Seguidores

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Carrossel - As voltas da vida!

Anderson Tomio



O sono chegou tomando conta,
os olhos pesaram e adormeceram
fazendo o silencio da noite a me embalar.
Dormi esquecendo-me de tudo,
acordei preocupado com o mundo.
As horas haviam passado,
o sol já havia surgido e a novidade
do dia tomava conta do tempo.
Proporcionava  aprendizado,
e fez surgir à reflexão, o pensar.
A análise do tempo era nítida,
como se o carrossel houvesse dado muitas voltas
e você sabia onde ia parar, mas não.
As coisas nem sempre são tão óbvias,
a vida nem sempre é tão certa,
e o destino é a gente que faz!
A noite se foi, o dia voltou,
o carrossel parou permitindo o embarque.
Novas fases, novos dias e esperanças,
até que o sono retorne, pese nos olhos,
e não permita ver o dia seguinte até que chegue o amanhã,
 quando o mundo ressurge para eterna novidade da vida.
 _______________________
Imagem: olhares.aeiou.pt

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Familia - A base para mundança!

Por Anderson Tomio






A família não nasce pronta, constrói-se aos poucos, é o melhor laboratório do amor. Em casa, entre pais e filhos, pode-se aprender a amar , pode-se experimentar com profundidade a grande aventura de amar sem medo. A família pode se o ambiente mais apropriado para uma maravilhosa experiencia de amor.


A família é o nosso fundamento, a base do nosso futuro, mas é conhecido que a família unidade base da sociedade, enfrenta, desde algum tempo, problemas complexos, que tem afetado a sua estrutura, tais problemas ou desajustes familiar ocorre por motivos mais diversos tais como: o desrespeito de pessoas em relação as outras, inclusive no que tange a privacidade, à ausência do dialogo à motivação da vida a dois e a falta de amor, este último tem contribuído, em larga escala para a dissolução da estrutura familiar.

Ao modificar o entendimento da palavra, que considero divina, AMOR, que está acima da compreensão das últimas gerações, dominado-as inteiramente, por sentimentos materialistas. Gerações que se distanciam de DEUS, das coisas do espírito, de onde nascem a amizade, a ternura, o afeto, e que reforça o processo de tornar-se puro, o amor pleno, aquele que é engrandecido por sentimentos e não por instintos, muitas vezes primitivos. Se dentro do seio familiar, aplicarmos o nosso mais valioso dom, o dialogo e o entendimento, será o inicio, o primeiro passo para podermos praticar uma relação de qualidade com quem convivemos, e a partir disso pro amor é só consequência. O diálogo e entendimento no leva pra o Amor com as pessoas.

Não podemos esquecer que a educação repassada pela família, através dos tempos, se baseados nos valores morais e na ética, na religiosidade e fé, não são em tempo algum esforços perdidos. Uma criança, um jovem que vê nos pais, ou mesmo nas pessoas que o criam, bons exemplos, com certeza não terá por que não seguir, se os laços que sustentam esse vínculo forem estreitos, forem fortes.

As vivências em família nos fazem seres completos, que não há faculdade na vida que ensine o que podemos aprender em casa. Se recebemos de casa valores morais e éticos, se assimilados na relação diálogo confiança, não tem o porque nos perdemos no caminho.

A humanidade, em sua totalidade deveria pensar nisso e aplicá-la.

As mazelas do mundo, a violência, as drogas, os assassinatos, estupro, crimes contra o incapaz, jamais seriam notícias. Alias o fato de serem notícia o tempo todo revela que algo precisa ser feito, urgente, além disso acabamos por se acostumar com a violência que com o tempo poderemos achar que é normal. Mas não é! Atualmente, julho de 2010, os noticiários me deixar estarrecido. Fico pensando o quão animal o homem pode ser, exterminando sua própria raça. Nessas horas me sinto envergonhado de ser Homem, por ver na TV e Internet o quanto há de “psudohomens” pela quantidade de violência e barbaridades que cometem. Sem falar na violência gratuita, por motivos banais, que só visam elevar o ego de quem agride.

Mas tenho fé, na família(*), seja ela patriarcal, ou mesmo aquela que é formada de pessoas  sem consanguinidade mas que mantem um laço afetivo morando sob o mesmo teto. A família mudou, mas não era necessário mudar os valores.

Na verdade, desabafei, porque fico tão indignado com o que vejo no noticiário, e mesmo aqui via internet, em saber nós estamos aniquilando nossa própria raça. Falando em aniquilar, lembrei das questões ambientais, se tratássemos a violência como prioridade como o meio ambiente tem sido ultimamente, com certeza já teríamos mudado o mundo para um mundo de paz.

Mas com certeza, seria assunto para um novo debate.

___________________________

**A família é um núcleo de convivência, unido por laços afetivos, que costuma compartilhar o mesmo teto, com ou não grau de parentesco** -conceito atual de família:  .http://jusvi.com/artigos/39460

A evolução do conceito de família:
http://www.investidura.com.br/revista/index.php?option=com_content&view=article&id=237:o-conceito-de-familia-e-sua-evolucao-historica&catid=83:artigos

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Com aroma de café...

