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quinta-feira, 29 de abril de 2021

QUE DIA É HOJE?

Anderson Tomio 


Você já parou para pensar que dia é hoje?

Qual o dia em que hoje representa em sua vida?

Ah, são tanto os dias em que deixei de pensar o que pudesse ser ou o que esse dia seria para mim, que me perdi muitas das vezes no tempo e na própria existência.

É algo vago, a vaga do tempo criada em nosso interior, em nossa memória em que vivemos no automatismo da vida, da correria do cotidiano e vamos indo, somente indo, a passos lentos, a passos acelerados, mas vamos indo, alternando ritmos e como em uma composição pulando as notas da vida e fazendo da vida, tempo e sincopas perdidas no eco do nosso barulho interior e na dissonância da composição que fizemos, e executamos a cada dia e chamamos de vida.

A vida é alma! A vida é ato! A vida é composição!

Do que você executa com alma, atua com afinco e compõe com maestria e assim preenche espaços, ocupa as vagas, “desvaga” a nossa vida e sentimos utilidade, ativos e integrantes do dia, sim daquele dia em que você acordou e nem se quer sabia o que era,  de onde veio e para onde iria?

Ah pensamentos!

A vida é frenética! O tempo é rápido! As memorias curtas!

Vivenciar o dia, escutar a vida e compor cada tempo como se fosse o derradeiro, o prenuncio do fim que sabemos que chega, mas não sabemos quando. Deixamos o fim, para o fim! Vivemos de começos e meios! E nesse espaço de vida, nessa parte de tempo, sejamos únicos e como notas de um bom perfume, deixe rastros.

Mas qual o perfume da vida?

Poderia te dizer de notas, fragrâncias cítricas e amadeiradas, mas o perfume da vida é viver! O Perfume da vida tem cheiro de bom dia, de boa noite , sorrisos e lagrimas,  medos e coragens. A vida é única, mas seus ingredientes são os mais variados. Não queira ter um único sabor, se tempere! Se conheça! Ao final do dia, ao meio dos começos saber que dia é hoje, o ele representa para mim, os sons , sabores, temperos que fizeram parte  e ser inteiro. Se construir e reconstruir a seu modo, a seu tempo mas não compactuar com a inercia.

Sim, deixe a inercia para o relógio sem pilha, que não deixa de ser relógio, mas não cumpre sua primaz função que é contar as horas de um dia que passa, mas para ele não anda.

Tenha pilha! Energia de vida e de vontade de fazer o novo. Executar o comando que pode mover seus dias e se encontrar no espaço, no tempo e na vaga.

Ser! Viver! Recriar-se!

Ah e quanto aos pensamentos, eles viajam no espaço do seu tempo, mas que tempo? Que dia?

O dia de hoje, qual dia, e o que ele representa em sua vida?

 


terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Bolha X Ilha


Por Anderson Tomio 

Há uma frase que diz que não moramos em uma bolha, mas vivemos em uma ilha.

Você concorda ou discorda dessa afirmação?

As bolhas podem ser perfuradas, podem se romper, mas há viver em uma ilha, não temos muitas opções quando a ilha é a cidade que moramos, o país o planeta. Não há caminhos que nos façam fugir dessa realidade.

Há?

Você pode estar pensando e se eu for para o alto de uma colina e morar numa caverna? Ainda assim estará na ilha.

E se eu pegar um foguete e for para lua ou então para um planeta? E se, é essa a pergunta? Quando você embarca? Já marcou a viagem?

Então se eu criar a minha ilha, me isolar, buscar viver do meu jeito sem precisar nada da ilha? Ai você estará criando uma bolha.

Responda:

Sua bolha é autossustentável até quando?

Logo, eu em meu pensamento, creio que a frase acima é mais do que correta e verdadeira!

E se olharmos a nossa volta nesse instante, posso não ver de fato além da parede, mas algo esta acontecendo ali neste momento. Pessoas conversando, dormindo, comendo, vendo tv, indo as compras, indo ao trabalho em resumo fazendo as tarefas e aplicando os diversos papeis que temos a cada 24 horas.

Quais papéis e tarefas têm executado em 24 horas?

......

......

Uffa! Em pensar que somos atores (agentes) do nosso tempo e ao mesmo tempo regrados por ele. Ah o tempo!

Bom não é dele especificamente que eu vinha falando, mas ele já apontou que até aqui você aplicou alguns dos seus minutos diários e contabilizou pensamentos e sensações que podem ser seus, estar na bolha, mas ainda assim na ilha.

