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sábado, 13 de julho de 2013

O marinheiro florista…


Anderson Tomio                                                                     


Meus pensamentos ultrapassam as janelas do quarto,
as escotilhas da minha nau navegam,
já transpuseram a tempo as da alma,
seguiram feito plumas, perderam-se no vento.
Penso e repenso, imagino e vejo,
teço em meus poros a essência do meu pensar,
jogo-as ao vento na espera,
de que seja inalada, sentida,
percebida a essência das palavras,
em meus pensamentos, ganham vida,
só seres, são companheiras, sou eu.
Dou um pouco de mim em cada letra,
imprimo minha marca, aspergindo meu perfume,
no que teço, no que crio, no que escrevo.
Vivo, morro, nas palavras me recrio,
reinvento-me e me sinto novo.
Pensar, vagar, viajar,
as letras me levam pelos ares,
a idéias pelos mares,
e navego, semeio no tempo,
sou marinheiro florista,
sou eu, é inicio, é alfa,
é secundário é beta,
mas as idéias partem de mim,
sem fim, sem ômega,
pela janela do quarto,
pela minha janela,
pela minha alma.




domingo, 12 de fevereiro de 2012

Na imensidão

Anderson Tomio




Caminhando a beira do mar
fixei meus olhos na imensidão azul,
imaginei os viajantes, os navios,
vi cada um deles diante de mim.
Pensei encontrar a clássica
 garrafa com o bilhete dentro,
criei várias mensagens
e li cada uma delas.
O mar agitava-se,
criava seu ritmo e me embalava,
e eu me rendia no colo das ondas.
Buscava cada vez mais ir ao infinito,
vi cada um dos seres do mar,
os peixes em cardume,
até a mais soltirária morea,
mas estavam todos lá,
no ir e vir das correntes.
O meu navio, já estava em alto mar,
e eu a proa contemplando a imensidão,
visava ver a praia com seus belos coqueiros
e a areia fina a reluzir o sol.
Me senti livre,  o mar, o mundo
estavam sob os meus pés.
Uma gaivota despertou-me com seu gorjeio,
entendeu que eu viajava em meus pensamentos,
trouxe-me a realidade,
mas me dei conta,
que sou por natureza um marujo,
que o mar faz parte da minha história
e nele eu mergulhei.
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Imagem:lambelambe.blog.terra.com. br