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segunda-feira, 17 de junho de 2024

Leve! Eleve!

 

Havia um tempo que tudo era mais leve.

As relações humanas, era leve no falar, no agir e no pensar. As raivas eram superadas pelo riso e as brincadeiras.

O ar, era mais leve ao respirar. Havia menos poluição, menos odor. Era gostoso deixar a casa aberta e sentir a brisa pura casa adentro e respirar os aromas da natureza.

A comida era mais leve e não fazia o mal que hoje faz. Era comida com ingredientes mais naturais, o do campo era sem aditivos, a de casa sem condimentos artificias. O sabor era de carinho e não fazia o mal que os artificias hoje fazem.

As pessoas eram mais leves. Ter peso físico não é pecado, mas éramos menos pesados no peso do corpo, do alma e do pensamento. Havia mais pureza e leveza em tudo.

Havia um tempo mais leve.

E que o tempo leve, carregue com ele as mazelas criadas, o fel que arde em nossas entranhas resultado do peso que temos ao querer levitar, ao querer ser puro e se humanizar.

Que o tempo leve, e que seja leve.

Nos eleve!



segunda-feira, 22 de abril de 2024

E você, é impotente?

 Anderson Tomio

 

Não imagino que exista um sentimento maior que a impotência!

A impotência de querer mudar muitas coisas e saber que estas mudanças só ocorrem com o passar do tempo.

Questões de dogmas, paradigmas, regras, normas e mesmo hábitos que estão tão enraizados e fixos na mente como se de fato fosse uma verdade absoluta.

É aprendizado o tempo todo! Querer entender que muitas coisas dependem de ponto de vista, de entender que muitas das coisas que pensamos e acreditamos ser o mais sensato, correto, de fato é só uma forma de visão que um dia alguém lhe instilou como verdade plena.

Cortar esses brotos ou os hábitos de erva daninha que só estão ali para atrapalhar a construção de um novo ser, que percebe que rever conceitos não é abdicar de si, mas por em si mais carimbo no passaporte da vida indicando que viramos a pagina e seguimos capitulo adiante.

O quão válido é se perceber um ser em construção, e ao rever o que lhe faz mal, querer mudar, é como se estivéssemos fazendo algo de errado.  Uma loucura! É como se tudo que aprendemos e nos foi conceituado,  e por algum motivo não queremos seguir o ciclo, mas percebemos que nessa alteração de padrões nós mesmos nos podamos por entender naquele momento que não estamos evoluindo, mas transgredindo alguma coisa.

O fato de não ir adiante, de concretizar mudanças por acreditar que seguir tudo que lhe foi dito, e que você em sua analise entendeu que algumas das coisas, das regras ou mesmo ditados de pensamento, são diferentes daqueles que em sua essência gostariam de ser de fato posto em pratica.

Dilemas!

E ao repetir os mesmo conceitos incutidos, se percebe que a mente parou. Que nossa capacidade de resiliência, ao que se diz, do pensar, em rever e recriar ficaram ancoradas a uma lista de coisas que um dia alguém me disse que era por ali o melhor caminho.  Analisei, e vi que muitas vezes não era.

Ao fazer cair nessa percepção, para de fato mudar, começam as lamentações. Que sempre foi assim, que agora deixa como está, que já passou muito tempo, que não vamos mudar tudo, e assim, o ciclo se repete e ganha mais uma geração.

O despertar pode levar outros tantos anos e ainda assim se quisermos esperar, podemos estar apostando em uma nova geração, que seria a transgressora e revolucionaria de pensamentos, mas e se não for?

A chance da mudança pode ser com você, onde aquela sensação de impotência, tenha que ser “im” impulso, imediato e porque não emergencial?

As ancoras, as amarras, o deixa para depois vai até quando?

Haverá um momento na vida que essa reflexão vai chegar e como disse no inicio a sensação de impotência pode chegar, justamente porque não foi feito toda a mudança que seria preciso fazer.

Para caminhar é preciso erguer o pé e movimentar-se, caso contrário, observaremos o mundo do mesmo lugar sem permitir que outro ângulo nos venha ao horizonte.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

Florescer! Frutificar!

 

Não quero dizer  nada que não pudesse ser dito,

Dizer apenas lendo o interior e disseminar palavras,

Ir além do meu passo estendido, ganhar o outro lado da rua,

Buscar o mundo!