A palavra que eu acredito que defini melhor o que a cada 24 horas acontecem na ilha é coletividade.

Sim coletividade!

Ao mesmo tempo em que você lê este texto agora, outras inúmeras pessoas leem algum texto em algum lugar da ilha, assim como muitos comem, dormem, trabalham simultaneamente uns aos outros. Não há bolhas! Todos estão a fazer algo em algum lugar em um tempo que alguém em algum lugar e algum tempo faz simultaneamente comigo ou em ordens diferenciadas, mas ainda assim cadenciadas e simultâneas a outras.

Que loucura! Que viagem!

Já observou aqueles presépios em movimento em que tudo acontece ao mesmo tempo e por baixo do tabuleiro os cabos, engrenagens, fios e circuitos se interligam?

Nossa ilha é simultânea, sincronizada e composta por elementos plurais.

O plural das inúmeras pessoas que são e fazem tudo como você ou o plural das pessoas que agem e fazem tudo de maneira diferente ao seu, mas fazem e estão na ilha.

Talvez agora você me pergunte o motivo dessa interpretação e contextualização da frase citada no inicio desse texto.

Justamente para convidar a pensar no coletivo. Que todas nossas ações interferem no meio e fazem parte da mesma ilha.

Termino com a seguinte pergunta:

Se não vivemos em uma bolha e moramos em uma ilha, como será a vida em sua ilha a partir das suas ações?

 Boa reflexão!

 

 

 


segunda-feira, 28 de setembro de 2020

E a empatia?

 Por Anderson Tomio


Ando tão pensativo ultimamente, que se paro por algum segundo sou capaz de fazer uma volta ao mundo e com várias escalas.

A mente voa, os olhos fecham e temos o mundo diante de nós!

O momento não é de ir e de vir, mas de ficar. Ficar cada dia mais consciente de que um novo mundo esta surgindo.  Estamos na fase da lapidação.

O mundo expõe as suas mazelas,  está dando as caras e revelando seus problemas. São  anos de maus tratos a natureza,  a educação, a ciência e as pessoas. Sim, a humanidade se maltrata e não percebe. O meu ato isolado se torna coletivo e hoje as mazelas mundiais afloram.

Entendo que você dirá que fechei os olhos por muito tempo e a minha viagem nos pensamentos foi muito longa, profunda demais ou até mesmo insana. Mas viajei em busca de respostas, em busca da realidade.

Encontrei fatos que não sei se são acontecimentos ou cicatrizes que se abriram.  São enxurradas, terremotos, erupções vulcânicas,  ciclones,  guerras, temperaturas extremas, aumento dos oceanos,  extinção de animais e o surgimento de novas epidemias e pandemias.

Há o caos instalado e silencioso, que nem nos dávamos conta se não fosse por 2020.

Você pode me dizer que isso sempre existiu e que está dentro da normalidade. A normalidade aqui é cuidar! Fazer cada um sua parte, sem de forma micro ou macro dimensional, mas cuidar.

Tenho ouvido a frase da moda “ o novo normal”. Mas que novo normal é esse?

Habituar-se ao caos e não fazer nada para reverter algum dano causado?

O “novo normal” é ser inerte?

Não devemos nos habituar, e sim passar esta fase de forma adequada a ela, mas não credo que isso será e deve ser um habito concebido e que deve ficar.

O que é bom deve ficar! O que é bom deve permanecer!

E esta muito vem, muito se vai, feito cometa as vezes demora voltar; a empatia. O ser humano  cerceado de seu mundo de valores, rótulos e crenças,  permite que tudo tome lugar primordial a ser empático, a ser humano e ser amoroso.  As filosofias vãs ganham destaque e nós perdemos a dignidade humana.  Nosso conhecimento que poderia ser utilizado para nos melhorarmos,  serve hoje para causar e aparecer.  O imediatismo do dedo apontado.

E assim....por entre essa mesma mão que ostenta esse dedo apontado, a vida se esvai como poeira ao vento. E o tempo passa, passou.

A viagem do pensamento se perde,  os focos mudam, e o que é meu primeiramente é direcionado, e valido é primordial.

Ah o outro, é só o outro. O mundo é só o mundo;  não irei precisar dele eternamente, então de que vale?

Vale perguntar, e a empatia, mora onde?

 

terça-feira, 5 de maio de 2020

10 anos de blog - 10 anos de sonhos!





