente o não dito o afeta provocando regressões, como fazer xixí na cama, chupar o dedo, segurar um paninho, etc.
Geralmente nessa etária os filhos têm dificuldade de expressar seus sentimentos verbalmente e conseqüentemente o faz através de ação; pode ficar mais agressivo, irritado ou impaciente quando brinca.
Perguntará as mesmas perguntas sobre o desaparecimento da pessoa muitas vezes, pois ele está se esforçando para adquirir recursos para compreender o conceito de morte, de perda. Pode exibir tristeza em alguns momentos; também sintomas somáticos, constipação, dor de barriga e irritações na pele. Também pode demonstrar uma intensificação da sua necessidade de contato físico, mesmo de pessoas estranhas. Às vezes associa fatos quem não tem relação; ou pode mostrar ansiedade se pensa que a pessoa que morreu pode voltar como um “fantasma”.
É importante oferecer oportunidades para que a criança possa desenhar ou pintar e expressar seus afetos, também de ler livros sobre histórias que falem da morte ou de perda de algum personagem ou herói.
Ajudar a criança a identificar o que está sentindo, traz conforto para ela e também a ajuda a expressar seus sentimentos através da fala. É fundamental ser honesto e admitir que às vezes não tenhamos resposta para certas perguntas.
Na escola, os professores podem tocar no assunto, e explicar aos coleguinhas que a criança está passando por um momento triste, que precisa de cooperação e paciência. Podem ser realizadas reuniões com os pais para esclarecimento de condutas/comportamentos. É importante explicar os fatos de forma concreta, não utilizar eufemismos e dar esclarecimentos sobre a realidade física da morte confrontando-a com seu pensamento mágico, suavemente. Os pais precisam verificar que a criança não se sinta responsável pela morte e precisam ser pacientes com os comportamentos regressivos ou infantis que ela possa apresentar. A criança tentará imitar as atitudes dos pais em relação como lidam com a perda, a dor, o sofrimento. Então é importante evitar os clichês, como “você pelo menos tem outro irmão” ,”Sempre podemos comprar outro animal de estimação”, pois eles revelam uma atitude muito “prática” de tentar apagar ou que aconteceu e substituir com um outro prazer “tampando” a emoção. Dizer que a “mãe foi dormir”, ou “Deus levou a vovó”, pode confundir a criança são sugestões que podem ser evitadas.
Dos 6 aos 9 anos:
A percepção da criança: Algumas crianças começam a entender as causas objetivas da morte, algumas ainda não. Ainda podem ver a morte como um espírito que vem para levar a pessoa; pode pensar que a morte é contagiosa e ela pode morrer também. A criança se seduz por o tema de mutilação e mostra curiosidade em relação ao aspecto do corpo morto.
Pode associar a morte com violência, devido a isto freqüentemente pergunta “Quem o matou”? Cria categorias em relação a quem pode morrer: os mais velhos e os que apresentam deficiências.
Nesta fase se preocupa com o que acontece com os mortos, como vivem, comem e respiram. Mesmo neste momento pode apresentar ansiedade e ter dificuldade de expressar suas emoções e sentimentos de desamparo. Pode apresentar diferentes sintomas transitórios como fobias, regressões, psicossomatizações. Se os pais não trabalharem esses sintomas, eles podem perpetuar se por mais tempo.
Neste período a criança se sente acompanhada se os adultos conversam com ela e a ajudam a identificar seus sentimentos, a esclarecer suas percepções e fantasias. Oferecer chances para que a criança possa desenhar e pintar e soltar sua criatividade em relação ao tema e seus sentimentos. É fundamental que a criança possa fazer isto livremente, sem receber críticas em relação a sua “obra”. Ajudar a criança a controlar seus impulsos pode aliviá-la no controle da sua dor.
Ter mais tempo para ouvir os sonhos da criança e lembrar à criança de tudo aquilo que era positivo da pessoa ou animal que perdeu. Ter fotos pode ser algo interessante.É importante que os pais e a escola se comuniquem, e que os professores saibam o que está acontecendo na família para que possam se tornar colaboradores nesta fase.
Dos 9 aos 13 anos:
A percepção da criança: À medida que passa o tempo a criança tem mais recursos mentais e emocionais para compreender as causas da morte. Agora se preocupa com o fato de como vai mudar sua vida com a perda da pessoa, do relacionamento. Apresenta resistência a se abrir e falar de suas emoções. No inicio pode parecer que ela não se importa com o que aconteceu, que ignora os eventos, que faz de conta que não houve morte. Os sentimentos de angustia e tristeza demoram a aparecer, e ela pode ter uma tendência a se isolar. Começa a mostrar interesse em rituais religiosos. Nesta fase se for um dos seus pais que faleceu, a criança pode querer assumir as responsabilidades do falecido e tomar seu lugar para ajudar e aliviar a tristeza de quem ficou. Isto se torna um peso e causa de futuras somatizações e conflitos.
Estimule a discussão sobre o tema da morte, tanto em casa como na escola. Aproveite mortes de outros, pessoas famosas, conhecidas para mostrar como estes processos são parte da vida. Ofereça modelos de pessoas que passaram por momentos difíceis. É importante ser paciente com as crianças se resistem a fazer suas lições de casa, se apresentam distraídos ou desligados, tente compartilhar seus sonhos e fantasias.