Anderson Tomio


Era pra ser
somente mais um olhar casual
daqueles que buscam integra-se com o mundo ao redor,
percebendo o que acontece e como tudo se movimenta,
mas acabou paralizado,
foi encontrado em meio à paisagem estática do hall
e o cheiro do café tomou conta do ambiente
tornando-o nostálgico, mágico e acolhedor.
O olhar que mudou o tempo,
fez as luzes de neon “café”
que piscava no vidro que nos separava,
uma barreira logo ali, mas que separava nossos mundos.
Baixei a cabeça, passei a mão em meus cabelos,
numa atitude de revolta,
como podia não estar no mesmo lugar que você?
E pensando que assim, quando erguesse os olhos
somente a lembrança de sua imagem haveria de ficar.
Engano! Surpresa!
Meus olhos te encontraram diante de mim,
E comecei a rir... não entendia mais nada,
E o tempo permaneceu mágico
Enquanto a inércia do vento não tocava minha pele
Mas ainda assim sentia o arrepio da tua presença.
A  velocidade do mundo voou,
o instante passou e com ele você se foi.
Algo permanece além do riso,
o cheiro do café relembra tudo.

domingo, 6 de novembro de 2011

Insonia

Anderson Tomio


Tudo foi além do que esperava
os sinais que me deste não foram vistos,
 e ousei sair na escuridão.
Caminhava sem rumo sobre a calçada de pedras,
meus pés descalços sentiam cada relevo,
que me lembrei dos vincos do tempo marcados em minha pele.
Olhei ao alto, a lua ilumina agora meu caminho
Saíra da sombra que o velho casarão fazia
Deixando cinza o chão e as paredes,
tornando opaco o brilho de qualquer olhar.
Parei, inclinei meu corpo para frente
Tocando meus tornozelos,
os pés vestiam poeira da pedra
e o pó da correria urbana
Sentei- me na calçada e silenciei.
O único barulho agora era meu coração acelerado,
Ao ritmo da respiração ofegante,
Repus meu suor, sentindo o gosto da lágrima
Que escorreu face abaixo e sutilmente tocou meus lábios.
O mundo parou!
O silencio era total,
 e um  vulto com rapidez passou em minha frente.
Era a sábia coruja que do alto da varanda
do velho casarão me observava com seus olhos
reluzentes ao brilho do luar.
Observou-me por um tempo,
E eu perdi a noção das horas,
Fiquei a contemplá-la.
Ela entendeu talvez o que eu fizera
E num gruído tímido me cumprimentou.
Pareci um tolo, mas abanei com uma das mãos
Dando sinal que tinha ouvido o seu “boa noite”
O meu pensamento foi buscar você!
Abaixei a cabeça sobre meus joelhos
E ali fiquei encolhido e quieto.
Ouvi então um grunhido mais forte que ecoou pela madrugada
E num vôo a bela coruja desapareceu.
Decidi que era hora de levantar-me e buscar meu leito,
já que o ar da noite havia-me relaxado.
Iniciei o caminho de volta, alguns cachorros
repeliam e entregavam a minha presença,
mas segui adiante.
Já em casa, suspirei frente ao portão,
por estar leve e pronto pra repousar,
mas fui surpreendido por um alto gruído, desta vez
mais inesperado que o outro.
Era a sábia coruja que guardara a madrugada
agradecendo por deixar a rua
que agora era somente dela,
em meu adormecer.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

"A memória do silêncio"

Quantas vezes nao percebemos o simples e o valor que ele tem em nossa vida. Assista o video e
entenda o porque.


A Memória do Silêncio from Histórias que Ficam on Vimeo.


Visite o blog http://desculpenaoouvi.laklobato.com/
Depoimentos e casos de pessoas surdas e com implante coclear.

“se para ouvir é preciso de audição, para escutar só é preciso do coração e eu sei que o meu não tem tamanho”. Lakshmi - do blog desculpa eu não ouvi

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Criar...

Anderson Tomio




Veio,
Apareceu do nada e me chamou.
Fez um convite; e tem que ser agora.
Esta é a hora, vamos criar!
Veio, me disse coisas que nem sei falar,
horas mais fáceis horas difíceis,
estar atento e te compreender.
É verso, é prosa, é riso ou choro,
é rastro de pólvora,
põe-se a primeira palavra e o estopim inicia,
várias delas, velocidade.
Nem pensa, só ouve,
escreve, dita, não repita,
deixa fluir.
O que me dizes agora?
Preste atenção, nada de perguntas.
Vá em frente, faça o que peço,
crie o que mando e solte-se!
Parece ser dois, sou eu mesmo falando pra mim,
ou de "mim" pra falando pra "eu"...
E vem, mais uma sentença.
Poética, rítmica ou não.
Anoto, nem ouso editar,
já sou logo advertido,
nesse louco processo,
nessa sana loucura do meu jeito
de criar, de escrever, de ser, estar, assim eu, puro
deixo-me, dou, entrego-me
e em palavras se doar..

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Quando adormeci...

Anderson Tomio




E tenho visto,
Havia falado,
Mas nada mereceu importância,
Era fato,
Era dia,
Agora à noite, sem estrelas
Perdidas, soltas ao vento
Navegam no mar.
E tenho visto
Havia falado
Mas o que fazer, 
Passou despercebido
Era fato,
E no quarto o silêncio
Ditava-me algo a escrever,
Perdi, se foi, calou-se.
E tenho visto,
Havia falado,
Minha voz silenciou,
Não ouvi nada alem do vento,
E escrevê-lo...
Em um  soprar de letras, de tempo
Mas é fato
Calei-me e adormeci
Sob a colcha de retalhos.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Isso é da minha conta?

