Muito de mim, um pouco do mundo: a união substancial da alma, das palavras e das bagagens que agrego do mundo. Blog focado em poesias, crônicas e textos de minha autoria. * Ano 15 *
segunda-feira, 10 de abril de 2023
quarta-feira, 21 de dezembro de 2022
MEMÓRIAS!
As vezes não sei nem o que dizer, outras vezes se quer me dou ao trabalho de falar tudo que sei e tudo que sinto.
É um misto de interesse e de abandono que me coloco como um
móvel ao qual não queremos mover de lugar, o lugar é ali, deixa ali, esta bem ali.
As poeiras se acumulam na alma que nem o vento do teu
silencio foram capaz de remover, acaba
impregnando e numa simbiose passa a fazer parte do que sou.
Memórias!
Simplesmente à ela passo a pertencer e aquela saudação
irônica do “oi sumido” sumiu e desapareceu na rolagem vácuo que ficou em nossa
ultima conversa.
Ainda falo, ainda
penso e por diversas vezes imagino como reagirias aos acontecimentos e os
causos do cotidiano. A conversa era
leve, dava risadas, outras fazia sentir raiva e até a xingar. Hoje o diálogo é
mudo e frases de efeito ou opiniões mais rígidas sobre o assunto não despertam
mais nada.
Ela cresceu por entre todos o versos, por entre todas as
prosas e se tornou um esparramar de letras que não fazem mais tanto
sentido, formam somente a definição de
apatia, de não estou nem ai, e eu com isso?
Por tantas vezes houve o calor das conversas e o frescor das
risadas, aquelas que tirava o folego e doía a barriga e fazia com que o tempo
parasse e só que era bom ficava no ar.
Memórias!
Ao vasculhar gavetas do armário abro não somente elas, mas
destampo cada caixa da memória em que
guardei o que era bom. No pacote amassado jogado no fundo de qualquer lugar , algum vestígio do que era ruim e
marcou, criou cicatriz.
É estranho estar presente sem que o que é passado pudesse me
acompanhar para o futuro e ir além de qualquer planejamento.
Surpresas!
Quando as imaginamos, nos vemos como nos filmes em que todos
etão ao seu redor e ficam na expectativa
da sua reação ao novo que recebes sem saber que iria chegar. Nem sempre as
surpresas sorriem! Elas podem de forma a fazer jus ao próprio nome, de
surpresa, sorrateiramente vir e levar os sorrisos que eram tão intensos.
Eu sei que sorrir com saudosismo é trazer ao presente o
perfume e o gosto do passado.
As memórias emergem
mas não flutuam por todo tempo, oscilam como as ondas, hora nas profundezas
escuras, hora na superfície clara.
As pessoas se reencontram, mas não reencontram o momento!
Os destinos se cruzam mas nem sempre o cruzar faz tecer a
trama do ficar.
Ah! Memórias!
segunda-feira, 27 de junho de 2022
Como o plástico bolha.
Entre devagar como quem não quer nada pare a espreita e
fique observando.
Não tire minha concentração neste momento de imersão,
Onde mergulho fundo ao contemplar o nada, vendo somente o
meu interior.
De raso e abstrato ao profundo e concreto, viajo dentro de
mim!
Pulsando em cada lampejo e lapso de memória o que vivi e o
que sonhara em viver antes do derradeiro suspiro.
Ah quanta coisa vejo e acabo por viajar em todos os
sentimentos e sentidos, sentindo em minhas narinas o cheiro da manhã de chuva.
Umedeço os olhos como se cada gota de chuva estivesse a
lavar meu rosto e o sonho se torna cada vez mais real, trazendo à tona todo o
sentimento e experiência que já pude contemplar.
A vida é maravilhosa!
Venha! Saia deste canto e senta-se a sala comigo.
Vamos conversar!
Preparei o melhor doce que pude e caprichei no ponto do
café, espero ter acertado!
Assim como um singelo gotejar de orvalho, me propus de forma
sutil dar um encanto a nossa conversa.
Falar da vida, olhar o que passou e suspirar pelo que pode vir, ter os pés no chão, mas em alguns momentos flutuar com sutileza, sem desgrudar
de vez de onde se está.
