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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Entre o céu e a terra. Sigo!


 **

Por Anderson Tomio


Há uma brisa envolta,cheiro da mata, 

um silêncio que ecoa em minha alma,  nada é calmo há turbulência.

Em meu voos nada constante é o céu infinito azul, há nuvens e muitas vezes tempestade.

Ando, nem voo, opto pelo chão e sigo... buracos a frente e caminhos que nem sei para onde

vão, então fico!

Na incerteza do amanhã, vivo o hoje, em silêncio, nem voo, vejo, só ando.

Sigo!


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**Imagem: Foto Credito: Ana e Rodrigo - Blog http://www.1000dias.com/fotos/costa-rica

** RECOMENDO A VISITA! Um excelente blog com belíssimas fotos e registros de viagem. Um blog desbravador. Vale muito visitar e conhecer.


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

No banho...


Anderson Tomio

Pronto banho tomado!
Estendi o braço alcançando a toalha par ame secar,
senti o tecido macio tocar minha pele, e envolver meu corpo como em um abraço,
Por um instante parei o movimento e fechei meus olhos,
Uma gota de água escorre de meus cabelos e me desperta causando ao arrepio
por onde ela percorre a descer sobre minha pele.

Penso....

Olho me no espelho e contemplo o corpo nu,
O corpo já no é o mesmo de tempos atrás,
alguns vincos do tempo agregaram texturas a minha pele,
e com cada uma delas, as memórias,

O tempo...

Continuo o movimento de secar meu corpo,
mas contemplar-me nesse momento é prazeroso,
assim desnudo de tudo, percebo minhas forças e minhas fragilidades,
embora com a água do banho somente a poeira do cotidiano fora embora,
Tristezas, mágoas e sentimentos cinza, não saem com água!
Mesmo tendo ao termino do banho a sensação de leveza, não saem.
Pode ser leveza de pele, mas o coração agrega fardos, que se rompem,
e como em uma ampulheta, escorrem vagarosamente até que si dissipem
no passado, no esquecimento e no perdão.
Quem não perdoa, põe cadeados em seus fardos, impedindo que eles se abram perdendo
o peso que eles carregam.

O suspiro...

Nele exalo todo sentimento e inspiro do perfume do sabonete,
este que por um tempo repousa sobre a pele, como se marcasse o território
dizendo que é seu, mas demarcar o que?
O território que era, que foi, hoje existe a espera do “uso capião”,
de sentimentos, de peles, de perfumes que se encontrem e se afinizem
que tão macio quanto à toalha de banho, seja envolvido em um abraço,
embaraço, crie laço e que o banho se torne somente refresco ao fim
de um dia de calor.
E que calor!

Em um outro banho....


_Esqueci a toalha! podes trazer para mim?

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Sobre a liberdade...


Por Anderson Tomio

Quantas vezes eu quis abrir as portas de minha casa e partir,
olhar a imensidão além de meu quintal e dar um salto na direção do meu eu.
Caminhar por ruas e calçadas em busca de algo que pudesse dizer quem eu sou,
ir além de qualquer porta, muro ou janela,  ser liberto de todo sentimento de dúvida.
A vida teria tido um outro sabor, meus sorrisos teriam sido mais plenos,
e do meus olhos não teriam escorrido lágrimas de meu silêncio.
Sufocar-se dentro de si, viver algo que não é você,
por um tempo não vivi, existi de uma forma que queriam que eu existisse,
mas sabia que aquele não era eu.  Sentia na minha pele o perfume não só
de um banho refrescante, mas o perfume de minha essência interior.
A vida fez com que eu tivesse criado casulos, não pude criar as pontes que eu
tanto queria e por elas me ligar a um mundo onde todos podessem caminhar
nas calçadas, ruas junto comigo. Sentaria quando cansado a beira do caminho
para contemplar a beleza da vida e descansar minhas pernas de uma longa jornada.
O fato é, só se é feliz de fato quando você conhece a si  mesmo, sabe de todas as suas
qualidades e defeitos, e confidencia sua vida somente com Deus. Creio nele e sei
que ele me ouviu sempre, na hora em que eu agradeci, na hora em que eu pedi
 e principalmente na hora em que eu não disse nada, mas apenas chorei.
Agradar não é fácil! Se encarregado de na sua vida ser a felicidade do outro, mas não
a sua própria felicidade e ter que seguir o que dizem, não que você pensa ou é.
A vida é feita de tabus, o ser humano não poderia deixar de ser um,  mesmo se há ´padrões
até neles há uma complexidade humana que a sapiência humana não alcança.
Ser humano é ser inexplicável!
Cada frasco, cada tália possui uma essência, um perfume, e eles se misturam na
existência de uma vida, na prolongação em uma eternidade.
Somo eternos!
E nessa eternidade, o perfume , o som de nosso eu ecoa pelo universo e Deus permite que
sejamos únicos, e perfeitos por sermos criação divina.
O ser humano que se auto diferencia!
E cria portas, várias delas, onde o a, o b e o c deve estar, devem ser, e seguir a vida. Aliás
quando fala-se em vida, pensa-se em uma individualidade, que na verdade é falsa, porque
em sociedade a nossa individualidade é falha, sou eu fazendo parte de você, agindo, e sendo
um em micro e macro cosmo por viver em um único planeta.
Fuja se puder e isole-se da vida por crer que o outro pode fazer em você algo que você
não seria capaz de fazer. E o sabor da vida onde fica?
A vida tem sabor em sua diversidade! A igualdade é chata, os padrões são criações
humanas estigmatizadas por pessoas que tem medo do que tem dentro de si.
O padrão é feito para aprisionar a essência do eu!Ser livre, sem medo, olhar a cada manhã para o espelho e dizer, Eu me amo, do jeito que
sou, pois sei que sou obra divina, e eu , acredito, que não seriamos eu e nem você uma obra
com "defeitos" porque até hoje a a vida é plena de perfeição.
O defeito está nos olhos de quem vê!

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Conceitos




Anderson Tomio                                                                                                              

Surtar com os contratempos
ver, saber, recusar, mudar
e enlouquecer.
Mudar, não ser mais eu,
transforma-se em outro.
Penar neste processo.
Saber, que o mundo,
transforma-se, recria-se,
aumenta o ritmo,
trata o retorno,
a desflora-se de mim,
de ser eu, de ser você.
Destituir do tempo, do instinto
vivermos a vontade das horas,
da ordem do tempo,
e nos contratempos,
há o despojamento das idéias.
O descobrir, o desvirginar das mentes,
dos passos em séries,
mas mudamos, há não ser só eu,
um hora mudado,
hora estagnado no mudar,
já não conta, já não há o que contar,
depois de ontem o mundo já é outro
as horas passam, mudou-se,
eu, nós havemos de mudar.
Transformar!