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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Se fosse para eu escrever um poema...

Anderson Tomio



Se fosse pra eu escrever um poema...
Buscaria alguma inspiração,
ficaria atento sem tempo, ouviria minha voz,
 anotaria todo meu pensamento.
Se fosse pra eu escrever um poema...
 Puro e angelical,
haveria de contemplar a beleza
 contar numa frase ou cordel.
Se fosse pra eu escrever um poema...
O pensamento se tornaria um ser
meus dedos a obedecer
do simples nasceria o belo
é tudo que devo dizer.
Se fosse para eu escrever um poema...
O perfume da rosa e da pele
o gosto do mel e do beijo
estariam presentes no texto,
seriam tão vivos e perto
porque para escrever um poema...
Não somente palavras, não somente uma rima
se não sinto de fato o que crio
não teria um bom poema.
Quando falo do sol, sinto o calor da sua luz,
Quanto falo do vento, arrepio com a brisa,
mas nada me dá mais prazer do que falar do teu beijo
E ler os toques da pele, escrevendo na linha
com teu perfume, lendo cada letra em braile
que no papel pele acaricio com os dedos.
Se fosse para eu escrever um poema...
Não caberia em poucas palavras a descrição do sorriso
Nem mesmo o afago o suspiro
Porque de bom pra este poema...
você é o perfeito tema, história do paraíso!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Um pouco de rima

Anderson Tomio



Belas são as horas que passo,


Nem ouso vincá-las com fel

Deixo perfumadas com flores,

Umedeçe da vida ao meu céu.



Nem sempre me dás um sorriso,

Mas nem ouso a ti perguntar

Qual seria o derradeiro motivo,

Se meu céu já lustrei pra te dar.



Com todo brilho de luz reluzente,

Refletido nos olhos que vês

Eu nem digo que há tanta beleza

E delas nem preciso dizer.



Há na noite o perfume da dama

Misturado ao brilho do luar

Que poderia ser brega e insana

Mas é nobre vestimenta a usar.



Vens-me com olhar profundo e fixo,

Em meus olhos queres mergulhar

Enigmas que eu desvendo

Em teus lábios a encostar.





Belas são as noites sem horas

Perco-me no tempo e a razão

Com lua, estrelas e o vento

Embala-me ó teu coração.



Num beijo o tempo congela

A noite apaga a luz,

No escuro tateamos os corpos

E teu perfume seduz.



O que dizer do tempo e das horas,

Na noite que só você me importou

Agora manhã que aflora

Na noite que finda o amor.
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imagem original blazebio.com