Por Anderson Tomio

Comentamos e até nos revoltamos com fatos cotidianos. E já pensou no que acontece com você, ou poderiam acontecer? Os fatos próximos e os de longe, ocorreram em algum lugar e tempo. É valido preocupar-se com mundo e com país, mas e o que acontece do seu lado agora? “_Mas, você viu o que fizeram?” Pronto, foi o motivo para nos transportarmos do nosso mundo, para o mundo dos outros. Deve estar pensando, então é proibido comentar sobre que acontece longe? Não de forma alguma! O que ocorre é a dimensão que as coisas tomam sem que percebemos. É como mexer o caldo com colher de pau e você pedir pra eu mexer com colher de plástico. Vou faço e pronto!Sem perguntar, passo a mexer e fazer porque me dissesses que é melhor. Preguiça mental! Há casos e casos e o “oba-oba” das conversas contagia o mundo ao seu redor. Muito Bom! Você pode analisar que estou a descrever o que de fato é natural. Por favor, faça isso! Posso fazer uma pergunta? Quando foi a última vez que discutiu com o vizinho o problema dos alagamentos, dos assaltos, da violência que estamos expostos há todo momento? É ponto que quero chegar!Precisamos nos engajar com os assuntos de nossa comunidade, vivenciar a nossa realidade e buscar ações, soluções para um problema que poder parecer ser só do outro, mas é coletivo. Aliás, relevante ser COLETIVO. Cada vez mais vivemos em sociedade individual, adquirimos o hábito de ver o mundo pela TV, pela internet e discutir os assuntos na padaria, no ônibus e mesmo no elevador do prédio. As ações se resumem a comentar. O fato é que a vida em sociedade precisa de ação, interação! Se eu agir, fizer a minha parte, mesmo pequena, será melhor que não fazer nada! E se acreditar que sou um ser humano que age porque dei minha opinião sobre algum fato que veio a ser notícia, como o assalto a aquela lotérica, um estupro e ao congestionamento no trânsito, estou enganado! Não vivemos sozinhos e a minha ação fará a diferença na minha vida e na vida e na sua, porque somos coletivos, por mais que queiramos ser individuais. Continuemos a comentar no botequim, mas não podemos cobrar o que só comentamos e temos como regra não ser de nossa responsabilidade. Pois bem, veremos de quem é a responsabilidade então? E quando descobrirmos de quem é, devemos estar fazendo a nossa parte, porque quem cobra e reivindica tem que estar ciente do que faz e ter iniciado o processo de mudança a partir de si. Porque se “não é da sua conta” alguém vai pagar por isso. Mudar não é pensar, é agir!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

TEM DIAS – Musica & Poesia

Por Anderson Tomio

*“Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...”

Tem dias...

E as horas que se sucedem, exitam em passar.

O pensamento toma conta, faz tremer a realidade

Um corpo que vibra, uma mente que pensa,

Mãos que perdem o equilibrio

E nada mais do que estar nervoso.

As preocupaçõees, várias delas,

Nem tomam aqui dimensão,

O problema é um, somente ele desestabiliza,

Faz tremer e aguça a vontade de sair correndo

E ir logo resolver.

Medir forças, enfrentar, mas desistir,nunca!

*”A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...”

E semeia-se a paz, prega-se o bem,

Esperamos receber o mesmo

Afinal colhemos o que plantamos,

Mas levaram minhas rosas pra outro quintal,

Deixaram comigo os espinhos,

Mas as encontrarei pelo perfume,

Buscarei novamente há quais ventos as levaram,

E a certeza toma conta

Porque sei, tenho fé

Que as rosas voltarão.

___________________

Escrita em 21/03/2011

** trechos em destaque são partes da letra

Da musica Roda Viva de Chico Buarque

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O PODER DAS PALAVRAS!

Anderson Tomio





Fale tudo que querias falar
Penses tudo que queiras pensar,
Jogue em meus ouvidos os teus brados,
E me deixe apenas silenciar.
Refletindo cada frase tua, o que queres me dizer,
me deixe!
Se eu curvar meus ombros, o peso da realidade caiu e definhei.
Se te inclinares , pode não ser a razão, mas a soberba  te puxando para trás.
E pense!
O peso do tempo, o eco de cada uma delas, você as proferiu e voaram...
Ecoaram no universo, atendendo todas as leis, até mesmo as de retorno...
O meu silêncio vai retornar, suas palavras também,
E o espaço as devolve tal qual como emitimos
Carregadas de energia, que dissipamos enquanto
Esperávamos sem saber o retorno de cada uma delas.
Por que o fato é que, um dia as teremos de volta!
________________________


Imagem original: rexonas.com.br 

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Declaração de Amor de Pai para Filho