Ajudar os filhos ou os alunos a superar as dificuldades, mesmo na tenra infância é tarefa de pais e educadores, pois desta forma eles poderão oferecer meios para que as crianças construam seus recursos internos para enfrentar as dificuldades do mundo adulto e tornarem-se pessoas com capacidade para lidar com suas emoções e criar a empatia para lidar com as dos outros.
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Guia do Beijo
Relacionamento - Publicado em 14 de Junho, 2007
Fonte:http://www.dicafeminina.com/relacionamento/guia-do-beijo/
Há beijos fingidos ou frios, ardentes, por obrigação ou superdesejados. Existem os aderentes, provocantes, sonoros, secos e molhados. Existem, enfim, milhares de formas de beijar e neste assunto sempre haverá o que aprender.
Os beijos são a primeira estratégia de sedução.
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Depois de muitos olhares e palavras, o beijo é o primeiro passo para o contato físico. Por isso é superimportante que você saiba dar beijos adequados para cada momento e, também, saiba bem como beijar.
Confira todas as dicas e os tipos de beijo e se prepare para sair beijando por aí. Mas, claro, só pessoas que valham a pena, né?
16 tipos de beijo … escolha o seu
Beijo comprido esquerdo — Usual na Índia. Segue carinhosamente o canto da boca. É um bom beijo de entrada para quase todos os beijos.
Beijo Rodin — É o mais perfeito de todos. Nele existe pureza, ternura, sensualidade, proteção e ambos os amantes desejavam o beijo.
Frontal com ponta — a ponta da língua faz movimentos para cima e para baixo lentamente, podendo tocar as gengivas.
Inferior com mordida superior que desliza — Vem da Índia. Uma boca beija o lábio superior, enquanto a outra morde levemente o inferior. Uma das modalidades do beijo que os homens japoneses davam nas gueixas. Além de sensual, estimula o fluxo sangüíneo e relaxa. É a seqüência do mesmo beijo, ao estilo japonês, que começa na nuca, segue para o canto da boca até o encontro dos lábios.
Beijo anestesia — Pressionar fortemente a língua na gengiva da outra pessoa. Peça para ela respirar profundamente. O céu da boca ficará anestesiado.
Beijo vampiro — Ela gosta de deixar marcas de suas investidas e, em geral, utiliza os dentes nos lábios e nas regiões em torno da boca.
Selo seco esquerdo — Um selo estalado no canto esquerdo da boca. Pode variar para o selo molhado com ponta, com a introdução da língua.
Beijo direto — Quando os lábios dos dois amantes entram em contato direto. Não expressa paixão intensa, mas afeição num estágio inicial do desejo.
Inclinado xis — Os parceiros inclinam as cabeças para o lado , formando um X. Permite o máximo contato labial e a penetração profunda da língua.
Beijo mamadeira — Um dos parceiros coloca os lábios ao redor da boca e começa a sugá-los para dentro da boca, como um bebê tomando mamadeira.
Branca de Neve — Beijo doce e clássico, que pode e deve ser dado a qualquer momento.
Beijo inferior invertido — Beijo dado de cabeça para baixo, pressionando os lábios no lábio inferior da boca.
Beijo no queixo — Comum na Índia. Pode vir acompanhado de uma mordida leve, considerada extremamente sensual.
Invertido com língua profunda — Aqui a diferente textura da língua, já que ambas estarão se tocando com a parte superior dela, proporciona a novidade.
SAIBA MAIS…
Conheça um pouco mais sobre o assunto e se torne um expert.
Você vai beijar muito!
1º Um só beijo pode queimar de 3 a 12 calorias, depende da intensidade…
2º As pulsações cardíacas durante o beijo saltam de 70 para 140 por minuto, podendo chegar até a 150. Acelera coração!
3º Em outras línguas:
Chinês - Qin Wen
Espanhol - Beso
Francês - Baiser
Grego - Felia
Hebraico - Neshiká
Inglês - Kiss Italiano - Bacio
Japonês - Kissu
Russo - Potselui
Sueco - Xkyss
Tupi Guarani - Pitér
Dica: Entre em vários cursinhos de línguas!
4º Um beijo movimenta, só na face, 29 músculos.
Aviso: só tenha cuidado com as cãibras.
5º Filemafobia, ou filematofobia é o termo que usamos para designar o medo de beijar.
Ou seja, você pode comer muito chocolate e não se preocupar com os quilinhos a mais! É só usar a nossa receitinha infalível:
Beije muito e seja feliz!
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Olhos! Armas da sedução.
Vamos começar conversando sobre alguns fatores que impedem um "bom olhar". A pele na área dos olhos é delicada e com pouca proteção natural, envelhecendo antes de qualquer outra região do corpo. Olheiras e bolsas são os principais pesadelos que comprometem o contato olho-no-olho.
As olheiras acabam com qualquer segunda intenção atraente. Resultantes da alta concentração de melanina e do congestionamento dos vasos capilares da região em torno dos olhos, as olheiras são agravadas pelo cansaço, alergia, envelhecimento, tristeza, excesso de sol e noites mal dormidas.
O famoso "olhar de buldogue" é aquele onde a presença de bolsas inchadas sob os olhos proporciona uma expressão entristecida e cansada. Conseqüência de características genéticas, flacidez do tecido cutâneo e noites mal dormidas, as bolsas também atrapalham muito a aparência.