Oh tempo! E da alvorada ao anoitecer o espaço dos
acontecimentos.
De poucos, de muitos, e do lugar onde a estática só observa
querendo chegar mas não consegue.
E o que íamos falando mesmo?
O tempo passa e com ele nossa conversa flui tal como vento
pelas frestas e as aguas pelos rios, tudo se vai e tem seu curso e a palavra finda.
O som encontra o silêncio, o dia encontra a noite, sol
encontra a chuva e a vida encontra a morte.
O espaço entre dois é feito de encontros.
E então as pessoas se encontram e reencontram, mas não encontram ou reencontram o momento, o espaço do ar se rompe, e somos o plástico bolha, estaremos ali, mas sem o ar, nossa função se foi.
A ausência de espaço é despedida!
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022
PRECISAMOS CONVERSAR!
Precisamos conversar!
Pensar um pouco juntos, falar aquilo que está a tempo
trancado nos esconderijos de nossa alma, sejam dores, mágoas ou frustrações.
Sim isso também faz parte dos dias, mas fazer parte não quer dizer que tenhamos
que carregar por uma vida inteira. Deixe
esses pesos no caminho, bem onde eles ocorreram, siga adiante e não olhe para
trás com pesar de ter deixado.
Pergunte-se: Eu precisarei disso no meu futuro?
Ninguém precisa de mágoas, dores e ressentimentos para
viver, embora eles por algumas vezes tenham feito parte de nossa jornada. Veio, aconteceu, já deixou sua contribuição a
nos tornarmos fortes, a pensar em tudo e em todos e pronto, já se foi.
Nesse momento você deve estar se perguntando: “Ah se fosse
assim fácil”.
Mas me diga, porque não haveria de ser?
Já me sentei à beira do caminho tantas vezes me questionando
o que eu estava fazendo ali, ou mesmo porque escolhi esse caminho para
percorrer. A força encontrei em uma
palavra APRENDIZADO. Quem aprende, é mais resistente e forte a cometer o mesmo
erro outras vezes. Mas acontece, e quando percebemos já cometemos. Outra vez
sento a beiro do caminho e me faço as mesmas perguntas. O erro pode até se
repetir, mas com certeza a resposta para ele será outra, encontraremos uma
solução diferente da primeira vez. E assim a vida vai fazendo o seu
laboratório.
Então me responda:
O que se faz em um laboratório?
Pense...
Hum....sim pode ser, é isso também, mas o que mais?
Em resumo, se faz análises, se faz experiências, e disto
tiram-se os procedimentos, as receitas, as bulas. Mas voltando a vida, o que
precisamos mesmo para continuar a caminhar no mesmo caminho e sair dos mesmos
obstáculos? Experiência!
Quem não sofreu alguma dor, não sabe qual remédio tomar para
aliviar o sofrimento.
Você sabe!
Sim não é pergunta, é uma afirmação, VOCÊ SABE.
Quantas vezes, qual a dosagem, se dose única ou homeopática,
você vai decidir.
Aliás, olha que interessante à palavra e todo seu contexto...
”Você vai decidir”.
A vida é feita de decisões!
Se no bom comparativo, o bom jogador só define o jogo com o
gol da vitória se ele analisa e conhece seu adversário. Observe novamente
falando em análise e experiência.
O que a vida tem lhe dado naquelas vezes em que você sentou
a beira do caminho e chorou, ou naquelas em que você não viu nada além de um
problema e achou que tirar sua vida era resolver tudo. Deixo frisado que, assim
o que acaba é a vida, o problema continua e com isso você ao morrer gera
outros.
Vamos viver! Analisar! Ser experientes!
Em outro comparativo temos o jogo de xadrez. O jogador
muitas vezes por minutos, às vezes horas analisa e estuda como fazer, seu
objetivo é o cheque mate. Foi e venceu!
Sim, eu sei. E se não vencer?
Se não vencer, as derrotas lhe trarão o que já falei acima,
aprendizado. Os erros tendem a ser evitados, e se ocorridos, as estratégias
serão outras. Uma hora acertamos e vencemos!
Vai desistir antes ou persistir e poder comemorar a sua
vitória?
