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quinta-feira, 29 de abril de 2021

QUE DIA É HOJE?

Anderson Tomio 


Você já parou para pensar que dia é hoje?

Qual o dia em que hoje representa em sua vida?

Ah, são tanto os dias em que deixei de pensar o que pudesse ser ou o que esse dia seria para mim, que me perdi muitas das vezes no tempo e na própria existência.

É algo vago, a vaga do tempo criada em nosso interior, em nossa memória em que vivemos no automatismo da vida, da correria do cotidiano e vamos indo, somente indo, a passos lentos, a passos acelerados, mas vamos indo, alternando ritmos e como em uma composição pulando as notas da vida e fazendo da vida, tempo e sincopas perdidas no eco do nosso barulho interior e na dissonância da composição que fizemos, e executamos a cada dia e chamamos de vida.

A vida é alma! A vida é ato! A vida é composição!

Do que você executa com alma, atua com afinco e compõe com maestria e assim preenche espaços, ocupa as vagas, “desvaga” a nossa vida e sentimos utilidade, ativos e integrantes do dia, sim daquele dia em que você acordou e nem se quer sabia o que era,  de onde veio e para onde iria?

Ah pensamentos!

A vida é frenética! O tempo é rápido! As memorias curtas!

Vivenciar o dia, escutar a vida e compor cada tempo como se fosse o derradeiro, o prenuncio do fim que sabemos que chega, mas não sabemos quando. Deixamos o fim, para o fim! Vivemos de começos e meios! E nesse espaço de vida, nessa parte de tempo, sejamos únicos e como notas de um bom perfume, deixe rastros.

Mas qual o perfume da vida?

Poderia te dizer de notas, fragrâncias cítricas e amadeiradas, mas o perfume da vida é viver! O Perfume da vida tem cheiro de bom dia, de boa noite , sorrisos e lagrimas,  medos e coragens. A vida é única, mas seus ingredientes são os mais variados. Não queira ter um único sabor, se tempere! Se conheça! Ao final do dia, ao meio dos começos saber que dia é hoje, o ele representa para mim, os sons , sabores, temperos que fizeram parte  e ser inteiro. Se construir e reconstruir a seu modo, a seu tempo mas não compactuar com a inercia.

Sim, deixe a inercia para o relógio sem pilha, que não deixa de ser relógio, mas não cumpre sua primaz função que é contar as horas de um dia que passa, mas para ele não anda.

Tenha pilha! Energia de vida e de vontade de fazer o novo. Executar o comando que pode mover seus dias e se encontrar no espaço, no tempo e na vaga.

Ser! Viver! Recriar-se!

Ah e quanto aos pensamentos, eles viajam no espaço do seu tempo, mas que tempo? Que dia?

O dia de hoje, qual dia, e o que ele representa em sua vida?

 


quinta-feira, 25 de abril de 2019

9 anos - Nove anos do Blog Anderson Tomio - Junto e Misturado



Por Anderson Tomio

Nove anos!
O que pode acontecer nesse tempo?
Quantas coisas ao redor tomam formas, cores, exalam cheiros, evaporam!
Quantas coisas?
O tempo é decorrente, vai adiante, segue seu curso nas mais diversas complexidades das medidas, sejam frações, segundos minutos, horas e anos. Ele voa!
No acordar e adormecer desses dias, nem sempre pisamos o mesmo chão, ou nem sempre sentimos ele como deveríamos sentir. Perdemos no automatismo a sensibilidade do tato, do cheiro e do olhar. O tempo deixa de ser importante e passa a ser algo que acontece como mágica. Instantâneo!
E quando tempo foi mesmo?
Ah sim nove anos e nessa lacuna do espaço os ajustes, os acertos, erros, e não menos que se estabelecer. Pode dizer, esse é meu lugar!
Aqui leio, aqui escrevo, me findo e me renasço a cada parágrafo, a cada letra, e nelas imprimo um pouco de mim.

Revelar-se!

Deixar vir à tona o que os vincos que o tempo deixam no registro da pele, dos cabelos e o meu eu. 

Amadurecer!

Sim o tempo tem essa função! Nele podemos ser, deixar de ser, nascer e partir, rever e ver o que de fato estamos nele, e com ele planejando, fazendo ou simplesmente deixando de lado.
Ah o tempo! Quanto era mesmo?
Muitas das vezes ele assim como o que fizemos ontem, deixa de ser lembrado. Se perpetua em um local como uma gaveta de meia soltas, ao qual você procura o par, e dificilmente o encontra. 

Destreza!

Habilidades somam-se aos delírios cometidos, misturam-se ao riso e ao choro e nesse mix, amadurecemos.
Nove anos! Nesse tempo contado, o amadurecer do corpo e da mente.
O gosto pela leitura, o prazer pela escrita, o amor em unir os dois e se aspergir pelo espaço lançando letras, palavras e a alma. Buscar, ser e tornar inefável.
E assim, nove anos, e por este tempo a vida que se ganha, os sorrisos que se dão e os nascimentos que ocorrem. Escrever é nascer a cada parágrafo, desvirginando nas letras o que se quer dizer.

Leia-me!

Então é 26/04/2019, aniversário, celebração, momento de contemplar o próprio tempo. Felicidade!
Desta forma resumo, o que sinto, nas letras, nas palavras e no que me entrego a cada novo escrito. 

Feliz!

Obrigado a cada leitor, a cada visitante do blog, carinho especial aos seguidores. Obrigado por estarem comigo. E esse um dos motivos do nome do blog Anderson Tomio – Junto e Misturado, um pouco de mim e de você, um pouco do que leio e muito do escrevo,
Assim é Anderson Tomio – Junto e Misturado – Ano – 9
Parabéns a nós por termos chegado até aqui.

