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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Olhos! Abra-os!


Anderson Tomio




Abra seus olhos
para ver o além.
Abra seus olhos
para ver quem o ama.
Abra seus olhos
para me ver.
Pois não sei ficar nem um instante
sem pensar em você.

Abra !

Abra seus olhos
para a pureza da vida.
Abra seus olhos
para os sentimentos.
Pois o que sinto por ti é forte
que por mim não haveria fim.

Abra!
Abra seus olhos
e me veja como alguém.
Abra seus olhos
e veja, que te amo.
E que os meus nunca se fecharão
para continuar vendo, amando.

Abra!
Abra seus olhos
e junto o teu coração.
Abras seus sentimentos, seu intimo,
pois sentimento que se prese
jamais deveficar fechado
como nossos olhos ao dormir.

Abra!
Abra seus olhos,
Abra seus braços,
Abra seu coração,
para que neles eu entre
e possa dizer que te amo.
Depois feche-os
para que deles eu não consiga sair.
____________________________________

(escrita em 05.02.1996)


Imagem original: sofiaprocurasofia.zip.net/images/eyesss.jpg

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Receita de Vida – Mario Quintana

 

 

Biografia Mário Quintana

(http://pensador.uol.com.br/autor/mario_quintana/biografia/)- Ipsis literis

Mário de Miranda Quintana foi um poeta, tradutor e jornalista. É considerado um dos maiores poetas brasileiros do século 20.
Mario de Miranda Quintana nasceu prematuramente na noite de 30 de julho de 1906, na cidade de Alegrete, situada na fronteira oeste do Rio Grande do Sul. Seus pais, o farmacêutico Celso de Oliveira Quintana e Virgínia de Miranda Quintana, ensinaram ao poeta aquilo que seria uma de suas maiores formas de expressão - a escrita. Coincidentemente, isso ocorreu pelas páginas do jornal Correio do Povo, onde, no futuro, trabalharia por muitos anos de sua vida.
O poeta também inicia na infância o aprendizado da língua francesa, idioma muito usado em sua casa. Em 1915 ainda estuda em Alegrete e conclui o curso primário, na escola do português Antônio Cabral Beirão. Aos 13 anos, em 1919, vai estudar em regime de internato no Colégio Militar de Porto Alegre. É quando começa a traçar suas primeiras linhas e publica seus primeiros trabalhos na revista Hyloea, da Sociedade Cívica e Literária dos Alunos do Colégio Militar.
Cinco anos depois sai da escola e vai trabalhar como caixeiro (atendente) na Livraria do Globo, contrariando seu pai, que queria o filho doutor. Mas Mario permanece por lá nos três meses seguintes. Aos 17 anos publica um soneto em jornal de Alegrete, com o pseudônimo JB. O poema era tão bom que seu Celso queria contar que era pai do poeta. Mas quem era JB? Mario, então, não perde a chance de lembrar ao pai que ele não gostava de poesia e se diverte com isso.
Em 1925 retorna a Alegrete e passa a trabalhar na farmácia de propriedade de seu pai. Nos dois anos seguintes a tristeza marca a vida do jovem Mario: a perda dos pais. Primeiro sua mãe, em 1926, e no ano seguinte, seu pai. Mas a alegria também não estava ausente e se mostra na premiação do concurso de contos do jornal Diário de Notícias de Porto Alegre com A Sétima Passagem e na publicação de um de seus poemas na revista carioca Para Todos, de Alvaro Moreyra.
Corre o ano de 1929 e Mario já está com 23 anos quando vai para a redação do jornal O Estado do Rio Grande traduzir telegramas e redigir uma seção chamada O Jornal dos Jornais. O veículo era comandado por Raul Pilla, mais tarde considerado por Quintana como seu melhor patrão.
A Revista do Globo e o Correio do Povo publicam seus versos em 1930, ano em que eclode o movimento liderado por Getúlio Vargas e O Estado do Rio Grande é fechado. Quintana parte para o Rio de Janeiro e torna-se voluntário do 7º Batalhão de Caçadores de Porto Alegre. Seis meses depois retorna à capital gaúcha e reinicia seu trabalho na redação de O Estado do Rio Grande.
Em 1934 a Editora Globo lança a primeira tradução de Mario. Trata-se de uma obra de Giovanni Papini, intitulada Palavras e Sangue. A partir daí, segue-se uma série de obras francesas traduzidas para a Editora Globo. O poeta é responsável pelas primeiras traduções no Brasil de obras de autores do quilate de Voltaire, Virginia Woolf, Charles Morgan, Marcel Proust, entre outros.
Dois anos depois ele decide deixar a Editora Globo e transferir-se para a Livraria do Globo, onde vai trabalhar com Erico Verissimo, que lembra de Quintana justamente pela fluência na língua francesa. É por esta época que seus textos publicados na revista Ibirapuitan chegam ao conhecimento de Monteiro Lobato, que pede ao poeta gaúcho uma nova obra. Quintana escreve, então, Espelho Mágico, que só é publicado em 1951, com prefácio de Lobato.
Na década de 40, Quintana é alvo de elogios dos maiores intelectuais da época e recebe uma indicação para a Academia Brasileira de Letras, que nunca se concretizou. Sobre isso ele compõe, com seu afamado bom humor, o conhecido Poeminha do Contra.
Como colaborador permanente do Correio do Povo, Mario Quintana publica semanalmente Do Caderno H, que, conforme ele mesmo, se chamava assim, porque era feito na última hora, na hora “H”. A publicação dura, com breves interrupções, até 1984. É desta época também o lançamento de A Rua dos Cataventos, que passa a ser utilizado como livro escolar.
Em agosto de 1966 o poeta é homenageado na Academia Brasileira de Letras pelos ilustres Manuel Bandeira e Augusto Meyer. Neste mesmo ano sua obra Antologia Poética recebe o Prêmio Fernando Chinaglia de melhor livro do ano. No ano seguinte, vem o título de Cidadão Honorário de Porto Alegre. Esta homenagem, concedida em 1967, e uma placa de bronze eternizada na praça principal de sua terra natal, Alegrete, no ano seguinte, sempre eram citadas por Mario como motivo de orgulho. Nove anos depois, recebe a maior condecoração que o Governo do Rio Grande do Sul concede a pessoas que se destacam: a medalha Negrinho do Pastoreio.
A década de 80 traz diversas honrarias ao poeta. Primeiro veio o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra. Mais tarde, em 1981, a reverência veio pela Câmara de Indústria, Comércio, Agropecuária e Serviços de Passo Fundo, durante a Jornada de Literatura Sul-rio-grandense, de Passo Fundo.
Em 1982, outra importante homenagem distingue o poeta. É o título de Doutor Honoris Causa, concedido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Oito anos depois, outras duas universidades, a Unicamp, de Campinas (SP), e a Universidade Federal do Rio de Janeiro concedem o mesmo tipo de honraria a Mario Quintana. Mas talvez a mais importante tenha vindo em 1983, quando o Hotel Majestic, onde o poeta morou de 1968 a 1980, passa a chamar-se Casa de Cultura Mario Quintana. A proposta do então deputado Ruy Carlos Ostermann obteve a aprovação unânime da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.
Ao comemorar os 80 anos de Mario Quintana, em 1986, a Editora Globo lança a coletânea 80 Anos de Poesia. Três anos depois, ele é eleito o Príncipe dos Poetas Brasileiros, pela Academia Nilopolitana de Letras, Centro de Memórias e Dados de Nilópolis e pelo jornal carioca A Voz. Em 1992, A Rua dos Cataventos tem uma edição comemorativa aos 50 anos de sua primeira publicação, patrocinada pela Ufrgs. E, mesmo com toda a proverbial timidez, as homenagens ao poeta não cessam até e depois de sua morte, aos 88 anos, em 5 de maio de 1994.