Direto da natureza
É possível adotar alguns hábitos simples e muito funcionais para evitar esses transtornos comprometedores da paquera:
a.. As 8 horas de sono diárias são fundamentais para a manutenção da saúde e beleza da pele. É durante a madrugada que o corpo se revitaliza, eliminando toxinas e restabelecendo o equilíbrio de suas funções. Quem dorme bem, acorda com boa aparência e com um olhar confiante.
b.. Suavidade é a palavra mágica para cuidar da área dos olhos. Seja na escolha do hidratante, ou na higiene, os movimentos para massagear esta pele tão sensível deverão ser sempre circulares, partindo do nariz, para fora do rosto.
c.. As famosas compressas frias de chá de camomila, sempre transmitidas de mãe para filha, são excelentes descongestionantes, que reduzem o inchaço das pálpebras e melhoram o olhar.
d.. Outra dica caseira é a máscara ocular feita com rodelas de pepino, diretamente sobre as pálpebras. Repousar durante 15 minutinhos com o legume cobrindo os olhos garante um melhor fluxo sanguíneo e a iluminação do olhar.
Para turbinar o olhar
Disfarçar as olheiras e bolsas e instantaneamente é tarefa simples para as novas fórmulas de corretivos cosméticos. Para acertar, escolha um produto com um tom bem próximo ao da sua pele. Passe em volta de toda a pálpebra dando batidinhas com o dedo ou com uma esponja, espalhando até o canto externo dos olhos. Para apagar o brilho oleoso do produto, use o pó solto ou aplique uma base e retire o brilho com papel absorvente.
Fonte:http://www.declaracaodeamor.com/materia_olhos.php
Cada sonho
Cada sonho em um pensamento.
Sonhos que alimentam a alma
Que conduzem uma carruagem para as estrelas.
Cada estrela
Guardiã de um sonho.
Cada segredo
Desvendado em um sonho real.
Milhões de desejos
Desejos de sonhos;
Sonhos possíveis
Para aqueles que acreditam no destino
E se entregam de corpo e alma há um
Momento de felicidade.
Cada sonho,
Cada mistério,
Desvendado pelo mundo.
Um talento gerado pelos sonhos
Abençoado pela esperança
Desconfiado pela ilusão,
Mas que as verdades
O fortalecem
E os sonhos o alimenta.
Cada sonho
Em cada vida.
Um destino
Pra cada Alma.
Fonte:http://www.declaracaodeamor.com/ler.php?id=196
Jornada!
Cantei o canto dos mestres do amor
Me rendi ao encanto da lua e das estrelas
Busquei meus sonhos,
Acreditei no meu talento
Me entreguei de corpo e alma...
Mergulhei no mar em fúria
Sem ao menos saber nadar.
Atravessei passagens perigosas
Tentei voar no infinito
Mergulhar em um inocente mar de emoções,
Mas naufraguei os meus sonhos
E me afoguei em ilusões...
Fui maltratada pelo destino
Atormentada pela solidão.
Mas a esperança sobreviveu diante da ilusão
Suportou o tempo
Acreditou no amanhã,
E depois de uma turbulência na alma e no coração
O destino me traz as asas
Para que eu possa voar sem medo no infinito
E mergulhar em um mar de verdadeiras emoções.
Fui além de meu LIMITES
Mas...
Foi desobedecendo a razão
Que encontrei a felicidade
E hoje sou feliz!!!
Fonte:http://www.declaracaodeamor.com/mensagens.php?de=positivas
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Alegria
Alegria é cântico das horas com que Deus te afaga
a passagem no mundo.
Em toda parte, desabrocham flores por sorrisos da natureza
e o vento penteia a cabeleira do campo com música de ninar.
A água da fonte é carinho liquefeito no coração da terra
e o próprio grão de areia, inundado de sol,
é mensagem de alegria a falar-te do chão.
Não permitas, assim, que a tua dificuldade se faça
tristeza entorpecente nos outros.
Ainda mesmo que tudo pareça conspirar contra a felicidade
que aspiras, ergue os olhos para a face risonha da vida
que te rodeia e alimenta a alegria por onde passes.
Abençoa e auxilia sempre, mesmo por entre lágrimas.
A rosa oferece perfume sobre a garra do espinho
e a alvorada aguarda, generosa, que a noite cesse
renovar-se, diariamente, em festa de amor e luz.
Meimei
Do site:
http://www.angela.amorepaz.nom.br/alegria.htm
De manhã

Amanhece na cidade, o sol já esta radiante
Bicicletas sobem a rua com trabalhadores
Contando os minutos pra não se atrazar.
Deixam a vida o ar movimentado
Enfeitando a rua num vai e vem
Ficando com ritmo
Ganhando sorrisos
Homens e mulheres trabalham e se vão
Indo e vindo num rapido correr.
_________________________
Imagem:cidadecultural.blogspot.com
O Segredo

Que segredo carrego em mim, que segredo carregas em você?
Há tantos falando nele, há muitos se perguntando, como, onde, porque?
Eu tenho um segredo, e quem não tem?
Porém o meu segredo, não é mais segredo quando eu mesmo descobri em mim onde ele estava.
Comecei a analisar, a vida, os meus dias e fui chegando há uma conclusão.
Primeiro comecei rever,quem sou, o que eu fazia, quais minhas origens. Anotei tudo, tentei não deixar escapar nenhum detalhe.