Você é quem sabe e é livre para tomar as suas decisões, mas
lembro de que há um grande técnico que pode lhe dar as dicas de uma “boa
jogada”. Deus! Siga em frente, mas não se esqueça dele, pois com certeza ele te
dará as dicas de como vencer.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2021
BILHETE!
Quando voamos pela primeira vez, ou quando é o nosso
primeiro discurso, o frio na barriga aparece de forma a sentir congelar por
dentro. Paralisamos por segundos e por outros tantos seguimos na superação se
desprendendo e ficando a vontade a cada minuto que passa.
Depois da conclusão olhamos para trás e vimos que tudo foi superado,
as mãos ainda úmidas do suor frio, o
coração acelerado como de quem correu uma maratona são sinais de nossa euforia
do após, do concluído.
Muitas das vezes nos desembestamos a falar sem parar
relatando tudo por diversas vezes, contando mais uma vez, e outra e novamente a
quem já ouviu e à nós mesmos o que vivenciamos naquele episodio.
A vida é repleta deles! Quantos episódios!
E imaginar que de fato pegamos um roteiro as cegas, que até
nos planejamos e criamos algumas expectativas, mas na hora o que tem que ser, é
e acontece.
Supressas! Sim muitas,
desde as felizes até as tristes. Como dizemos hoje, quem nunca?
E a questão é, o fim de ano se aproxima e como quem
coleciona figurinhas vamos juntando cada
uma delas ao longo do ano. E que ano!
De muitas supressas, de alegrias e de choro, momentos felizes
e tristes, mas que fizeram parte do “álbum 2021”.
Não tem como não lembrar de álbuns inacabados, de paginas
que faltaram ser completadas e coleções que não serão mais completadas. A vida
também é bruta as vezes, seja para o bom ou o ruim. Não há como julgar o que ela nos reservar,
nem o que já nos apresentou e se julgamos não haverá entendimento para tal. Mistérios!
Chegou até aqui, comemore! O dia de hoje está fazendo parte
do seu álbum e com ele você ira por mais uma nova figura colada na pagina.
Quase concluído!
Façamos a retrospectiva e peneiramos o que foi bom. Estes
tem lugar especial!
De hoje, só meu convite a refletir! Pensar sobre o que você não
tinha percebido, sobre tudo que passou e
agora esta aqui. Obrigado por este tempo aqui comigo.
Agradeça pela sua vida!
Bom e abençoado fim de ano e Feliz e harmonioso Natal.
terça-feira, 15 de junho de 2021
Não negue!
Não negue que alguma vez você tenha perdido,
Não negue que o tempo está passando e a idade se acumulando,
Não negue nada.
A vida é feita de afirmações!
Afirme que você já perdeu, mas também lembre-se de todas as
suas vitórias.
Afirme que o tempo está passando, e a idade só a
comprova que ganhas experiências.
segunda-feira, 24 de maio de 2021
Por vezes! Por tantas delas!
Anderson Tomio
Por vezes deixei escapar o perfume de minha alma,
Por vezes perdi no tempo o que há dos meus fragmentos,
Por vezes fechei meus olhos no querendo ver o que deixei e
os mantive fechado por medo de ver o que podia vir,
Por vezes! Por tantas delas!
Por vezes deixei que o som da minha voz ecoasse somente
dentro de mim e por vezes quando me permiti falar, falei baixinho para que ninguém
me ouvisse.
Por vezes! Por tantas delas!
Fechei minhas mãos com toda força possível querendo segurar
o que pouco restou de uma história, mas tudo se perdeu por entre os dedos.
Por vezes busquei o banho, e tive na a agua do chuveiro e o
disfarce para minhas lágrimas.
Por vezes me tranquei em meu quarto querendo me isolar e
fugir do mundo, sem saber que eu entrava no meu mundo e mergulhava em mim.
Por vezes! Por tantas delas!
Por vezes permaneci no escuro buscando refugio para me
esconder, acender a luz era me desnudar não só a pele, mas todos os meus
sentimentos.
Por vezes me encolhi, entrei debaixo de minha cama como quem
entra em um esconderijo, um bunker buscando todo o abrigo e proteção.
Por vezes! Por tantas delas!
