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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Ajude divulgar - Crack nem pensar!

Sofrer


Sofrer

Um eco no silêncio
um grito na escuridão
são feridas revendo sangue
é angustia no coração.

Um grito pedindo ajuda
o escuro a cobrir a noite
as dores no corpo nu
são feridas do açoite.

Cicatrizes altas em pele nua
o escuro, a noite e o sofrimento
é dor, é angustia em toda rua
que esconde os sentimentos.

Palavras mudas, que há ninguém digo
sofrimento e dor que há na pele
é fonte, é mola de resolver algo
porque na fronte a dor corrói

Um eco no silêncio
um grito na escuridão
a dor,a alma nua
a morte fria, nua e crua.

22/03/1996

Poesia em X


Poesia em X.- Brincar com as palavras.

A arte, a dor
a ferida, o teatro.

A vela, o fogão
o forno, a luz.

O som, a caixa
a tampa, o eco.

O sangue, caminhos
a estrada, artérias.

O ar, o lixo
a sujeira,o vento.

O sorriso, o dentista
o dente, a alegria.

A vida, o fim
o começo, a morte

A montanha, o topo
a escalada, a altura.

O ancião, a criança
o jovem, a idade.

O pai, a tia
o tio, a mãe.

O silêncio, as mãos
as palmas, o barulho.

As palavras, poesias
poetas, as letras.

O fim, o começo
inicio, o final.
___________________
OUTRA FORMA DE LER

A dor, a ferida
a arte, o teatro.

O fogão, o forno
a vela, a luz.

A caixa, a tampa
o som,o eco.

Caminhos, a estrada
o sangue, artérias.

O lixo, a sujeira
o ar, o vento

o dentista, o dente
O sorriso, aalegria.

O fim, o começo
a vida, a morte.

O topo, a escalada
a montanha, a altura.

A criança, o jovem
o ancião, a idade.

A tia,o tio
o pai, a mãe.

As mãos, as palmas
o silêncio,o barulho.

Poesias, poetas
as palavras, as letras.

O começo, o inicio
o fim, o final.



19/03/96

Vida e Morte - A viagem.


Vida e morte – a viagem
O tempo
estampado nas horas, descrito nos textos
o tempo
que acaba sendo o senhor do dia
que não dorme com a senhora noite.
O tempo
estampado em retratos amarelados
ditos em frases em músicas fora de moda
o tempo.....
e nele me vejo perdido no tempo,
caminhante do espaço, filhos das horas
inimigo dos contratempos.
Um retrato me denuncia
entrega e revela que já faz muito,
muito tempo,
que habito o mundo.
Sou mais um criador de jornadas
lunática, de espaço e de tempo.
Vagueia-se, perde-se,
fujo e me desprendo de tudo,
esqueço do tempo.
Procuro por mim, não me vejo,
não me encontro.....
Do alto viajo ao encontro de mim,
me acho caído, com frio e com dor
não reconheço o local,nem mesmo as pessoas.
Hospital? Clinica?
Algo tem mudado pela cidade, não identifico onde é
sinto cansaço, sono, me entrego, durmo.
Acordo num quarto coletivo, imagino ser pela quantidade de gente
ao meu redor. Muito branco , muita luz,
um cheiro de mel perdido no ar.
Lanço olhares à janela e vejo o gramado coberto de flores.
Pessoas caminham, sem pressa, sem tempo para controlar,
tão calmo.....me acalmo adormeço.
Me sinto pesado, ainda tonto. Devo ter tomado remédios fortes.
Ainda bem, uma freira entra no meu quarto pergunta se estou bem.
Se posso caminhar. Achei estranho, mas é como se não sentisse minhas pernas.
Mas levantei. Ao lado dela fui para o patio.
Enlouqueci! Onde é isso? Que lugar é esse?
Uma fazenda enorme, poucas casas, tudo bem mais calmo do que uma vila
do interior. Flores, cheiro de mel no ar.
Logo sentado a fonte, sou avisado. Aquele meu novo lar.
Aquela minha nova vida.
Cheguei a perguntar que crime cometi, que presidio agrícola devia ser.
Nada disso!
Descobri-me morto, descobri-me vivo, em outro local, em outro plano,
numa dimensão paralela. Ultrapassei a fronteira entre a vida e a morte
Morri, mesmo estando vivo aqui.
Não verdade não morremos, agora sei. Agora vejo.
A simplicidade do ato, nascer, morrer.
Revelação de fatos. E o tempo?
Com esse não me preocupo mais.
Deixe isso, pra volta.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Sobre o amadurecer...