Depois, continuei. Passei então a descrever, minhas tarefas, o que eu faço,como faço, onde trabalhei,onde trabalho agora. Essa etapa também não foi fácil,porque são coisas de tempo.
Mas não me intimidei pelas memórias, continuei a tecer “ minha colcha”, minha vida.
Passado algum tempo nesse regate de memorias, me senti feliz.
Percebi o quanto já tinha feito e continuava a fazer. Me dei conta de ser útil.
Parece engraçado,mas não é sempre que percebemos isso, de nós mesmos. E então só reclamamos.
Mas ainda faltava uma parte, eu precisava descrever, analisar os fatos que me levaram até aquele momento de vida. Eu não tinha encontrado com toda certeza de ser, o segredo, uma coisa que fizesse eu crer ser a mola que tinha me impulsionado até então.
Queria saber. E o que isso poderia mudar minha vida? Não seria uma constatação de momento?
Não era certo, a essa altura da analise, pensar assim, que o momento já se fora, se não, não chegaria ao fim. Eu precisava prosseguir.
Já havia refletido bastante, mas o que não tinha analisado mesmo, foi o meu eu interior.
Porque já sabia de minhas origens, de meus trabalhos, do que realizara com o tempo.
Mas era preciso, fazer agora uma viagem interna, buscar meu interior. Perceber o que penso, como ajo, analisar meu caráter.
E comecei. Fui pontuando, isso, aquilo. Fui percebendo o que acho certo, o que acho errado, as coisas que me fazem feliz, e o que me deixa triste ou indignado. Tinha também que encontrar o
meu senso de justiça. A base da moralidade.
Foi nesse ponto que abri uma nova porta. E sabe donde fui parar?
Na minha base, nos meus princípios morais, revelei minha formação moral.
Só então me dei conta de uma coisa. Que somos indivíduos autônomos, que agimos por vontade própria, mas que uma coisa nos norteia o tempo todo. É atemporal, é a família.
A base de tudo. Seja ela como for, de muitas maneiras constituída, mas a família nos forma, nos põe nos “trilhos”. Nesse ponto, é por conta e risco de cada um. Nos tornamos independentes, como dizem “aprendemos a voar” e com muita certeza passaremos a agir com base no que aprendemos na família.
Você pode estar se perguntando, “quanto rodeio até chegar nesse ponto?”.
Mas meu objetivo era fazer ao menos você refletir sobre uma vida, sobre você.
Já e dito há muito tempo “A família é a base de tudo!”
E nisso só agradeço a minha. Severa, conservadora, com pontos positivos e outros nem tanto, mas é minha, é única, é dela quem vim, é nela que vivo, enfim é a família que eu amo.
É em vão acreditar que a dos outros ou a do vizinho é melhor. Pense! Se a sua não vai bem, jamais irás expor os pontos negativos, deixaras a mostra os positivos e isso fara com que acreditem que sua família seja perfeita. Por isso podemos achar que a do vizinho é melhor, mas todas sejam quais forem tem seus problemas, tem suas qualidades, tem o “cordeirinho” e a famosa “ovelha negra”.
Falando em ovelha negra, já percebeu que sempre achamos que somos nós? Quer ver isso, relembre os momentos de revolta, de conflito. Pronto! Sobrou pra você....Mas não é essa a questão agora. O que quero dizer é que o verdadeiro segredo, está no amor. Na base de nossa vida. Somos quem somos devido há isso. Esse ditado que “pau que nasce torto, morre torto” já era. Amor, atenção, dialogo, endireitam muito. Somos resilientes, reagimos ao meio. Somos fruto dele. Ou seja, pra mim, o grande segredo da vida, do presente e do nosso futuro, passa por uma só instituição. A família. Seja ela como for....é única. É base! Se nela tiver uma gota de bondade podemos fazer um oceano. Porque o que precisávamos era essa gota. Com ela a semente germina. E vale lembrar....que sejamos “árvores de bons frutos” e não “arbustos espinhosos”.
Seja feliz!
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Meu trisavô

Esta foto, onde apararece meu Trisavô - Danieli Tomio, foi tirada do
blog de meu irmão Telmo José Tomio.
Professor e Pesquisador de genealogia.
quarta-feira, 2 de junho de 2010

Sol
Feixes luminosos,
raios de luz,
clarão em meio a tudo,
espaço, tempo e lugar.
Respostas firmes ao falar,
resgate de alma.
Calor que aquece,
calor...humano.
Palavras que não tem fim,
inicio em meio a tudo,
espaço, tempo e lugar.
Arcos de luz que irradiam claridade,
luminosidade absoluta em meio a escuridão.
Fatos que acontecem em tempo,
ou no espaço, ou lugar
luz e luminosidade,
raios de luz, feixes luminosos,
partem de cima, vem para baixo,
são partes de algo.
Sem resposta!
Ou, sem um minimo explicar.
Se as palavras assim como os raios de sol,
não tem fim,
inico em meio a tudo.
São perdidas no espaço
no tempo e se propagam à qualquer lugar.
Terra

Vive-se em terra
neste mundo enorme
onde nem os grandes, são tão grandes
no mundo onde somos pequenos.
Todos somos, habitantes
em ti vivemos, de ti viemos
somos pequenos, talvez invisíveis
e como areia somos milhares
que de longe, de cima,
quase ou nem se vê.
Na tua imensidão terrena
o espaço arrasador
sou um minusculo habitante
que te pisa,
que em ti vive.