Adiante!!!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Sinos da Alma


Por Anderson Tomio


O sino ecoa ao vento,
ouço vibrar feito as batidas de meu coração,
o som corre a frente, o silêncio vem logo em seguida.
E paro, fico diante dos dois, fecho meu olhos,
ouço somente a vibração e o vento que toca meus ouvidos,
e me envolve dançando sobre minha pele,
que arrepia da cabeça aos pés.
Vibra, toca, soa, o som do sino,
o som de meu coração entra no compasso,
e me deixo levar pelos acordes
e pelo ritmo que sincroniza as batidas de meu coração.
O silêncio faz seu solo,
e somente ele permanece durante um tempo,
e ao fim do tempo, abro meus olhos e contemplo o horizonte
que anuncia que o dia finda,
revelando as cores do entardecer.
Abro meus braços olho ao alto e me percebo como cruz,
descendo meus braços em lado ao que sou, viro obelisco.
Os pés flutuam, o corpo se inclina para frente e torno abrir os braços
num mergulho ao horizonte.
O som se torna forte, vibra, ecoa, toca meu rosto,
remexe todo meus cabelos e alia-se as batidas do coração
que a esse momento estão compassadas a minha respiração.
Propulsão para o infinito, trilha sonora do sagrado, me percebo em voo,
e vou ao céu onde abaixo de meus olhos, o mundo.
O dia que finda e me sinto pleno, feliz e seguro.
Um novo eu, um novo mundo, descobrir-se e seguir na viagem do meu eu
que vibra ao som das batidas de meu coração.
Me sinto grande, tudo é superado,
a felicidade e a paz interior se instalam,
e como águia, voo alto,
e observo um mundo de que um dia fiz parte.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

No Mundo!



Por Anderson Tomio

Tantas idéias passam à cabeça e nessa análise de mundo, pergunto em que mundo eu vivo?
Muitas das vezes me pego observando o mundo de dentro, fazendo parte dele e tendo contato com as coisas que estão ao redor. Outras vezes analiso de fora, como se aquele mundo que vejo ao meu redor, não fosse o meu ou eu nem fizesse parte dele.
Devaneios! Pensamento que podem ser tolos, mas é amadurecimento.
Devíamos sempre agir assim. Olhar a vida ao menos sobre dois pontos de vista, tendo duas óticas diferenciadas, o ponto de vista e a vista do ponto.
Assim também deveria ser o convício social, em que a empatia fosse complemento do pensar e do agir. Se assim fosse, haveria menos danos a sociedade que tanto se diz civilizada.
E agora? Continuar nessa utopia de que todos fariam essa análise?
Mas fariam se esse processo fosse nato, incutido em nossas mentes e fizesse parte de cada um. Como? A educação nos evolui! Aquilo que vemos, os exemplos repercutem e muito na nossa formação moral. Há os pais! Se esses criassem seus filhos não somente para serem vencedores, mas para aprenderem a ser algumas vezes na vida, se ocorrer, derrotados, mas inteiros pelo processo de participação e de aprendizado que isso nos proporciona.
Olhar além de cada queda! Ver que os tropeços fazem doer os dedos do pé, mas faz também que tomemos mais cuidado ao caminhar na estrada com pedregulhos.
E então? Analisar o mundo, observar o mundo, estar e fazer parte dele, a fim de trilhar o melhor caminho. Assim deve ser a vida! E se encontrarmos alguém na caminhada, que possivelmente esteja sentado a beira do caminho, não vê-lo como um incapaz, mas como alguém que já andou tanto quando você e neste momento senta para descansar.  Ou seja, nem sempre as paradas são para desistir, mas para tomar folego!
Sigamos adiante!
Agora levanto, firmo novamente os calçados nos pés e então eu vou. Tenho uma estrada a seguir, um destino a chegar e pretendo aproveitar toda a beleza que este caminho pode me proporcionar.
E vou...

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Para mim tudo bem? E para o outro?