Por vezes conversei comigo e chorava ouvindo meus dramas,
mas sendo incapaz de aconselhar o meu que ali desabafava.
Por vezes me perdi em mim, querendo ser o que as pessoas
queriam que eu fosse, mas nunca fui.
Por vezes o tom de voz mudou querendo ser firme e dono se
si, impondo uma personalidade e firmeza que até então não existia.
Por vezes! Por tantas vezes!
Por vezes olhei somente para mim, meus problemas, meu mundo,
meus dilemas, minha bolha, acreditando ser o pior de todos humanos.
Por vezes, me vi no fio de quem corta o laço e abre a caixa,
mas eu cortaria o laço da vida, sem saber o que haveria dentro da caixa.
Por vezes, por tantas vezes, perdi tudo que sou um resumo
que só restava o ponto, e era eu. Ponto final ou ponto de partida, mas eu era o
ponto.
Por vezes! Por tantas delas!
Por vezes e por tantas delas me encolhi feito mola,
silenciei mais que o vento, me escondi como uma sombra no escuro, mas sentia o
pulso, o meu “in-pulso” e por uma vez, a decisiva delas, decidi ser eu.
Por vezes, por tantas vezes, hoje confio em mim, me olho no
espelho e sei quem sou e meu mundo tem portas, abri mais janelas e ecoei.
E o in, agora pulso, o in o então tenso, agora in-tenso de
viver.
Viver! Pulsar! Intenso! Por vezes! Por tantas delas!
quinta-feira, 29 de abril de 2021
QUE DIA É HOJE?
Anderson Tomio
Você já parou para pensar que dia é hoje?
Qual o dia em que hoje representa em sua vida?
Ah, são tanto os dias em que deixei de pensar o que pudesse
ser ou o que esse dia seria para mim, que me perdi muitas das vezes no tempo e
na própria existência.
É algo vago, a vaga do tempo criada em nosso interior, em
nossa memória em que vivemos no automatismo da vida, da correria do cotidiano e
vamos indo, somente indo, a passos lentos, a passos acelerados, mas vamos indo,
alternando ritmos e como em uma composição pulando as notas da vida e fazendo
da vida, tempo e sincopas perdidas no eco do nosso barulho interior e na dissonância
da composição que fizemos, e executamos a cada dia e chamamos de vida.
A vida é alma! A vida é ato! A vida é composição!
Do que você executa com alma, atua com afinco e compõe com
maestria e assim preenche espaços, ocupa as vagas, “desvaga” a nossa vida e
sentimos utilidade, ativos e integrantes do dia, sim daquele dia em que você
acordou e nem se quer sabia o que era,
de onde veio e para onde iria?
Ah pensamentos!
A vida é frenética! O tempo é rápido! As memorias curtas!
Vivenciar o dia, escutar a vida e compor cada tempo como se
fosse o derradeiro, o prenuncio do fim que sabemos que chega, mas não sabemos
quando. Deixamos o fim, para o fim! Vivemos de começos e meios! E nesse espaço
de vida, nessa parte de tempo, sejamos únicos e como notas de um bom perfume,
deixe rastros.
Mas qual o perfume da vida?
Poderia te dizer de notas, fragrâncias cítricas e
amadeiradas, mas o perfume da vida é viver! O Perfume da vida tem cheiro de bom
dia, de boa noite , sorrisos e lagrimas,
medos e coragens. A vida é única, mas seus ingredientes são os mais
variados. Não queira ter um único sabor, se tempere! Se conheça! Ao final do
dia, ao meio dos começos saber que dia é hoje, o ele representa para mim, os
sons , sabores, temperos que fizeram parte
e ser inteiro. Se construir e reconstruir a seu modo, a seu tempo mas não
compactuar com a inercia.
Sim, deixe a inercia para o relógio sem pilha, que não deixa
de ser relógio, mas não cumpre sua primaz função que é contar as horas de um
dia que passa, mas para ele não anda.
Tenha pilha! Energia de vida e de vontade de fazer o novo.
Executar o comando que pode mover seus dias e se encontrar no espaço, no tempo
e na vaga.
Ser! Viver! Recriar-se!