Todos temos direitos
de em ti viver
mesmo sendo seres pequenos
pois a tua enorme beleza
é nela que vivo, minha fortaleza.
Eu sou apenas, um
da parte dos bilhões
mas tu, ó terra, és só uma, única
oh terra mor.
Planeta terra, planeta casa
infinito céu, infinito mar
em tuas areias, na tua crosta,
na tua pele, vivo
pequeno diante de ti
dentro de ti, habito em ti
meu morar, meu lugar.
(17/12/1997)
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Sofrer

Sofrer
Um eco no silêncio
um grito na escuridão
são feridas revendo sangue
é angustia no coração.
Um grito pedindo ajuda
o escuro a cobrir a noite
as dores no corpo nu
são feridas do açoite.
Cicatrizes altas em pele nua
o escuro, a noite e o sofrimento
é dor, é angustia em toda rua
que esconde os sentimentos.
Palavras mudas, que há ninguém digo
sofrimento e dor que há na pele
é fonte, é mola de resolver algo
porque na fronte a dor corrói
Um eco no silêncio
um grito na escuridão
a dor,a alma nua
a morte fria, nua e crua.
22/03/1996
Poesia em X

Poesia em X.- Brincar com as palavras.
A arte, a dor
a ferida, o teatro.
A vela, o fogão
o forno, a luz.
O som, a caixa
a tampa, o eco.
O sangue, caminhos
a estrada, artérias.
O ar, o lixo
a sujeira,o vento.
O sorriso, o dentista
o dente, a alegria.
A vida, o fim
o começo, a morte
A montanha, o topo
a escalada, a altura.
O ancião, a criança
o jovem, a idade.
O pai, a tia
o tio, a mãe.
O silêncio, as mãos
as palmas, o barulho.
As palavras, poesias
poetas, as letras.
O fim, o começo
inicio, o final.
___________________
OUTRA FORMA DE LER
A dor, a ferida
a arte, o teatro.
O fogão, o forno
a vela, a luz.
A caixa, a tampa
o som,o eco.
Caminhos, a estrada
o sangue, artérias.
O lixo, a sujeira
o ar, o vento
o dentista, o dente
O sorriso, aalegria.
O fim, o começo
a vida, a morte.
O topo, a escalada
a montanha, a altura.
A criança, o jovem
o ancião, a idade.
A tia,o tio
o pai, a mãe.
As mãos, as palmas
o silêncio,o barulho.
Poesias, poetas
as palavras, as letras.
O começo, o inicio
o fim, o final.
19/03/96
Vida e Morte - A viagem.

Vida e morte – a viagem
O tempo
estampado nas horas, descrito nos textos
o tempo
que acaba sendo o senhor do dia
que não dorme com a senhora noite.
O tempo
estampado em retratos amarelados
ditos em frases em músicas fora de moda
o tempo.....
e nele me vejo perdido no tempo,
caminhante do espaço, filhos das horas
inimigo dos contratempos.
Um retrato me denuncia
entrega e revela que já faz muito,
muito tempo,
que habito o mundo.
Sou mais um criador de jornadas
lunática, de espaço e de tempo.
Vagueia-se, perde-se,
fujo e me desprendo de tudo,
esqueço do tempo.
Procuro por mim, não me vejo,
não me encontro.....
Do alto viajo ao encontro de mim,
me acho caído, com frio e com dor
não reconheço o local,nem mesmo as pessoas.
Hospital? Clinica?
Algo tem mudado pela cidade, não identifico onde é
sinto cansaço, sono, me entrego, durmo.
Acordo num quarto coletivo, imagino ser pela quantidade de gente
ao meu redor. Muito branco , muita luz,
um cheiro de mel perdido no ar.
Lanço olhares à janela e vejo o gramado coberto de flores.
Pessoas caminham, sem pressa, sem tempo para controlar,
tão calmo.....me acalmo adormeço.
Me sinto pesado, ainda tonto. Devo ter tomado remédios fortes.
Ainda bem, uma freira entra no meu quarto pergunta se estou bem.
Se posso caminhar. Achei estranho, mas é como se não sentisse minhas pernas.
Mas levantei. Ao lado dela fui para o patio.
Enlouqueci! Onde é isso? Que lugar é esse?
Uma fazenda enorme, poucas casas, tudo bem mais calmo do que uma vila
do interior. Flores, cheiro de mel no ar.
Logo sentado a fonte, sou avisado. Aquele meu novo lar.
Aquela minha nova vida.
Cheguei a perguntar que crime cometi, que presidio agrícola devia ser.
Nada disso!
Descobri-me morto, descobri-me vivo, em outro local, em outro plano,
numa dimensão paralela. Ultrapassei a fronteira entre a vida e a morte
Morri, mesmo estando vivo aqui.
Não verdade não morremos, agora sei. Agora vejo.
A simplicidade do ato, nascer, morrer.
Revelação de fatos. E o tempo?
Com esse não me preocupo mais.
Deixe isso, pra volta.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Sobre o amadurecer...
Ah!
Agora são 20:30h, ouço Baby, na voz de Gal Costa. E ela me diz... “comigo vai tudo azul..vai tudo em paz...”
E o tempo vai passando, os momentos vão e mesmo querendo no reencontramos mas não reencontramos o momento.
Os momentos são outros, as pessoas são outras, as pessoas podem ser as mesmas, transformadas pelo momento.
