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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Baú. Uma tampa aberta para as memórias!

 

Muitas das vezes durante o dia, não é fácil tentar se desligar de pensamento ou de sentimentos que vem de forma não avisada e também sem manual de como preceder.

A vida pulsa, o tempo pede passagem, mas as memórias não ligam pra isso, simplesmente nos encontram e surgem ocupando seu espaço na poltrona vip de nossos pensamentos.

São sentimentos que fazem o corpo dar sinais de que seu psicológico está oscilando entre o que guarda e o que vive no momento.

Um baú aberto que não tem gaveta, mas recortes e mais recortes de um tempo onde a saudade era presença e o passado tinha outro nome, era o presente.

Lugar onde o suspiro e a lágrima se misturam querendo preencher o vazio!

Não preenchem, pois o lugar chamado lembrança e saudade é poroso, permite se misturar com o ontem, com o hoje e o amanhã, e ainda quando escapa é como areia lançada ao vento, se vai e praticamente fica em algum lugar que não é mais seu.

É o momento em que se dá conta que estamos em um lugar de corpo, mas o pensamento já vagueia a busca de momentos.

As pessoas se reencontram, mas não reencontram o momento!

O que vivemos podemos tentar repetir, mas o tempo é outro, nossa química é outra e o espaço já muda o que se sente e a nossa percepção ainda quer que seja igual como antes, mas não é.

Aquilo que foi, não volta!

Nem as pessoas que vemos hoje, amanhã já são outras pessoas.  O meio nem se convida, mas entra e muda muita coisa, vamos amadurecendo e com aprendizado diário, nem eu nem você amanhã seremos os mesmos.

Evoluímos!

Evoluir é uma palavras, um ato que muitas e na maioria das vezes vai contra ao fato de preservar as memorias e todas as vivencias que tivemos.

As memórias são como pedras contornadas pelo rio, vão se polindo, se desgastam a medida que agua corre e o tempo avança e assim modifica a paisagem.

Nem as pedras, nem nós somos os mesmos após uma “enxurrada”!

E toda a nostalgia, todo fervilhar ou acalento de uma memória se funde e se confunde com o viver, deixa cacos e farelos em nós e pode em um amanhecer te ditar se o dia será de alegria ou tristeza, de idas ou de voltas, acabará por fim, nos fazendo por fim ter a sensação de nem estar no lugar que estamos.

São a lembranças e memorias disputando com tempo a vontade de continuar vivas.

Nem sempre conseguem, apenas perdem em silencio, passam a existir, mas não as resgatamos, lá do fundo do baú de nossa memória e passa a ser mais um recorte em meio a tantos.

Acessar as memórias é descobrir páginas grampeadas do nosso livro de vida!

Quantas páginas grampeamos quantas outras tantas quisemos arrancar?

A vida pulsa e como disse, pede passagem; e se não há como mudar o que já vivemos, há se resinificar o que podemos e vamos viver.

A pulsa, a vida segue e vamos com ela até o fim, e quando findar, a vida foi o que tivemos entre o começo e o fim.

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Gratidão Mãe! ( Em luto por você mãe)


Não saberia dizer se nesse ponto a natureza é sabia ou nos prega uma peça criando uma lacuna no tempo,

Nascemos do ventre, somos pegos no colo, e o primeiro registro de teu rosto e de teu sorriso eu não consigo lembrar. Você lembra desse momento, já com alguns anos a frente, a memória te permite registrar os marcos da vida, e ter nesses momentos memorias de felicidade.

Como eu gostaria de saber como tu eras e como foi a sensação que senti ao mudar de tua barriga, teu ventre, para o teu colo. As primeiras mamadas, as trocas de fralda, o soninho com soluço, pra mim tudo novidade que se apagou no tempo, para você mãe, memorias de um novo filho que geraste e proporcionaste a vida e o mundo.

Que missão! Que entrega! Mudar seu ritmo, alterar seu corpo e ainda assim ser tão amado, com um amor que não se mede, não há como calcular, mas é infinito, amor de mãe e filho e de filho e mãe.

Quanto amor, quantos momentos, de riso, de choro vivemos juntos. O tempo nos presenteou com a convivência, e podemos nos ter por anos, eu sendo teu filho e você sendo minha mãe.

Quanta gratidão eu tenho e quanta felicidade sinto por ser teu filho, por você ter sido minha mãe e mais ainda, se me dessem a oportunidade de escolher uma mãe, te escolheria tantas vezes fossem possíveis, porque foste cuidadora e amorosa, rígida e educadora, mas que me deu valores, força e me fez ser o que sou, tendo em ti a inspiração de pessoa batalhadora.