Por Anderson Tomio



Arthur, meu Filho,
o que dizer pra expressar o meu amor.
Em tua tenra idade, nada seria capaz
de te dizer, que fosse de teu fácil entender.
Prefiro não te explicar,
prefiro te mostar o que pode ser o amor de um pai,
e simplesmente te amar.
Tenho que te confessar uma coisa, alias não só uma, mas tantas delas.
Acredito que a mais importante é dizer que você é um divisor de águas em minha vida.
Sei como sou, me reconheço hoje, me analisando antes e depois do teu nascimento.
EU nasci, renasci junto do teu nascimento. Descobri naquele momento mágico tanta coisa. O amor é uma delas. A mais importante das descobertas.
Mas não foi só ele. Descobri também que podemos nos comunicar com o olhar, com nosso cheiro,
com nosso toque e a troca de nossa energia. No corte de teu cordão umbilical, nada foi rompido, mas com ele nos atamos, nos laçamos, entrelaçamos de amor. Me descubro PAI, te percebo meu filho, momento de pura emoção.
Teus primeiros minutos, ainda que estranhando o novo mundo, mas eu já estava ali ao teu lado.
Teu respirar, teu choro, teu banho, assepsia ainda no hospital, teu banho de luz, o te aquecer, como lembro, teu acalento ao sentir meu toque, a ouvir minha voz, voz essa que já conhecias tanto, mesmo antes de nos tocarmos dessa forma.
Senti o mundo mágico novamente, passei a ter mais fé, mais esperança, enfim me renovasse, como já disse, nasci junto contigo.
Quão pequeno em meus braços, nada mais era necessário, nos entendíamos no toque, na nossa troca de calor. Na verdade sabia da palavra vida, o que aprendi na escola, o que li nos livros, os significados no dicionário, mas nada me ensinou mais o que era vida, como você.
Tuas primeiras reações, teu sorriso, teu choro, a tua força e ao mesmo tempo a tua fragilidade.
Meu pequeno, meu filho, significado real, sensível ao toque, de uma coisa que aprendi que era sempre abstrata, mas com você eu vi real, concreto, então pude tocar, sentir na superfície de tua pele e no teu sorriso o significado da palavra AMOR.
Quão extraodinário possa ser, só sabe do que estou falando quem sente amor.
Guardo vivo na minha lembrança, tudo que contigo vivencei, que contigo aprendi, e claro, as coisas que na minha pequenez de pai, pude te ensinar.
Teus primeiros sons balbuciados, teu riso, o teu olhar. Parece que ainda sinto você adormecendo em meu peito, dormindo teu sono embalado pelo som do meu coração. Tanto que você sempre me faz recordar esse momento mágico, até hoje ainda falas “to ouvindo teu tum tum papai”, ou jogas um beijo no ar e me pede pra guardar no coração batendo no peito.
E eu me pergunto, você precisa me dizer mais? Isso é fantástico. O amor que sinto por você, superaria qualquer desafio, o amor seria capaz de nos fazer superar a ausência de qualquer sentido, porque mesmo que eu fosse surdo eu te ouviria com o coração.
A alegria dos primeiros passos, não só a minha, mas atua alegria de transpor limites, de aprender,
de estar crescendo.
Uma coisa que talvez você não lembre, ou até mesmo você não saiba, mas converso com você, sempre que posso, mesmo que achem que você não entenda, mas acredito no teu entendimento,
e gosto de falar contigo. Até enquanto você dorme, eu muitas vezes falei com você durante teu sono.
Coisas de pai, mas me sinto tão feliz, quando depois de termos um dia bem legal, divertido, te observo dormindo, e mesmo não teu sono você me sorri, vejo teu semblante feliz. Já sabia, descobri isso, como é bom ser pai.
O tempo foi passando, amadurecemos juntos! Eu e você, aprendemos um com o outro. Alias você me ensina tanta coisa meu filho. Tenho mudado, você me da forças pra ser um ser humano melhor,
pra a cada dia me tornar um pai melhor, ou um papai como você mesmo me chama.
Não tenho aqui a pretensão de resumir a minha vida, ou mesmo a tua,ou até mesmo as nossas nesse tempo, nesses pouco mais de 4 anos que temos um ao outro, mas só te dizer o quanto és importante pra mim. Você bem sabe das minhas limitações, ou ao menos entendem algumas delas, não tendo posses, passando dificuldades até mesmo pra nos mantermos, mas temos um ao outro, e isso me dá forças pra buscar o meu melhor em prol de nós.
O tempo que fico longe parece uma eternidade, mas quando distante de você falo contigo em meu pensamento e nele te digo, o quanto te amo.
Falando em Eu te amo, lembro-me que nós conceituamos juntos o que isso quer dizer. AMAR, é quando uma pessoa gosta muito, mas muito mesmo, que não tem o que poderia ser maior,ai dizemos que amamos. Me deixa feliz você saber disso, porque você mesmo já me disse.
É assim, não sei o que pode ser maior, nem mesmo sei se existe, o que sinto por você é incalculável
é simplesmente amor.
Isso você não sabe,mas peço a Deus, sempre para que me permita estar presente em tua vida, de forma física o maior tempo que me for permitido. Quero poder estar ao teu lado, nas tuas vitórias e mesmo nas tuas derrotas para poder te amparar e não te deixar desistir. Te mostar o quanto você é vitorioso em permiti-se tentar. Quero poder estar por muitos anos ao teu lado, perceber teu amadurecer.
Esse é o fantasma que às vezes me atormenta. Mas prefiro não pensar nele agora, e espero ter a razão em estar fazendo.
Mas de uma coisa acabei de lembrar, do ultimo bate papo que tivemos, onde falávamos de nós, e acabei pensando alto, querendo saber se você me achava um bom pai. Achei tão linda as tuas palavras, dizendo que sim eu sou um ótimo pai, “você é um papai ótimo, o melhor papai do mundo porque você me cuida!” Mas mesmo assim me perdoe, caso você em silencio achar que eu não fui o melhor. Mas também você não deixou por menos, perguntando me se você era um bom filho. Te falei que sim, um ótimo filho, porque além de pai e filho somos amigos, podemos conversar, isso faz com que você seja um filho muito amado e especial.
Outro dia rimos juntos, olhando duas fotos, uma minha que você tirou e uma sua que eu tirei. Eu e você analisamos juntos as perspectivas, como um olhava o outro. Achei graça você me dizendo que eu era um gigante. E você meu pequeno grande filho.
Na verdade, ou melhor em resumo, o que o papai quis te dizer através deste relato, é o quanto eu te amo, o quanto você é importante pra mim.
Que hoje sou teu, estou aqui, mas um dia, serei do universo, mas que minha luz ainda possa iluminar os teus caminhos.

Meu filho, Arthur Miguel papai te ama hoje e sempre. Obrigado por ser meu filho, por ter me escolhido pra ser teu pai. Eu te amo!