Ah e quanto aos pensamentos, eles viajam no espaço do seu
tempo, mas que tempo? Que dia?
O dia de hoje, qual dia, e o que ele representa em sua vida?
terça-feira, 26 de janeiro de 2021
Bolha X Ilha
Por Anderson Tomio
Há uma frase que diz que não moramos em uma bolha, mas
vivemos em uma ilha.
Você concorda ou discorda dessa afirmação?
As bolhas podem ser perfuradas, podem se romper, mas há viver
em uma ilha, não temos muitas opções quando a ilha é a cidade que moramos, o
país o planeta. Não há caminhos que nos façam fugir dessa realidade.
Há?
Você pode estar pensando e se eu for para o alto de uma
colina e morar numa caverna? Ainda assim estará na ilha.
E se eu pegar um foguete e for para lua ou então para um
planeta? E se, é essa a pergunta? Quando você embarca? Já marcou a viagem?
Então se eu criar a minha ilha, me isolar, buscar viver do
meu jeito sem precisar nada da ilha? Ai você estará criando uma bolha.
Responda:
Sua bolha é autossustentável até quando?
Logo, eu em meu pensamento, creio que a frase acima é mais
do que correta e verdadeira!
E se olharmos a nossa volta nesse instante, posso não ver de
fato além da parede, mas algo esta acontecendo ali neste momento. Pessoas
conversando, dormindo, comendo, vendo tv, indo as compras, indo ao trabalho em
resumo fazendo as tarefas e aplicando os diversos papeis que temos a cada 24
horas.
Quais papéis e tarefas têm executado em 24 horas?
......
......
Uffa! Em pensar que somos atores (agentes) do nosso tempo e
ao mesmo tempo regrados por ele. Ah o tempo!
Bom não é dele especificamente que eu vinha falando, mas ele
já apontou que até aqui você aplicou alguns dos seus minutos diários e
contabilizou pensamentos e sensações que podem ser seus, estar na bolha, mas
ainda assim na ilha.
A palavra que eu acredito que defini melhor o que a cada 24
horas acontecem na ilha é coletividade.
Sim coletividade!
Ao mesmo tempo em que você lê este texto agora, outras inúmeras
pessoas leem algum texto em algum lugar da ilha, assim como muitos comem,
dormem, trabalham simultaneamente uns aos outros. Não há bolhas! Todos estão a
fazer algo em algum lugar em um tempo que alguém em algum lugar e algum tempo
faz simultaneamente comigo ou em ordens diferenciadas, mas ainda assim
cadenciadas e simultâneas a outras.
Que loucura! Que viagem!
Já observou aqueles presépios em movimento em que tudo
acontece ao mesmo tempo e por baixo do tabuleiro os cabos, engrenagens, fios e
circuitos se interligam?
Nossa ilha é simultânea, sincronizada e composta por
elementos plurais.
O plural das inúmeras pessoas que são e fazem tudo como você
ou o plural das pessoas que agem e fazem tudo de maneira diferente ao seu, mas
fazem e estão na ilha.
Talvez agora você me pergunte o motivo dessa interpretação e
contextualização da frase citada no inicio desse texto.
Justamente para convidar a pensar no coletivo. Que todas
nossas ações interferem no meio e fazem parte da mesma ilha.
Termino com a seguinte pergunta:
Se não vivemos em uma bolha e moramos em uma ilha, como será
a vida em sua ilha a partir das suas ações?
segunda-feira, 28 de setembro de 2020
E a empatia?
Por Anderson Tomio
Ando tão pensativo ultimamente, que se paro por algum
segundo sou capaz de fazer uma volta ao mundo e com várias escalas.
A mente voa, os olhos fecham e temos o mundo diante de nós!
O momento não é de ir e de vir, mas de ficar. Ficar cada dia
mais consciente de que um novo mundo esta surgindo. Estamos na fase da lapidação.
O mundo expõe as suas mazelas, está dando as caras e revelando seus
problemas. São anos de maus tratos a
natureza, a educação, a ciência e as
pessoas. Sim, a humanidade se maltrata e não percebe. O meu ato isolado se
torna coletivo e hoje as mazelas mundiais afloram.