Dia 26/04/2020 fez 10 anos que abri este canal para a publicação dos meus escritos.
Quanta coisa publicada, quanta coisa vivida e quanta coisa vista até aqui. Um sentimento? Felicidade!
O que não era assim tão pretensioso e que de alguma forma podia ter ficado pelo caminho, ainda floresce!
Olho para cada dia que venho aqui alimentar as postagens e me nutrir do carinho recebido por cada visitante e cada leitor, e tenho satisfação!
O universo das letras,palavras é magico! Um passaporte para imaginação, para vivencias e para o acesso a lembranças que armazenamos na memoria chamados de carinho.

10 anos!

O meu primeiro poema aqui postado,  as primeiras reaçoes de leitores, que afago na alma.
"Bloguear" é abrir uma porta e se conectar com o mundo. Mais de 60 paises, tantos idiomas o traduziram ao ler. Os registros de pesquisa no google que como gps apontaram o caminho deste espaço que é tão nosso. Eu e você! No que escrevo, no que você lê, nós juntos e misturados.

O melhor dos poemas que eu poderia publicar se resume em uma frase: MUITO OBRIGADO!

GRATIDÃO é o enrendo deste lugar!

E como quem engatinhava, nos primeiros poemas, abaixo o primeiro publicado aqui.
Não seria menos apropriado para abrir essa nova estrada....SONHAR!
E meu sonho ainda existe! 10 anos aqui. Outros ainda em maturação, mas são sonhos.

Sonhe comigo!


Sonhar
(Anderson Tomio)

Sonhar um sonho
que vem na mente
quase real
ate mordidas de dente
parece arrancar tudo afinal
mesmo que não machuque
é uma ilusão ou sinal.

Nada pagas por sonhar
então feche os olhos e durma...sonhe
o sonho logo virá.
Se é triste é pesadelo
se alegre, sorria, ria
pois sonho bom é igual perfume
o vento leva.

Em meu sonho sonhado
lindas coisas sonhei
sonhei que tinha sonhado
com pegadas na areia
mas a onda apagou o sonho
que numa noite avistei.

Ficou marcado pra sempre
aquele sonho sonhado
que foi pequeno e rápido
mas não foi ultrapassado
não era um simples respingo
mas uma gota de felicidade.

Sou feliz porque sonho
e sempre quero sonhar
seja com o que for
ou de quem neles lembrar.

Isto sim,
quero viver o que tenho sonhado
e novamente vou marcar
pois se o tempo apagar
sonho...que o sonho se refaça,
a noite renasça um pequeno viajar


quinta-feira, 2 de abril de 2020

Quando as portas se abrirem....


Por  Anderson Tomio 

Quando as portas se abrirem, eu que agora recluso em meu apartamento,
tenho o tempo vem diante dos olhos, abertos que busca olhar além,
não além querendo ver o horizonte, mas querendo ver além de cada segundo, buscar respostas.
Quantas dúvidas vem a tona neste momento em que por querer viver somo colocados, entramos obrigados o voluntariamente em nosso cantinho do pensamento.
Era preciso parar! O ritmo frenético do mundo pedia uma parada, mas de que forma parar?
Não haveria maneira de frear nossa velocidade, seres humanos destemidos e teimosos que atarefados não querem parar diante dos ponteiros do relógio. A modernidade tem pressa!
Em reclusão, o tempo tem outra conotação. Os minutos respiram compassadamente os sessenta segundos, os milésimos abanam nos dando tchau, nessa dança do tempo ao qual agora percebemos existir e ser tão concreto.
A abstração de tempo, está sendo redefinida!
O tempo é complexo, o tempo é composto, o tempo é soma, e hoje mais do que nunca o tempo tem ingredientes que estavam ao nosso alcance e agora mesmo que queiramos não o conseguiremos de imediato. O tempo agora é feito panetone, que com frutas cristalizadas ali todas na mesma massa, fermentando no decorrer dos dias, quando pronto ainda ficam longe umas das outras. Quanta maturação teremos que passar? Qual o ponto de nossa massa para que fique pronta?
Quantos ingredientes gostaríamos de por, mas neste momento não estão ao nosso alcance pra toca-los, quantos olhares, abraços, beijos e afagos de saudade caberiam nessa receita.
Estamos reclusos, mas ganhando massa. Adquirindo novos valores, refletindo sobre os que já tínhamos, vamos ressurgir!
Quando nossos claustros se abrirem, novos seres humanos sairão da maioria das portas e tapumes, sairemos com a sede não só da liberdade, da paz, de saúde, mas correremos ao encontro do outro. Quantos outros? Pais, mães, filhos, amigos e todo um circulo que parou momentaneamente de girar, a roda da vida freou por um instante e você por muito perguntou se ia ou não parar? Você que estava nessa roda, imprimiu o ritmo da sua vida, as batidas do seu coração e sua respiração puderam ser ouvidas. O ser humano deu-se conta que é vida!
Seremos novos? Há quanto tempo não chorávamos de saudade de quem vimos na semana passada, por não saber se veríamos novamente. Há quanto tempo sentar-se a mesa com a família reunida na aquele almoço de domingo e saborear um bela refeição não ocorre? Será que o cardápio será mais importante do que a reunião das pessoas?
Transformações! É isso mais do que nunca que devemos agora levarmos conosco. As nossas arestas, o nosso lado cinza deve ser lapidado. Aprendermos!
E quando as portas se abrirem e você puder sair, lembre-se! Deus está contigo e  lhe acompanha!