Não prender com amarras ou ancoras minhas crias,

Cuidar como se foram pássaros prestes a voar,

Ganhar o céu!

Fazer parte de qualquer lugar que queira estar,

Do mais alto ao mais plano e mesmo no mar,

Navegar oceanos!

Deixar nas letras, sementes, germinar palavras.

Florescer e frutificar!

Prenda! Desprenda! Seja!

 

Não posso me desprender de quem sou, mas minha alma passeia por outros eus em busca de mim,

Não posso me desprender desse lugar agora, mas minha alma viaja por tantos mundos,

Não posso! Mas quero!

Alçar voos e buscar no infinito do horizonte a parte que falta de mim, o meu fio de cabelo que o vento levou, os fragmentos de pele que os anos fizeram trocar e encontrar as partes de um eu que habita dentro de mim, mas que só eu vejo, que só eu sinto e sei como sou.

Não posso! Mas quero! Voar!

Ir além do que os outros podem me ver, ser o eu além de todos os julgamentos, e respirar!

Sentir o frescor da brisa que adentra em minhas narinas e inflam minha alma de mim.

Se quero? Se posso? Se voo?

As interrogações de tudo que me cerca e as costas do outro que me analisa, mas se me mexo os olhos se voltam em minha direção.

Pensar! Pensar? Pensar: analisar o reflexo no espelho, olhar além de tudo que é corpo e buscar além dos reflexos, das imagens e se tornar real.

Ser! Ser? Ser: abrir-se e desnudar-se de todos os julgamentos, de todas análises e levitar.

Vento! Vento? Vento: o invisível que faz a vida ser real, a leveza de ser e existir tal qual como se é.

Não posso me desprender?

Se quero?

Pensar?

Ser?

Vento?

O que me prende tantas vezes me liberta, mas nada me faz mas eu do que o vento. Mestre as velocidades, presente em nosso mundo, mas invisível aos olhos, mas sentido quando tocado.

Não posso me desprender? Posso! Quando eu me desprender que me torne vento!

Vivemos bolha! Vivemos Ilha!

 

Há uma frase que diz que não moramos em uma bolha, mas vivemos em uma ilha.

Você concorda ou discorda dessa afirmação?

As bolhas podem ser perfuradas, podem se romper, mas há viver em uma ilha, não temos muitas opções quando a ilha é a cidade que moramos, o país o planeta. Não há caminhos que nos façam fugir dessa realidade.

Há?

Você pode estar pensando e se eu for para o alto de uma colina e morar numa caverna? Ainda assim estará na ilha.

E se eu pegar um foguete e for para lua ou então para um planeta? E se, é essa a pergunta? Quando você embarca? Já marcou a viagem?

Então se eu criar a minha ilha, me isolar, buscar viver do meu jeito sem precisar nada da ilha? Ai você estará criando uma bolha.

Responda:

Sua bolha é autossustentável até quando?

Logo, eu em meu pensamento, creio que a frase acima é mais do que correta e verdadeira!

E se olharmos a nossa volta nesse instante, posso não ver de fato além da parede, mas algo esta acontecendo ali neste momento. Pessoas conversando, dormindo, comendo, vendo tv, indo as compras, indo ao trabalho em resumo fazendo as tarefas e aplicando os diversos papeis que temos a cada 24 horas.

Quais papéis e tarefas têm executado em 24 horas?

......

......

Uffa! Em pensar que somos atores (agentes) do nosso tempo e ao mesmo tempo regrados por ele. Ah o tempo!

Bom não é dele especificamente que eu vinha falando, mas ele já apontou que até aqui você aplicou alguns dos seus minutos diários e contabilizou pensamentos e sensações que podem ser seus, estar na bolha, mas ainda assim na ilha.

A palavra que eu acredito que defini melhor o que a cada 24 horas acontecem na ilha é coletividade.

Sim coletividade!

Ao mesmo tempo em que você lê este texto agora, outras inúmeras pessoas leem algum texto em algum lugar da ilha, assim como muitos comem, dormem, trabalham simultaneamente uns aos outros. Não há bolhas! Todos estão a fazer algo em algum lugar em um tempo que alguém em algum lugar e algum tempo faz simultaneamente comigo ou em ordens diferenciadas, mas ainda assim cadenciadas e simultâneas a outras.

Que loucura! Que viagem!