Bibliografia:


- A Rua dos Cata-ventos (1940)
- Canções (1946)
- Sapato Florido (1948)
- O Batalhão de Letras (1948)
- O Aprendiz de Feiticeiro (1950)
- Espelho Mágico (1951)
- Inéditos e Esparsos (1953)
- Poesias (1962)
- Antologia Poética (1966)
- Pé de Pilão (1968) - literatura infanto-juvenil
- Caderno H (1973)
- Apontamentos de História Sobrenatural (1976)
- Quintanares (1976) - edição especial para a MPM Propaganda.
- A Vaca e o Hipogrifo (1977)
- Prosa e Verso (1978)
- Na Volta da Esquina (1979)
- Esconderijos do Tempo (1980)
- Nova Antologia Poética (1981)
- Mario Quintana (1982)
- Lili Inventa o Mundo (1983)
- Os melhores poemas de Mario Quintana (1983)
- Nariz de Vidro (1984)
- O Sapato Amarelo (1984) - literatura infanto-juvenil
- Primavera cruza o rio (1985)
- Oitenta anos de poesia (1986)
- Baú de espantos ((1986)
- Da Preguiça como Método de Trabalho (1987)
- Preparativos de Viagem (1987)
- Porta Giratória (1988)
- A Cor do Invisível (1989)
- Antologia poética de Mario Quintana (1989)
- Velório sem Defunto (1990)
- A Rua dos Cata-ventos (1992) - reedição para os 50 anos da 1a. publicação.
- Sapato Furado (1994)
- Mario Quintana - Poesia completa (2005)
- Quintana de bolso (2006)
No exterior:
- Em espanhol:
- Objetos Perdidos y Otros Poemas (1979) - Buenos Aires - Argentina.
- Mario Quintana. Poemas (1984) - Lima, Peru.