Por Anderson Tomio - Texto escrito  em 19/10/2001. Lido e modificado, reescrito em 25/05/2010



Ah!
Agora são 20:30h, ouço Baby, na voz de Gal Costa. E ela me diz... “comigo vai tudo azul..vai tudo em paz...”
E o tempo vai passando, os momentos vão e mesmo querendo no reencontramos mas não reencontramos o momento.
Os momentos são outros, as pessoas são outras, as pessoas podem ser as mesmas, transformadas pelo momento.
Podemos então os transformar? Mas como e de que maneira?
Aprendemos com a vida, e na vida aprendemos a viver.
È um aprendizado constante. Eu mesmo, estou aprendendo. Nos momentos de “mim” aprendo comigo mesmo. E vivo!
Apesar de se estar longe, ou mesmo bem perto, pode parecer estranho, mas ultimamente me sinto bem. Os “pensares” e as dúvidas são outras, algumas já surgem com a resposta que só espera a confirmação do tempo.
Hoje, dia 19/10/2001 faz seis dias que ilucidei a maior duvida e claro, criei outras tantas. A vida é tão estranha quando quer. Tive a responsabilidade de aprender, amadurecer, buscar as respotas para o dia a dia da vida. Quando encontrei algumas, surgiram outras.
Percebi que fui sim responsável por me dar as respostas, mas achei na responsabilidade, porque tive comigo a responsabilidade de ousar. Deixar as incertezas da vida pra outra hora, ter certeza do momento. O frio na barriga de se auto analisar, de mergulhar dentro de si, de refletir sobre você no mundo, sobre o futuro...igualzinho quando criança “ no ano 2000 eu vou ter tantos anos...”.
Bem assim, prever bem lá adiante do tempo de hoje.
Deixar pra trás uma,duas, ou muitas coisas criar um rumo....ter um sonho.
Passar a viver de outra maneira. Crescer, não mais brincar de carrinho, mas pensar em ter um carro,
não mais brincar de estar em outro lugar, mas ir de fato até lá.
O micro mundo, se tornando macro mundo. A criança se tornando adolescente, e assim torna-se adulto. Um ser em constante mudança. E pensar que aprendemos que nascemos, crescemos, buscamos nos reproduzir e morremos. Pouco não acha?
Sim penso que isso é pouco perto das inúmeras possibilidades do ser humano. Esperar a velhice e deixar descendentes é tarefa complementar. É tão parte de nós como dormir e comer.
Quando refero-me a inúmeras possibilidades, penso num legado. Na colaboração que o ser humano faz hoje pra si, pros outros e deixa para o mundo.
Exemplos temos vários, como Newton, Grahan Bell, Thomas Edison,Einstein, Henri Ford, Santos Dumont, entre muitos. Gênios do sempre.
Hoje é difícil termos gênios da humanidade como os citados. Mas já paramos pra pensar?
Se observarmos em que nível está hoje o pensamento humano e as suas faculdades entenderemos que nosso mundo é feito de genealidades. A tecnologia é todo sempre.
O tempo é a tecnologia do viver, quanto mais tempo dispusermos menos vivemos, quanto menos tempo, mais vida. Complexo? É na escassez de tempo que buscamos fazer o tudo que nos é possível.
Imagine os esforços para criar uma vacina frente à uma epidemia. Ou mesmo alguém com prazos de vida determinados pela medicina. Já pensou na loucura que fariam pra ter do tempo o melhor proveito e com isso vivê-lo com a maior intensidade possível?
Logo, só posso concluir que, quem tem menos tempo, vive mais!
Isso denota o quanto demoramos para amadurecer. Poderíamos fazer de nossa vida de sessenta anos
uma vida de 90 em proveitos e ações.
Na verdade, é só uma reflexão minha, um convite a pensarmos juntos.
Sabe porque escrevo assim? Porque sei que eu busco, quero e estou fazendo a minha parte. Mas quero que você também busque e faça a sua. Eu e você, não vivemos em separado, estamos no mesmo planeta, poderíamos estar no mesmo continente, mesmo país, mesmo estado, mesma cidade, mesmo bairro, mesma rua, sermos vizinhos. Já pensou nisso? Então tudo se estende, o individual passa a ser coletivo, retorna pro individual volta pro coletivo. É um processo constante.
Crescimento, evolução, amadurecimento, sejam eles de corpo ou mesmo de conhecimento, acredito que não ´e um ato isolado, é sim uma iniciativa ao coletivo.
Já pensou se os gênios citados antes ficassem com o que conheciam, com seus potenciais só pra si?
Todos assim como eles podemos mudar a história. Se conseguirmos cada um mudar a sua, estaremos mudando a nossa. Espero que seja sempre para o melhor, porque temos em nossas mãos o poder de fazer melhorar ou mesmo piorar a situação, não é pra tanto que nem todas as histórias terminam com o “ e viveram felizes para sempre”
Pense! Como quer que a sua termine? Comece já! E assim nas sábias palavras de Chico Xavier termino minha reflexão.

