Há dias em que a felicidade acorda junto comigo para estabelecer morada, mas eu não ouso ficar na cama; ela, porém, fica sonolenta e adormece.
Anderson Tomio - Muito de mim, um pouco do mundo!
Muito de mim, um pouco do mundo: a união substancial da alma, das palavras e das bagagens que agrego do mundo. Blog focado em poesias, crônicas e textos de minha autoria. * Ano 15 *
quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Bom dia Felicidade!
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
Baú. Uma tampa aberta para as memórias!
Muitas das vezes durante o dia, não é fácil tentar se
desligar de pensamento ou de sentimentos que vem de forma não avisada e também sem
manual de como preceder.
A vida pulsa, o tempo pede passagem, mas as memórias não
ligam pra isso, simplesmente nos encontram e surgem ocupando seu espaço na
poltrona vip de nossos pensamentos.
São sentimentos que fazem o corpo dar sinais de que seu psicológico
está oscilando entre o que guarda e o que vive no momento.
Um baú aberto que não tem gaveta, mas recortes e mais
recortes de um tempo onde a saudade era presença e o passado tinha outro nome,
era o presente.
Lugar onde o suspiro e a lágrima se misturam querendo
preencher o vazio!
Não preenchem, pois o lugar chamado lembrança e saudade é
poroso, permite se misturar com o ontem, com o hoje e o amanhã, e ainda quando
escapa é como areia lançada ao vento, se vai e praticamente fica em algum lugar
que não é mais seu.
É o momento em que se dá conta que estamos em um lugar de
corpo, mas o pensamento já vagueia a busca de momentos.
As pessoas se reencontram, mas não reencontram o momento!
O que vivemos podemos tentar repetir, mas o tempo é outro,
nossa química é outra e o espaço já muda o que se sente e a nossa percepção
ainda quer que seja igual como antes, mas não é.
Aquilo que foi, não volta!
Nem as pessoas que vemos hoje, amanhã já são outras
pessoas. O meio nem se convida, mas
entra e muda muita coisa, vamos amadurecendo e com aprendizado diário, nem eu
nem você amanhã seremos os mesmos.
Evoluímos!
Evoluir é uma palavras, um ato que muitas e na maioria das
vezes vai contra ao fato de preservar as memorias e todas as vivencias que
tivemos.
As memórias são como pedras contornadas pelo rio, vão se
polindo, se desgastam a medida que agua corre e o tempo avança e assim modifica
a paisagem.
Nem as pedras, nem nós somos os mesmos após uma “enxurrada”!
E toda a nostalgia, todo fervilhar ou acalento de uma memória
se funde e se confunde com o viver, deixa cacos e farelos em nós e pode em um
amanhecer te ditar se o dia será de alegria ou tristeza, de idas ou de voltas,
acabará por fim, nos fazendo por fim ter a sensação de nem estar no lugar que
estamos.
São a lembranças e memorias disputando com tempo a vontade
de continuar vivas.
Nem sempre conseguem, apenas perdem em silencio, passam a
existir, mas não as resgatamos, lá do fundo do baú de nossa memória e passa a
ser mais um recorte em meio a tantos.
Acessar as memórias é descobrir páginas grampeadas do nosso
livro de vida!
Quantas páginas grampeamos quantas outras tantas quisemos
arrancar?
A vida pulsa e como disse, pede passagem; e se não há como
mudar o que já vivemos, há se resinificar o que podemos e vamos viver.
A pulsa, a vida segue e vamos com ela até o fim, e quando findar,
a vida foi o que tivemos entre o começo e o fim.
segunda-feira, 1 de setembro de 2025
Gratidão Mãe! ( Em luto por você mãe)
Não saberia dizer se nesse ponto a natureza é sabia ou nos prega uma peça criando uma lacuna no tempo,
Nascemos do ventre, somos pegos no colo, e o primeiro
registro de teu rosto e de teu sorriso eu não consigo lembrar. Você lembra
desse momento, já com alguns anos a frente, a memória te permite registrar os
marcos da vida, e ter nesses momentos memorias de felicidade.