Por Anderson Tomio

Hoje estava observando na internet os fatos que marcam o mundo a cada dia.São muitos, coisas já consideradas comuns e outra ainda que acabam por nos deixar surpreso.É , digo nós porque no dia a dia as pessoas comentam geralmente a mesma coisa. Sempre tem um fato que chama atenção, repercute mais, acaba tomando proporções nacionais de críticos e seguidores.
Mas já parou para pensar nas coisas que acontecem com você?
Nos fatos que acontecem bem próximos de você,ou até mesmo com você?
Sei da importância de se preocupar com o macro universo, com o país e com o mundo, mas será que pensamos em nós, nas coisas que acontecem com cada um de nós no cotidiano?
É como aquela receita da vovó, que diz que temos que mexer a panela com colher de pau. E o que acontece se há mexermos com uma colher de plástico? dizem que o gosto não fica bom, que perde o ponto, que pode grudar no fundo da panela. Pode ser..., mas acredito que isso ocorra pelo pensar de quem mexe a panela.
Esse é o ponto que quero chegar.
O de repensarmos nossas ações. De perceber o que fizemos durante nossas ações. Sim, isso mesmo. Porque é tão normal tornarmos seres automáticos, que o pensar na ação que estamos fazendo é coisa do passado.
Mas não é! O problema é a correria e as inúmeras tarefas à serem realizadas em um  único dia. Nada pode ficar pra depois ou muito menos pra amanhã.
Assim a vida segue,o tempo passa e acabamos por não nos dar conta da simplicidade da vida. De contemplar a " mexedura" na panela com a colher, seja ela de pau ou de plástico. Também não seria pra menos se numa hora dessas esquecermos o fogão ligado.
Corremos pra tudo, somos automáticos pra tudo.
Sim, imagino o que deva estar pensando,ou não, mas também não dá pra sair por ai anotando ou analisando tudo a todo momento. Nem eu conseguiria. Mas também não é o que gostaria.
O que acho viável mesmo, é estar atendo a vida. Ao outro ser que está do seu lado, ao sorriso de um corriqueiro oi, que deixamos passar, logo vira um tchau.
Como corremos! Pensando bem somos maratonistas. Corremos contra o tempo o tempo todo. engraçado,pelas palavras, mas é assim. Nada pode sair diferente, errado então,nem pensar.
E nessa euforia, o dia se foi.O sol se Pôs e você nem viu. A chuva começou a escorrer pela janela e nem sequer você observou a danças dos pingos pelo quintal.
E a essa altura, devem estar me perguntando: "é verdade, mas isso já discurso velho, a vida é assim mesmo".
Poderia concordar com você, mas ainda assim, lhe diria, que a vida é do jeito que queremos que ela seja.
Não estou falando aqui, de ter, de poder, mas de ser, de estar.
Ser simples, estar feliz!
Sim, porque pra mim, a felicidade está na simplicidade. A felicidade é simples!
Opa, será mesmo? Então porque muitos de nós ainda não consideramos que há tenhamos encontrado?
Sinceramente, neste ponto só posso falar por mim. Alias pra resumir, como é bom abrir a janela e dar inicio novamente ao novo espetáculo do dia. Sol ou chuva, frio ou calor, enfim perceber-se como ator, como parte deste espetáculo.
Coadjuvantes? Não mesmo, pode parecer estranho se levarmos ao pé da letra, pelo sentido da palavra, mas sim, somos todos principais.
Eu, você o seu vizinho e o meu também. Cada um de nós é responsável pela parte do outro nesse espetáculo chamado vida. Agora só cabe lembrar que, se não estiver nem eu,nem você preparados para ver cada um a sua volta e dar valor a tudo que ja falei, o simples, o cotidiano que está próximo, de nada vai adiantar saber que o espetáculo de viver é coletivo.
Claro que é. Já pensou que mesmo acreditando estar sozinho você interage com o outro?
Tanto é que estamos cansados de ouvir que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no universo.Sendo assim, você tem o seu, eu tenho o meu, nos tornando únicos, mas sendo coletivos. Estranho?
Será mesmo? Olhe bem....você mora só, mas acorda de manhã lava o rosto, vai escovar os dentes e percebe que seu creme dental acabou. E agora? fácil pega-se outro.
Isso mesmo, a palavra outro. Outro creme dental, outra pessoa, partindo disso, precisamos do outro.
Por mais que queremos estar só, até nisso dependemos do outro,para que ele nos deixe sózinhos. Mas nunca ficamos.
Como dizem...."resumo da ópera", é necessário vermos o que nos cerca, fazermos um bom lugar ao nosso redor e ampliar isso. Chegar ao outro, dividirmos com ele, somar-se a ele, sermos coletivo.
Se assim começarmos, fazendo pouco, o meu pouco somado ao seu pouco e ao do outro toma amplitude. Multiplica-se.
Por isso se faz necessário não deixarmos que as coisas do dia a dia passem despercebidas. Não nos indignemos somente com o nacional, com o macro mundo, mas também com o micro mundo que esta bem ao meu, ao teu lado.
Confesso que estou tentando,mas fazendo minha parte, de melhorar o meu mundo e poder apmpliar para o seu, assim quem sabe um dia o nosso será melhor.
Ai não importa mais se fazemos fazemos assim ou de outro modo, porque mesmo mexendo com colher de pau ou de plástico, teremos a certeza de estar fazendo certo.
Comece por você e se achar que está fazendo pouco, o pouco é melhor que não fazer nada.Alias já ia me esquecendo, pra mim tudo bem. E para o outro?

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Entre o céu e a terra. Sigo!


 **

Por Anderson Tomio


Há uma brisa envolta,cheiro da mata, 

um silêncio que ecoa em minha alma,  nada é calmo há turbulência.

Em meu voos nada constante é o céu infinito azul, há nuvens e muitas vezes tempestade.

Ando, nem voo, opto pelo chão e sigo... buracos a frente e caminhos que nem sei para onde

vão, então fico!

Na incerteza do amanhã, vivo o hoje, em silêncio, nem voo, vejo, só ando.

Sigo!


.................................................................................................................
**Imagem: Foto Credito: Ana e Rodrigo - Blog http://www.1000dias.com/fotos/costa-rica

** RECOMENDO A VISITA! Um excelente blog com belíssimas fotos e registros de viagem. Um blog desbravador. Vale muito visitar e conhecer.


domingo, 15 de maio de 2016

Perfume do Bem!