"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim"
________________________________________________
Texto escrito por mim em 19/10/2001. Lido e modificado, reescrito em 25/05/2010
Imagem:loriga.com.br

terça-feira, 18 de maio de 2010

Quase Nada -Zeca Baleiro

Quase Nada
Zeca Baleiro
Composição: Zeca Baleiro e Alice Ruiz

De você sei quase nada
Pra onde vai ou porque veio
Nem mesmo sei
Qual é a parte da tua estrada
No meu caminho

Será um atalho
Ou um desvio
Um rio raso
Um passo em falso
Um prato fundo
Pra toda fome
Que há no mundo

Noite alta que revele
Um passeio pela pele
Dia claro madrugada
De nós dois não sei mais nada

De você sei quase nada
Pra onde vai ou porque veio
Nem mesmo sei

Qual é a parte da tua estrada
No meu caminho

Será um atalho
Ou um desvio
Um rio raso
Um passo em falso

Um prato fundo
Pra toda fome
Que há no mundo

Se tudo passa como se explica
O amor que fica nessa parada
Amor que chega sem dar aviso
Não é preciso saber mais nada

http://www.youtube.com/watch?v=saw8Y1RJJtA

Fernando Pessoa - Resumo da Vida

"Sinto-me nascido a cada momento / Para a eterna novidade do Mundo...."

Fernando Pessoa


Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta e escritor português.

É considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e da Literatura Universal, muitas vezes comparado com Luís de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou a sua obra um "legado da língua portuguesa ao mundo".[1]

Por ter crescido na África do Sul, para onde foi aos sete anos em virtude do casamento de sua mãe, Pessoa aprendeu a ler e escrever na língua inglesa. Das quatro obras que publicou em vida, três são na língua inglesa. Fernando Pessoa dedicou-se também a traduções desse idioma.



"Tudo em nós está em nosso conceito do mundo; modificar o nosso conceito do mundo é modificar o mundo para nós, isto é, é modificar o mundo, pois ele nunca será, para nós, senão o que é para nós.."

Fernando Pessoa



Durante uma vida discreta , trabalhou em Jornalismo, em Publicidade, no Comércio, ao mesmo tempo que compunha a sua obra literária. Como poeta, desdobrou-se em diversas personagens conhecidas como heterónimos, objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida e sua obra. Centro irradiador da heteronímia, auto-denominou-se um "drama em gente".