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Imagem original:
https://psicosaude.wordpress.com/2011/06/08/abrindo-a-porta/

quarta-feira, 1 de abril de 2020

A VILA






Amanhecia logo apos a noite  chuvosa e os campos molhados da chuva se levantavam a balançar ao sabor do vento que ecoava no alto da colinas. O sol aumentava seu brilho a medida que as horas iam passando e o pico do meio dia se aproximava. O sol vinha para imperar toda sua majestade de luz e energia sobre os campos do alto da colina e sobre o pequeno vilarejo que seguia pacatamente aos pés do grande monte.
Nada de novo ou extraordinário tinham acontecido ate aquele momento e a vila vivia da mesma forma como nos seus últimos cem anos. As tradições, costumes e o ritmo de vida era o mesmo de um século, ao qual iam passando de geração a geração como se fosse um mantra a se repetir por pais, filhos e netos. Os rostos era todos parecidos, os sorrisos e as linhas de expressão daquele povo parecia ser o mesmo mapa, o mesmo jeito de linhas, curvas e  relevos. Mas o tempo, mesmo sem imprimir grandes mudanças, passou!
Os mais jovens queriam o despertar do tempo, os mais velhos que ele continuasse do jeito que estava, sem grandes transformações.
Mas quais transformações? ja percebeu que você pode estar morando nesta vila neste exato momento? Quer que tudo fique do jeito que está, porque você tem medo do novo.
Quais seriam as mudanças que você poderia fazer em sua vida e que contribuísse consigo e com os outros de sua vila?
O sol que nascia após a manha chuvosa, irradiou sua luz e energia sobre todo alto da colina, não escolheu qual planta, arvore ou rocha a iluminar e aquecer. E você ilumina e aquece, ou escolhe para onde vai direcionar sua luz e energia?
Sejamos como painéis solares, captando luz e energia, energia Divina e da Natureza e distribuindo a tudo e todos que por este “painel” passam. Pense! A luz continua sendo luz, porque em algum lugar há a sombra. Que lugar você quer estar?
E sua vila pode deixar o “mesmismo” de um século e ir além. Transforme!
As mudanças que fizemos em nós, de algum modo e de alguma maneira, sempre encontrará um jeito de ir além e atingir outras pessoas.
O sol brilha e a chuva cai para todos e neste todos a sua vila, a minha e de outros também o recebem. Para onde iremos? o Mesmo sol, o mesmo solo, o mesmo universo.
A vila  nosso planeta!
Ser luz, ser energia, ser água e evoluir!
Avante nós! Avante planeta!

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Imagem:
https://www.google.com/url?sa=i&source=imgres&cd=&ved=2ahUKEwjgxor46MfoAhW-ILkGHZNJC9UQjhx6BAgBEAI&url=https%3A%2F%2Fgramho.com%2Fexplore-hashtag%2Fitajai159anos&psig=AOvVaw2p0SCX68LJLmYUvyngmwBg&ust=158585085198032

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Noite de recordações!



Quando o som da noite bate a minha porta, o arrepio sobe pela coluna vertebral, ouriça meus pelos e na escuridão da noite, é algo que não vejo, mas que sinto sem saber de onde vem.
E vem! Vem de dentro das nuvens, do ar e da natureza, é algo que sinto, nao vejo, mas sei que esta ali.
O perfume das flores enebriam e marcam com toda força o ambiente e memorias são despertadas, ressurgem, vem à tona e vivencio cada uma delas novamente.
O tempo, este que reje o ontem o hoje e o amanhã, ah o tempo que junto com a noite e sua escuridão vagueia com o vento, com o som e com meus pensamentos noite adentro.
Um mar, um céu e uma terra completa de vivencias, de tempos e recordações, sim, as memórias, que não findam, não se perdem, não se esquecem, quando ha colocamos no lugar certo da memoria, uma memoria chamada coração!