Dia 20/07/2010
hoje faço 33 anos.
_________________________________________________________

Imagem:
carlike.wordpress.com/2009/09

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Aprendizado do Tempo

Anderson Tomio


Tenho pensado no futuro,
eu juro que tenho pensado,
mas a cada instante que penso ,
o mesmo já se torna passado.
O novo que ainda engatinha,
logo corre querendo vencer,
o chegar quase no fim da linha
da vitória senta-se a padecer.
E o que era futuro passou,
pisquei meus olhos, não vi,
querendo refletir sobre ele,
nesse instante envelheci.
Das horas só vejo os ponteiros,
num dia que me resta lembrar,
do que não podia esquecer,
foi passado não pude evitar.
E espero o novo minuto,
a vida que passa correndo,
agora é hora e instante,
se não foi é um passado pequeno.
Finda o tempo amargo,
Finda o tempo doce,
Amadurece a face e que enruga,
Mas não madruga a sabedoria da vida
Que dorme, que cala, que morre.
__________________________
Imagem:http://dc314.4shared.com/doc/X08IrgKC/preview.html
Escrita: 08/08/2011  - 12:25 h

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Força Vital

Anderson Tomio

PRIMAVERA NA JANELA (1)

Não vejo à hora de chegar o amanhecer,

sentir o calor do sol aquecendo-me o rosto

em um esforço para não abrir os olhos e contemplar do dia.

Não vejo, porque espero o momento certo

de abrir os olhos e perceber no clarão a minha volta

a energia que me dá a vida.

Inclino-me em direção ao perfume da roseira,

que ousar bater no vidro da janela

riscando uma sinfonia que embala o coração

e inebria com seu odor de rainha do jardim.

Abro agora os braços, me posiciono na direção do vento

e com olhos fechados imagino-me a voar.

Os pés se distanciam do chão à medida que meu sonho

alcança requintes de realidade e me distancio do mundo que era fantasia.

Laçadas de vento envolvem meus braços e arrepiam- me os pelos,

com o gelo que carrega consigo na brisa fria de uma manhã de inverno.

O sol teima em aquecer o mundo descarregando sobre tudo sua energia,

e eu, de olhos fechados, prefiro ficar na viagem do meu sonho

esquecendo da fantasia que diante de mim tornaram-se instantes reais.

E voei!

Contemplei do alto o poder do universo, percebi a força que mantém o todo,

sendo eu parte da energia que o alimenta e que consome o seu vigor.

Troca perfeita!

Simbiose de matéria e energia regendo as horas que findam desse amanhecer,

mas ainda assim constantes do milagre chamado vida!

___________________________

escrito em 02/08/2011 – 21:30 h

imagem: http://alzheimernafamilia.blogspot.com/

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Dia do Escritor

Anderson Tomio

 

dia-do-escritor2 

 

Antes de marcar nas veias da celulose

O que viera a ser papel, papiro, base de meu pensar,

eu já escrevia pelo tempo o que viera a dialogar.

Antes do pingo, o respingo da letra que surge,

da palavra que nasce com medo, silencia pra dentro do peito

e não ousa ecoar, antes dela eu já estava,

perdido no tempo, vago no espaço

criando no dia e na noite os versos a declamar.

Palavras que vem, pensamentos que se vão, partem,

repartem-se e criam e recriam num breve aprimorar.

Palavras que buscam o toque do ouvido alheio,

que saem do coração, do seio, num afago de um ninar.

Ontem que era primavera em flor,

num botão de mero sorrir, abre-se em sorriso flor,

falando aos ventos e cantos, cantando ecoando no espaço

as vestes da língua a dizer.

Antes que o verso- se tornasse rima,

que o verso enamorasse a prosa,

o amor já compunha o trecho,

palavras polidas, o seixo do sentimento

que desenrola, rola por entre os dentes

na busca de um repente, na rima do meu viver.

E o dia se finda a noite,

veste-se de muitas estrelas, no breve repousar,

que silencia e acalma o céu,

que vibra com o vento e eu respiro,

da boca que céu capela,

num sino a tocar.

Palavras de pouco brio,

bem puras feito o orvalho,

que escorre por entre veste que é do meu ser.

Vive, planeja e cumpre,

todo o curso, em breve discurso,

de palavras que é viver.

_________________________________

imagem:http://listasliterarias.blogspot.com/2011/07/10-curiosidades-sobre-carreira-de.html

sábado, 23 de julho de 2011

Tempo! Senhor de todos!

Anderson Tomio

 

Observar, procurar
e encontrar alento
fermento de preocupações
crise de evasão,
circular,
evadir-se da vida,
vida própria, deixa levar-se
flutuar no ar,
sentir o braço do vento,
correr em círculos,
perder-se, no tempo, no vento.
Escravo do tempo, ser dos relógios,
vivência de horas.
Horas aflitas,horas tranquilas,
nas horas tomadas por ele, o tempo,
ser pensante, inoperante perto dele
o tempo, controlador, controlado,
puslso desesperado,
fermento das preocupações
viver, ver, sentir, fechar-se
correr em círculos,
ser dele, pertencer a ele,
nada mais, o tempo.

____________________
Escrita em 23/07/2004
____________________

imagem: hsm.updateordie.com/.../03/relogio_da_vida.jpg

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Constatação!

Anderson Tomio

 

Não preciso classificar o ser e o estar,

mas o passado poderia ser refeito,

o futuro modificado.

Tantas coisas passam na mente.

Um filme, uma vida, momentos!

A chama que move a releitura

baseada em tempos de  melancolia e só.

Só é uma palavra que descreve

os pensamentos num vagar de agora,

não sabendo onde quer ir,

não sabendo de onde vem , simplesmente voa.

E a realidade consolida-se!

_________________________________

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Olhos! Abra-os!


Anderson Tomio




Abra seus olhos
para ver o além.
Abra seus olhos
para ver quem o ama.
Abra seus olhos
para me ver.
Pois não sei ficar nem um instante
sem pensar em você.

Abra !

Abra seus olhos
para a pureza da vida.
Abra seus olhos
para os sentimentos.
Pois o que sinto por ti é forte
que por mim não haveria fim.

Abra!
Abra seus olhos
e me veja como alguém.
Abra seus olhos
e veja, que te amo.
E que os meus nunca se fecharão
para continuar vendo, amando.