Podemos então os transformar? Mas como e de que maneira?
Aprendemos com a vida, e na vida aprendemos a viver.
È um aprendizado constante. Eu mesmo, estou aprendendo. Nos momentos de “mim” aprendo comigo mesmo. E vivo!
Apesar de se estar longe, ou mesmo bem perto, pode parecer estranho, mas ultimamente me sinto bem. Os “pensares” e as dúvidas são outras, algumas já surgem com a resposta que só espera a confirmação do tempo.
Hoje, dia 19/10/2001 faz seis dias que ilucidei a maior duvida e claro, criei outras tantas. A vida é tão estranha quando quer. Tive a responsabilidade de aprender, amadurecer, buscar as respotas para o dia a dia da vida. Quando encontrei algumas, surgiram outras.
Percebi que fui sim responsável por me dar as respostas, mas achei na responsabilidade, porque tive comigo a responsabilidade de ousar. Deixar as incertezas da vida pra outra hora, ter certeza do momento. O frio na barriga de se auto analisar, de mergulhar dentro de si, de refletir sobre você no mundo, sobre o futuro...igualzinho quando criança “ no ano 2000 eu vou ter tantos anos...”.
Bem assim, prever bem lá adiante do tempo de hoje.
Deixar pra trás uma,duas, ou muitas coisas criar um rumo....ter um sonho.
Passar a viver de outra maneira. Crescer, não mais brincar de carrinho, mas pensar em ter um carro,
não mais brincar de estar em outro lugar, mas ir de fato até lá.
O micro mundo, se tornando macro mundo. A criança se tornando adolescente, e assim torna-se adulto. Um ser em constante mudança. E pensar que aprendemos que nascemos, crescemos, buscamos nos reproduzir e morremos. Pouco não acha?
Sim penso que isso é pouco perto das inúmeras possibilidades do ser humano. Esperar a velhice e deixar descendentes é tarefa complementar. É tão parte de nós como dormir e comer.
Quando refero-me a inúmeras possibilidades, penso num legado. Na colaboração que o ser humano faz hoje pra si, pros outros e deixa para o mundo.
Exemplos temos vários, como Newton, Grahan Bell, Thomas Edison,Einstein, Henri Ford, Santos Dumont, entre muitos. Gênios do sempre.
Hoje é difícil termos gênios da humanidade como os citados. Mas já paramos pra pensar?
Se observarmos em que nível está hoje o pensamento humano e as suas faculdades entenderemos que nosso mundo é feito de genealidades. A tecnologia é todo sempre.
O tempo é a tecnologia do viver, quanto mais tempo dispusermos menos vivemos, quanto menos tempo, mais vida. Complexo? É na escassez de tempo que buscamos fazer o tudo que nos é possível.
Imagine os esforços para criar uma vacina frente à uma epidemia. Ou mesmo alguém com prazos de vida determinados pela medicina. Já pensou na loucura que fariam pra ter do tempo o melhor proveito e com isso vivê-lo com a maior intensidade possível?
Logo, só posso concluir que, quem tem menos tempo, vive mais!
Isso denota o quanto demoramos para amadurecer. Poderíamos fazer de nossa vida de sessenta anos
uma vida de 90 em proveitos e ações.
Na verdade, é só uma reflexão minha, um convite a pensarmos juntos.
Sabe porque escrevo assim? Porque sei que eu busco, quero e estou fazendo a minha parte. Mas quero que você também busque e faça a sua. Eu e você, não vivemos em separado, estamos no mesmo planeta, poderíamos estar no mesmo continente, mesmo país, mesmo estado, mesma cidade, mesmo bairro, mesma rua, sermos vizinhos. Já pensou nisso? Então tudo se estende, o individual passa a ser coletivo, retorna pro individual volta pro coletivo. É um processo constante.
Crescimento, evolução, amadurecimento, sejam eles de corpo ou mesmo de conhecimento, acredito que não ´e um ato isolado, é sim uma iniciativa ao coletivo.
Já pensou se os gênios citados antes ficassem com o que conheciam, com seus potenciais só pra si?
Todos assim como eles podemos mudar a história. Se conseguirmos cada um mudar a sua, estaremos mudando a nossa. Espero que seja sempre para o melhor, porque temos em nossas mãos o poder de fazer melhorar ou mesmo piorar a situação, não é pra tanto que nem todas as histórias terminam com o “ e viveram felizes para sempre”
Pense! Como quer que a sua termine? Comece já! E assim nas sábias palavras de Chico Xavier termino minha reflexão.
"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim"
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Texto escrito por mim em 19/10/2001. Lido e modificado, reescrito em 25/05/2010
Imagem:loriga.com.br
terça-feira, 11 de maio de 2010
Pra mim tudo bem. E para o outro?
Hoje estava observando na internet os fatos que marcam o mundo a cada dia.São muitos, coisas já consideradas comuns e outra ainda que acabam por nos deixar surpreso.É , digo nós porque no dia a dia as pessoas comentam geralmente a mesma coisa. Sempre tem um fato que chama atenção, repercute mais, acaba tomando proporções nacionais de críticos e seguidores.
Mas já parou para pensar nas coisas que acontecem com você?
Nos fatos que acontecem bem próximos de você,ou até mesmo com você?
Sei da importância de se preocupar com o macro universo, com o país e com o mundo, mas será que pensamos em nós, nas coisas que acontecem com cada um de nós no cotidiano?