Anderson Tomio 


O tempo que fico em silêncio
é sempre o tempo que preciso para amadurecer minhas ideias.
O tempo, que dita tantas das regras de nossa existência,
também rege os pesamentos, faz parte dele e passa por ele.
Ah o tempo!
Com ele tenho aprendido a ser quem sou,
a ver qual é minha essência e quantas vezes deixei que meu perfume
se dispersasse pelo ar.
Com o tempo, percebi o que é olhar para dentro, ver além de um espelho e me reconhecer
pela maneira que estou, sem que para isso,  ainda deitado não tenha sido preciso abrir os olhos ao amanhecer.
De olhos fechados aprendi a ter a visão do meu eu.
Tantas palavras ditas, outras somente pensadas, algumas que ainda estão em período de aprendizado, mas não são apenas ingredientes do que eu posso ser e do que sou, são vida!
E o tempo, o perfume e o meu eu, junção que gera a parte da da minha essência.
Tem uma frase conhecida que diz “ que o perfume permanece na mãos de quem lida com flores”
 e me pergunto;
Alguém já ficou com meu perfume, por ter estado comigo? O que de bom eu posso ter proporcionado na vida do outro?
Na simplicidade das coisas, na singeleza de um bom dia e um sorriso?
Nesse tempo...me pergunto se  por onde passo deixo o perfume do bem?
Metáforas a se sentir, vida a exalar, tempo a ser vivido, evaporamos!
Olhar de dentro e ver o ciclo que a vida humana percorre e perceber que no tempo, é tempo e há tempo para melhorar. A maturação é constante! O amadurecimento decorrente!
E no olhar do silêncio, no sorriso que fala por si, a sutileza de gestos revela a beleza da vida.
É bom ser humano, é bom ser um bom ser humano! E que sejamos!
Há tempo, há perfume, há sorrisos e gestos que em todo tempo podemos viver.
Evapore!
Perfume por onde você passar e deixe que o seu perfume do bem fique no tempo.
Permita que seu sorriso, mesmo sem som, ecoe no espaço.
O que é bom nunca finda. O bom é atemporal.
E o tempo que fico em silêncio...em meu barulhos internos, Vivo!

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Imagem original http://eaibeleza.com/beleza/perfume-lily-essence-o-boticario/

segunda-feira, 25 de abril de 2016

6 ANOS...E A SEMENTE SE TORNOU ÁRVORE!

Não escrevo, teço partes de mim nas folhas e letras onde meus sentimentos respingam!

Sabe quando você lança uma semente sem a certeza que ela viva, mas ainda assim tem o desejo que ela germine e se torne uma bela árvore? Pois bem, foi isso que fiz há 6 anos. Resolvi partilhar em um blog alguns de meus escritos, já que minha gaveta já estava repleta de pastas e cadernos com tantas criações. Achei melhor lançar a semente, que antes era somente um pequeno Bolsai que de forma tímida enfeitava linhas e mais linhas dos papeis aos quais eu escrevera desde o meus 13 ou 14 anos. No começo usava um caderno, escrevia a mão, folhas e mais folhas de cadernos universitários. Depois passei a rascunhar e passar a limpo utilizando folhas oficio em que eu datilografava numa velha maquina de escrever. O tempo foi passando, e acabei tomando gosto por escrever a mão livre, o que me possibilitava liberdade e pensamento rápido não perdendo o que me vinha a cabeça. Raras vezes um amigo ou conhecido lia o que eu escrevia. Sentia orgulho de mim, pois gosto de escrever, mas naquela época sentia vergonha de dizer que fazia poesia. Não parei, mas também não havia uma forma de eu expor ou mesmo mostrar o que estava criando. Engavetei todas! Assim os escritos permaneceram guardados, se juntando a criações mais novas. Por várias vezes pensei em fazer uma seleção e descartar o que eu não havia achado tão belo. E acabei fazendo por algumas vezes, mas não tive a coragem de jogá-las fora. Então selecionei entre as “boas” e as “ruins”. Minha vida foi dando voltas, pegou rumos, recuou, pegou outros, foi em frente, mas não deixei de escrever. Muitas vezes conversava comigo mesmo através do papel, nele deixava fluir minhas angustias e emoções, outras vezes dialogava sobre um assunto qualquer . Pode-se dizer que através da escrita, muitas vezes fiz terapia e fui “psicólogo” de mim. O tempo passou, até que chegou o dia e a hora em que pensei, o porque não por esses registros em um blog? E com pouca pretensão, com certo frio na barriga de ser mais rejeitado do que aceito, o blog nasceu. Foi uma semente lançada em 26/04/2010, uma segunda-feira, mais precisamente no meu horário de almoço, pois estava na empresa que trabalho. Embarquei na ideia e a cada nova postagem via o blog crescer, com arquivos, com visitas, seguidores e comentários. Fui ficando surpreso, com o que acontecia a cada dia, pois percebi que havia algo de bom ao menos em alguma coisa que eu tinha escrito. Continuei, fui “regando a semente” que agora completa 6 anos e já tem alguns ramos e folhas de aprendizado e amizade.
Só tenho a agradecer, a todos que visitaram ,(mais de 185.564 acessos e 455 seguidores, 305 postagens. Acessado em 97 países e traduzido para mais de 60 idiomas através do google translator ) seguem, deixaram comentário e me incentivaram neste tempo fazendo com que hoje eu me sinta muitíssimo feliz em saber que as palavras caladas na gaveta ganharam o tempo e hoje ecoam pelo espaço, seja ele real ou virtual, mas o que importa é que estão lá.

MUITO OBRIGADO! MUITO OBRIGADO! MUITO OBRIGADO!

O meu pequeno sopro não apagou uma vela,
mas fez de uma pequena fagulha surgir uma fogueira!


** O poema que fiz para meu filho "Declaração de amor de pai para filho" foi acessado 75.132 vezes  e lidera o ranking de postagens visualizadas**

http://andersontomio.blogspot.com.br/2011/08/declaracao-de-amor-de-pai-para-filho.html
______

Abaixo os dados de visualização do blog.









terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Adeus Ano Velho! A "gaiola" da vida!