Fernando Pessoa morreu de cirrose hepática aos 47 anos, na cidade onde nasceu. Sua última frase foi escrita em Inglês: "I know not what tomorrow will bring… " ("Não sei o que o amanhã trará").


"Não importa se a estação do ano muda...
Se o século vira, se o milênio é outro.
Se a idade aumenta...
Conserva a vontade de viver,
Não se chega a parte alguma sem ela."

Fernando Pessoa



Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Pessoa#Curiosidades


http://www.pensador.info/frases_de_fernando_pessoa/6/

terça-feira, 11 de maio de 2010

Pra mim tudo bem. E para o outro?

Hoje estava observando na internet os fatos que marcam o mundo a cada dia.São muitos, coisas já consideradas comuns e outra ainda que acabam por nos deixar surpreso.É , digo nós porque no dia a dia as pessoas comentam geralmente a mesma coisa. Sempre tem um fato que chama atenção, repercute mais, acaba tomando proporções nacionais de críticos e seguidores.
Mas já parou para pensar nas coisas que acontecem com você?
Nos fatos que acontecem bem próximos de você,ou até mesmo com você?
Sei da importância de se preocupar com o macro universo, com o país e com o mundo, mas será que pensamos em nós, nas coisas que acontecem com cada um de nós no cotidiano?
É como aquela receita da vovó, que diz que temos que mexer a panela com colher de pau. E o que acontece se há mexermos com uma colher de plástico? dizem que o gosto não fica bom, que perde o ponto, que pode grudar no fundo da panela. Pode ser..., mas acredito que isso ocorra pelo pensar de quem mexe a panela.
Esse é o ponto que quero chegar.
O de repensarmos nossas ações. De perceber o que fizemos durante nossas ações. Sim, isso mesmo. Porque é tão normal tornarmos seres automáticos, que o pensar na ação que estamos fazendo é coisa do passado.
Mas não é! O problema é a correria e as inúmeras tarefas à serem realizadas em um  único dia. Nada pode ficar pra depois ou muito menos pra amanhã.
Assim a vida segue,o tempo passa e acabamos por não nos dar conta da simplicidade da vida. De contemplar a " mexedura" na panela com a colher, seja ela de pau ou de plástico. Também não seria pra menos se numa hora dessas esquecermos o fogão ligado.
Corremos pra tudo, somos automáticos pra tudo.
Sim, imagino o que deva estar pensando,ou não, mas também não dá pra sair por ai anotando ou analisando tudo a todo momento. Nem eu conseguiria. Mas também não é o que gostaria.
O que acho viável mesmo, é estar atendo a vida. Ao outro ser que está do seu lado, ao sorriso de um corriqueiro oi, que deixamos passar, logo vira um tchau.
Como corremos! Pensando bem somos maratonistas. Corremos contra o tempo o tempo todo. engraçado,pelas palavras, mas é assim. Nada pode sair diferente, errado então,nem pensar.
E nessa euforia, o dia se foi.O sol se Pôs e você nem viu. A chuva começou a escorrer pela janela e nem sequer você observou a danças dos pingos pelo quintal.
E a essa altura, devem estar me perguntando: "é verdade, mas isso já discurso velho, a vida é assim mesmo".
Poderia concordar com você, mas ainda assim, lhe diria, que a vida é do jeito que queremos que ela seja.
Não estou falando aqui, de ter, de poder, mas de ser, de estar.
Ser simples, estar feliz!
Sim, porque pra mim, a felicidade está na simplicidade. A felicidade é simples!
Opa, será mesmo? Então porque muitos de nós ainda não consideramos que há tenhamos encontrado?
Sinceramente, neste ponto só posso falar por mim. Alias pra resumir, como é bom abrir a janela e dar inicio novamente ao novo espetáculo do dia. Sol ou chuva, frio ou calor, enfim perceber-se como ator, como parte deste espetáculo.
Coadjuvantes? Não mesmo, pode parecer estranho se levarmos ao pé da letra, pelo sentido da palavra, mas sim, somos todos principais.
Eu, você o seu vizinho e o meu também. Cada um de nós é responsável pela parte do outro nesse espetáculo chamado vida. Agora só cabe lembrar que, se não estiver nem eu,nem você preparados para ver cada um a sua volta e dar valor a tudo que ja falei, o simples, o cotidiano que está próximo, de nada vai adiantar saber que o espetáculo de viver é coletivo.
Claro que é. Já pensou que mesmo acreditando estar sozinho você interage com o outro?
Tanto é que estamos cansados de ouvir que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no universo.Sendo assim, você tem o seu, eu tenho o meu, nos tornando únicos, mas sendo coletivos. Estranho?
Será mesmo? Olhe bem....você mora só, mas acorda de manhã lava o rosto, vai escovar os dentes e percebe que seu creme dental acabou. E agora? fácil pega-se outro.
Isso mesmo, a palavra outro. Outro creme dental, outra pessoa, partindo disso, precisamos do outro.
Por mais que queremos estar só, até nisso dependemos do outro,para que ele nos deixe sózinhos. Mas nunca ficamos.
Como dizem...."resumo da ópera", é necessário vermos o que nos cerca, fazermos um bom lugar ao nosso redor e ampliar isso. Chegar ao outro, dividirmos com ele, somar-se a ele, sermos coletivo.
Se assim começarmos, fazendo pouco, o meu pouco somado ao seu pouco e ao do outro toma amplitude. Multiplica-se.
Por isso se faz necessário não deixarmos que as coisas do dia a dia passem despercebidas. Não nos indignemos somente com o nacional, com o macro mundo, mas também com o micro mundo que esta bem ao meu, ao teu lado.
Confesso que estou tentando,mas fazendo minha parte, de melhorar o meu mundo e poder apmpliar para o seu, assim quem sabe um dia o nosso será melhor.
Ai não importa mais se fazemos fazemos assim ou de outro modo, porque mesmo mexendo com colher de pau ou de plástico, teremos a certeza de estar fazendo certo.
Comece por você e se achar que está fazendo pouco, o pouco é melhor que não fazer nada.Alias já ia me esquecendo, pra mim tudo bem. E para o outro?