Como eu gostaria de saber como tu eras e como foi a sensação
que senti ao mudar de tua barriga, teu ventre, para o teu colo. As primeiras
mamadas, as trocas de fralda, o soninho com soluço, pra mim tudo novidade que
se apagou no tempo, para você mãe, memorias de um novo filho que geraste e proporcionaste
a vida e o mundo.
Que missão! Que entrega! Mudar seu ritmo, alterar seu corpo
e ainda assim ser tão amado, com um amor que não se mede, não há como calcular,
mas é infinito, amor de mãe e filho e de filho e mãe.
Quanto amor, quantos momentos, de riso, de choro vivemos
juntos. O tempo nos presenteou com a convivência, e podemos nos ter por anos,
eu sendo teu filho e você sendo minha mãe.
Quanta gratidão eu tenho e quanta felicidade sinto por ser
teu filho, por você ter sido minha mãe e mais ainda, se me dessem a
oportunidade de escolher uma mãe, te escolheria tantas vezes fossem possíveis,
porque foste cuidadora e amorosa, rígida e educadora, mas que me deu valores,
força e me fez ser o que sou, tendo em ti a inspiração de pessoa batalhadora.
Nunca desanimaste, mesmo com os percalços da vida, vi sempre
você se manter forte, ser otimista e não me lembro de te ver chorando diante de
uma dificuldade, mas sim tendo fé e sendo perseverante que seria apenas uma
fase e que logo seria vencida. E você tinha razão! Venceste tantas que derrota
não existia na sua vida. Tudo era conquista, força e vitória.
Me lembro de tanta coisa que vivemos, de tantos momento,
desde o mais simples como você me pondo um café ao de ocasiões especiais. Mas
aqui corrijo, todo momento é ocasião especial! Se aprendêssemos isso mais cedo,
a vida seria tão mais cheia de momentos marcantes do que somente aquela data
circulada no calendário.
Viver é um momento especial! E é triste quando nos damos
conta disso de forma tardia, quando os momentos cessam e ficam somente as lembranças.
E pensar que os pais criam os filhos para cresceram e serem
independentes e seguir seu caminho na vida. Sair de casa, morar sozinho é o ápice
desse desenvolvimento. É bom, amadurece, nos faz crescer. O que não sabemos é
que a partir desse estagio, a convivência fica fracionada, se torna dose em
conta gotas, de uma passadinha lá , de um final de semana ou de um passeio.
Isso depois faz uma falta, os anos avançam e quanto tempo diário deixamos de
viver? Temos a presença, sabemos onde está, mas não vimos como você acorda, como
passa o dia, que novidades e conversas teve, e mesmo, deixamos de receber o
carinho diário no sorriso e na voz terna do bom dia. Quanta falta faz esse
tempo e quão valioso ele é quando percebemos que cada minuto que podíamos estar
juntos.
Os pais não deveriam criar os filhos para alçarem voos e
sair pelo mundo, mas para saberem voar e ir até ali e logo estar no ninho,
viver juntos as descobertas e conquistas da vida. Seria estranho, poderia, mas
no quesito convivência e aproveitamento da presença dos pais pertinho seria incalculável.
Mas crescemos e queremos voar! Os pais também sentem orgulho
desse momento e que mostramos que aprendemos e alçamos voos.
Ai que saudade eu sinto! E que tantos porquês eu penso, que
poderia isso, e aquilo, mesmo estando perto, vivenciando muita coisa, não era
integral. As lacunas hoje fazem falta, os momentos cheios também fazem e um
espaço ficou sem ser completado.
A vida! A chegada da morte e a finitude dos presentes! Do
presente do dia a dia e toda uma existência que poderia ser mais longa.
Ah minha mãe, nossos momentos não serão esquecidos e a
medida que o tempo passa, as memorias parecem ficar distantes e novas não são
criadas, eternizamos em nós o que era nosso, a nossa vida, eu sendo seu filho, você
sendo minha mãe.
Saudade é uma palavra que gostaria de agora contrariar e
trocar por presença, como sempre foi, mas agora é saudade, de falta, de ausência
física e de teu olhar terno.