Abra!
Abra seus olhos
e junto o teu coração.
Abras seus sentimentos, seu intimo,
pois sentimento que se prese
jamais deveficar fechado
como nossos olhos ao dormir.

Abra!
Abra seus olhos,
Abra seus braços,
Abra seu coração,
para que neles eu entre
e possa dizer que te amo.
Depois feche-os
para que deles eu não consiga sair.
____________________________________

(escrita em 05.02.1996)


Imagem original: sofiaprocurasofia.zip.net/images/eyesss.jpg

domingo, 12 de junho de 2011

E se foi o dia dos namorados! Amor novo ou antigo?

Anderson Tomio

 amanteantigo

“eu sou aquele amante a moda antiga…..

….do tempo que ainda manda flores…”

Flores? Odeio rosas vermelhas, amo o amarelo”

Que?

O que você está fazendo ao partir e me deixar só?

Esquecer do nosso legado que pretendiamos contruir

esquecer do ontem, nem se quer ver o hoje, assim?

Não quero nem pensar no amanhã.

Estou pela metade, porque você é uma parte de mim,

e está indo embora, não vá!

Serei pelo “meio”, meia vida, meio amor,

querendo ser teu, torna-se inteiro, torna-se único.

O vento leva teu perfume,

as velas todas choram ao fim do jantar,

restam um rio, as estalactites da alma penduradas no castiçal.

Não queria falar das flores, 

mas essas enfeitaram nossa cama,

deram aroma ao nosso banho.

Será que foi isso?

Velas, pétalas, incensos, já estão tão comuns nos “ninhos de amor”,

as separações também.

Mas porque?

A cada dia querendo me completar,

buscando contigo uma aliança, um elo,

mas nos tornamos somente argolas.

Estas podem estar próximas,

mas argolas não  se unem, são individuais!

Estou meio, sem o perfume,

no escuro das velas que queimaram,

sem falar no jardim, que das rosas,

só restarm as ramas…

Quanto tenho me dado,

quanto tenho ficado nas noites, nos dias,

ficado a te esperar, ficado sozinho em meu mundo.

Será mesmo que quero amar?

Dói pra arrumar um, dói mais ainda quando ele se vai.

Não há como regular sentimentos,

e num olhar, está se amando novamente.

Mais vezes irei acender as velas,

morangos e  a champagne no gelo,

e os aromas serão os mesmos.

Mas uma coisa sei que não….

ao olhar pra o lado, para minha frente,

verei você, diferente, não, até que meio pareceidinha com a outra,

mas está “valendo”.

Quando você dormiu, roncou e quase colou o rosto

na baba que escorria de sua boca no travesseiro

de penas de ganso, eu pensei…

As histórias sempre se repetem,

o amor não é criativo!

Já temos esteriotipado o amor em nossas mentes,

e como vamos demosntrá-lo a pessoa amada?

Um não será nada original, refazendo velho e falidos rituais,

e a outra, uma mentirosa dizendo que “ai amor…que lindo!”

como se fosse a primeira vez que tivesse tomado

champagne com morangos, e sentindo o perfume de

incensos de yang-lang pra dar um clima afrodisiaco.

Porque não somos originais?

Precisamos fazer mil rodeios pra demonstrar o afeto, o amor,

quando na verdade eu podia te mostrar que amo,

lhe dando um gole de café naquela minha

caneca de estimação, com desenho do snopp,

ou estando perfumadinho com o sabonete da promoção

que tinha no mercado.

Estarei limpo e cheiroso e isso não mudou meu amor.

Tudo bem! eu paro.

Você deve estar achando loucura e nada romântico nisso.

Mas o romantismo está na simplicidade e autenticidade.

Ninguem é um constante “publicitário”, que se mostra,

se divulga para amar.

O amor é falído quando queremos voos muito distantes,

não percebendo-o ao nosso lado e nem dando valor a gestos menos elaborados.

Se estamos enamorados, podemos sermos nós mesmos, puros,

sem medo de fazer feio, como aquele namorado- amante que antes de casar leva à pretendida

nos melhores locais, nos melhores motéis, mas e depois?

Nem o tapetinho da sala é lembrado, pra dar uma variada.

O amor não sobrevive a monotonia. Amar é inovar!

Quando não inovamos, é porque não nos damos mais conta da presença do amor,

tudo é igual e as dores de cabeça e o “dormir de bunda”  já não são fatos

a serem comunicados, viram comuns. O fato seria mesmo, comunicar que esta com tesão,

e que se quer amar e ter prazer.

Esse já seria um fato inusitado depois de anos.

Mas o amor,  muito além de tudo, é pra ser sentido, ser amado.

Enfim ele mesmo o amor, fonte de tanta inspiração, pode ser o vilão da história?

Não é ele, mas os enamorados, os amantes,

Podemos inovar, fazer diferente a cada dia, ou tentar novamente.

Mas uma coisa podemos deixar como está, ou não?

Para inovar não será necessário mandar rosas amarelas dizendo no cartão

que “eu te amo”, só porque ela gosta da cor amarela. Ama o amarelo.

Poxa se ela ama o amarelo, inove. Mande rosas vermelhas com o cartão

“eu te amo” e surpreenda! Seja o vermelho, seja amado!

Amar é isso!

____________________________________

Escrita em 15/09/2010 – 20:30 h

Imagem original:reagente.com

terça-feira, 7 de junho de 2011

Maria! Óh Maria!