Por Anderson Tomio

Ouvi somente o som de meus passos ao entrar na sala, sentei-me a poltrona que no canto sozinha antes de mim contemplava o meu ir e vir, no movimento do dia a dia.
Confortavelmente ali fiquei a observar o nada e permiti que meus pensamentos tomassem asas e voassem.
Olhei do alto as vezes em que eu estive sozinho com meus lamentos e nem uma palavra amiga foi proferida para acalentar-me, vi as pegadas que deixei por tantos caminhos que trilhei, mas que alguns deles não me levaram ha lugar algum.
Sorri por um determinado tempo recordando momentos em que tive um abraço e um sorriso de amigos e familiares, estes que estavam comigo para aplaudir meus esforços, minhas batalhas, nem sempre com vitórias, mas com intensa participação na vida.
A vida....
Ela que é nos dada como dádiva, que é vivida com mil e uma razões, horas  parece ser imparcial, outros o mais justo dos juízes, porém houve momentos de injustiça ou falta de meu entendimento para tal sentença.
Julgamentos...
Tantos deles são feitos,  observam, olham, condenam, julgam, algumas vezes me dão troféus, outros sinceras palmas, mas em meio a tantos, o som dos murmúrios e dedos que apontam contra mim. Sou humano!
Somos obra do mesmo criador, e meus defeitos não são os mesmos que os seus, as qualidades também não, mas temos um pensamento e conhecimento que pode se apropriar de duas coisas, o respeito e a tolerância.
O Hoje...
Tão falado, tão visto, tão vivido, mas não é apenas o hoje isoladamente, observe que ao lado
da poltrona da vida há gaiola e nela partes e fragmentos da vida, da sua vida. O que você fará com o que carrega? Libertará ou deixará aprisionado?
O Futuro...
Há se tivéssemos o poder de ver adiante e moldar erros e acertos. Meros devaneios!
 O futuro se faz, com a gaiola que repousa ao lado de onde você  sentou. Abra-a
Observe onde esteve, onde estás e onde queres chegar. O amanhã é o caminho!
Neste momento sorrisos, lágrimas, suspiros compõem o que sou, fazem-me  companhia,
me põe âncoras ou um foguete de propulsão...como vai ser?
Avalie! Separe as coisas desta gaiola que bagunçou com o sacolejar da vida. A parte das conquistas, das perdas e dos danos...sim os danos que causamos e nos causaram, essa parte deve ser liberta, mas será a parte da bagagem que você mais vai vasculhar ao longo da vida, fazendo novo crivo, sorrindo ou chorando com mais intensidade. Vai acumular mais algum destes ao longo do futuro que vem? Prender ou soltar? “Prender”... Somente o inevitável, o ponderável e o dispensável, os demais, liberte... Respeite! Tolere!
Desejos....
A saúde, a força e a fé. Pode parecer alguma receita pronta, mas as receitas servem para serem feitas, incrementadas com seu toque...o seu toque é o foco. Onde quer ir, onde quer chegar e o que quer fazer do seu amanhã?
A coragem! Não esqueça dela para alcançar seus objetivos, metas e sonhos, porque ela nos tira da inércia. Adiante! E quando estiver caminhando, não precisa que encontres logo a meio trajeto outra poltrona para sentar, mas basta diminuir o passo, silenciar e olhar ao alto, porque haverá lá no alto, uma estrela que você pode dar o nome que quiser, mas ela estará a te guiar, e cabe a você abrir seu coração á ela para que ouças com seu coração o que ela tem a lhe dizer e orientar.  O coração que silencia e busca ao alto, ouve a voz de Deus em suas batidas.

FELIZ E ABENÇOADO ANO DE 2016

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Imagem:http://www.pozelar.com.br/sala-de-estar/poltrona-de-decoracao-para-sala-de-estar-e-escritorio-tilla-suede-jornal-jm-estofados

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

No banho...


Anderson Tomio

Pronto banho tomado!
Estendi o braço alcançando a toalha par ame secar,
senti o tecido macio tocar minha pele, e envolver meu corpo como em um abraço,
Por um instante parei o movimento e fechei meus olhos,
Uma gota de água escorre de meus cabelos e me desperta causando ao arrepio
por onde ela percorre a descer sobre minha pele.

Penso....

Olho me no espelho e contemplo o corpo nu,
O corpo já no é o mesmo de tempos atrás,
alguns vincos do tempo agregaram texturas a minha pele,
e com cada uma delas, as memórias,

O tempo...

Continuo o movimento de secar meu corpo,
mas contemplar-me nesse momento é prazeroso,
assim desnudo de tudo, percebo minhas forças e minhas fragilidades,
embora com a água do banho somente a poeira do cotidiano fora embora,
Tristezas, mágoas e sentimentos cinza, não saem com água!
Mesmo tendo ao termino do banho a sensação de leveza, não saem.
Pode ser leveza de pele, mas o coração agrega fardos, que se rompem,
e como em uma ampulheta, escorrem vagarosamente até que si dissipem
no passado, no esquecimento e no perdão.
Quem não perdoa, põe cadeados em seus fardos, impedindo que eles se abram perdendo
o peso que eles carregam.

O suspiro...

Nele exalo todo sentimento e inspiro do perfume do sabonete,
este que por um tempo repousa sobre a pele, como se marcasse o território
dizendo que é seu, mas demarcar o que?
O território que era, que foi, hoje existe a espera do “uso capião”,
de sentimentos, de peles, de perfumes que se encontrem e se afinizem
que tão macio quanto à toalha de banho, seja envolvido em um abraço,
embaraço, crie laço e que o banho se torne somente refresco ao fim
de um dia de calor.
E que calor!

Em um outro banho....


_Esqueci a toalha! podes trazer para mim?