Entendo que você dirá que fechei os olhos por muito tempo e
a minha viagem nos pensamentos foi muito longa, profunda demais ou até mesmo
insana. Mas viajei em busca de respostas, em busca da realidade.
Encontrei fatos que não sei se são acontecimentos ou
cicatrizes que se abriram. São
enxurradas, terremotos, erupções vulcânicas,
ciclones, guerras, temperaturas
extremas, aumento dos oceanos, extinção
de animais e o surgimento de novas epidemias e pandemias.
Há o caos instalado e silencioso, que nem nos dávamos conta
se não fosse por 2020.
Você pode me dizer que isso sempre existiu e que está dentro
da normalidade. A normalidade aqui é cuidar! Fazer cada um sua parte, sem de
forma micro ou macro dimensional, mas cuidar.
Tenho ouvido a frase da moda “ o novo normal”. Mas que novo
normal é esse?
Habituar-se ao caos e não fazer nada para reverter algum
dano causado?
O “novo normal” é ser inerte?
Não devemos nos habituar, e sim passar esta fase de forma
adequada a ela, mas não credo que isso será e deve ser um habito concebido e
que deve ficar.
O que é bom deve ficar! O que é bom deve permanecer!
E esta muito vem, muito se vai, feito cometa as vezes demora
voltar; a empatia. O ser humano cerceado
de seu mundo de valores, rótulos e crenças,
permite que tudo tome lugar primordial a ser empático, a ser humano e
ser amoroso. As filosofias vãs ganham
destaque e nós perdemos a dignidade humana.
Nosso conhecimento que poderia ser utilizado para nos melhorarmos, serve hoje para causar e aparecer. O imediatismo do dedo apontado.
E assim....por entre essa mesma mão que ostenta esse dedo
apontado, a vida se esvai como poeira ao vento. E o tempo passa, passou.
A viagem do pensamento se perde, os focos mudam, e o que é meu primeiramente é
direcionado, e valido é primordial.
Ah o outro, é só o outro. O mundo é só o mundo; não irei precisar dele eternamente, então de
que vale?
Vale perguntar, e a empatia, mora onde?
terça-feira, 5 de maio de 2020
10 anos de blog - 10 anos de sonhos!
Dia 26/04/2020 fez 10 anos que abri este canal para a publicação dos meus escritos.
Quanta coisa publicada, quanta coisa vivida e quanta coisa vista até aqui. Um sentimento? Felicidade!
O que não era assim tão pretensioso e que de alguma forma podia ter ficado pelo caminho, ainda floresce!
Olho para cada dia que venho aqui alimentar as postagens e me nutrir do carinho recebido por cada visitante e cada leitor, e tenho satisfação!
O universo das letras,palavras é magico! Um passaporte para imaginação, para vivencias e para o acesso a lembranças que armazenamos na memoria chamados de carinho.
10 anos!
O meu primeiro poema aqui postado, as primeiras reaçoes de leitores, que afago na alma.
"Bloguear" é abrir uma porta e se conectar com o mundo. Mais de 60 paises, tantos idiomas o traduziram ao ler. Os registros de pesquisa no google que como gps apontaram o caminho deste espaço que é tão nosso. Eu e você! No que escrevo, no que você lê, nós juntos e misturados.
O melhor dos poemas que eu poderia publicar se resume em uma frase: MUITO OBRIGADO!
GRATIDÃO é o enrendo deste lugar!
E como quem engatinhava, nos primeiros poemas, abaixo o primeiro publicado aqui.
Não seria menos apropriado para abrir essa nova estrada....SONHAR!
E meu sonho ainda existe! 10 anos aqui. Outros ainda em maturação, mas são sonhos.
Sonhe comigo!
Sonhar
(Anderson Tomio)
Sonhar um sonho
que vem na mente
quase real
ate mordidas de dente
parece arrancar tudo afinal
mesmo que não machuque
é uma ilusão ou sinal.
Nada pagas por sonhar
então feche os olhos e durma...sonhe
o sonho logo virá.
Se é triste é pesadelo
se alegre, sorria, ria
pois sonho bom é igual perfume
o vento leva.