AndersonTomio

maria-retrato de mulher
Ó Maria, por onde vais
ó Maria, estou aqui,
simplismente somes, simplismente foges,
ó Maria, não esqueçais de mim.
Marias de todo agrado,
Marias de todo o tom,
ecoa, toca por mim Maria,
seja minha doce melodia, ecoa ó Maria.
Maria que estais a pensar?
De teu mundo, nele só tu habitas,
nele vives, mandas e desmandas, ó tirana Maria!
Não faça de mim a sua sombra,
mas não me deixes fora dele, ó Maria,
me estendes a mão, me abraças,
toca minha pele ó Maria.
Sua fase, Maria enluarada,
hora nova, hora cheia e crescente,
mas da fase que não quero tê-la,
és Maria de todo minguante.
Não minguas por mim ó Maria,
que definho feito o broto cortado,
te encontro de novo na nova,
tua fase de doce encanto.
Ó Maria, quão  belo é seu sorriso,
porque choras ó Maria?
tuas forças, teu gesto sútil,
grande muralha, simples cabana,
Ó Maria me faz repousar.
Em teu colo, em teu leito me deito,
e tu ó Maria, me dás carinho,
hoje Maria febril.
Maria de todo grado,
de toda cor, de todo tom,
Maria de dor e de graça,
Salve! tu ó Maria!
És Maria, a mulher do Brasil!
_____________________________________
(escrita em 24/08/2010 – 15:00h)

Planos!

Anderson Tomio
planos 
Planos, quantos deles terei de fazer?
A cada plano, fica um pouco da vida,
forças, mentalização, enfim planos.
Visualizar o futuro, imaginar,
olhar para trás, contemplar o passado,
alegra-se ou entristecer-se, tantos planos.
A partir de hoje eu …..
Começo segunda-feira o meu…
Ano que vem….
Planos e tantos planos,
uns “aero planos”…voaram, se perderam,
foram encontros, desencontros,
o caminho, um atalho, uma trilha,
mas nada, finalizou-se.
De concreto?
Ah, esse tenho visto somente em contruções,
porque ainda não construí minha fortaleza.
Mas tenho planos,
terá um enorme jardim….
De todos os planos, lembro de alguns,
de outros prefiro nem lembrar,
já com todos, poderia fazer um mapa,
sinceramente, planejo,
ainda estou a conhercer este último,
é preciso analizar, to planejando isso,
porque de que vale a vida,
sem planos,
imagine não ter nem o plano de viver,
o então fugir, mudar a vida,
até que é um bom plano!
Então, concentração, força, atitude,
planejo tudo isso,
realizarei meu plano.
________________________________________
Imagem:lwww.luzdaserra.com.br
Technorati Marcas: ,,

quarta-feira, 1 de junho de 2011

FÊNIX - (em grego ϕοῖνιξ)

Fênix
Anderson Tomio
Quão cinza possa parecer a morte
quebra o tabu da vida,
rompe sua fronteira.
O excesso de dor
a ausência da cor
o choro na face
a falta do ente
o medo seguinte
o vazio ao redor,
é morte que chega
é vida que parte
se parte, divide
e habita em tantos.
É poente de luz
é nascente de brilho
é uma estrela que sobe
ou um anjo que desce
as cores se mesclam
o cinza, o preto, marrom
e tudo silencia.
Mas e o choro que ecoa
lágrima na face, desce
não para, pinga,
tristeza que vinga
semente que cresce,aparece
uma vida que vai,
uma vida que vem,
de gris paralelos
renasce, floresce
um sorriso, abre-se
na beleza do mundo,
na beleza da face
contempla-se o ar,
sente-se o universo,
molda-se, encaixe
dele faz parte
é viva, é vida
constante nascente de luz!
___________________________
Escrita em 18/06/2010
Foto/imagem: http://valeskabressan.spaces.live.com/

terça-feira, 31 de maio de 2011

Ei! isso é da minha conta?



Publicado no Jornal O Boca - 25/05/2011- de  Balneário Camboriú -SC -Brasil 




Ei! Isso é da minha conta? –
 Por Anderson Tomio

Comentamos e até nos revoltamos com fatos cotidianos. E já pensou no que acontece com você, ou poderiam acontecer? Os fatos próximos e os de longe, ocorreram em algum lugar e tempo. É valido preocupar-se com mundo e com país, mas e o que acontece do seu lado agora? “_Mas, você viu o que fizeram?” Pronto, foi o motivo para nos transportarmos do nosso mundo, para o mundo dos outros. Deve estar pensando, então é proibido comentar sobre que acontece longe? Não de forma alguma! O que ocorre é a dimensão que as coisas tomam sem que percebemos. É como mexer o caldo com colher de pau e você pedir pra eu mexer com colher de plástico. Vou faço e pronto!Sem perguntar, passo a mexer e fazer porque me dissesses que é melhor.  Preguiça mental! Há casos e casos e o “oba-oba” das conversas contagia o mundo ao seu redor. Muito Bom! Você pode analisar que estou a descrever o que de fato é natural. Por favor, faça isso! Posso fazer uma pergunta? Quando foi a última vez que discutiu com o vizinho o problema dos alagamentos, dos assaltos, da violência que estamos expostos há todo momento? É ponto que quero chegar!Precisamos nos engajar com os assuntos de nossa comunidade, vivenciar a nossa realidade e buscar ações, soluções para um problema que poder parecer ser só do outro, mas é coletivo. Aliás, relevante ser COLETIVO. Cada vez mais vivemos em sociedade individual, adquirimos o hábito de ver o mundo pela TV, pela internet e discutir os assuntos na padaria, no ônibus e mesmo no elevador do prédio.  As ações se resumem a comentar. O fato é que a vida em sociedade precisa de ação, interação!  Se eu agir, fizer a minha parte, mesmo pequena, será melhor que não fazer nada! E se   acreditar que  sou um ser humano que age porque dei minha opinião sobre algum fato que veio a ser notícia, como o assalto a aquela lotérica, um estupro e ao congestionamento no trânsito, estou enganado! Não vivemos sozinhos e a minha ação fará a diferença na minha vida e na sua, porque somos coletivos, por mais que queiramos ser individuais. Continuemos a comentar no botequim, mas não podemos cobrar o que só comentamos e temos como regra não ser de nossa responsabilidade. Pois bem, veremos de quem é a responsabilidade então? E quando descobrirmos de quem é, devemos estar fazendo a nossa parte, porque quem cobra e reivindica tem que estar ciente do que faz e ter iniciado o processo de mudança a partir de si. Porque se “não é da sua conta” alguém vai pagar por isso. Mudar não é pensar, é agir!



sábado, 28 de maio de 2011

Refletindo o amadurecer...