Já observou aqueles presépios em movimento em que tudo acontece ao mesmo tempo e por baixo do tabuleiro os cabos, engrenagens, fios e circuitos se interligam?

Nossa ilha é simultânea, sincronizada e composta por elementos plurais.

O plural das inúmeras pessoas que são e fazem tudo como você ou o plural das pessoas que agem e fazem tudo de maneira diferente ao seu, mas fazem e estão na ilha.

Talvez agora você me pergunte o motivo dessa interpretação e contextualização da frase citada no inicio desse texto.

Justamente para convidar a pensar no coletivo. Que todas nossas ações interferem no meio e fazem parte da mesma ilha.

Termino com a seguinte pergunta:

Se não vivemos em uma bolha e moramos em uma ilha, como será a vida em sua ilha a partir das suas ações?

 

Boa reflexão!

Vai entender!

 


Hoje me veio aquela melancolia que faz os olhos encherem de lagrimas.

O choro fica represado dentro de mim,  não deixo transbordar. Nos fones de ouvido as musicas me embalam e alimentam todo esse saudosismo que me invadiu pela manhã.

O dia de ontem interfere no que sou hoje, e o ontem é saudade de tanta coisa que me permito sonhar com o que gostaria e como desejo que sejam dias futuros.

Quanta saudade cabe dentro do mundo de uma lágrima?

Brotam com ela tantos sentimentos  que acabo por criar dentro de mim um turbilhão de sensações que muitas das vezes chegam a apertar o peito e por instantes congelo dentro de mim na sensação de por fração viver o que sinto deixando fluir cada manifestação de sentimento.

A única amarra fica nas lágrimas, que choram “pra dentro”, não descem  pelo rosto e vão regar o turbilhão aumentando mais ainda a sensação de aperto e corda que poderia envolver meu peito prendendo-me aos sentimentos que na verdade eu gostaria de extravasar.

Carrego dores! Carrego traumas! Carrego alegrias! Carrego momentos bons!

Levo comigo inúmeras coisas, mas algumas acabam por ter um peso maior. Nos arca! Puxa para baixo e me deixa triste.

Hoje o dia de fato esta assim!  Vai entender! 03/08/2022 – 10:22

PAUSA

 PAUSA!


Há momentos em que a pausa não é um tropeço, mas um caminho,

Momento de entrar em si e buscar em cada lugar as gavetas bagunçadas da alma,

Virar tudo, bater no fundo e remover todo mofo e quinquilharia acumulada na memória obsoleta do tempo,

Esquecer o que já não lembrava, mas que ainda assim ocupava lugar em alguma ruga do passado.

Arejar! Buscar com novo folego refazer traçados, mapear novos caminhos e estabelecer paradas, pausar.

Nas pausas o recomeço! Nas pausas se observa tudo que a corrida do tempo impediam de ver, era somente horas, datas e cada vez mais vendas para o interno.

Pausar! Pulsar! Permitir!

No parar de um instante, recarregar.

No diminuir o ritmo, reviver.

A vida é movimento, mas o movimento nasce da pausa, pois tudo que há força precisou do impulso!


segunda-feira, 10 de julho de 2023

Hoje é o dia!





Talvez um dia eu acorde sem lembrar do dia de ontem, 

Talvez um dia eu dê um passo pela casa sem saber de fato onde estou, 

Talvez um dia....

Talvez um dia eu veja alguns retratos na estante e me pergunte quem são aquelas pessoas?

Talvez um dia ao bater a fome eu queira o meu prato preferido, sem lembrar que esse mesmo prato foi minha ultima refeição até então, 

Talvez um dia...

Talvez um dia eu escute uma música ao qual já tenha dançado muito e me pergunte quem está cantando?

Talvez um dia eu esqueça de regar minhas plantas por não saber o que elas fazem ali por perto, 

Talvez um dia eu esteja a mesa do jantar sem saber quem são as pessoas que jantam comigo,

Talvez um dia....

Talvez um dia eu sinta o frio na madrugada, mas não tenha a capacidade de puxar o cobertor para me aquecer, 

Talvez um dia alguém me sirva um chá e eu o esqueça na xicara ao lado da poltrona, 

Talvez um dia eu receba um abraço de alguém com meu perfume favorito, e eu estranhe sem saber o que está acontecendo, 

Talvez um dia...

Mas que dia?