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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Sinos da Alma


Anderson Tomio

O sino ecoa ao vento,
ouço vibrar feito as batidas de meu coração,
o som corre a frente, o silêncio vem logo em seguida.
E paro, fico diante dos dois, fecho meu olhos,
ouço somente a vibração e o vento que toca meus ouvidos,
e me envolve dançando sobre minha pele,
que arrepia da cabeça aos pés.
Vibra, toca, soa, o som do sino,
o som de meu coração entra no compasso,
e me deixo levar pelos acordes
e pelo ritmo que sincroniza as batidas de meu coração.
O silêncio faz seu solo,
e somente ele permanece durante um tempo,
e ao fim do tempo, abro meus olhos e contemplo o horizonte
que anuncia que o dia finda,
revelando as cores do entardecer.
Abro meus braços olho ao alto e me percebo como cruz,
descendo meus braços em lado ao que sou, viro obelisco.
Os pés flutuam, o corpo se inclina para frente e torno abrir os braços
num mergulho ao horizonte.
O som se torna forte, vibra, ecoa, toca meu rosto,
remexe todo meus cabelos e alia-se as batidas do coração
que a esse momento estão compassadas a minha respiração.
Propulsão para o infinito, trilha sonora do sagrado, me percebo em voo,
e vou ao céu onde abaixo de meus olhos, o mundo.
O dia que finda e me sinto pleno, feliz e seguro.
Um novo eu, um novo mundo, descobrir-se e seguir na viagem do meu eu
que vibra ao som das batidas de meu coração.
Me sinto grande, tudo é superado,
a felicidade e a paz interior se instalam,
e como águia, voo alto,
e observo um mundo de que um dia fiz parte.

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Imagem: Igreja de São José - Receife -Pe
Fonte:http://vivointensamenteascoisasmaissimples.blogspot.com.br/2012/09/por-do-sol.html (Adriana Avila)

sábado, 7 de março de 2015

Nos braços da madrugada.



Anderson Tomio

Ah no ar o cheiro do meu eu
que mistura-se ao cheiro da noite.
Abro a janela de meu quarto e a brisa da madrugada
vem arrepiar-me a pele com sua refrescancia.
Nos arrepios do luar que me acompanha
abro também as janelas da minha alma,
percebo-me como parte desse imenso mundo
e ao mesmo tempo um ser minimo que se perde 
nessa imensidão.
O som de meu cantar interior faz sinfonia ao silêncio
da madrugada que me pega no colo e toma conta de mim.
Me entrego a ela, em ser, em pensamentos, e vago em seus 
braços na busca do que pode ser um sonho, ou mesmo 
apenas a plenitude de um repousar.
Me deixo levar! Abro os olhos e sinto ela que me toca  com o sono
a me envolver, acariciando me de  leve o rosto, e me fazendo um cafuné
que embala e faz-me ir adormecendo.
A madrugada me leva nos braços, os sonhos me dizem para onde posso ir, 
e num piscar de olhos vejo-os reais e na fração do tempo
o acalento toma conta, e adormeço em seus braços 
que em meu sonho parece estar aqui.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Conceitos




Anderson Tomio                                                                                                              

Surtar com os contratempos
ver, saber, recusar, mudar
e enlouquecer.
Mudar, não ser mais eu,
transforma-se em outro.
Penar neste processo.
Saber, que o mundo,
transforma-se, recria-se,
aumenta o ritmo,
trata o retorno,
a desflora-se de mim,
de ser eu, de ser você.
Destituir do tempo, do instinto
vivermos a vontade das horas,
da ordem do tempo,
e nos contratempos,
há o despojamento das idéias.
O descobrir, o desvirginar das mentes,
dos passos em séries,
mas mudamos, há não ser só eu,
um hora mudado,
hora estagnado no mudar,
já não conta, já não há o que contar,
depois de ontem o mundo já é outro
as horas passam, mudou-se,
eu, nós havemos de mudar.
Transformar!


segunda-feira, 23 de junho de 2014

Somente o vento...

Anderson Tomio



Somente o vento...

Ele mesmo fazia sua sinfônia aos pés de meus ouvidos,
Inebriando-me  com seu perfume,
Extasiando-me com seu som,
Somente o vento...

Ele mesmo fazia acordes e desenhos no céu,
Convidava as nuvens a dançar com ele
Num balé clássico lindo e compassado,
Num Tum Tum Tum, hummmmmmmmmmm
Feito bolero de Ravel.
Somente o vento...

Ele mesmo audacioso me coçava a nuca,
Resfriava com a  brisa minhas costas,
Mas aquecia-me num alento sinfônico
De poucos acordes, mas de intenso som.
Somente o vento...

Ele mesmo trazia presentes para perto de mim,
Entregou-me num suspiro o dente de leão*,
Que a minha frente bailava, flutuava dançando
Como bailarina solista do espetáculo quebra nozes.
Somente o vento...

Ele mesmo me fizera contemplar sua força,
Que deixava rastro de elevada poeira,
Mas que embalava o ipê
Dançando com suas flores de ouro.
Somente o vento...

Ele mesmo adornou meu instante,
Contou ao pé do meu ouvido que adorava dançar,
Mas em seu espetáculo cantava,
Momentos, feitos maravilhoso tenor,
Mas gostava mesmo de ir do soprano ao contralto
Como quem pula de um pé no outro
Jogando amarelinhas.
Somente o vento...

Ele mesmo, o vento!