Em meu sonho sonhado
lindas coisas sonhei
sonhei que tinha sonhado
com pegadas na areia
mas a onda apagou o sonho
que numa noite avistei.
Ficou marcado pra sempre
aquele sonho sonhado
que foi pequeno e rápido
mas não foi ultrapassado
não era um simples respingo
mas uma gota de felicidade.
Sou feliz porque sonho
e sempre quero sonhar
seja com o que for
ou de quem neles lembrar.
Isto sim,
quero viver o que tenho sonhado
e novamente vou marcar
pois se o tempo apagar
sonho...que o sonho se refaça,
a noite renasça um pequeno viajar
quinta-feira, 2 de abril de 2020
Quando as portas se abrirem....
Por Anderson Tomio
Quando as portas se abrirem, eu que agora recluso em meu apartamento,
tenho o tempo vem diante dos olhos, abertos que busca olhar além,
não além querendo ver o horizonte, mas querendo ver além de cada segundo, buscar respostas.
Quantas dúvidas vem a tona neste momento em que por querer viver somo colocados, entramos obrigados o voluntariamente em nosso cantinho do pensamento.
Era preciso parar! O ritmo frenético do mundo pedia uma parada, mas de que forma parar?
Não haveria maneira de frear nossa velocidade, seres humanos destemidos e teimosos que atarefados não querem parar diante dos ponteiros do relógio. A modernidade tem pressa!
Em reclusão, o tempo tem outra conotação. Os minutos respiram compassadamente os sessenta segundos, os milésimos abanam nos dando tchau, nessa dança do tempo ao qual agora percebemos existir e ser tão concreto.
A abstração de tempo, está sendo redefinida!
O tempo é complexo, o tempo é composto, o tempo é soma, e hoje mais do que nunca o tempo tem ingredientes que estavam ao nosso alcance e agora mesmo que queiramos não o conseguiremos de imediato. O tempo agora é feito panetone, que com frutas cristalizadas ali todas na mesma massa, fermentando no decorrer dos dias, quando pronto ainda ficam longe umas das outras. Quanta maturação teremos que passar? Qual o ponto de nossa massa para que fique pronta?
Quantos ingredientes gostaríamos de por, mas neste momento não estão ao nosso alcance pra toca-los, quantos olhares, abraços, beijos e afagos de saudade caberiam nessa receita.
Estamos reclusos, mas ganhando massa. Adquirindo novos valores, refletindo sobre os que já tínhamos, vamos ressurgir!
Quando nossos claustros se abrirem, novos seres humanos sairão da maioria das portas e tapumes, sairemos com a sede não só da liberdade, da paz, de saúde, mas correremos ao encontro do outro. Quantos outros? Pais, mães, filhos, amigos e todo um circulo que parou momentaneamente de girar, a roda da vida freou por um instante e você por muito perguntou se ia ou não parar? Você que estava nessa roda, imprimiu o ritmo da sua vida, as batidas do seu coração e sua respiração puderam ser ouvidas. O ser humano deu-se conta que é vida!
Seremos novos? Há quanto tempo não chorávamos de saudade de quem vimos na semana passada, por não saber se veríamos novamente. Há quanto tempo sentar-se a mesa com a família reunida na aquele almoço de domingo e saborear um bela refeição não ocorre? Será que o cardápio será mais importante do que a reunião das pessoas?
Transformações! É isso mais do que nunca que devemos agora levarmos conosco. As nossas arestas, o nosso lado cinza deve ser lapidado. Aprendermos!
E quando as portas se abrirem e você puder sair, lembre-se! Deus está contigo e lhe acompanha!
__________
Imagem original:
https://psicosaude.wordpress.com/2011/06/08/abrindo-a-porta/
quarta-feira, 1 de abril de 2020
A VILA
Amanhecia logo apos a noite chuvosa e os campos molhados da chuva se levantavam a balançar ao sabor do vento que ecoava no alto da colinas. O sol aumentava seu brilho a medida que as horas iam passando e o pico do meio dia se aproximava. O sol vinha para imperar toda sua majestade de luz e energia sobre os campos do alto da colina e sobre o pequeno vilarejo que seguia pacatamente aos pés do grande monte.