 

FONTE:http://pensador.uol.com.br/autor/mario_quintana/biografia/

domingo, 12 de junho de 2011

E se foi o dia dos namorados! Amor novo ou antigo?

Anderson Tomio

 amanteantigo

“eu sou aquele amante a moda antiga…..

….do tempo que ainda manda flores…”

Flores? Odeio rosas vermelhas, amo o amarelo”

Que?

O que você está fazendo ao partir e me deixar só?

Esquecer do nosso legado que pretendiamos contruir

esquecer do ontem, nem se quer ver o hoje, assim?

Não quero nem pensar no amanhã.

Estou pela metade, porque você é uma parte de mim,

e está indo embora, não vá!

Serei pelo “meio”, meia vida, meio amor,

querendo ser teu, torna-se inteiro, torna-se único.

O vento leva teu perfume,

as velas todas choram ao fim do jantar,

restam um rio, as estalactites da alma penduradas no castiçal.

Não queria falar das flores, 

mas essas enfeitaram nossa cama,

deram aroma ao nosso banho.

Será que foi isso?

Velas, pétalas, incensos, já estão tão comuns nos “ninhos de amor”,

as separações também.

Mas porque?

A cada dia querendo me completar,

buscando contigo uma aliança, um elo,

mas nos tornamos somente argolas.

Estas podem estar próximas,

mas argolas não  se unem, são individuais!

Estou meio, sem o perfume,

no escuro das velas que queimaram,

sem falar no jardim, que das rosas,

só restarm as ramas…

Quanto tenho me dado,

quanto tenho ficado nas noites, nos dias,

ficado a te esperar, ficado sozinho em meu mundo.

Será mesmo que quero amar?

Dói pra arrumar um, dói mais ainda quando ele se vai.

Não há como regular sentimentos,

e num olhar, está se amando novamente.

Mais vezes irei acender as velas,

morangos e  a champagne no gelo,

e os aromas serão os mesmos.

Mas uma coisa sei que não….

ao olhar pra o lado, para minha frente,

verei você, diferente, não, até que meio pareceidinha com a outra,

mas está “valendo”.

Quando você dormiu, roncou e quase colou o rosto

na baba que escorria de sua boca no travesseiro

de penas de ganso, eu pensei…

As histórias sempre se repetem,

o amor não é criativo!

Já temos esteriotipado o amor em nossas mentes,

e como vamos demosntrá-lo a pessoa amada?

Um não será nada original, refazendo velho e falidos rituais,

e a outra, uma mentirosa dizendo que “ai amor…que lindo!”

como se fosse a primeira vez que tivesse tomado

champagne com morangos, e sentindo o perfume de

incensos de yang-lang pra dar um clima afrodisiaco.

Porque não somos originais?

Precisamos fazer mil rodeios pra demonstrar o afeto, o amor,

quando na verdade eu podia te mostrar que amo,

lhe dando um gole de café naquela minha

caneca de estimação, com desenho do snopp,

ou estando perfumadinho com o sabonete da promoção

que tinha no mercado.

Estarei limpo e cheiroso e isso não mudou meu amor.

Tudo bem! eu paro.

Você deve estar achando loucura e nada romântico nisso.

Mas o romantismo está na simplicidade e autenticidade.

Ninguem é um constante “publicitário”, que se mostra,

se divulga para amar.

O amor é falído quando queremos voos muito distantes,

não percebendo-o ao nosso lado e nem dando valor a gestos menos elaborados.

Se estamos enamorados, podemos sermos nós mesmos, puros,

sem medo de fazer feio, como aquele namorado- amante que antes de casar leva à pretendida

nos melhores locais, nos melhores motéis, mas e depois?

Nem o tapetinho da sala é lembrado, pra dar uma variada.

O amor não sobrevive a monotonia. Amar é inovar!

Quando não inovamos, é porque não nos damos mais conta da presença do amor,

tudo é igual e as dores de cabeça e o “dormir de bunda”  já não são fatos

a serem comunicados, viram comuns. O fato seria mesmo, comunicar que esta com tesão,

e que se quer amar e ter prazer.

Esse já seria um fato inusitado depois de anos.