Nunca desanimaste, mesmo com os percalços da vida, vi sempre você se manter forte, ser otimista e não me lembro de te ver chorando diante de uma dificuldade, mas sim tendo fé e sendo perseverante que seria apenas uma fase e que logo seria vencida. E você tinha razão! Venceste tantas que derrota não existia na sua vida. Tudo era conquista, força e vitória.

Me lembro de tanta coisa que vivemos, de tantos momento, desde o mais simples como você me pondo um café ao de ocasiões especiais. Mas aqui corrijo, todo momento é ocasião especial! Se aprendêssemos isso mais cedo, a vida seria tão mais cheia de momentos marcantes do que somente aquela data circulada no calendário.

Viver é um momento especial! E é triste quando nos damos conta disso de forma tardia, quando os momentos cessam e ficam somente as lembranças.

E pensar que os pais criam os filhos para cresceram e serem independentes e seguir seu caminho na vida. Sair de casa, morar sozinho é o ápice desse desenvolvimento. É bom, amadurece, nos faz crescer. O que não sabemos é que a partir desse estagio, a convivência fica fracionada, se torna dose em conta gotas, de uma passadinha lá , de um final de semana ou de um passeio. Isso depois faz uma falta, os anos avançam e quanto tempo diário deixamos de viver? Temos a presença, sabemos onde está, mas não vimos como você acorda, como passa o dia, que novidades e conversas teve,  e mesmo, deixamos de receber o carinho diário no sorriso e na voz terna do bom dia. Quanta falta faz esse tempo e quão valioso ele é quando percebemos que cada minuto que podíamos estar juntos.

Os pais não deveriam criar os filhos para alçarem voos e sair pelo mundo, mas para saberem voar e ir até ali e logo estar no ninho, viver juntos as descobertas e conquistas da vida. Seria estranho, poderia, mas no quesito convivência e aproveitamento da presença dos pais pertinho seria incalculável.

Mas crescemos e queremos voar! Os pais também sentem orgulho desse momento e que mostramos que aprendemos e alçamos voos.

Ai que saudade eu sinto! E que tantos porquês eu penso, que poderia isso, e aquilo, mesmo estando perto, vivenciando muita coisa, não era integral. As lacunas hoje fazem falta, os momentos cheios também fazem e um espaço ficou sem ser completado.

A vida! A chegada da morte e a finitude dos presentes! Do presente do dia a dia e toda uma existência que poderia ser mais longa.

Ah minha mãe, nossos momentos não serão esquecidos e a medida que o tempo passa, as memorias parecem ficar distantes e novas não são criadas, eternizamos em nós o que era nosso, a nossa vida, eu sendo seu filho, você sendo minha mãe.

Saudade é uma palavra que gostaria de agora contrariar e trocar por presença, como sempre foi, mas agora é saudade, de falta, de ausência física e de teu olhar terno.

Gratidão mãe! Te amo!

Que o céu esteja sorrindo com sua presença!

*27/10/1947  + 17/08/2025


quarta-feira, 4 de junho de 2025

Pouco ou um pouco a mais?


 Um pouco, de um pouco a mais
e não pouco, nem pouco a menos
mas tão pouco, quero mais
ser for muito, por ser menos.

Tão pouco sabe-se a mais
de um pouco muito menos
não há muito, nem menos
e ser for muito, pode ser menos.

Mas pouco,de quero mais
e não muito, pode ser menos
e se é pouco, então vai a mais
mas se é raro, pode ser menos.

Dentre essas poucas loucuras
escrevo mais
mas não me preocupo, se mais ou menos,
pois sou um pouco e posso ser mais
nem tanto, nem a menos.

Se é pouco,pra que querer menos
se então querer um pouco mais
assim não quero nem a mais nem a menos
e de tão pouco e tão mais.

De tanto pouco a mais
e muito menos , de menos
chega de pouco, de mais, de menos
quero o bastante pra ser meu
o ideal não ser de menos.

("viagem" escrita 16/02/98 9:59h)

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Estou lhe vendo! Você me vê!


 Quando não tive nada para dizer, preferi ficar em silencio e observar. É neste momento que mesmo sem proferir nenhuma palavra o diálogo se intensifica. A medida que vou observando o que acontece ao redor, e a maneira que as pessoas interagem entre si, percebe-se coisas que elas jamais te diriam ou colocariam em destaque caso fosse necessário falar de si. O lado de dentro, muitas vezes obscuro de cada um não aparece nos diálogos, mas se mostra nos gestos e expressões. 