___________
* Dente-de-leão é o nome vulgar de várias espécies pertencentes ao gênero botânico Taraxacum, das quais a mais disseminada é aTaraxacum officinale. É uma planta medicinal herbácea conhecida no Brasil também pelos nomes populares: taráxaco, amor-de-homem, vovô careca, amargosa, alface-de-cão ou salada-de-toupeira. No Nordeste é conhecida por "esperança": abre as janelas e deixa a esperança entrar na tua casa trazida pelo vento da tarde. Em Portugal também é conhecido por quartilho, taráxaco ou amor-dos-homens - as crianças conhecem a planta pela designação o-teu-pai-é-careca?, em resultado de um jogo infantil que supostamente mostraria se o pai de outra criança, a quem se faz a pergunta, seria careca ou não, depois de soprar os frutos desta planta que, ao serem levados pelo vento, deixam uma base semelhante a uma cabeça careca. Ou ainda outro nome, associado também a uma brincadeira infantil, "avô-careca" FONTE: Wikipedeia 

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Baila Comigo?



Anderson Tomio

Entrei! 
Abri a porta de casa, e ainda no escuro dei o primeiro passo 
indo ao escuro, mas um lugar já conhecido. 
Acendi a luz, o ambiente claro mostrava seus detalhes,  
e por instantes  fiquei ali mesmo, logo após  a porta,  
pensando no que faria dentro de meu lar. 
Vários pensamentos me vieram a cabeça, 
mas nenhum deles teve força sufiente para tirar-me da inercia. 
Parei, de forma estática, inerte senti a brisa que adentrou a porta 
tocar em minha pele. 
Abracei-me ao vento, deixei com que ele me carregasse pela sala 
numa dança a dois. Vaguei... 
Estendi as mãos e fizemos as evoluções de uma valsa,  
no ir e vir ao som do compasso ternário. 
Entre rodopios senti que a mão que me segurava a dançar 
poderia ser qualquer uma das mãos ao quais já me estenderam um dia. 
A sua por exemplo e assim dançaríamos juntos. 
A vida é uma canção, uma dança, uma valsa,  
que quando dançada sozinha, parece desvaneio 
ou loucura, mas é o treino para o acerto dos passos. 
Logo, dentro de casa, seguro e em meu refúgio 
centro-me, treino-me e estou em maturação 
e te pergunto,  
quando eu já tiver noção do ritmo dessa 
canção chamada vida,  e quiser voltar  
para o baile das interações humanas 
onde os sorrisos e os olhares ecoam  
no coração como um tambor,  
nesse instante estarei apto, querendo de fato dançar 
e espero que você venha bailar comigo. 
A musica, a da vida, o ritmo, o do coração 
o compasso, o nosso, o tempo, o duradouro, 
A trilha sonora de uma história, a nossa!



segunda-feira, 7 de abril de 2014

Ah saudade! Oh Saudade!




Anderson Tomio
Uns sabem do que eu falo outros tantos apenas imaginarão,
alguns de fato viverão comigo e sentirão minhas palavras,
mas hoje, a saudade veio me visitar.
Acordei com os olhos marejados,
as lágrimas embaçavam minha visão,
e algumas delas não rolaram, teimavam em segurar-se aos meus cílios.
Que molhados gelavam as pálpebras que enrugavam em meu suspirar.
Ah saudade! Visitante sem aviso, que me pega nessa hora,
me faz deitar em seu colo a viver lembranças,
e a viajar em meus pensamentos. Oh Saudade!
Diz em meu ouvido que recordar é viver!
E recordo! Memórias de um tempo, de minutos e segundos.
renovam-se neste amanhecer.
Pessoas, acontecimentos, viagens, encontros e desencontros,
que a vida nos proporciona ficam novamente diante dos olhos.
E suspiro! Lembranças de coisas boas, saudade de um perfume,
Flashes de um sorriso, e a vida é misteriosa!
E as lágrimas por um instante se intensificam,
quando percebo a saudade aliada com a distância,
e essas me tiram de do campo da discreta presença
e me põem no hall do momento.
As pessoas se reencontram, mas não reencontram o momento!
E fico trêmulo, e o suspiro é mais intenso,
Porque o que era momento, um eterno momento,
hoje se torna saudade,
e que não se torne uma eterna saudade!
Quero reencontrar as pessoas,
Com elas relembrar os momentos
Que podem nem ser falados, mas simples
E puramente traduzidos em abraços e sorrisos.

E ah saudade! E oh Saudade! E se foi saudade!

sábado, 13 de julho de 2013

O marinheiro florista…


Anderson Tomio                                                                     


Meus pensamentos ultrapassam as janelas do quarto,
as escotilhas da minha nau navegam,
já transpuseram a tempo as da alma,
seguiram feito plumas, perderam-se no vento.
Penso e repenso, imagino e vejo,
teço em meus poros a essência do meu pensar,
jogo-as ao vento na espera,
de que seja inalada, sentida,
percebida a essência das palavras,
em meus pensamentos, ganham vida,
só seres, são companheiras, sou eu.
Dou um pouco de mim em cada letra,
imprimo minha marca, aspergindo meu perfume,
no que teço, no que crio, no que escrevo.
Vivo, morro, nas palavras me recrio,
reinvento-me e me sinto novo.
Pensar, vagar, viajar,
as letras me levam pelos ares,
a idéias pelos mares,
e navego, semeio no tempo,
sou marinheiro florista,
sou eu, é inicio, é alfa,
é secundário é beta,
mas as idéias partem de mim,
sem fim, sem ômega,
pela janela do quarto,
pela minha janela,
pela minha alma.




sexta-feira, 26 de abril de 2013

3 anos - Anderson Tomio - Junto&Misturado





Hoje dia 26 de abril de 2013 o blog ANDERSON TOMIO - JUNTO E MISTURADO completa
3 anos de existência. Três anos de uma semente que foi lançada e que a cada nova visita foi ganhando mais e mais gotas de animo e coragem para seguir adiante. Há em cada palavra, em cada frase e na escolha de cada imagem um pouco de mim, do meu tempo e da minha dedicação para fazer desse espaço um local aconchegante aos olhos e a alma. Colocar cada palavra no local exato para que minha mensagem seja lida, seja ouvida com o coração e mais que toque a cada um que por aqui passar. O blog não é apenas um espaço onde pode-se colocar frases, textos e imagens, é um "quintal mágico" onde cada detalhe colocado pode germinar como flor ou secar como a rama em demasia exposta ao sol. 