Gratidão mãe! Te amo!
Que o céu esteja sorrindo com sua presença!
*27/10/1947 + 17/08/2025
quarta-feira, 4 de junho de 2025
Pouco ou um pouco a mais?
de um pouco muito menos
não há muito, nem menos
e ser for muito, pode ser menos.
Mas pouco,de quero mais
e não muito, pode ser menos
e se é pouco, então vai a mais
mas se é raro, pode ser menos.
Dentre essas poucas loucuras
escrevo mais
mas não me preocupo, se mais ou menos,
pois sou um pouco e posso ser mais
nem tanto, nem a menos.
Se é pouco,pra que querer menos
se então querer um pouco mais
assim não quero nem a mais nem a menos
e de tão pouco e tão mais.
De tanto pouco a mais
e muito menos , de menos
chega de pouco, de mais, de menos
quero o bastante pra ser meu
o ideal não ser de menos.
("viagem" escrita 16/02/98 9:59h)
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025
Estou lhe vendo! Você me vê!
Quando não tive nada para dizer, preferi ficar em silencio e observar. É neste momento que mesmo sem proferir nenhuma palavra o diálogo se intensifica. A medida que vou observando o que acontece ao redor, e a maneira que as pessoas interagem entre si, percebe-se coisas que elas jamais te diriam ou colocariam em destaque caso fosse necessário falar de si. O lado de dentro, muitas vezes obscuro de cada um não aparece nos diálogos, mas se mostra nos gestos e expressões.
Se os olhos são ditos como janelas da alma, o que dizer das expressões faciais e maneira de se portar? São não janelas, mas o lado tangente de nosso interior. O torcer o nariz, o olhar para cima e mesmo somente franzir a testa, mostra muito de como reagimos a determinadas situações e estas podem até ser moduladas pelo olhar, mas não pelas expressões.
Para aqueles que gostam de observar e mesmo fazer laboratório, percebendo no agir do outro a criação de personas, tem-se neste ato além de compor a realidade apresentada pelo outro, também a interpretação do ser humano quando as reações a alguma situação especifica.
O ato de observar por subjetividade acaba modulando nossa foram de reação e de pensar sobre as situações. Analisar é olhar para dentro, e perceber como reagimos ao externo.
O silencio de um diálogo, não é o silêncio total, é o burburinho inquieto de nossa mente a ler o outro e com isso também nos permitir sem mesmo querer, mas estar suscetível a análise do outro que também nos observa. A interação de pontos de vista e mil vistas do ponto nos fazem mergulhar na interação humana sem que mesmo tenhamos nos colocado de pé a beira dessa “piscina”. A interação e observação humana por si só já é um mergulho!
Não adianta se esquivar ou mesmo pensar na palavra clichê “ disfarça” , porque aquilo que não queremos mostrar nas palavras vem à tona nos gestos.
Reflita!
segunda-feira, 20 de janeiro de 2025
Em seu lugar!
O que seria do dia sem a noite;
E do luar sem que o sol emprestasse o seu brilho?
Somos peças de um quebra cabeças qualquer, mas de quebrar cabeça pensamos que somos o tudo, quando verdade, somos quase nada!
Coadjuvantes!
O brilho vem de tudo que podes tecer nos meandros do teu pensar, mas só iluminará se virar o foco para frente, iluminando teu caminho e os que dele se aproximarem!
O que seria então do coadjuvante sem o principal?
Torne-se e assuma o lugar ao qual não lhe deram, mas que você preparou para você!
Sucesso!
segunda-feira, 25 de novembro de 2024
Não seria apena um dia...
Não seria apenas um dia, se não fosse o momento doce, em que o tempo passa correndo fugindo das regras da vida.
Não seria apenas um dia, se não fosse o momento doce, em que
eu vi você por meus olhos, diminuindo a nossa distância.
Não seria apenas um dia, se não fosse o momento doce, em que
a respiração se altera ao encontro de nossos corpos.
Não seria apenas um dia, se não fosse o momento doce, e
quisera que fosse o agora e quisera que você não fosse.