Por Anderson Tomio - Texto escrito  em 19/10/2001. Lido e modificado, reescrito em 25/05/2010



Ah!
Agora são 20:30h, ouço Baby, na voz de Gal Costa. E ela me diz... “comigo vai tudo azul..vai tudo em paz...”
E o tempo vai passando, os momentos vão e mesmo querendo nos reencontramos mas não reencontramos o momento.
Os momentos são outros, as pessoas são outras, as pessoas podem ser as mesmas, transformadas pelo momento.
Podemos então os transformar? Mas como e de que maneira?
Aprendemos com a vida, e na vida aprendemos a viver.
É um aprendizado constante. Eu mesmo estou aprendendo. Nos momentos de “mim” aprendo comigo mesmo. E vivo!
Apesar de estarmos longe ou mesmo bem perto, pode parecer estranho, mas ultimamente me sinto bem. Os “pensares” e as dúvidas são outras, algumas já surgem com a resposta que só espera a confirmação do tempo.
Hoje, dia 19/10/2001 faz seis dias que ilucidei a maior dúvida e claro, criei outras tantas. A vida é tão estranha quando quer. Tive a responsabilidade de aprender, amadurecer, buscar as respotas para o dia a dia da vida. Quando encontrei algumas, surgiram outras.
Percebi que fui sim responsável por me dar as respostas, mas achei na responsabilidade, porque tive comigo a responsabilidade de ousar. Deixar as incertezas da vida pra outra hora, ter certeza do momento. O frio na barriga de uma auto análise, de mergulhar dentro de si, de refletir sobre você no mundo, sobre o futuro...igualzinho quando criança “ no ano 2000 eu vou ter tantos anos...”.
Bem assim, prever  adiante o tempo de hoje.
Deixar para trás uma, duas, ou muitas coisas criar um rumo....ter um sonho.
Passar a viver de outra maneira. Crescer, não mais brincar de carrinho, mas pensar em ter um carro,
não mais brincar de estar em outro lugar, mas ir de fato até lá.
O micro mundo, se tornando macro mundo. A criança se tornando adolescente e assim torna-se adulto. Um ser em constante mudança. E pensar que aprendemos que nascemos, crescemos, buscamos nos reproduzir e morremos. Pouco não acha?
Sim penso que isso é pouco perto das inúmeras possibilidades do ser humano. Esperar a velhice e deixar descendentes é tarefa complementar. É tão parte de nós como dormir e comer.
Quando refiro-me a inúmeras possibilidades, penso num legado. Na colaboração que o ser humano faz hoje pra si, pros outros e deixa para o mundo.
Exemplos temos vários, como Newton, Grahan Bell, Thomas Edison, Einstein, Henri Ford, Santos Dumont, entre muitos. Gênios do sempre.
Hoje é difícil termos gênios da humanidade como os citados. Mas já paramos pra pensar?
Se observarmos em que nível está hoje o pensamento humano e as suas faculdades, entenderemos que nosso mundo é feito de genealidades. A tecnologia é todo sempre.
O tempo é a tecnologia do viver, quanto mais tempo dispusermos menos vivemos, quanto menos tempo, mais vida. Complexo? É na escassez de tempo que buscamos fazer o tudo que nos é possível.
Imagine os esforços para criar uma vacina frente à uma epidemia. Ou mesmo alguém com prazos de vida determinados pela medicina. Já pensou na loucura que fariam pra ter do tempo o melhor proveito e com isso vivê-lo com a maior intensidade possível?
Logo, só posso concluir que, quem tem menos tempo, vive mais!
Isso denota o quanto demoramos para amadurecer. Poderíamos fazer de nossa vida de sessenta anos
uma vida de 90 em proveitos e ações.
Na verdade, é só uma reflexão minha, um convite a pensarmos juntos.
Sabe porque escrevo assim? Porque sei que eu busco, quero e estou fazendo a minha parte. Mas quero que você também busque e faça a sua. Eu e você, não vivemos em separado, estamos no mesmo planeta, poderíamos estar no mesmo continente, mesmo país, mesmo estado, mesma cidade, mesmo bairro, mesma rua, sermos vizinhos. Já pensou nisso? Então tudo se estende, o individual passa a ser coletivo, retorna pro individual volta pro coletivo. É um processo constante.
Crescimento, evolução, amadurecimento, sejam eles de corpo ou mesmo de conhecimento, acredito que não ´e um ato isolado, é sim uma iniciativa ao coletivo.
Já pensou se os gênios citados antes ficassem com o que conheciam, com seus potenciais só pra si?
Todos assim como eles podemos mudar a história. Se conseguirmos cada um mudar a sua, estaremos mudando a nossa. Espero que seja sempre para o melhor, porque temos em nossas mãos o poder de fazer melhorar ou mesmo piorar a situação, não é pra tanto que nem todas as histórias terminam com o “ e viveram felizes para sempre”
Pense! Como quer que a sua termine? Comece já! E assim nas sábias palavras de Chico Xavier termino minha reflexão.

"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim"
________________________________________________
Texto escrito por mim em 19/10/2001. Lido e modificado, reescrito em 25/05/2010
Imagem:loriga.com.br