Se os olhos são ditos como janelas da alma, o que dizer das expressões faciais e maneira de se portar? São não janelas, mas o lado tangente de nosso interior. O torcer o nariz, o olhar para cima e mesmo somente franzir a testa, mostra muito de como reagimos a determinadas situações e estas podem até ser moduladas pelo olhar, mas não pelas expressões. 

Para aqueles que gostam de observar e mesmo fazer laboratório, percebendo no agir do outro a criação de personas, tem-se neste ato além de compor a realidade apresentada pelo outro, também a interpretação do ser humano quando as reações a alguma situação especifica. 

O ato de observar por subjetividade acaba modulando nossa foram de reação e de pensar sobre as situações. Analisar é olhar para dentro, e perceber como reagimos ao externo. 

O silencio de um diálogo, não é o silêncio total, é o burburinho inquieto de nossa mente a ler o outro e com isso também nos permitir sem mesmo querer, mas estar suscetível a análise do outro que também nos observa. A interação de pontos de vista e mil vistas do ponto nos fazem mergulhar na interação humana sem que mesmo tenhamos nos colocado de pé a beira dessa “piscina”. A interação e observação humana por si só já é um mergulho! 

Não adianta se esquivar ou mesmo pensar na palavra clichê “ disfarça” , porque aquilo que não queremos mostrar nas palavras vem à tona nos gestos. 

Reflita! 


segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Em seu lugar!

 O que seria do dia sem a noite; 

E do luar sem que o sol emprestasse o seu brilho?

Somos peças de um quebra cabeças qualquer, mas de quebrar cabeça pensamos que somos o tudo,  quando verdade, somos quase nada!

Coadjuvantes!

O brilho vem de tudo que podes tecer nos meandros do teu pensar, mas só iluminará se virar o foco para frente, iluminando teu caminho e os que dele se aproximarem!

O que seria então do coadjuvante sem o principal?

Torne-se e assuma o lugar ao qual não lhe deram, mas que você preparou para você!

Sucesso! 


segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Não seria apena um dia...

 


Não seria apenas um dia, se não fosse o momento doce, em que o tempo passa correndo fugindo das regras da vida.

Não seria apenas um dia, se não fosse o momento doce, em que eu vi você por meus olhos, diminuindo a nossa distância.

Não seria apenas um dia, se não fosse o momento doce, em que a respiração se altera ao encontro de nossos corpos.

Não seria apenas um dia, se não fosse o momento doce, e quisera que fosse o agora e quisera que você não fosse.

Não seria apenas um dia.... 

quarta-feira, 13 de novembro de 2024

ESCALA TRABALHO 6X1 - VISAO IDEAL DO PATRAO - VALOR AO CAPITAL HUMANO.

 Olhar além do caixa,

Ver além do lucro,

O valor que não se mede,

Em dinheiro, em cifras.


O capital humano,

Sangue, suor e lágrimas,

Sorrisos e esperanças,

Vidas que se constróem.


Não sou apenas números,

Sou história, sou sonho,

Sou família, sou amor,

Sou vida, sou humano.


O 6x1, uma prisão,

Que esgota, que consome,

Deixa-me sem vida,

Sem alma, sem coração.


Percebo agora,

Que o verdadeiro tesouro,

Não está no banco,

Mas no coração.


O valor dos meus colaboradores,

Não se mede em salário,

Mas em sorrisos, em saúde,

Em felicidade, em vida.


Mudarei meu olhar,

Priorizarei a vida,

Dignidade e respeito,

Para quem constrói.


Basta de explorar,

Chega de calcular,

Viva o respeito,

Pelo capital humano.

ESCALA TRABALHO 6X1 - VISAO DO EMPREGADO

 

Trabalho sem vida,

Escala de 6 por 1, cansativa rotina,

Seis dias de suor,

Um dia de descanso, pouca recompensa divina.


Corpos exaustos,

Mentes entorpecidas,

Sonhos adiados,

Felicidade postergada.


A vida não é só trabalho,

O coração precisa respirar,

A alma precisa voar,

E não ficar presa em um ciclo sem fim.


Extinjam essa escala,

Que rouba nossa liberdade,

Que nos deixa sem tempo,

Para viver, para sonhar.


Queremos viver,

Não só existir,

Ter tempo para amor,

Para família, para amigos.


Basta de 6x1,

Chega de exploração,

Viva a qualidade de vida,

E o trabalho com dignidade!