 

sábado, 8 de maio de 2010

Caminhadas – A Busca do amor e felicidade.

Anderson Tomio

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Eu caminhava pela rua em meio as multidões.
Rostos desconhecidos,pessoas apressadas,correndo contra o tempo.
Eu caminhava pelos parques, vi casais enamorados, casais desconhecidos,
com um algo em comum.
Eu caminhava na praia à molhar meus pés, mas via pessoas felizes.
Eu não estava com elas.
Eu caminhava pelos corredores do colégio, via alunos a conversar,
mas eu, só em meu caminhar.
Decidi mudar minha maneira de ver o mundo, de ver as coisas.
Passei a caminhar em meu mundo, começei a andar, tatear pelo meu intimo e descobrir meu caminhar.
Mas a saudade era muita!
E sai para caminhar outra vez.
Caminhava na esperança de te encontar.
Caminhava na chuva,para disfarçar minhas lágrimas.
Fui à vários lugares, viajei em mim.
Hoje ainda caminho.
Tenho forças em minhas pernas e em meu coração.
Caminhei em todas as direções,
mas nunca havia encontrado você em meu caminho.
Caminhei com duas companheiras,
a saudade e a esperança,
elas me davam a certeza de te ver outra vez.
Continuei meu caminhar,
mas suas lembranças eram fortes, fortes e presentes
que sentia você ao meu lado.
Eu caminhava em busca de algo, em busca do amor e da felicidade.
Hoje, eu ainda caminho, para passear, para estudar e para trabalhar.
Mas, caminhar para encontrar algo, não caminho mais,
não faço mais isso.
Tive a sorte numa das ultimas andanças, de encontar você.
Agora não preciso mais caminhar como antes.
Mas sabe, ainda caminho sim,
caminho e corro,
para me jogar ao seu braços
por que em você o amor e a felicidade encontrei.