Mas o amor,  muito além de tudo, é pra ser sentido, ser amado.

Enfim ele mesmo o amor, fonte de tanta inspiração, pode ser o vilão da história?

Não é ele, mas os enamorados, os amantes,

Podemos inovar, fazer diferente a cada dia, ou tentar novamente.

Mas uma coisa podemos deixar como está, ou não?

Para inovar não será necessário mandar rosas amarelas dizendo no cartão

que “eu te amo”, só porque ela gosta da cor amarela. Ama o amarelo.

Poxa se ela ama o amarelo, inove. Mande rosas vermelhas com o cartão

“eu te amo” e surpreenda! Seja o vermelho, seja amado!

Amar é isso!

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Escrita em 15/09/2010 – 20:30 h

Imagem original:reagente.com

terça-feira, 7 de junho de 2011

Maria! Óh Maria!

AndersonTomio

maria-retrato de mulher
Ó Maria, por onde vais
ó Maria, estou aqui,
simplismente somes, simplismente foges,
ó Maria, não esqueçais de mim.
Marias de todo agrado,
Marias de todo o tom,
ecoa, toca por mim Maria,
seja minha doce melodia, ecoa ó Maria.
Maria que estais a pensar?
De teu mundo, nele só tu habitas,
nele vives, mandas e desmandas, ó tirana Maria!
Não faça de mim a sua sombra,
mas não me deixes fora dele, ó Maria,
me estendes a mão, me abraças,
toca minha pele ó Maria.
Sua fase, Maria enluarada,
hora nova, hora cheia e crescente,
mas da fase que não quero tê-la,
és Maria de todo minguante.
Não minguas por mim ó Maria,
que definho feito o broto cortado,
te encontro de novo na nova,
tua fase de doce encanto.
Ó Maria, quão  belo é seu sorriso,
porque choras ó Maria?
tuas forças, teu gesto sútil,
grande muralha, simples cabana,
Ó Maria me faz repousar.
Em teu colo, em teu leito me deito,
e tu ó Maria, me dás carinho,
hoje Maria febril.
Maria de todo grado,
de toda cor, de todo tom,
Maria de dor e de graça,
Salve! tu ó Maria!
És Maria, a mulher do Brasil!
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(escrita em 24/08/2010 – 15:00h)

Planos!

Anderson Tomio
planos 
Planos, quantos deles terei de fazer?
A cada plano, fica um pouco da vida,
forças, mentalização, enfim planos.
Visualizar o futuro, imaginar,
olhar para trás, contemplar o passado,
alegra-se ou entristecer-se, tantos planos.
A partir de hoje eu …..
Começo segunda-feira o meu…
Ano que vem….
Planos e tantos planos,
uns “aero planos”…voaram, se perderam,
foram encontros, desencontros,
o caminho, um atalho, uma trilha,
mas nada, finalizou-se.
De concreto?
Ah, esse tenho visto somente em contruções,
porque ainda não construí minha fortaleza.
Mas tenho planos,
terá um enorme jardim….
De todos os planos, lembro de alguns,
de outros prefiro nem lembrar,
já com todos, poderia fazer um mapa,
sinceramente, planejo,
ainda estou a conhercer este último,
é preciso analizar, to planejando isso,
porque de que vale a vida,
sem planos,
imagine não ter nem o plano de viver,
o então fugir, mudar a vida,
até que é um bom plano!
Então, concentração, força, atitude,
planejo tudo isso,
realizarei meu plano.
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Imagem:lwww.luzdaserra.com.br
Technorati Marcas: ,,

quarta-feira, 1 de junho de 2011

FÊNIX - (em grego ϕοῖνιξ)

Fênix
Anderson Tomio
Quão cinza possa parecer a morte
quebra o tabu da vida,
rompe sua fronteira.
O excesso de dor
a ausência da cor
o choro na face
a falta do ente
o medo seguinte
o vazio ao redor,
é morte que chega
é vida que parte
se parte, divide
e habita em tantos.
É poente de luz
é nascente de brilho
é uma estrela que sobe
ou um anjo que desce
as cores se mesclam
o cinza, o preto, marrom
e tudo silencia.
Mas e o choro que ecoa
lágrima na face, desce
não para, pinga,
tristeza que vinga
semente que cresce,aparece
uma vida que vai,
uma vida que vem,
de gris paralelos
renasce, floresce
um sorriso, abre-se
na beleza do mundo,
na beleza da face
contempla-se o ar,
sente-se o universo,
molda-se, encaixe
dele faz parte
é viva, é vida
constante nascente de luz!
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Escrita em 18/06/2010
Foto/imagem: http://valeskabressan.spaces.live.com/