É como aquela receita da vovó, que diz que temos que mexer a panela com colher de pau. E o que acontece se há mexermos com uma colher de plástico? dizem que o gosto não fica bom, que perde o ponto, que pode grudar no fundo da panela. Pode ser..., mas acredito que isso ocorra pelo pensar de quem mexe a panela.
Esse é o ponto que quero chegar.
O de repensarmos nossas ações. De perceber o que fizemos durante nossas ações. Sim, isso mesmo. Porque é tão normal tornarmos seres automáticos, que o pensar na ação que estamos fazendo é coisa do passado.
Mas não é! O problema é a correria e as inúmeras tarefas à serem realizadas em um único dia. Nada pode ficar pra depois ou muito menos pra amanhã.
Assim a vida segue,o tempo passa e acabamos por não nos dar conta da simplicidade da vida. De contemplar a " mexedura" na panela com a colher, seja ela de pau ou de plástico. Também não seria pra menos se numa hora dessas esquecermos o fogão ligado.
Corremos pra tudo, somos automáticos pra tudo.
Sim, imagino o que deva estar pensando,ou não, mas também não dá pra sair por ai anotando ou analisando tudo a todo momento. Nem eu conseguiria. Mas também não é o que gostaria.
O que acho viável mesmo, é estar atendo a vida. Ao outro ser que está do seu lado, ao sorriso de um corriqueiro oi, que deixamos passar, logo vira um tchau.
Como corremos! Pensando bem somos maratonistas. Corremos contra o tempo o tempo todo. engraçado,pelas palavras, mas é assim. Nada pode sair diferente, errado então,nem pensar.
E nessa euforia, o dia se foi.O sol se Pôs e você nem viu. A chuva começou a escorrer pela janela e nem sequer você observou a danças dos pingos pelo quintal.
E a essa altura, devem estar me perguntando: "é verdade, mas isso já discurso velho, a vida é assim mesmo".
Poderia concordar com você, mas ainda assim, lhe diria, que a vida é do jeito que queremos que ela seja.
Não estou falando aqui, de ter, de poder, mas de ser, de estar.
Ser simples, estar feliz!
Sim, porque pra mim, a felicidade está na simplicidade. A felicidade é simples!
Opa, será mesmo? Então porque muitos de nós ainda não consideramos que há tenhamos encontrado?
Sinceramente, neste ponto só posso falar por mim. Alias pra resumir, como é bom abrir a janela e dar inicio novamente ao novo espetáculo do dia. Sol ou chuva, frio ou calor, enfim perceber-se como ator, como parte deste espetáculo.
Coadjuvantes? Não mesmo, pode parecer estranho se levarmos ao pé da letra, pelo sentido da palavra, mas sim, somos todos principais.
Eu, você o seu vizinho e o meu também. Cada um de nós é responsável pela parte do outro nesse espetáculo chamado vida. Agora só cabe lembrar que, se não estiver nem eu,nem você preparados para ver cada um a sua volta e dar valor a tudo que ja falei, o simples, o cotidiano que está próximo, de nada vai adiantar saber que o espetáculo de viver é coletivo.
Claro que é. Já pensou que mesmo acreditando estar sozinho você interage com o outro?
Tanto é que estamos cansados de ouvir que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no universo.Sendo assim, você tem o seu, eu tenho o meu, nos tornando únicos, mas sendo coletivos. Estranho?
Será mesmo? Olhe bem....você mora só, mas acorda de manhã lava o rosto, vai escovar os dentes e percebe que seu creme dental acabou. E agora? fácil pega-se outro.
Isso mesmo, a palavra outro. Outro creme dental, outra pessoa, partindo disso, precisamos do outro.
Por mais que queremos estar só, até nisso dependemos do outro,para que ele nos deixe sózinhos. Mas nunca ficamos.
Como dizem...."resumo da ópera", é necessário vermos o que nos cerca, fazermos um bom lugar ao nosso redor e ampliar isso. Chegar ao outro, dividirmos com ele, somar-se a ele, sermos coletivo.
Se assim começarmos, fazendo pouco, o meu pouco somado ao seu pouco e ao do outro toma amplitude. Multiplica-se.
Por isso se faz necessário não deixarmos que as coisas do dia a dia passem despercebidas. Não nos indignemos somente com o nacional, com o macro mundo, mas também com o micro mundo que esta bem ao meu, ao teu lado.
Confesso que estou tentando,mas fazendo minha parte, de melhorar o meu mundo e poder apmpliar para o seu, assim quem sabe um dia o nosso será melhor.
Ai não importa mais se fazemos fazemos assim ou de outro modo, porque mesmo mexendo com colher de pau ou de plástico, teremos a certeza de estar fazendo certo.
Comece por você e se achar que está fazendo pouco, o pouco é melhor que não fazer nada.Alias já ia me esquecendo, pra mim tudo bem. E para o outro?
sábado, 8 de maio de 2010
Caminhadas – A Busca do amor e felicidade.
Anderson Tomio
Eu caminhava pela rua em meio as multidões.
Rostos desconhecidos,pessoas apressadas,correndo contra o tempo.
Eu caminhava pelos parques, vi casais enamorados, casais desconhecidos,
com um algo em comum.
Eu caminhava na praia à molhar meus pés, mas via pessoas felizes.
Eu não estava com elas.