___________________________________

(escrita em 19/06/1996 - 8:35h)

imagem: blog.cancaonova.com

As partes, fragmentos e uniões…

Anderson Tomio

tangran


São pequenas as partes,
deixadas aqui.
São pequenos os restos
encontrados de mim.
São pequenas as partes
que vejo serem deixadas.
São pequenos os restos
que encontro de mim.
Partes minhas
que se perdem em teu meio,
pequenos fragmentos
de um pro outro.
São partes de um ser
serão seres em partes,
pequenos restos de mim, teu
e pequenos restos de ti, meu.
Junta-se-á tudo
meus pedaços minhas partes
e o resto,
tudo se transforma
fica igual,
eu e você
pedaços unidos de nós.

(escrita em 26/06/1997 - 9:20h)

Mais ou menos

(AndersonTomio)


Um pouco, de um pouco a mais
e não pouco,nem pouco a menos
mas tão pouco,quero mais
ser for muito,por ser menos.

Tão pouco sabe-se a mais
de um pouco muito menos
não há muito, nem menos
e ser for muito, pode ser menos.

Mas pouco,de quero mais
e não muito, pode ser menos
e se é pouco, então vai a mais
mas se é raro, pode ser menos.

Dentre essas poucas loucuras
escrevo mais
mas não me preocupo, se mais ou menos,
pois sou um pouco e posso ser mais
nem tanto, nem a menos.

Se é pouco,pra que querer menos
se então querer um pouco mais
assim não quero nem a mais nem a menos
e de tão pouco e tão mais.

De tanto pouco a mais
e muito menos , de menos
chega de pouco, de mais, de menos
quero o bastante pra ser meu
o ideal não ser de menos.

("viagem" escrita 16/02/98 9:59h)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Sol



Sol

(AndersonTomio)

Feixes luminosos,
raios de luz,
clarão em meio a tudo,
espaço, tempo e lugar.
Respostas firmes ao falar,
resgate de alma.
Calor que aquece,
calor...humano.
Palavras que não tem fim,
inicio em meio a tudo,
espaço, tempo e lugar.
Arcos de luz que irradiam claridade,
luminosidade absoluta em meio a escuridão.
Fatos que acontecem em tempo,
ou no espaço, ou lugar
luz e luminosidade,
raios de luz, feixes luminosos,
partem de cima, vem para baixo,
são partes de algo.
Sem resposta!
Ou, sem um minimo explicar.
Se as palavras assim como os raios de sol,
não tem fim,
inico em meio a tudo.
São perdidas no espaço
no tempo e se propagam à qualquer lugar.


Envelhecer
(Anderson Tomio)

Com o passar do tempo
pude ver e sentir
o quanto me contento
com minha distancia do existir.

Os anos foram passando
a vida foi cansando e ficando velha
mas o que não vi no passado
hoje é felicidade!

Meu rosto enrugou
meu corpo, caiu
mas o sentimento findou-se
não envelheceu, ressurgiu.

A vida, o tempo,a distância
tive tudo isso, até felicidade
mas num momento de demência
julguei, e joguei para eternidade.

Hoje em leito de asilo
mal leio,mal falo, mal leito,
mas lembro-me de um tempo
em que era jovem
e que a felicidade me acompanhava.

(escrita em 06/08/1998)
Minha Parte...
(Anderson Tomio)

Se você soubesse
o que sinto hoje,
o sentia ontem,
o que sentirei amanha,
eu já há consideraria parte de meu ser.

Se voê soubesse
o quanto penso em ti agora
o quanto pensei em ti ontem
o quanto pensarei em ti amanhã
eu saberia que você já faz parte de mim.

Se você soubesse
o que quero hoje
o que queria ontem
o que vou querer amanhã
eu já há consideraria que vcê faz parte de mim.

Se você soubesse
o que faço agora
o que fiz ontem
e o que farei amanhã
eu saberia que você já faz parte de mim.

Se você soubesse
de tudo de hoje,
de tudo de ontem
e de tudo de amanhã
largarias tudo
e farias parte de mim.

(escrita em 16/05/1996)