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sábado, 5 de abril de 2014

Eu Pensei!




Anderson Tomio

Eu pensei,
pensei que a vida era de um
que não precisava do outro
mas, eu só pensei
nem ousei em tentar assim,
me isolar, em viver.

Eu pensei que tudo era noite,
pensei que sem sol
eu podia viver,
mas só pensei,
nem ousei em tentar viver assim,
e o brilho então raiou.

Eu pensei,
pensei que o mundo era fácil
que não havia adversidade
mas, só pensei
e vi adiante a dificuldade.

Eu pensei,
pensei que não havia passado
que nunca recordara o que vivi,
mas, eu só pensei,
e nas memórias eu mergulhei.

Eu pensei,
pensei que em tudo houvesse amor,
que não houvesse o ódio,
mas, eu só pensei,
e vi noticias e terror.

Eu pensei,
pensei que se eu pudesse
faria deste mundo, um mundo melhor,
mas,eu só pensei,
porque não consigo sozinho.

Eu pensei,
que o convívio, o sol, as adversidades
que o passado, o amor pudessem nos transformar
mas, eu só pensei
idealizei, junto com você
uma casa mundo melhor.

Eu pensei,
pensei que eu, você e tantos outros
podemos mudar por perto,
e começar ao nosso redor,
mas eu só pensei,
e você já começou a fazer

Eu pensei,
pensei que você me ajudaria,
a propagar a idéia do melhor, do mundo de amor
mas, eu só pensei
e já idealizei-nos fazendo.

Eu pensei,
eu idealizei,
eu vi, concretizei
estou fazendo a partir de mim
o meu pouco, com seu pouco
o nosso muito,
para um mundo melhor.

Eu pensei,
pensei em te dar um abraço
agradecer tua ajudar,
mas eu só pensei

porque você me abraçou primeiro.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Na Madrugada


                                                



Anderson Tomio                     
Madrugada adentro, entro.
Fico aqui, sinto-me tão eu, “off”, “in”, dentro de mim, viajo.
Os pensamentos alternam-se, vagos, horas poucos, hora muitos, vários.
A inconstância de hoje, assusta, perplexo do que vejo,
o vazio, sinto,  em mim, o vazio.
Pulsa, sinto minha respiração,ouço as vozes do meu coração,
cantos, sussurros, pulsos, vida.
Parece dor, não dói, prazer, entro em mim, crio.
A música me embala, ouço. Não ela não me conduz,
num talvez hábil, penso, escrevo, leio, ouço e canto ,
uma parte de mim cria, outra dança a música,
canto junto, sem pudores, me sinto eu.
A vila do sossego, meu eu, “A vila do sossego” eu ouço,
marcou aqui presença, fluiu, vagou.
O escuro está comigo, não frio, na tela a luz, em mim a vida, escrevo.
E vou, assim, sem nada, com tudo, imprimindo minhas impressões,
deixando-me fluir, colocando-me aqui.
Arte, suspiro da vida,essência, perfume da alma.
Palavras, linguagem, tesouros, armas, mas palavras.
E vai madrugada….entra, deixa comigo o teu silêncio,
fico contigo na mente, contemplo.
Vagueio por mim, “in”, ”off”,  escrevo , me acendo,
me ligo, desperto.
Suspiro, forte, doação, vivo.
Me sinto na madrugada,
ó negra que me acalenta, essas horas, me de colo, me afaga.
Contigo repouso, vivo, mas repouso na serenidade tua,
adormeço em meu interior.

Na madrugada….