Eu caminhava pelos corredores do colégio, via alunos a conversar,
mas eu, só em meu caminhar.
Decidi mudar minha maneira de ver o mundo, de ver as coisas.
Passei a caminhar em meu mundo, começei a andar, tatear pelo meu intimo e descobrir meu caminhar.
Mas a saudade era muita!
E sai para caminhar outra vez.
Caminhava na esperança de te encontar.
Caminhava na chuva,para disfarçar minhas lágrimas.
Fui à vários lugares, viajei em mim.
Hoje ainda caminho.
Tenho forças em minhas pernas e em meu coração.
Caminhei em todas as direções,
mas nunca havia encontrado você em meu caminho.
Caminhei com duas companheiras,
a saudade e a esperança,
elas me davam a certeza de te ver outra vez.
Continuei meu caminhar,
mas suas lembranças eram fortes, fortes e presentes
que sentia você ao meu lado.
Eu caminhava em busca de algo, em busca do amor e da felicidade.
Hoje, eu ainda caminho, para passear, para estudar e para trabalhar.
Mas, caminhar para encontrar algo, não caminho mais,
não faço mais isso.
Tive a sorte numa das ultimas andanças, de encontar você.
Agora não preciso mais caminhar como antes.
Mas sabe, ainda caminho sim,
caminho e corro,
para me jogar ao seu braços
por que em você o amor e a felicidade encontrei.
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(escrita em 19/06/1996 - 8:35h)
imagem: blog.cancaonova.com
As partes, fragmentos e uniões…
Anderson Tomio
São pequenas as partes,
deixadas aqui.
São pequenos os restos
encontrados de mim.
São pequenas as partes
que vejo serem deixadas.
São pequenos os restos
que encontro de mim.
Partes minhas
que se perdem em teu meio,
pequenos fragmentos
de um pro outro.
São partes de um ser
serão seres em partes,
pequenos restos de mim, teu
e pequenos restos de ti, meu.
Junta-se-á tudo
meus pedaços minhas partes
e o resto,
tudo se transforma
fica igual,
eu e você
pedaços unidos de nós.
(escrita em 26/06/1997 - 9:20h)
Mais ou menos
Um pouco, de um pouco a mais
e não pouco,nem pouco a menos
mas tão pouco,quero mais
ser for muito,por ser menos.
Tão pouco sabe-se a mais
de um pouco muito menos
não há muito, nem menos
e ser for muito, pode ser menos.
Mas pouco,de quero mais
e não muito, pode ser menos
e se é pouco, então vai a mais
mas se é raro, pode ser menos.
Dentre essas poucas loucuras
escrevo mais
mas não me preocupo, se mais ou menos,
pois sou um pouco e posso ser mais
nem tanto, nem a menos.
Se é pouco,pra que querer menos
se então querer um pouco mais
assim não quero nem a mais nem a menos
e de tão pouco e tão mais.
De tanto pouco a mais
e muito menos , de menos
chega de pouco, de mais, de menos
quero o bastante pra ser meu
o ideal não ser de menos.
("viagem" escrita 16/02/98 9:59h)
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Sol

Sol
(AndersonTomio)
Feixes luminosos,
raios de luz,
clarão em meio a tudo,
espaço, tempo e lugar.
Respostas firmes ao falar,
resgate de alma.
Calor que aquece,
calor...humano.
Palavras que não tem fim,
inicio em meio a tudo,
espaço, tempo e lugar.
Arcos de luz que irradiam claridade,
luminosidade absoluta em meio a escuridão.
Fatos que acontecem em tempo,
ou no espaço, ou lugar
luz e luminosidade,
raios de luz, feixes luminosos,
partem de cima, vem para baixo,
são partes de algo.
Sem resposta!
Ou, sem um minimo explicar.
Se as palavras assim como os raios de sol,
não tem fim,
inico em meio a tudo.
São perdidas no espaço
no tempo e se propagam à qualquer lugar.

Envelhecer
(Anderson Tomio)
Com o passar do tempo
pude ver e sentir
o quanto me contento
com minha distancia do existir.
Os anos foram passando
a vida foi cansando e ficando velha
mas o que não vi no passado
hoje é felicidade!
Meu rosto enrugou
meu corpo, caiu
mas o sentimento findou-se
não envelheceu, ressurgiu.
A vida, o tempo,a distância
tive tudo isso, até felicidade
mas num momento de demência
julguei, e joguei para eternidade.
Hoje em leito de asilo
mal leio,mal falo, mal leito,
mas lembro-me de um tempo
em que era jovem
e que a felicidade me acompanhava.
(escrita em 06/08/1998)
(Anderson Tomio)
Se você soubesse
o que sinto hoje,
o sentia ontem,
o que sentirei amanha,
eu já há consideraria parte de meu ser.
Se voê soubesse
o quanto penso em ti agora
o quanto pensei em ti ontem
o quanto pensarei em ti amanhã
eu saberia que você já faz parte de mim.
Se você soubesse
o que quero hoje
o que queria ontem
o que vou querer amanhã
eu já há consideraria que vcê faz parte de mim.
Se você soubesse
o que faço agora
o que fiz ontem
e o que farei amanhã
eu saberia que você já faz parte de mim.
Se você soubesse
de tudo de hoje,
de tudo de ontem
e de tudo de amanhã
largarias tudo
e farias parte de mim.
(escrita em 16/05/1996)



