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segunda-feira, 9 de abril de 2018

A sua carruagem!


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Anderson Tomio


A carruagem anda, sacoleja o corpo, estala os ossos e segue viagem.
Para onde vais ó nobre cavaleiro?
A estrada é longa, esburacada e sombria ao passar a floresta.
Cuide!
E as rodas estalam, o chicote canta no lombo dos cavalos e hooo,
Disparam a seguir o rumo, avante ó cidadela desconhecida.
As costas doem, o corpo teima em se entregar ao cansaço da viagem,
Ossos doem, braços pesam e tudo sacoleja.
A floresta chega e a copa das arvores em túnel fecham o caminho, sombrio,
 e a medida que segue vai ficando sombrio e úmido.
A noite se aproxima e não há local de parada, avante que o tempo é pouco,
Não pare que a cidadela se aproxima, hooo no grito do cavaleiro e a carruagem para.
O barulho da noite toma conta, a estrada é breu que não finda sob os olhos,
Na fagulha da lamparina, o rosto, o sorriso e a confiança.
Não temos como seguir! É melhor fazermos silencio e aguardar o amanhecer.
Descanse! Logo aos primeiros raios de sol, seguiremos adiante.
Medo?
Como sentir se se há na condução de sua carruagem o experiente condutor?
Dormir?
Se assim conseguires, sonhe com alvorecer.
Logo a manha o sol retorna.
Dormes? Acordas? Reclame das dores?
Vai ficar sentado ou levantar sacudir a poeira o cansaço e seguir adiante?
Há um condutor a frente da sua carruagem, mas as rédeas estão em suas mãos.

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Imagem original;https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/dd/dd/b0/ddddb048525bca8c5e6536592bea675c.jpg


domingo, 17 de maio de 2015

Play da Vida!


Anderson Tomio

E chega uma sonolência,
o lado ativo da vida parece ter ficado pelo retrovisor.
Paro e suspiro querendo sentar, deitar a beira do caminho,
o filme da vida trava e uma única imagem
 vem frente aos meus olhos que mesmo fechados ha enxergam,
a vida e os caminhos percorridos.
O sono aumenta pesando-me as pálpebras,
turvando a visão, sombreando o olhar e ali adormeço.
Minha viagem rumo ao meu eu é iniciada,
e sei que nela não vou sozinho,
Vou com  um de meus “eus” me fazem companhia.
Me sinto seguro, confiante, falo em demasia,
as idéias vem de forma rápida,
luzes piscam diante de mim,
e meu eu me diz ..."veja
a luz que pulsa, essa luz que pisca
é a sua luz" e nela me extasio.
Me sinto acolhido, sorrio!
Num giro de alegria retomo meu caminho
o meu eu se junta a mim em um forte abraço
somos um, sou eu, meu eu e um só.
Acordo de minha sonolência
o filme sai do pause, o play da vida recomeça.
Sentindo-me forte como leão
e querendo ir ligeiro como lebre,
Sair da estática e ir além.
Buscar não na luz que está adiante
mas na minha, o meu futuro.
Confiar!
Dar o primeiro passo de atitudes e fazer!
A vida segue, pede passagem,
e outra parada, pode ser a estação final.
Aproveite a viagem!
Subir a montanha pode ser difícil,
mas o ar fresco e a visão que se teem
são recompensas e alento a tanto esforço.
Não fique a observar a luz, mas siga com ela,
a sua luz, e ha irradie por seus caminhos.
Adiante sempre!
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Escrita em 17/05/2015 - as 20:45h
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Imagem:http://www.1000dias.com/rodrigo/side-effect-divagando/

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A estação chamada Vida



Anderson Tomio


Nada do que passou importa,
quando traço metas e sigo em frente.
E você que está olhando?
Vai ficar me analisando, com toda essa duvida?
As metas que tenho são de vida,
ainda tenho conquistas para realizar,
E você vai ficar ai?
Somos uma estação de trem
onde chegam noticias, de onde partem sonhos,
mas também circulam bagagens.
E você o que carrega consigo?
Por medo de não poder carregar
preferes deixar partes da vida esquecida?
Sei que já disse que o que passou não importa agora,
mas não importar não quer dizer, descartar.
Levo comigo o que aprendo a cada dia,
refaço-me a cada amanhecer.
E mesmo na chuva
eu ainda caminho pra disfarçar minhas lágrimas.
Do trem que passou em minha vida,
ficou a noticia que há mais adiante outra estação
e que lá, pode estar mais uma parte que me completa,
quem sabe lá concretize metas e tracem outras.
E você ainda está ai?
Então te convido, venha!
Precisarei de um amigo ao meu lado,
Não serei de todos, o forte, o tempo todo,
Dê-me aparo quando eu fraquejar,
Estenda sua mão quando minhas pernas bambearem,
e se suas metas não estão evidentes,
não me custa te levar comigo.
Quero  mostrar a você o quão belo
é o vale visto do alto da montanha.
E então? Subiremos juntos?
Nada é fácil, nem deve ser assim pra ganhar mais valor,
o efêmero já é assim e cai no esquecimento
mas eu jamais esquecerei o teu sorriso
e da tua mão estendida caminhando ao meu lado.
Os trens podem partir, deixam de tudo na estação
Muitas vezes o que resta deles é somente o rastro de fumaça,
que se dissipa no ar e vira mera lembrança.
Lembranças ensinam, são experiências,
agora pode dar a elas importância
porque me lembro do início de tudo,
Mas como vai ser, só saberei se vieres comigo.

Vem!


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Imagem: Olhares . sapo . pt