Nada de novo ou extraordinário tinham acontecido ate aquele momento e a vila vivia da mesma forma como nos seus últimos cem anos. As tradições, costumes e o ritmo de vida era o mesmo de um século, ao qual iam passando de geração a geração como se fosse um mantra a se repetir por pais, filhos e netos. Os rostos era todos parecidos, os sorrisos e as linhas de expressão daquele povo parecia ser o mesmo mapa, o mesmo jeito de linhas, curvas e relevos. Mas o tempo, mesmo sem imprimir grandes mudanças, passou!
Os mais jovens queriam o despertar do tempo, os mais velhos que ele continuasse do jeito que estava, sem grandes transformações.
Mas quais transformações? ja percebeu que você pode estar morando nesta vila neste exato momento? Quer que tudo fique do jeito que está, porque você tem medo do novo.
Quais seriam as mudanças que você poderia fazer em sua vida e que contribuísse consigo e com os outros de sua vila?
O sol que nascia após a manha chuvosa, irradiou sua luz e energia sobre todo alto da colina, não escolheu qual planta, arvore ou rocha a iluminar e aquecer. E você ilumina e aquece, ou escolhe para onde vai direcionar sua luz e energia?
Sejamos como painéis solares, captando luz e energia, energia Divina e da Natureza e distribuindo a tudo e todos que por este “painel” passam. Pense! A luz continua sendo luz, porque em algum lugar há a sombra. Que lugar você quer estar?
E sua vila pode deixar o “mesmismo” de um século e ir além. Transforme!
As mudanças que fizemos em nós, de algum modo e de alguma maneira, sempre encontrará um jeito de ir além e atingir outras pessoas.
O sol brilha e a chuva cai para todos e neste todos a sua vila, a minha e de outros também o recebem. Para onde iremos? o Mesmo sol, o mesmo solo, o mesmo universo.
A vila nosso planeta!
Ser luz, ser energia, ser água e evoluir!
Avante nós! Avante planeta!
Imagem:
https://www.google.com/url?sa=i&source=imgres&cd=&ved=2ahUKEwjgxor46MfoAhW-ILkGHZNJC9UQjhx6BAgBEAI&url=https%3A%2F%2Fgramho.com%2Fexplore-hashtag%2Fitajai159anos&psig=AOvVaw2p0SCX68LJLmYUvyngmwBg&ust=158585085198032
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020
Noite de recordações!
Quando o som da noite bate a minha porta, o arrepio sobe pela coluna vertebral, ouriça meus pelos e na escuridão da noite, é algo que não vejo, mas que sinto sem saber de onde vem.
E vem! Vem de dentro das nuvens, do ar e da natureza, é algo que sinto, nao vejo, mas sei que esta ali.
O perfume das flores enebriam e marcam com toda força o ambiente e memorias são despertadas, ressurgem, vem à tona e vivencio cada uma delas novamente.
O tempo, este que reje o ontem o hoje e o amanhã, ah o tempo que junto com a noite e sua escuridão vagueia com o vento, com o som e com meus pensamentos noite adentro.
Um mar, um céu e uma terra completa de vivencias, de tempos e recordações, sim, as memórias, que não findam, não se perdem, não se esquecem, quando ha colocamos no lugar certo da memoria, uma memoria chamada coração!
segunda-feira, 11 de novembro de 2019
Qual sabor da Vida?
Por Anderson Tomio
Quais os sabores que a vida pode lhe dar?
segunda-feira, 21 de outubro de 2019
Voar!
segunda-feira, 19 de agosto de 2019
Por pensamento....
Anderson Tomio
quarta-feira, 24 de julho de 2019
Re - Ciclos ( A arte de transformar a percepção do mundo)
Por Anderson Tomio
As vezes estou aqui, mas desejando estar lá, em um lugar onde eu não saberia dizer, mas imagino estar.
sexta-feira, 12 de julho de 2019
Não durma!
Anderson Tomio
percebeu que tudo que era estranho torna-se simples?
A mente aberta não dorme, repousa e descansa.
quinta-feira, 25 de abril de 2019
9 anos - Nove anos do Blog Anderson Tomio - Junto e Misturado
Por Anderson Tomio