O sentimento neste momento nada mais é  de satisfação e gratidão. São mais de 97mil acessos, visualizado em mais de 50 países e traduzido por meio eletrônico para até 60 idiomas.  "blogar" é lançar no espaço estrelas para que possam brilhar onde os olhos da alma e do coração estiverem atentos aos detalhe dessa luz. 

Hoje com 3 anos de história, o blog não só faz parte desse mundo virtual, mas também faz parte de mim. Nele me vejo, me sinto e me releio a cada nova postagem sendo ele uma ferramenta de um autoconhecimento. 

A cada comentário, a cada visita, a cada palavra, a cada e-mail recebido, o meu MUITO OBRIGADO!

A semente foi lançada, a árvores está crescendo, os frutos dela colho a cada dia que volto aqui para receber e dar um pouco de mim. Há ainda um caminho a ser percorrido, sonhos a serem realizados, e espero um dia 
não somente no toque na tela, mas sentir as palavras de meu blog entre meus dedos, na forma de livro, onde seria este a materialização do sonho, a transformação das palavras lidas em palavras que podemos tocar, e além de sentirmos que elas podem tocar nosso coração, de fato serão tocadas por nossos dedos.

A cada visitante, a cada amigo, a todos que vieram a fazer parte do meu caminho nesses três anos, o meu carinho e o meu MUITO OBRIGADO!

Que assim seja, mais de 97.000 MUITO OBRIGADO...assim  97 mil vezes no plural, mas escrito no singular porque sei que cada visita que chegou até aqui, cada momento que passou com minhas palavras foi momento único.

Meu carinho, meu respeito e minha gratidão.

MUITO OBRIGADO 

E que eu tenha a força e dedicação para seguir adiante. 


Anderson Tomio

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Alguns fragmentos - Minhas frases





Amo quem verdadeiramente me ama, gosto de quem realmente gosta de mim, os demais são dignos de respeito!
******
Buscamos demasiadamente a loucura, mas não sabemos a loucura que isto pode ser!
*******
A felicidade só se faz presente na vida de quem a conhece de perto!
*****
Tudo bem que dizem que a felicidade é feita de momentos, mas a vida pode ser um momento feliz. Esse momento pode durar alguns poucos minutos de vida corpórea, mas pode durar uma eternidade se assim fizermos a partir de agora. Não fique competindo com a felicidade, nem tente tirar ela de outra pessoa, estenda a mão e caminhe junto. Isso basta para que a felicidade lhe conheça e queira ter você como melhor amigo.
*****
Deixei para trás os espinhos,
semeei nova rama, o broto,
quis ter a chance, tê-la de novo.
Das pétalas fiz o meu banho,
aguardando você  florescer.
*****
Eu tenho posse da imagem na qual eu acredito estar refletindo pra fora e muito mais pra dentro do meu ser.
*****
Nossas idéias amadurecem, são modeladas com as vivências, amparadas na existência e aplicadas no espaço. Micro, macro mundo. Único, coletivo. Interno, externo.
*****
A família mudou, mas não era necessário mudar os valores.
*****
Como eu gostaria de não me preocupar com o mundo, e vê-lo novamente mágico como era na infância.
*****
É poente de luz
é nascente de brilho
é uma estrela que sobe
ou um anjo que desce
as cores se mesclam
o cinza, o preto, marrom
e tudo silencia.
*****
Os anos foram passando
a vida foi cansando e ficando velha
mas o que não vi no passado
hoje é felicidade!
****
Gosto muito de música, o que primeiro analiso nelas são as letras, depois melodia, mas as letras são tão importantes quanto as impressões digitais. São a marca do artista! Acredito que a música seja um grande imã, atrai, repulsa, cria seguidores. Eu, falo, penso, escrevo,não me arrisco a cantar...me encontrei nas letras, me perdi nas cifras.
*****
Sim,obrigado por me dar
a sensação de voar,
mas pena que o tempo é traiçoeiro
e fez com que desaparecesse
num piscar de olhos...

terça-feira, 24 de julho de 2012

Riacho


 riosemcor
Anderson Tomio


Sem cor corre correndo o riacho
que desvia desviando no trecho
que rola rolando nas pedras o seixo
que liso ficara polido um espelho.

De brilho brilhante de lua de prata
caindo ao cair da tarde que finda
reluz relluzindo na água
que fica formada de forma ao espelho.

Bem leve levanta a poeira do chão
que voa voando aos voos de ida
não teme o temor do medo escuro
que termina encerra na tarde que finda.

E vai indo adiante na ida a caminho
sem rumo riacho que abriu rio acima
na queda que cai a cachoeira abaixo
deixando do céu ao azul violáceo.

Corando na cor de corais nao mais gris
ficando firme a forçares o leito
o rio que rasgou o rastro do seixo
agora se empunha querendo seguir.

E vai ó rio de veios profundos
oriundos do ventre de tua terrra mãe
segue a contento da vida que regas
espelho da face no brilho do céu.