Pense ao menos nesse dia.


O dia em que você acordou sabendo que seria a data de muitos afazeres, 

O dia em que você andou pela casa e buscou seu quarto para descansar, 

O dia em que o retratos na estante diminuam a saudade de pessoas e momentos, 

O dia em que você parou para degustar seu prato preferido, 

O dia em que você cantou todas musicas de seu álbum favorito, 

O dia em que você regou suas plantas e até mesmo conversou com elas admirando as floradas, O dia em que você sentou para jantar rodeado de familiares e amigos, em uma bela confraternização, 

O dia em que deitou para dormir, enrolou os pês no cobertor e se aqueceu até que o sono viesse, 

O dia em que você tomou sua xicara de chá lendo refletindo com belas poesias, 

O dia em que você foi abraçado e se sentiu acolhido e amado.


Talvez um dia...o dia em que você viveu tudo isso seja o mais importante.

O dia é hoje, é agora! Dia de deixar para o amanhã todo o bem que você pode se permitir hoje.

Esse é o dia!

E talvez um dia, todos os dias tenham valido a pena, a partir do dia em que você se amou e colocou como prioridade você ser feliz.


Hoje é o dia! 

segunda-feira, 26 de junho de 2023

SOLTE-AS!



Não quero dizer  nada que não possa ser dito,

Dizer apenas lendo o meu  interior e disseminar palavras,

Ir além do meu passo estendido, ganhar o outro lado da rua,

Buscar o mundo!

Não prender com amarras ou âncoras minhas crias,

Cuidar como se fossem pássaros prestes a voar,

Ganhar o céu!

Fazer parte de qualquer lugar que queira estar,

Do mais alto ao mais plano e mesmo no mar,

Navegar oceanos!

Deixar nas letras, sementes, germinar palavras.

Florescer e frutificar!

Solte-as!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

MEMÓRIAS!

 


As vezes não sei nem o que dizer, outras vezes se quer me dou ao trabalho de falar tudo que sei e tudo que sinto.

É um misto de interesse e de abandono que me coloco como um móvel ao qual não queremos mover de lugar, o lugar é ali, deixa ali,  esta bem ali.

As poeiras se acumulam na alma que nem o vento do teu silencio foram capaz de remover,  acaba impregnando e numa simbiose passa a fazer parte do que sou.

Memórias!

Simplesmente à ela passo a pertencer e aquela saudação irônica do “oi sumido” sumiu e desapareceu na rolagem vácuo que ficou em nossa ultima conversa.

Ainda falo,  ainda penso e por diversas vezes imagino como reagirias aos acontecimentos e os causos do cotidiano.  A conversa era leve, dava risadas, outras fazia sentir raiva e até a xingar. Hoje o diálogo é mudo e frases de efeito ou opiniões mais rígidas sobre o assunto não despertam mais nada.

Ela cresceu por entre todos o versos, por entre todas as prosas e se tornou um esparramar de letras que não fazem mais tanto sentido,  formam somente a definição de apatia, de não estou nem ai, e eu com isso?

Por tantas vezes houve o calor das conversas e o frescor das risadas, aquelas que tirava o folego e doía a barriga e fazia com que o tempo parasse e só que era bom ficava no ar.

Memórias!

Ao vasculhar gavetas do armário abro não somente elas, mas destampo  cada caixa da memória em que guardei o que era bom. No pacote amassado jogado no fundo de qualquer  lugar , algum vestígio do que era ruim e marcou, criou cicatriz.

É estranho estar presente sem que o que é passado pudesse me acompanhar para o futuro e ir além de qualquer planejamento.

Surpresas!

Quando as imaginamos, nos vemos como nos filmes em que todos etão ao seu redor  e ficam na expectativa da sua reação ao novo que recebes sem saber que iria chegar. Nem sempre as surpresas sorriem! Elas podem de forma a fazer jus ao próprio nome, de surpresa, sorrateiramente vir e levar os sorrisos que eram tão intensos.

Eu sei que sorrir com saudosismo é trazer ao presente o perfume e o gosto do passado.

As memórias  emergem mas não flutuam por todo tempo, oscilam como as ondas, hora nas profundezas escuras, hora na superfície clara.

As pessoas se reencontram, mas não reencontram o momento!

Os destinos se cruzam mas nem sempre o cruzar faz tecer a trama do ficar.

Ah! Memórias!